Palestra para Motoristas

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Arquivo: HighPluss Treinamentos, 2017.

domingo, 26 de maio de 2013

Excesso de peso em cargas superdimensionadas começa a ser fiscalizado Caminhões, Notícias

carsa super dimensionada
O transporte de cargas de projeto (cargas indivisíveis, excedentes em peso e ou dimensões) começa a enfrentar um problema já comum às demais: a fiscalização do excesso de peso. Por enquanto, apenas o Estado de São Paulo, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), fiscaliza o setor. Mas, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT) está importando uma balança com o mesmo fim.
O assunto estará em debate no Seminário do Sindicato Nacional das Empresas de Transporte e Movimentação de Cargas Pesadas e Excepcionais (Sindipesa), dia 6 de junho, no Construction Congresso, em São Paulo. “Algumas concessionárias de rodovias paulistas como a Ecopistas também se preparam para fazer esse controle de peso”, afirma o engenheiro mecânico Rubem Penteado de Melo, que será um dos palestrantes.
Ele conta que não existe no País um manual ou qualquer literatura técnica para orientar a forma correta de carregamento da carga indivisível ou excepcional, de forma a evitar o excesso de peso. “No seminário, vamos debater esse assunto, trocar informações e começar a definir parâmetros. Precisamos nos antecipar e começar a preparar as empresas para essa nova realidade”, declara.
O engenheiro lembra que o excesso de peso é danoso para o pavimento, além de levar insegurança ao trânsito de veículos. “As concessionárias estão preocupadas com esta questão. Da mesma forma que o Ministério Público vem ajuizando ações para que o Estado resolva este problema. Os promotores e procuradores entendem que o excesso de peso, além de provocar acidentes, dilapida o patrimônio público”, afirma.
A Politran Tecnologia e Sistema foi a empresa que ganhou a licitação do DER-SP para trazer. da Suécia para o Brasil. o Sistema de Pesagem Portátil Estático de Pesagem de Caminhões Superdimensionados – homologado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). Segundo o gerente comercial, Waldemir Garcia Gonzales, um único equipamento, transportado por uma van, é suficiente para cobrir todo o estado.
A balança é alugada ao DER pela Politran, que também disponibiliza a equipe que opera o equipamento. Ela está em funcionamento desde setembro de 2011 e, de acordo com Gonzales, o número de veículos levando cargas superdimensionadas com excesso de peso diminuiu bastante desde então. “No começo, todos apresentavam excesso. Ninguém se preocupava com isso. Agora, quase toda carga está regular”, esclarece.
Sem fiscalização, era comum a transportadora informar na Autorização Especial de Trânsito (AET) um peso menor do que o real. Com isso, pagava taxas menores para transportá-la. “Pelo menos por enquanto, não há multa por excesso de peso. O que ocorre é que o veículo fica parado até que a AET seja corrigida”, explica Gonzales. Supostas diferenças de taxas precisam ser recolhidas para liberar o veículo.
O gerente explica que não é em todo lugar que a balança pode ser instalada. Ela depende de um pavimento com resistência para suportar o peso. Mas, como a pesagem é agendada com antecedência e o equipamento é que vai até o caminhão, a empresa não tem encontrado dificuldades.
Fonte: Revista Carga Pesada
Publicado em 24/05/2013 no Blog do Caminhoneiro.

