Palestra para Motoristas

Palestra para Motoristas
Arquivo: HighPluss Treinamentos, 2017.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Montadoras estrangeiras crescem em tratores no país

trator argo

Mesmo com o desaquecimento do mercado brasileiro de máquinas agrícolas em 2014, as empresas estrangeiras de tratores que desembarcaram no país nos últimos anos registraram crescimento nas vendas e estão otimistas com a comercialização de seus produtos em 2015. O desempenho foi positivo no ano passado porque essas empresas focaram sua atuação em tratores de menor potência, cujas vendas avançaram.
A sul-coreana LS Mtron inaugurou em outubro de 2013 sua unidade brasileira, em Santa Catarina, a primeira de tratores do grupo (divisão LS Tractor) fora da Ásia. No país, a LS vendeu no ano passado quase dois mil tratores (1,93 mil unidades), ante 600 unidades em 2013, quando a maior parte da comercialização foi feita com produtos importados. O faturamento em 2014 foi de R$ 220 milhões.
Neste ano, a expectativa é que as vendas atinjam em torno de 2,5 mil unidades, afirma André Rorato,diretor comercial e de marketing da LS Mtron Brasil. A empresa sul-coreana investiu no país R$ 150 milhões – R$ 80 milhões somente na fábrica, que tem capacidade instalada de 5 mil unidades por ano. A LS Mtron Brasil comercializa tratores de 37 a 105 cavalos de potência, voltados principalmente à agricultura familiar.
Ao mesmo tempo em que há boas perspectivas para o mercado de tratores no país, Rorato observa que existe preocupação sobre o futuro dos programas governamentais, como o Mais Alimentos (linha de crédito voltada a agricultores familiares) e o Moderfrota (linha de financiamento do BNDES para a aquisição de máquinas agrícolas), o que poderia impactar as vendas. A razão para o temor é que cerca de 70% das vendas de tratores da LS Mtron são feitas por meio do Mais Alimentos. E a tendência é que esse percentual não se altere muito, avalia Rorato.
O segmento de agricultura familiar foi o que mais demandou novos tratores para o campo em 2014. Conforme a Anfavea, associação que representa as principais empresas do setor, a comercialização de tratores com até 80 cavalos de potência representou 51% do total vendido em 2014, ante 42% em 2013.
Outra empresa que aposta na demanda firme da agricultura familiar é a indiana Mahindra, considerada a maior produtora mundial de tratores em unidades, com cerca de 250 mil máquinas por ano. A companhia desembarcou no país de forma tímida, no fim de 2012, mas quer crescer no mercado brasileiro. A meta para 2015 é chegar a 5% de participação no mercado de tratores de até 95 cavalos de potência na região Sul, segundo Egisson Loreto, diretor da fábrica da Mahindra em Dois Irmãos (RS).
Em 2013, a Mahindra vendeu volume pequeno no país (menos de 200 unidades) e as máquinas foram importadas. O volume subiu para mais de 400 unidades em 2014, quando a empresa começou a produzir no Brasil. Este ano, Loreto acredita que as vendas podem passar de 1 mil unidades, em uma estratégia mais “agressiva”, com maior produção e abertura de novos concessionários.
No segundo semestre, a Mahindra deve começar a fabricar mais dois modelos de tratores no país – de 50 e 70 cavalos de potência (cv), que se somarão aos atuais de 80 e 92 cv.
A unidade industrial em Dois Irmãos (RS) é a primeira de tratores da Mahindra fora da Ásia, com capacidade para produzir 2 mil tratores por ano. Mas uma fábrica maior para a produção de até 10 mil tratores por ano deve ser construída em 2016, afirma Loreto. Além de crescer no mercado do Sul do Brasil, a Mahindra espera atingir outras regiões, como São Paulo e Espírito Santo em 2016. A empresa também planeja produzir tratores maiores.
A italiana Argo Tractors, com a marca Landini, é outra que prevê ampliar suas vendas no Brasil este ano. A empresa começará a produzir no país entre abril e maio deste ano, em Contagem (MG), mas apenas tratores direcionados a testes no campo. A previsão é que no segundo semestre, a Argo comece a produzir tratores para comercialização no Brasil. Serão dois tipos, com cinco potências diferentes, de 115 a 185 cavalos, segundo Ricardo dos Santos Vianna, diretor de operações da Landini no Brasil.
A empresa italiana atua no país desde 2006. No ano passado, vendeu cerca de 80 unidades importadas no mercado brasileiro. A expectativa, para 2015, é comercializar cerca de 250 tratores fabricados no país e mais 80 unidades importadas. A estimativa é chegar nos próximos anos a uma comercialização de 2 mil unidades no Brasil. Uma nova fábrica, maior, deverá ser construída em três a cinco anos, de acordo com Vianna.
Fonte: Valor Econômico
Publicado em 21/01/2015 no Blog do Caminhoneiro.

Nenhum comentário:

Postar um comentário