Palestra para Motoristas

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Arquivo: HighPluss Treinamentos, 2017.

domingo, 24 de junho de 2012

Transportes públicos com acessibilidade em Curitiba se aproximam de 100%

frota acessível
A cidade de Curitiba e a região metropolitana são onde os transportes públicos mais oferecem acessibilidade para portadores de deficiência física e visual. Servida apenas por ônibus, a capital tem 95,6% dos veículos com condições de atender a quem possui algum tipo de limitação. O sistema conta com corredores exclusivos e estações que permitem o embarque no mesmo nível do assoalho dos ônibus, mas até mesmo os modelos mais simples que atendem regiões que não são servidas por corredores oferecem equipamentos de acessibilidade. Foto: Karoline Dea Falcão.

Região Metropolitana de Curitiba tem o maior índice de acessibilidade nos transportes públicos no País
Servida apenas por ônibus, a cidade tem 95,6% dos veículos acessíveis. A segunda cidade com mais facilidade aos portadores de necessidades especiais é Belo Horizonte.
ADAMO BAZANI – CBN

Deixar as cidades com melhores condições para quem possui deficiência física, visual ou qualquer outro tipo de limitação é uma obrigação do poder público e das instituições privadas e que requer investimentos.
No entanto, para que a cidadania e dignidade sejam oferecidas aos portadores de deficiência, não são necessários gastos absurdos e acima das condições dos cofres públicos e das empresas. Basta planejamento, respeito às leis e investimentos com responsabilidade.
É o que provam as empresas de ônibus de Curitiba e região metropolitana e o poder público local.
De acordo com o Mobilize Brasil, a cidade é a que mais oferece acessibilidade nos transportes coletivos entre as capitais e regiões metropolitanas em todo o País. Há cidades que oferecem acessibilidade maior, como Diadema e Santos, mas o levantamento leva em conta capitas junto com cidades vizinhas.
Servida apenas por ônibus, Curitiba tem 95,6% dos veículos de transportes urbanos com acessibilidade.
Só na capital paranaense, operam 1 mil 915 ônibus que fazem parte da RIT – Rede Integrada de Transporte, que oferece uma malha de serviços de ônibus que conta com corredores exclusivos, linhas rápidas com poucas paradas (Ligeirinhos), terminais interligados e possibilidade de várias integrações gratuitas entre as diversas linhas, independentemente do tempo de viagem e da quantidade de veículos utilizados.
Destes 1 mil 915 ônibus, 1 mil 830 atendem todas as legislações brasileiras de acessibilidade.
Os veículos que servem a malha de corredores exclusivos param em estações-tubo.
Elas dispensam a necessidade dos degraus dos ônibus. O piso das estações é no mesmo nível do assoalho dos veículos. As estações tubo existem em Curitiba e região desde o início dos anos de 1990 e servem de modelo para outros sistemas de BRT – Bus Rapid Transit – (corredores de trânsito rápido para ônibus) no Brasil e em outros países, como a Colômbia, que em Bogotá opera com o bem sucedido Transmilênio.
Aliás, essa é uma das características dos sistemas de corredores de ônibus BRT: oferecer transportes rápidos, acessíveis e modernos, mas sem custos elevados, tanto de implantação como de operação.
Além de os ônibus que atendem aos passageiros nas estações-tubo, contanto com modelos biarticulados que podem transportar 270 pessoas de uma só vez, há os veículos que circulam em bairros e fora de corredores, que também oferecem acessibilidade aos usuários.
Mesmos os veículos mais simples, com motores dianteiros por servirem áreas mais afastadas e cujas condições de tráfego não são tão boas como nos corredores, possuem elevadores para cadeiras de rodas.
Todos os modelos possuem balaústres em relevo nas proximidades das portas para auxiliar as pessoas com limitação visual, sinal de parada especial que indica ao motorista que uma pessoa que precisa de ajuda vai desembarcar, bancos especiais para quem sofre de obesidade, assentos diferenciados pela cor amarela para idosos, gestantes, pessoas com crianças de colo e que se recuperam de intervenções médicas.
Os veículos também oferecem espaço interno para afixação correta e segura de cadeiras de rodas e para cão-guia acompanhante de pessoas com limitação visual.

ANTES MESMO DA LEGISLAÇÃO:
A legislação brasileira exige cidades com transporte coletivo acessível desde 2009.
Mas antes mesmo deste ano, o poder público e as empresas de ônibus de Curitiba e região já investem na acessibilidade.
Desde 2005, só são colocados na Capital e nas cidades vizinhas, ônibus novos com equipamentos acessíveis.
Para se ter uma ideia, em Santo André, no ABC Paulista, uma das regiões com maior arrecadação do País, a quantidade de ônibus acessíveis ainda não chega a 30%. Há veículos do ano de 2008, que atendem a regiões de hospitais, que não têm nenhum tipo de equipamento de acessibilidade, além dos balaústres em relevo.
A legislação determina que 10% dos assentos nos ônibus sejam destinados a idosos, gestantes e portadores de deficiência. Em Curitiba, esse total, de acordo com a Prefeitura é de 20% dos lugares disponíveis.