Caminhões e ônibus com emissão excessiva de poluentes serão multados

onibus fumaça
A partir de junho, os caminhões e ônibus que poluem demais serão multados no Brasil. É o que prevê uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que regulamenta uma determinação do Código de Trânsito Brasileiro. A infração será considerada grave (R$ 127,69 e 5 pontos na carteira) quando a emissão de determinados poluentes ultrapassar os limites previstos pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).
A medida afeta diretamente o bolso de milhares de transportadores em todo o país. Para se ter uma ideia, de acordo com dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), 870 mil veículos da frota de caminhões do país pertencem a profissionais autônomos, contando com idade média de 16,4 anos. Só em São Paulo, segundo o Departamento de Trânsito (Detran-SP), mais de 186 mil caminhões em circulação têm mais de 30 anos de idade.
Para o gerente de Qualidade do Ar do Ministério do Meio Ambiente, Rudolf Noronha, caminhão antigo não é sinônimo de poluição excessiva. “A gente não exige que um caminhão velho emita o mesmo que um caminhão novo, cada índice depende do ano de fabricação do veículo. Não precisa fazer uma restauração completa do caminhão, os níveis que o Conama exige são facilmente atingidos se forem feitas manutenções periódicas regulares”, explicou à Agência CNT de Notícias.
A fiscalização, segundo o superintendente da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Rio Grande do Sul, inspetor Jerry Adriane Dias Rodrigues, poderá ser feita por qualquer órgão de trânsito, como os Detrans e a própria PRF. Para ele, que também é conselheiro do Contran, representando o Ministério da Justiça, a fiscalização ficará mais eficiente.
“Precisávamos de algo mais efetivo para ter condições de fazer uma fiscalização mais segura. Com o opacímetro, [aparelho que mede a emissão de gases], teremos essa maior eficiência. Inclusive vamos utilizar aparelhos portáteis, muito práticos e que precisam ser homologados pelo Inmetro. Estamos adotando os procedimentos para fazer esse trabalho da melhor forma, agora, acho que a sociedade tem que fazer a parte dele também, e não esperar só a punição para começar a mudar o comportamento”, completa o inspetor Dias. Segundo ele, as aferições poderão ser feitas em blitze comuns.
Qualidade do ar
O objetivo da medida é reduzir os índices de poluição, tão prejudicial à saúde. “A questão da qualidade do ar nas grandes cidades é muito grave, temos que atacar de todos os lados. Essa resolução é extremamente importante, porque tira a sensação de que quem não mora na cidade em que existe inspeção veicular, não precisa cuidar do veículo”, ressalta Noronha. Ele lembra ainda que, atualmente, apenas os estados de São Paulo e Rio de Janeiro contam com programas de inspeção veicular e de manutenção periódica. Os demais estados ainda estão analisando como implantar os procedimentos.
Despoluir
A Confederação Nacional do Transporte (CNT) tem trabalhado na redução da emissão de poluentes pelo setor há muitos anos. E desde 2007, o Programa Ambiental do Transporte – Despoluir – realiza uma séria de aferições em todo o território nacional visando a redução da poluição veicular. De acordo com a CNT, veículos bem regulados, além de emitir menos poluentes, consomem menos combustíveis e, consequentemente, exigem menos gastos com manutenção.
“O Despoluir se consolida com uma série de projetos e ações importantes com a finalidade de melhorar o desempenho ambiental no setor transportador, mudando mentalidades, quebrando paradigmas e multiplicando o conhecimento”, afirma o presidente da CNT e do Sest Senat, senador Clésio Andrade.
A implantação gera economia, devido ao menor consumo de combustível, mas, principalmente, consciência ambiental. “Implantamos o programa [Despoluir] em 2008, em Minas Gerais, e, desde então, percebemos uma mudança de visão dos empresários, uma maior conscientização. Várias empresas buscam se adequar em questões que não são legalmente exigidas, mas elas querem melhorar. Fazemos duas aferições por ano nos veículos que participam do programa, a aprovação das frotas é quase maciça. Infelizmente não temos muito alcance sobre os caminhoneiros autônomos”, diz o coordenador do Despoluir da Federação das Empresas de Transportes de Carga do Estado de Minas Gerais (Fetcemg), Elton Zandomênico Gomes.
“Acredito que, para quem já participa do Despoluir, não há com que se assustar com essa regra do Contran, pois as transportadoras sabem que os veículos atendem às exigências”, reforça Elton.
O presidente da Associação Brasileiras dos Caminhoneiros (Abcam), Claudinei Pelegrini, também defende a necessidade da fiscalização sobre a emissão de poluentes. “O principal afetado vai ser o autônomo, mas em contrapartida, queremos ver esses programas que estimulam a renovação de frota funcionando de verdade. O que existe hoje são programas que beneficiam apenas a pequena e média empresa, pois com a carga de documentos que os bancos exigem, fica impossível de você atender”, esclarece.
Em entrevista à Agência CNT de Notícias, ele elogiou o programa Renova SP, implantado recentemente como programa piloto em Santos. “O grande problema de um programa como esse é que, provavelmente, os governos estaduais e federal não terão caixa para trocar os caminhões antigos, frota que pode chegar até 500 mil veículos. Não é que nós queremos poluir, mas é o caminhão [antigo] que nós temos condição de comprar hoje para fazer transporte. Se houver uma linha de crédito específica, realmente voltada para o autônomo, será possível renovar a frota, tirando os veículos de idade avançada de circulação e, com isso, parar de poluir e prejudicar o meio ambiente”, garante Pelegrini. 
Fonte: Agência CNT de Notícias
Publicado em 22/05/2013 no Blog do Caminhoneiro.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