AUMENTO CONSTANTE DA FROTA COM ACESSIBILIDADE:
O objetivo de Curitiba é que até 2014, todos os ônibus sejam acessíveis.
De acordo com a Prefeitura, o crescimento da frota com condições de atender dignamente portadores de deficiência tem sido constante. Em 2010, eram 83% dos ônibus. Em 2011, a frota acessível passou a ser de 91%. Em janeiro de 2012, foi para 92% e agora está em 95,6%.
Depois de Curitiba, a cidade de Belo Horizonte é a que mais possui transporte com acessibilidade: 80% da frota, seguida do Rio de Janeiro, com 60%. O índice do Rio de Janeiro deve aumentar com a renovação da frota e com a expansão dos corredores de BRT. O levantamento não leva ainda em conta os serviços do corredor Transoeste, que liga Campo Grande, Santa Cruz e Barra da Tijuca.
A cidade com menor frota acessível, entre as capitais, é Natal, com 20% dos ônibus com possibilidade de atenderem a portadores de limitações.

Publicado em 23/06/2012 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes. Blogpontodeonibus

META DO C 40 DE REDUÇÃO DE CO 2 PASSA PELOS TRANSPORTES COLETIVOS

ÔNIBUS HÍBRIDO
Ônibus elétrico híbrido em Nova Iorque. A Rio +20 trouxe poucos compromissos concretos para as reduções de emissão de poluentes em todo do mundo. No entanto, a atuação da iniciativa privada e das instituições de ensino e pesquisa, com soluções cada vez mais modernas e acessíveis, e a postura do C 40, grupo das maiores cidades do mundo, em se comprometer a reduzir em 1 bilhão de toneladas a emissão de gás carbônico, chamaram a atenção. Nos dois casos, tanto em relação às propostas de empreendedores e pesquisadores como ao comprometimento do C 40, um dos destaques foram os transportes coletivos. O líder do C 40, o prefeito de Nova Iorque, Michael Bloomberg, classificou os transportes públicos como um dos pilares para um futuro melhor.

Redução de Gás Carbônico passa por investimentos em transportes coletivos
Tema foi consenso na Rio +20 e entre os prefeitos do C 40 que se responsabilizam em reduzir a emissão 1 bilhão de toneladas de CO2 até 2030.
ADAMO BAZANI – CBN

Não foi desta vez que os representantes das nações se comprometeram de verdade com um futuro melhor, reduzindo as emissões de poluição e estimulando um crescimento que não coloque em risco a disponibilidade dos bens naturais para as próximas gerações.
Neste aspecto, a Rio + 20, Conferência das Nações Unidades sobre Desenvolvimento Sustentável, pode ser considerada um fiasco.
E a desculpa que a crise econômica mundial, com foco hoje na Europa, teria desanimado os líderes das nações não cola. Quando o assunto é colocar a mão no bolso ou transferir tecnologia para os países mais pobres, as nações mais prósperas nunca mostraram grande disposição.
É certo que nações extremamente pobres não são interessantes para as potências econômicas, que precisam vender seus produtos e especular por câmbio e juros. Mas o enriquecimento dos países pobres não pode “ser caro demais” para as potências.
No entanto, a Rio +20 não pode também ser considerada uma perda total.
O setor empresarial foi destaque. Muito mais que governos, empreendedores estipularam metas e colocaram suas ideias de tecnologia e sistemas em prol de um futuro melhor.
Eles fizeram isso só em nome da vida e da natureza? Claro que não! Empreendedor quer lucro. E que mal há nisso, se esse lucro trouxer desenvolvimento, oportunidades, gerar riqueza sem agredir o meio ambiente?
É uma visão capitalista? Sim, mas se não conseguimos nem mudar um documento sobre meio ambiente, que foi apresentado às nações na conferência, não é o regime que vamos mudar.
Nos empreendimentos tecnológicos, o Brasil mostrou que não deve às nações mais ricas quando o assunto é solução em transportes. Houve propostas de ônibus com formas de tração limpas por parte de filiais de multinacionais, mas com tecnologia e produtos desenvolvidos aqui, de empresas tipicamente nacionais, como a Eletra (que faz sistemas elétricos para ônibus) e de instituições de pesquisa e ensino, como a UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro, que apresentou projeto de um trem que levita, o MagLev e um ônibus a hidrogênio, que solta vapor d´água em vez de fumaça preta, bem mais barato e com maior autonomia, que os modelos já conhecidos.
Os transportes coletivos, em especial dos de tecnologia limpa, são vistos por governos, ambientalistas, empreendedores, especialistas, ONGs e sociedade em geral como uma das muitas atitudes que devem ser intensificadas para um presente e um futuro melhores.
Isso fica claro num dos únicos compromissos por parte de poder público com meta definida, apresentados pelo C 40, grupo que reúne os prefeitos das principais metrópoles em todo o mundo. Apesar do nome C 40, hoje o grupo conta com representantes de 59 cidades.
Eles se comprometerem a reduzir em até 1 bilhão de toneladas a emissão de CO2, gás carbônico, até 2030.
Para se ter uma idéia, isso representa o que Brasil e México vão emitir juntos em 18 anos se não fizessem nada para reduzir os atuais padrões de poluição do ar.
Os dados do Climate Leadership Group (C40) revelam que somente em 2010, as grandes cidades em todo o mundo emitiram 1,7 bilhão de toneladas de gás carbônico. Por conta do crescimento da população, das atividades econômicas e da frota de veículos nas ruas, se não for tomada nenhuma medida em relação aos padrões de emissão, as mesmas cidades no ano de 2020 vão lançar 2,3 bilhões de toneladas e no ano de 2030, 2,9 bilhões de toneladas de gás carbônico.
Estas metrópoles foram responsáveis por 14% das emissões de gases de efeito estufa em todo o mundo. O problema, no entanto, pode ser resolvido pelo poder municipal. Segundo o C 40, as prefeituras podem controlar 75% destas emissões.
O prefeito de Nova Iorque, Michael Bloomberg, líder do C 40 disse que existem alguns pilares a serem fortalecidos para que não só a meta de deixar de produzir 1 bilhão de toneladas de gás carbônico até 2030 seja cumprida, mas para que os impactos sobre a natureza sejam constantemente menores.
Entre estes pilares destacados está o incentivo e o aprimoramento dos transportes públicos.
Para o dirigente, os transportes públicos tiram os veículos de passeio das ruas, reduzindo o excesso de carros que é responsável por boa parte da poluição atmosférica.
Ele defende o aperfeiçoamento e ganho de escala de produção de veículos com tecnologia limpa, como metrô e ônibus que funcionam com formas de tração independentes do petróleo.
E o prefeito diz que tem feito a lição de casa. Em Nova Iorque, prestam serviços cerca de 2 mil ônibus elétricos híbridos.
Os ônibus operam com dois motores, um a combustão e outro a eletricidade. O motor a combustão funciona em alguns momentos da operação e gera energia para baterias que alimentam o motor elétrico. A energia gerada nas frenagens também é aproveitada.
A solução novaiorquina é bem conhecida no Brasil. A Eletra, de São Bernardo do Campo, foi responsável entre 1996 e 1997 pela circulação comercial do primeiro veículo deste tipo no Corredor ABD, que liga a zona Sul à zona Leste de São Paulo, passando por municípios do ABC Paulista, operado pela Metra. A empresa também desenvolve trólebus, ônibus elétricos que não emitem nada de poluição do ar na operação, mais modernos, e até chega a exportar. A Volvo também anunciou um ônibus elétrico híbrido, apresentado na Rio +20. A cidade de Curitiba terá 60 unidades, sendo as trinta primeiras entre agosto e setembro.
Dentro do compromisso do C 40 em reduzir a emissão de gás carbônico, está o investimento em transportes públicos.
Os moradores não só destas cidades, mas de todo o planeta, esperam que o discurso se torne uma prática.
Atualmente, as 59 cidades que integram o C 40 possuem 544 milhões de habitantes, 8% da população mundial, mas produzem 20% do PIB de todo o mundo, o que significa US$ 13 trilhões.

Publicado em 24/06/2012 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes. Blogpontodeonibus

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Seminário apresenta soluções reais para mobilidade, saúde e meio ambiente

onibus
Os transportes coletivos são unanimidade entre especialistas como uma das principais soluções para aumentar a qualidade de vida nas cidades, diminuindo o trânsito e os congestionamentos que causam não só perda de tempo e dinheiro, mas até mesmo milhares de mortes por ano. A melhoria da eficiência dos transportes passa por diversas frentes: evolução tecnológica, conscientização da população e políticas públicas que privilegiem os meios coletivos de deslocamento. E são algumas destas alternativas que vão ser apresentadas e discutidas em evento aberto à população no dia 26 de junho, na Associação Comercial e Industrial de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista.

Seminário discute transporte, saúde e meio ambiente
Evento na Associação Comercial de São Bernardo do Campo, no dia 26 de junho, vai apresentar propostas que podem melhorar as condições de vida nas cidades. Especialistas provam que investir em transporte coletivo não é apenas uma solução de mobilidade, mas de saúde, e não requer recursos demasiados.

A Rio +20, Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, foi uma oportunidade de a indústria, setores acadêmicos de pesquisa e da sociedade civil mostrarem que há soluções do ponto de vista tecnológico que permitem com que os transportes públicos auxiliem ainda mais a formação de uma economia sustentável, que ofereça desenvolvimento, prosperidade, integração social sem causar impactos negativos no meio ambiente.

Os transportes públicos já trazem ganhos para a natureza e, consequentemente vida humana, por reduzirem o excesso de veículos nas cidades. O alto número de carros de passeio usados de forma pouco racional e a falta de prioridade aos transportes coletivos ocasionam problemas sérios como congestionamentos e poluição, que não só geram prejuízos financeiros, mas são responsáveis pela morte de milhares de pessoas por ano, de acordo com os institutos de saúde públicos e privados.
Se a Rio +20 mostrou vários avanços tecnológicos que maximizam os ganhos ambientais dos transportes coletivos, em relação à formulação de políticas públicas que privilegiem, os debates não avançaram de maneira satisfatória.
Mas ideias para soluções que precisam ser tomadas de maneira imediata e outras para o longo prazo não faltam sobre como gerenciar, planejar e oferecer transporte público de qualidade.
É o que vai mostrar o Seminário “Transporte Coletivo: Sustentabilidade, Mobilidade e Saúde”, a ser realizado no dia 26 de junho, próxima terça-feira, na Associação Comercial e Industrial de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. O evento vai reunir estudiosos do setor de transportes e saúde como Vitor Seravalli, especialista em Desenvolvimento Sustentável e presidente do Comitê Brasileiro do Pacto Global da ONU; Adalberto Maluf, especialista em planejamento e mobilidade urbana e diretor da C40 (órgão internacional que reúne os prefeitos das principais cidades do mundo) e Paulo Saldiva, médico coordenador do Laboratório de Poluição Atmosférica da Universidade de São Paulo (USP).
Adriano Murgel Branco, ex secretário de transportes de São Paulo, que participou no Plano Sistran, o maior projeto de implantação de ônibus com tecnologia limpa na Capital Paulista, nos anos de 1970, com a expansão da rede de trólebus, também estará no evento.
As inscrições são de graça e devem ser feitas pelo site:
www.transportelimpo.com.br
A iniciativa é da Eletra (empresa especializada em fabricação de sistemas de tração elétrica para transportes urbanos) e Metra, que opera o Corredor ABD, que liga São Mateus, na zona Leste de São Paulo, ao bairro do Jabaquara, na zona Sul, passando por municípios do ABC Paulista. Além de ônibus diesel, a empresa opera trólebus, que reduzem 100% a emissão de poluição nas operações por serem totalmente movidos a eletricidade, um modelo a etanol e vários ônibus elétricos-híbridos, que também reduzem os poluentes.
Além da questão da saúde e meio ambiente, os debatedores vão discutir os vários exemplos possíveis para as realidades econômicas e de demanda de cada região de como oferecer transportes rápidos, a custos interessantes para os passageiros e confortáveis que podem fazer com que as pessoas achem mais vantajoso deixar o carro em casa:

CONFIRA
A Metra, empresa que opera o Corredor Metropolitano de Ônibus ABD, e a Eletra, empresa brasileira que desenvolve tecnologia de tração elétrica para ônibus urbano, organizam no dia 26 de junho (terça-feira), das 8h30 às 13h, o seminário “Transporte Coletivo: Sustentabilidade, Mobilidade e Saúde”, na sede da ACISBEC (Associação Comercial e Industrial de São Bernardo do Campo).
O setor de transportes tem sido apontado como a fonte emissora de gases de efeito estufa com maior e mais rápido crescimento, com cerca de 2,5% ao ano. Somente a capital paulista e a região metropolitana têm 17 mil km de vias, com uma frota de 18 mil ônibus urbanos. Veículos movidos a diesel, usado em caminhões e ônibus, respondem por 28,51% das 63 mil toneladas de material particulado lançados anualmente para a atmosfera na região metropolitana de São Paulo. Uma das alternativas para diminuir esse índice seria a volta do trólebus como principal modelo de ônibus. Atualmente, existem apenas 171 na capital paulista e 86 na região do ABC, operados pela Metra.
Além de utilizar ônibus elétrico em sua frota, a Metra iniciou, desde 2010, uma política de sustentabilidade que reduziu o consumo de combustíveis fósseis com a substituição de diesel por biodiesel e trocou parte da frota de ônibus por modelos híbridos.
Reduziu, em 25%, o consumo de energia elétrica em dois de seus nove terminais, iniciativa que está sendo expandida para os demais, e economiza, ao mês, cerca de 1,5 milhão de litros de água com o sistema de tratamento e reuso dos recursos hídricos na garagem localizada em São Bernardo do Campo. Ela implantou, também, o programa “Corredor Verde” no trecho entre São Mateus-Jabaquara, cujo objetivo é deixar o trajeto mais arborizado e reduzir a emissão de gás carbônico (CO²) na atmosfera. Já foram plantadas mais de 5.000 árvores.

Seminário
O objetivo do seminário é reunir especialistas no assunto para discutir propostas e tendências para o transporte coletivo em grandes cidades e regiões metropolitanas. Em pauta estão temas como sustentabilidade e saúde, mobilidade urbana e as contribuições que o transporte coletivo com baixo impacto ambiental pode oferecer para a melhoria da qualidade de vida da população; em especial os corredores de ônibus e o uso dos ônibus elétricos, tendência nas grandes cidades como solução não-poluente para o transporte de massa.
A programação do evento “Transporte Coletivo: Sustentabilidade, Mobilidade e Saúde”está estruturada em três palestras, seguidas de um debate, contando com convidados especialistas no tema.
A primeira palestra será proferida por Vitor Seravalli, especialista em Desenvolvimento Sustentável e presidente do Comitê Brasileiro do Pacto Global da ONU; seguido por Adalberto Maluf, especialista em planejamento e mobilidade urbana e diretor da C40 (órgão internacional que reúne os prefeitos das principais cidades do mundo) e Paulo Saldiva, médico coordenador do Laboratório de Poluição Atmosférica da Universidade de São Paulo (USP). Para o debate, que tem como mediadora a jornalista Fabíola Cidral, apresentadora dos programas CBN São Paulo e Caminhos Alternativos (Rádio CBN), estão confirmadas as presenças de Adriano Murgel Branco (ex-secretário de Transportes do Estado de São Paulo) e Ádamo Bazani (jornalista da Rádio CBN especializado em transporte). Entre os convidados estão também representantes do Governo do Estado de São Paulo, das Prefeituras Municipais, além de empresas, universidades, ONGs e lideranças comunitárias da região.

As vagas são limitadas e as inscrições gratuitas podem ser feitas pelo site www.transportelimpo.com.br.
O Seminário é organizado no mês da celebração do Dia Mundial do Meio Ambiente, bem como da realização da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável Rio+20, no Rio de Janeiro.