SPTrans quer velocidade dos ônibus no Google



ônibus

Ônibus de São Paulo. Prefeitura negocia com Google para disponibilizar dados da velocidade dos ônibus nos mapas da empresa de internet.
SPTrans negocia com Google para passageiros acompanharem velocidade dos ônibus
Prefeitura quer a informação esteja nos mapas da empresa de internet.
A Prefeitura de São Paulo negocia com a Google para que a empresa tenha os dados da SPTrans – São Paulo Transportes com o objetivo de as pessoas que costumam usar os mapas Google possam também consultar a velocidade dos ônibus na Capital Paulista.
Os dados, segundo a ideia inicial, devem ficar disponíveis na internet e em aplicativos para equipamentos móveis.
Com o serviço, o passageiro poderia calcular o tempo de viagem e o quanto o ônibus demoraria para chegar ao ponto onde ele está. O tempo de deslocamento seria calculado levando em consideração as condições do trânsito on line.
O fornecimento das informações é tecnicamente possível pelo fato de todos os ônibus da Capital Paulista, cerca de 15 mil veículos nos serviços municipais, terem aparelho de GPS que já transmite este dado.
Para a prefeitura o negócio pode ser vantajoso por ser mais uma ferramenta para apurar dados de origem e destino no sistema.
Ainda não há data para a implantação dos dados nos mapas e nem como está o andamento das negociações.
Publicado em 20/05/2013 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes. Blogpontodeonibus.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Mobilidade Urbana: Estudo mostra iniciativas de 15 cidades



ônibus

Ônibus em São Paulo. Estudo internacional mostra que as cidades do futuro investem em transportes públicos. São Paulo foi destacada pelos esforços para ter ônibus menos poluentes. Foto: Adamo Bazani.
Estudo revela ações de cidades em diversas partes do mundo em prol da mobilidade
Pesquisa reuniu pareceres de especialistas, técnicos, poder público e empresas de transportes. Levantamento foi feito numa parceria entre a Universidade Técnica de Munique e a fabricante de ônibus e caminhões MAN
ADAMO BAZANI – CBN
“O que as cidades querem” O título do estudo realizado em 15 cidades de diversas regiões do planeta pela Universidade Técnica de Munique, na Alemanha, é hoje a pergunta principal de autoridades, dos diversos setores da economia e do cidadão comum. Para o poder público, o trânsito é um desafio. Para os setores econômicos, o trânsito é prejuízo e para a população, o trânsito é perda de tempo e qualidade de vida.
Fato é que por mais que ainda uma camada da população mundial ainda não queira abrir mão do conforto de andar de carro, para que se tornem um ambiente agradável e onde os cidadãos possam ir e vir com rapidez, mais segurança e conforto, os municípios devem deixar de ser espaços destinados para veículos para serem áreas projetadas para as pessoas.
E a melhor forma para isso, é investir nos transportes públicos e em espaços maiores para pedestres e cilcistas. Ônibus, trens e metrôs poupam espaço urbano, já que podem substituir dezenas de carros. Esse espaço poupado pelo transporte público deve ser destinado às pessoas.
Algo que foi reduzido em várias cidades foram os espaços para convivência entre os cidadãos. Isso porque, praças, parques, áreas de lazer, tiveram de ser retirados para a construção de avenidas que, a cada ano, se tornam obsoletas, pelo fato de não comportarem o número de veículos particulares que cresce constantemente.
Várias cidades querem reverter ou pelo menos minimizar esse quadro.
O estudo, da Universidade Técnica de Munique, teve parceria da MAN, fabricante mundial de ônibus e caminhões.
Foram levantadas as estratégias para o combate ao trânsito e poluição e para a melhoria do uso do espaço urbano em 15 cidades: de São Paulo, Ahmedabad, Beirute, Bogotá, Copenhague, Johannesburgo, Istambul, Londres, Los Angeles, Lyon, Melbourne, Munique, São Petersburgo, Xangai e Singapura.
Consideradas “Metrópoles do Futuro”, cada uma com sua particularidade, todas têm em comum a busca pelo investimento ao transporte público.
Bogotá, se destaca desde 2002 com o sistema de corredores de ônibus Transmilênio. Com poucos recursos para ampliação metroferroviária e com pouco espaço disponível para obras como de metrô, os corredores de ônibus foram soluções que deram conta do recado.
Outras cidades conciliaram investimentos em trilhos com sistemas de ônibus de grande porte, como Lyon, na França, que tem uma rede de VLTs – Veículos Leves Sobre Trilhos conjugada com BRT – Bus Rapid Transit, corredores de ônibus modernos de alta capacidade.
COMUNICAÇÃO E ACESSO ÀS INFORMAÇÕES:
Um dos resultados do estudo mostra que as pessoas não querem apenas redes de transportes. Elas querem também planejar suas viagens e poder antecipadamente escolher o seu melhor caminho. Para isso, sistemas de informações sobre transportes são essenciais. O cidadão, revela o levantamento, quer chegar às estações de ônibus e metrô e encontrar as informações sobre as linhas e a previsão de quanto o próximo veículo de transporte coletivo vai chegar ao local de espera.
Nota sobre o estudo diz:
“A expansão do transporte público é a mais alta prioridade. Isso inclui mais linhas de transporte público que funcionem com maior frequência, além de um serviço mais confiável. Dessa forma, as cidades estão respondendo às demandas dos cidadãos: para eles, a qualidade do transporte público é tão importante quanto à duração da viagem no momento de escolher um meio de transporte.
Por esse motivo, as cidades não estão investindo apenas nas infraestruturas de transporte público, mas também – e cada vez mais – em sistemas de informações e de comunicação fáceis de usar.
Planos de mobilidade integrada, transporte combinado, metas ambientais ambiciosas e direito de passagem para sistemas alternativos: o estudo fornece informações sobre várias soluções inovadoras e contém uma visão geral das diversas estratégias de mobilidade sustentável nas cidades”.