Publicado em 21/06/2012 no site http://blogpontodeonibus.wordpress.com/2012/06/21/seminario-apresenta-solucoes-reais-para-mobilidade-saude-e-meio-ambiente/

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Sustentabilidade: Chinesa testa ônibus elétrico em São Paulo e RIo + 20 mostra tecnologias da indústria Nacional

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Ônibus Chinês da BYD, modelo K 9, vai circular em testes pelas ruas de São Paulo. Ônibus possui baterias recarregáveis. Empresa chinesa está disposta a entrar com força no mercado nacional com uma parceira brasileira. Foto: Notícias Automotivas
ônibus
Interior do ônibus chinês oferece amplo espaço para os passageiros. Baixo ruído é garantido por tração elétrica. Foto Notícias Automotivas

Biodiesel e Diesel de Cana de Açúcar também marcam a Rio +20
Mercedes Benz vai transportar as delegações com ônibus rodoviários movidos com 100% de Diesel de Cana de Açúcar
ADAMO BAZANI – CBN

A Rio +20, Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente, tem sido uma grande oportunidade para as fabricantes de veículos de transportes coletivos mostrarem as tecnologias ambientalmente corretas.
O transporte coletivo, mesmo sem nenhuma inovação tecnológica, já ajuda o meio ambiente pelo fato de poder ajudar a retirar veículos particulares das ruas. O excesso de veículos nas cidades é um dos principais geradores de poluição e desperdícios de recursos econômicos.
Em regiões, como a Grande São Paulo, o grande número de carros é responsável por 80% da poluição do ar e, de acordo com o Instituto de Poluição Atmosférica da USP, 7 mil pessoas morrem por ano apenas por problemas relacionados a poluição gerada pelos veículos automotores.
A solução para este quadro se dá por diversas frentes que devem ser concomitantes.
Pelo poder público, é necessário pensar em cidades não para carros, mas para pessoas, com prioridade ao transporte coletivo, que ocupa menos área urbana e reduz a emissão de poluentes.
Dar prioridade ao transporte público é, além de criar espaços exclusivos, como trilhos para metrô e corredores para ônibus, planejar uma malha de serviços que atenda a população com conforto, rapidez, segurança e custos baixos. Caso contrário ninguém vai deixar o carro para ficar no mesmo congestionamento em pé exprimido dentro do ônibus ou em estações de metrô que para conseguir entrar nos vagões, as pessoas batem e apanham, literalmente. Ônibus e metrô devem se complementar de maneira inteligente: um não exclui o outro.
A propaganda do Governo do Estado de São Paulo ao dizer que os trilhos são a solução paras as cidades é enganosa. E se a propaganda fosse no sentido de dizer que os ônibus são a solução para as cidades seria tão enganosa quanto. As cidades precisam de transportes coletivos oferecidos em diferentes modais, de acordo com a demanda, complexidade dca obra e disponibilidade financeira. Óbvio, mas que infelizmente não é colocado em prática.
São necessárias soluções rápidas e urgentes, de baixo custo e tempo reduzido de implantação, ao mesmo tempo que são elaborados sistemas que atendem às perspectivas de crescimento econômico e populacional. Os transportes têm de ser pensados para o futuro, mas devido às políticas de mobilidade terem sido desprezadas por longo tempo, os transportes têm de ser pensados para hoje e talvez até para ontem, ou seja, estudar e muito bem os erros do passado.
Da parte da população, consciência e ações são urgentes.
É claro que os transportes coletivos em todo o País, de uma maneira geral, com exceções, estão muito longes de serem o ideal. Mas também, em geral, não é nenhuma coisa de outro mundo às vezes deixar o carro em casa para pequenos deslocamentos, compromissos esporádicos e fora do horário de pico, enquanto os transportes não melhoram.
Os cidadãos precisam deixar de ser individualistas e sedentários. Para ir à escola que é perto, a um estabelecimento comercial ou alguma atividade fora do cotidiano, a pessoa pode de vem em quando ir a pé, pegar um ônibus, um trem, um metrô.
Muitas pessoas que adotaram esta prática esporádica inicialmente fizeram descobertas. Descobriram um itinerário bom de ônibus, uma conexão boa de metrô e algumas se deram conta que nem sempre vale a pena usar o carro para tudo.
A indústria também precisa fazer sua parte investindo em desenvolvimento de novos veículos de transportes públicos que apresentem maior eficiência e poluam menos, com custos que podem ser bancados pelos frotistas, que também devem ter a mente aberta para estas novas tecnologias. A corrida por parte de alguns empresários para comprarem ônibus mais poluentes, porém mais baratos, antes da mudança da legislação ambiental neste ano, revela que nem sempre a disposição de investir um pouco mais em prol do meio ambiente e da vida faz parte das ações de vários frotistas.
Na Rio +20, os produtores de ônibus têm mostrado que opções, no entanto, não faltam.
O evento da ONU tem sido uma das grandes oportunidades para os fabricantes mostrarem que ônibus não é mais sinônimo de fumaça preta.
Diversas marcas trazem soluções que revelam que falta de produtos não é desculpa para deixar de investir para os transportes públicos serem mais sustentáveis ainda.
A Volvo e a Eletra exibem ônibus elétricos híbridos, que operam com dois motores: um a combustão e outro a energia elétrica. A Eletra também manda o recado de que o trolebus, solução no Brasil desde 1949 e no mundo desde o início do século passado, se modernizou: tem corrente alternada (um sistema considerado mais moderno), alavancas pneumáticas que evitam quedas constantes no meio do caminho e baterias armazenadoras de energia que dão autonomia suficiente para o trólebus circular independentemente da rede aérea por um certo espaço e período, caso haja algum problema.
A Volkswagen vai transportar as delegações da Rio + 20 com ônibus 17.280 rodoviários flex, movidos a Gás Natural e a Diesel.
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Ônibus movido com mistura de 30% de diesel de cana de açúcar ao diesel comum S 50 já circulam pelo Rio de Janeiro. Desempenho do veículo não deveu em relação ao abastecimento apenas com diesel de petróleo. Foto: Divulgação Mercedes Benz
A Mercedes Benz também participa do evento. A aposta da marca é o diesel de cana de açúcar, que é diferente do etanol, e já é realidade nas ruas do Rio de Janeiro, onde a mistura é de 30% ao diesel S 50, e em São Paulo, que começou com misturas de 10%.
Na Rio +20, a Mercedes Benz vai usar dez ônibus modelo O 500 RS para transportar as delegações também.
De acordo com a Mercedes Benz, o uso do diesel de cana de açúcar aumenta os ganhos para o meio ambiente em ônibus e caminhões novos que seguem os mais recentes padrões de redução de poluição, baseados nas normas Euro V. Mas a utilização do diesel de cana de açúcar é possível também em modelos mais antigos sem necessidade de alteração nos motores, com eficiência igual a do diesel comum, e com redução de poluição também.