SÃO PAULO TEVE CRESCIMENTO IMPROVISADO:
O histórico da cidade mostra que São Paulo teve um crescimento improvisado e desorganizado. Segundo o levantamento, faltou planejamento para a cidade e os poucos planos estruturais deixaram de fora o transporte coletivo. Mas a situação pode se reverter. O estudo destaca os esforços para deixar a frota de ônibus na cidade menos poluente, conforme a nota:
“São Paulo não é apenas a maior cidade do Brasil – é a maior cidade de toda a América do Sul. A cidade propriamente dita tem 11 milhões de habitantes em uma área de 1.523 quilômetros quadrados. A Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) cobre mais de 8.000 quilômetros quadrados e tem cerca de 20 milhões de habitantes. Por isso, ela está entre as dez maiores regiões metropolitanas do mundo. Com o segundo maior produto interno bruto do Brasil e um dos cinco maiores da América Latina, a cidade é uma potência econômica, além de ser o principal centro industrial do país. Entre 1940 e 1980, sua população praticamente dobrou, passando de 4,7 para 8,5 milhões. Em função desse rápido crescimento, a infraestrutura de transporte foi improvisada de maneira generalizada e o desenvolvimento urbano ficou marcado pela expansão urbana indiscriminada.
Atualmente, a rede rodoviária tem um comprimento total de 17.000 quilômetros. Vinte e nove por cento de todas as viagens são feitas em carros particulares e 39% por meio do transporte público local. Apenas sete anos atrás, era o contrário. Enormes investimentos na infraestrutura de transporte público resultaram nessa mudança de ênfase.
O sistema de transporte público da cidade atende mais de 16 milhões de pessoas todos os dias. E tendo em vista o alto consumo de energia – o setor de transportes é uma das principais fontes de emissões de gases de efeito estufa – noventa por cento dos poluentes do ar são atribuídos ao trânsito. A Secretaria Municipal de Transporte (SMT) leva esses problemas muito a sério, por isso espera que um Plano de Controle da Poluição Veicular possa produzir melhorias, como reduzir em até 10% ônibus que utilizam combustíveis fósseis no transporte público.”
Apesar deste esforço, uma das cobranças para que os ônibus sejam menos poluentes, são quanto aos investimentos em redes de trólebus.
Os ônibus totalmente elétricos ainda são soluções em diversas partes do mundo. A rede de trólebus em São Paulo foi reduzida drasticamente a partir de 2003, hoje atendendo apenas a zona Leste e o centro de São Paulo, com cerca de 200 veículos. A cidade chegou a ter mais de 500.
Com as inovações tecnológicas, inclusive da indústria nacional, há trólebus que podem percorrer entre cinco e dez quilômetros independentemente da rede aérea, se houver problemas no fornecimento.
Em corredores exclusivos, com vias em melhor estado, a queda das alavancas dos trólebus é minimizada. Exemplo é o Corredor ABD, onde os trólebus seguem em boa parte do trajeto de forma separada do trânsito comum, sobre pavimento de concreto e não em asfalto comum, que não pouco suporta o peso dos ônibus.
A manutenção da rede aérea e do sistema de fornecimento também é essencial para que o trólebus seja eficiente. A redução da poluição, que implica menos custos com saúde pública, a economia no uso de combustível fóssil e a vida útil do ônibus elétrico que é de duas a três vezes maior que do ônibus convencional podem justificar os investimentos em mais serviços de trólebus.
MUNDO SERÁ URBANO:
As necessidades para que os espaços urbanos sejam locais de convivência, com privilégio às pessoas e não aos carros são reforçadas pelas estimativas das ONU.
“Segundo as Nações Unidas, a população urbana aumentará 85% até 2050, chegando a 6,3 bilhões de pessoas. Mais de dois terços da humanidade viverá em cidades”
Isto significa dizer que os espaços nas cidades serão cada vez mais disputados. Sendo assim, estes espaços devem ser melhor aproveitados.
Uma pessoa num carro ocupa 10 metros quadrados da via pública. Com conforto, o passageiro de um ônibus, sentado, ocupa 0,75 metro quadrado. A lotação máxima considerada aceitável no transporte público leva em consideração de quatro a seis pessoas em pé por metro quadrado.
Publicado em 14/05/2013 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes. Blogpontodeonibus.