A Mercedes Benz divulgou um informe para a imprensa sobre a participação na Rio +20, o uso de diesel de cana de açúcar em maior proporção nos motores e sobre a utilização também de uma quantidade maior de biodiesel, agora com 20%, ao diesel comum:
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Os níveis de poluição dos 20 ônibus movidos com 30% de diesel de cana de açúcar também foram reduzidos: Foto: Divulgação Mercedes Benz
Pioneira no desenvolvimento e nos testes com o uso de diesel de cana e de biodiesel em caminhões e ônibus no Brasil, a Mercedes-Benz ganha destaque por sua experiência com combustíveis alternativos durante a Rio+20 – Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável. Este mega evento de expressão mundial será realizado na cidade do Rio de Janeiro, entre os dias 13 e 22 de junho, com a presença de autoridades de vários países, acadêmicos, especialistas, profissionais e diversos outros públicos.
O uso de combustíveis alternativos em veículos Mercedes-Benz traz muitas vantagens para as empresas e os operadores de transporte. Graças aos desenvolvimentos já aplicados aos motores da marca, o diesel de cana com teor de 30% e agora o biodiesel com teor de 20% podem ser utilizados normalmente em caminhões e ônibus, independentemente do ano de fabricação, sem necessidade de modificações no motor.
“Além disso, são mantidos a eficiência e o excelente desempenho, com menores emissões e reduzido consumo”, diz Gilberto Leal, gerente de Desenvolvimento de Motores da Mercedes-Benz do Brasil. “Isso reforça a confiança da Mercedes-Benz no uso desses combustíveis alternativos, que se mostram como opções interessantes, pois não requerem alteração na estrutura da frota atual”.
De acordo com o executivo, outra grande vantagem dos veículos comerciais Mercedes-Benz é que eles podem ser abastecidos com diesel comercial, diesel de cana e biodiesel. Ou seja, os caminhões e ônibus da marca são efetivamente multicombustíveis, preservando a qualidade, eficiência, durabilidade e confiabilidade dos produtos.
“Estamos mostrando ao mercado que o diesel de cana e o biodiesel, experiências pioneiras da nossa marca, são as mais viáveis alternativas de combustível ‘limpo’ para o nosso País”, diz Gilberto Leal. “Mais uma vez, nossa marca indica o caminho a seguir, consolidando também um trabalho de parceria na busca por soluções sustentáveis”.
Ônibus a 100% diesel de cana transportam delegações
A Mercedes-Benz disponibilizou 10 ônibus rodoviários O 500 RS, movidos a 100% de diesel de cana, para os organizadores da Rio+20. Esta frota será utilizada para o transporte de delegações participantes do evento. “O uso de 100% de diesel de cana demonstra a alta competência do nosso Centro de Desenvolvimento Tecnológico na preparação de motores para combustíveis sustentáveis”, diz Gilberto Leal. “Isso também atesta a confiança da Empresa nessa nova fonte energética para o presente e o futuro da mobilidade nos veículos comerciais”.
Resultados dos testes com uso de 30% de diesel de cana em ônibus urbanos no Rio de Janeiro serão divulgados na Rio+20
Os excelentes resultados obtidos pela Mercedes-Benz do Brasil com o uso do diesel de cana também estarão em evidência na Rio+20 com a divulgação pela Fetranspor (Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro) das avaliações dos testes com o uso de 30% de diesel de cana em 20 ônibus urbanos Mercedes-Benz, que circulam em operações regulares na cidade do Rio de Janeiro desde janeiro deste ano.
Realizada em parceria, essa iniciativa envolveu a Fetranspor e a Mercedes-Benz, Amyris Brasil e Petrobras Distribuidora. O acompanhamento e os relatórios técnicos de desempenho, consumo e emissões estão a cargo do Coppe – Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Maior centro de pós-graduação e pesquisa em engenharia da América Latina, o Coppe foi especialmente contratado para esse projeto.
Após quase um semestre de testes no Rio de Janeiro, os ônibus Mercedes-Benz movidos a 30% de diesel de cana e mais 70% de diesel comercial foram aprovados por seu desempenho e pela eficácia ambiental e econômica. Além disso, cerca de 100 ônibus Mercedes-Benz a diesel de cana já circulam regularmente na cidade de São Paulo, fazendo parte da Ecofrota.
Numa primeira fase de testes nos bancos de prova de seu Centro de Desenvolvimento Tecnológico, a Mercedes-Benz utilizou em um tanque de combustível 90% de diesel comercial (com teor de enxofre S50) e 10% de diesel de cana. Mesmo com um percentual aparentemente pequeno, esse combustível proporcionou redução de 9% nas emissões de Material Particulado, sem aumentar as emissões de Óxidos de Nitrogênio (NOx).
Caminhões e ônibus Mercedes-Benz estão aptos para biodiesel B20
Confirmando os excelentes resultados obtidos pela Mercedes-Benz com a utilização de combustíveis alternativos, durante a Rio+20 será anunciada também a garantia dos motores da marca para uso do biodiesel B20 (teor de 20% de biodiesel). A Empresa já realizou mais de 2.200.000 km de testes de operação com biodiesel B20 em ônibus urbanos.
Atualmente, misturas até B5 (teor de 5% de biodiesel) podem ser utilizadas normalmente em caminhões e ônibus, novos e usados, já incluindo os modelos que atendem ao Proconve P-7, sem necessidade de alterações no veículo e no motor. A partir de agora, isso também será válido para o B20, mantendo-se os mesmos níveis de desempenho, consumo e emissões, com destaque para a redução de 35% na emissão de Material Particulado.
O anúncio da validação do B20 para veículos Mercedes-Benz será feito no dia 19 de junho, durante evento da Ubrabio (União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene) dentro da programação do seminário da GBEP (Global Bioenergy Partnership), fórum de diálogo que busca apoiar a formulação de políticas públicas para maior utilização sustentável da bioenergia. A GBEP reúne 35 parceiros e diversos observadores de governos, organizações internacionais, setor privado e sociedade civil.
Com sede em Brasília, há cinco anos a Ubrabio desenvolve trabalho sistemático e efetivo na representação de toda a cadeia produtiva desse combustível renovável em prol da evolução do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel – PNPB. O corpo de associados compreende produtores de biodiesel e matérias-primas, fornecedores de equipamentos e de tecnologias e serviços ligados ao setor.
onibus
Em São Paulo, cerca de 100 ônibus da Mercedes Benz que usam o diesel de cana de açúcar prestam serviços na cidade e fazem parte da EcoFrota, veículos de transporte coletivo que emitem menos poluentes. Fazem parte da Ecofrota paulistana ônibus a etanol, elétricos – híbridos e trólebus, de várias marcas. Foto: Divulgação Mercedes Benz.