sábado, 11 de maio de 2013

Palestra VIP na Alfa Transportes Especiais - Caçador - SC.

Arquivo: Nelsi, 2013.

11/05/2013 - Realizada a Palestra VIP na empresa Alfa Transportes Especiais de Caçador - SC.

Temas socializados: Comprometimento Profissional para os Novos Tempos, Administrando os Conflitos e Pós-venda em Serviços.

A HighPluss agradece a acolhida e organização da Equipe, como também, parabeniza a todos participantes pela motivação e participação demonstrada nos conteúdos socializados em favor do desenvolvimento profissional e pessoal de cada colaborador da empresa Alfa Transportes Especiais.

Ótimos aprendizados foram gerados para todos participantes da Palestra VIP.

Abraço e sucesso a Equipe Alfa Transportes Especiais,

Palestrante José Rovani
HighPluss Treinamentos - Joinville


domingo, 5 de maio de 2013

OMS relaciona transporte coletivo à saúde no planeta



ônibus
Organização Mundial da Saúde analisou cerca de trezentos estudos que estabeleceram relações claras entre saúde e transportes coletivos. Além da redução dos problemas ocasionados pela poluição, uma rede de mobilidade pode interferir em fatores como estresse, obesidade, sedentarismo e mortes no trânsito. Foto: Adamo Bazani.
OMS liga transporte coletivo à saúde
De acordo com estudo da Organização Mundial da Saúde, mobilidade urbana interfere em aspectos como qualidade do ar, estresse e até mesmo em questões como sedentarismo e obesidade. Ônibus, metrô e bicicletas devem receber mais incentivos
ADAMO BAZANI – CBN
É de conhecimento de todos que um sistema de mobilidade urbana que privilegie os transportes coletivos, com redes de corredores de ônibus e metrô, e o uso de bicicletas, traz inúmeras vantagens em diversos aspectos, como a garantia do direito de ir e vir, menores gastos públicos em várias áreas e mais qualidade de vida com a redução do trânsito e da poluição.
Mas é possível dimensionar esses ganhos trazidos pelos transportes públicos e as bicicletas às pessoas?
A OMS – Organização Mundial da Saúde realizou levantamentos que mostram que o transporte coletivo vai além dos benefícios de reduzir problemas como os gerados pela poluição. Os trabalhos, coordenados pelo Dr. Carlos Dora, um dos mais conceituados do planeta quando o assunto é qualidade de vida nas cidades, revelam que uma rede de transportes públicos e de ciclovias eficientes interfere em muito mais áreas da saúde do que se imaginava e pode também ajudar no combate a problemas como estresse, sedentarismo e obesidade, que custam milhões de vidas por ano.
Coordenador de Ambientes Saudáveis da OMS para Departamentos de Saúde, Carlos Dora, usou os dados de mais de 300 estudos mundiais sobre saúde, mobilidade urbana, planejamento e gestão urbana, urbanismo e arquitetura.
Foi possível estabelecer relações incríveis que mostram que transporte coletivo priorizado não é apenas uma necessidade urbana e sim uma necessidade humana.
De acordo com as revisões sobre os cerca de 300 estudos, os transportes coletivos são importantes para a saúde pública por uma série de fatores. Vários problemas poderiam ser reduzidos de maneira significativa com menos carros nas ruas para deslocamentos cotidianos e redes maiores e mais eficientes metroferroviárias e de ônibus.
- ACIDENTES: Por ano, a OMS calcula que 1,2 milhão de pessoas morrem em acidentes de trânsito. O número pode ser reduzido toda vez que um corredor de ônibus é construído e as pessoas optam por deixar o carro em casa. Quanto mais corredores, menos carros e menos acidentes, de acordo com o órgão internacional.
- INATIVIDADE FÍSICA E OBESIDADE: Quem anda de transporte coletivo gasta por dia em média 350 calorias a mais em comparação com quem faz o mesmo percurso de carro. A OMS aponta que por ano, devido a problemas agravados pela inatividade física, como diabetes e hipertensão arterial, 19 milhões de pessoas morrem. Cerca de 3,2 milhões estavam aparentemente saudáveis e apresentavam poucos sintomas, mas não caminhavam, não pedalavam e só faziam atividades físicas esporadicamente. Segundo os estudos, estas 350 calorias gastas por dia a mais poderiam fazer muita diferença no ano.
- POLUIÇÃO DO AR: A OMS relevou que anualmente, 2 milhões de pessoas morrem por causa da poluição do ar. Em todo o mundo, a frota de automóveis é responsável por 68% dos poluentes na atmosfera. Se forem consideradas as áreas urbanas, os automóveis são responsáveis por 90% da poluição do ar. Se o cidadão tiver à disposição ônibus e metrôs eficientes e com custo de passagem acessível, para ele vai ser mais vantajoso deixar o carro em casa, o que vai impactar diretamente nestes altos índices de poluição. Mas analisando ainda os cerca de 300 estudos, Dr. Carlos Dora diz que as políticas públicas em todo o mundo precisam de fato levar os transportes coletivos e o deslocamento por bicicleta a sério: De 2002 a 2004, 66% dos empréstimos do Banco Mundial para intervenções relacionadas a transportes foram para construções de vias ou rodovias voltadas para o trânsito comum. A minoria dos recursos foi para corredores do ônibus, metrô e ciclovias que ofereçam de fato segurança a quem opta por se deslocar de bicicleta.
Outro dado importante é sobre o “tipo de poluição”. Os elementos mais perigosos no ar são as Partículas PM 10, mais presentes na queima de combustíveis de carros de passeio que de ônibus e caminhões. As PM 10 são as que medem 10 micrômetros ou menos. Elas entram no corpo humano e invadem a corrente sanguinea de forma muito fácil e rápida e podem provocar males como asma, bronquite, infecções respiratórias inferiores, doenças cardíacas e câncer no pulmão. A OMS orienta que o índice suportável, na média anual, de PM 10 no ar é de 20 microgramas por metro cúbico. Mas nas metrópoles, o que inclui Nova Iorque, Cidade do México e São Paulo, este índice anual alcançou a 300 microgramas por metrô cúbico.
E o número mais alarmante vem agora: Das 2 milhões de pessoas que morrem por ano por causa da poluição, 1,34 milhões são mortes prematuras. E o mais importante ainda: deste total, ainda de acordo com a OMS, 1,09 milhões de mortes poderiam ser evitadas, se os parâmetros estabelecidos pela Organização fossem seguidos.
“Um sistema de transporte público, como o BRT – Bus Rapid Transit – pode gerar redução na poluição do local onde é instalado pois pode ter como resultado menos congestionamentos, menos pessoas usando carros” – disse o Dr. Carlos Dora.
Publicado em 05/05/2013 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes. Blogpontodeonibus.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Vida de quem anda carro vai ficar mais difícil, diz Haddad



23 de maio
Ônibus em São Paulo. Prefeito Fernando Haddad diz que vida de quem usa somente carro deve se complicar. Corredores de ônibus devem aumentar a velocidade dos transportes públicos. Foto: Adamo Bazani.

Vida de quem anda só de carro vai ficar mais difícil
Afirmação é do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad.
ADAMO BAZANI – CBN
A vida de quem anda só de carro na cidade de São Paulo vai ficar mais difícil ainda.
É o que afirmou o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, em discurso no seminário Lide – Grupo de Líderes Empresariais.
Em compensação, Haddad afirmou que quem usa o transporte coletivo vai encontrar uma situação melhor de deslocamento nos próximos anos. Para isso, ele destacou o plano de entrega em seu mandato de 147 quilômetros de corredores exclusivos de ônibus. Alguns serão do tipo BRT – Bus Rapid Transit, com pontos de ultrapassagem, embarque no mesmo nível do assoalho do ônibus e pagamento de passagem antes mesmo da parada do veículo.
Haddad disse que parte das vias que hoje são usadas por carros e mal aproveitadas devido à alta ocupação dos veículos de passeio frente a baixa capacidade será destinada ao transporte público, que leva mais gente, em menor área e polui proporcionalmente bem menos.
Com os investimentos, entretanto, em uma Central Integrada de Monitoramento de Transportes e Trânsito e em semáforos inteligentes, Haddad diz que a velocidade dos carros vai aumentar, o que deve compensar a perda de espaço em algumas vias.
O prefeito também disse que São Paulo precisa elevar seu nível de investimento. O objetivo é subir para R$ 6 bilhões anuais e chegar a R$ 22 bilhões.
Para ele, a meta é ousada, mas necessária, inclusive com a participação do Governo Estadual e do Governo Federal.
Haddad deixou claro que empréstimos e investimentos em São Paulo não são favores para ninguém. Isso porque, segundo ele, se a cidade de São Paulo cresce, há crescimento também no Estado e no País, devido a importância econômica do município.
O prefeito diz que deve intensificar as parcerias público privadas PPP, com maior participação também de micros e pequenas empresas.
Publicado em 29/04/2013 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes. Blogpontodeonibus