CHINESA TESTA ÔNIBUS ELÉTRICO NO BRASIL:
Depois da chegada do Nissan Leaf como táxi em São Paulo, agora é vai ser a vez da chinesaBYD colocar veículos elétricos na maior cidade do país.
Ainda não é o elétrico E6 e nem mesmo o híbrido F3DM. O foco é o transporte público, que será feito por meio de 50 exemplares do ônibus elétrico K9, ou mais precisamente Byd Ebus 12. Ao contrário dos trólebus e híbridos que circulam em corredores da capital paulista, o veículo é movido por baterias de fosfato de ferro, sendo recarregáveis quando o veículo está na garagem.
O objetivo da BYD e ter uma participação no mercado de ônibus para então construir uma fábrica no país. O ônibus tem velocidade máxima de 90 km e autonomia entre 250 km (a fonte fala em 400 km) e tempo de recarga de apenas 3 horas.
A BYD deve entrar no mercado nacional associada a uma empresa brasileira, mas até agora o parceiro não foi revelado. A CAOA já está descartada, ainda mais que agora possui laços com a Great Wall. Recentemente, a BYD forneceu várias unidades do modelo para a cidade de Windsor, Canadá.

Texto Inicial: Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.
Nota da Mercedes Benz: Assessoria de Imprensa.
Texto sobre o ônibus da BYD: Brasil Econômico – Notícias Automotivas
Publicado em 14/06/2012 no site Blogpontodeonibus.

domingo, 10 de junho de 2012

EMTU faz audiência pública sobre corredor de ônibus que vai ligar serviços do ABD até Guarulhos

Corredor Jacu Pessego
Ônibus da Metra seguindo de Santo André, no ABC Paulista, para São Mateus, na zona Leste de São Paulo. EMTU deve apresentar as propostas básicas para corredor que vai ligar os serviços da Metra a ônibus até Guarulhos, passando perto do Itaquerão, pelo Terminal São Mateus. Corredor Perimetral Leste Jacu Pêssego deve ter primeira fase concluída em 2014. Foto: Adamo Bazani
EMTU faz audiência sobre corredor que vai ligar serviços do ABC até Guarulhos
Corredor de ônibus vai passar a um quilômetro do Itaquerão e deve contar com serviço especial para a Copa de 2014
ADAMO BAZANI – CBN

A EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos vai realizar nesta segunda-feira, dia 11 de junho de 2012, uma audiência pública sobre o projeto do Corredor Perimetral Leste – Jacu Pêssego.
A proposta da obra é ligar o Corredor Metropolitano ABD, operado pela Metra, até o Terminal de Ônibus Cecap, em Guarulhos, na Grande São Paulo.
Além de facilitar o acesso dos moradores do ABC Paulista e da zona Leste de São Paulo ao Aeroporto Internacional de São Paulo, o corredor de ônibus vai passar a cerca de um quilômetro do Itaquerão, o estádio do Corinthians, que vai sediar a abertura da Copa do Mundo de 2014.
Durante o evento, deve ser implantado um serviço que leve o passageiro do corredor até o estádio, na zona Leste de São Paulo.
Na audiência pública vão ser detalhadas informações básicas do projeto, traçado, demanda de passageiros que deve ser atendida entre outros pontos. O encontro será às 10 horas da manhã no Auditório D, da Unicsul, que fica na Avenida Ussiel Cirilo, 93 , Vila Jacuí, em São Paulo.
O corredor de ônibus deve ter 24,8 quilômetros de extensão e ser construído em duas fases.
A primeira vai ter 19,6 quilômetros, tendo início no Terminal Metropolitano São Mateus, a partir do Corredor ABD, até a rodovia Ayrton Senna. A previsão é de entrega no primeiro semestre de 2014.
Entre as vias atendidas pelo corredor estão a Avenida Ragueb Chofi e Avenida Jacu – Pêssego.
O sistema será de BRT (Bus Rapid Transit) com espaço exclusivo para os ônibus, separado dos congestionamentos dos demais veículos, e estações de embarque e desembarque em vez de pontos de ônibus comuns. Basicamente as estações de BRT apresentam acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida, como piso na mesma altura do assoalho do ônibus, dispensando os degraus no veículo, painéis eletrônicos ou convencionais com informações sobre as linhas e pré-embarque, ou seja, pagamento eletrônico da passagem antes da entrada do passageiro no veículo, o que agiliza as operações de embarque ao diminuir o tempo necessário de o ônibus ficar parado no ponto.
O corredor BRT não pode ser confundido com corredores expressos convencionais de ônibus ou faixas separadas, que são mais simples, e não apresentam estes atributos, como as estações e o pré-embarque.
O Corredor Perimetral Leste Jacu-Pêssego também deve ter pontos de ultrapassagem, ou seja, espaços para um ônibus ultrapassar o outro se caso realizou as operações do embarque e desembarque primeiro que o veículo parado na frente. Isso agiliza as viagens e evitar filas com ônibus parados desnecessariamente, sendo que poderiam seguir em frente.
Nesta primeira fase do corredor devem ser colocadas cerca de 20 estações com distância entre 500 metros e 900 metros de uma a outra.
A estimativa é que o trecho inicial atenda a uma demanda de 200 mil passageiros por dia.
O projeto básico está em elaboração e o edital de licitação para a construção da primeira fase entre São Mateus e Rodovia Ayrton Senna deve ser publicado em outubro deste ano.
Os custos ainda não foram definidos.
A segunda fase não tem previsão de entrega. São 5,2 quilômetros entre a Rodovia Ayrton Senna e o Terminal Cecap, em Guarulhos.
Quando o corredor Perimetral Leste Jacu Pêssego ficar pronto, a ligação entre São Mateus e Guarulhos deve ser de cerca de 40 minutos.
Ainda não foi definido se haverá integração tarifária entre os ônibus e trólebus da Metra e os ônibus que vão prestar serviços no novo corredor.

Publicado em 10/06/2012 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes. Blogpontodeonibus

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Inauguração do BRT Transoeste agrada população

Transoeste
Ônibus do corredor Transoeste começaram a operar em um trecho do sistema nesta quarta-feira. Modernidade das estações e dos veículos chamou a atenção da população: Divulgação: Prefeitura Rio de Janeiro.
Transoeste agrada passageiros na inauguração
Trecho do Primeiro BRT do Rio de Janeiro vai operar até a região de Guaratiba
ADAMO BAZANI – CBN

Mesmo com a ampla divulgação por parte da imprensa e da propaganda oficial, os ônibus do primeiro sistema de corredores rápidos e modernos, BRT, Transoeste, agradaram a população no Rio de Janeiro.
A inauguração do primeiro trecho do sistema ocorreu na manhã desta quarta-feira, dia 06 de junho de 2012.
O Transoeste é o primeiro dos quatro corredores de ônibus que o Rio de Janeiro elegeu como obra principal de mobilidade urbana.
A extensão total da obra será de 56 quilômetros, mas nesta primeira fase vai operar até a região de Gauratiba, entre a estação Pingo D’Água e Terminal Alvorada. Quando estiver em plena operação, o que é previsto para cerca de dois meses, o Transoeste vai unir a Barra da Tijuca, Santa Cruz e Campo Grande.
Os outros corredores de ônibus são Transbrasil, Trahnscarioca e TransOlimípica que vão formar uma malha de 140 quilômetros de corredores de trânsito rápido.
O Transoeste deve reduzir pela metade o tempo de deslocamento, inclusive em comparação ao feito por carros.
O sistema reúne o que há de mais moderno em corredores de ônibus.
As estações têm o mesmo conceito das estações-tubo de Curitiba, que permitem embarque no mesmo nível do assoalho do ônibus, mas são bem mais espaçosas e dotadas de climatizadores e painéis eletrônicos de informação que inclusive trazem a previsão do tempo de chegada dos veículos.
TransOeste
Obras do TransOeste além de proporcionar transportes mais rápidos vão auxiliar na qualificação paisagística do trecho por onde os ônibus modernos vão seguir. jornal Extra
O pagamento da passagem é antes do embarque, o que diminui o tempo de parada dos ônibus. Serão possíveis também integrações tarifárias entre linhas alimentadoras e convencionais. Com R$ 2,75, o passageiro pode usar três ônibus em duas horas. Com R$ 3,95 futuramente pode se integrar com o trem e com R$ 4,95 com ônibus urbanos intermunicipais.
Os ônibus são mais modernos e confortáveis em relação aos comuns. O design dos veículos chamou a atenção da população.
Os principais modelos são o Neobus Mega BRT e o Marcopolo Viale BRT.
Os veículos possuem mais espaço interno, ar condicionado e painéis de informação.
Estiveram presentes na inauguração do Transoeste o prefeito Eduardo Paes, o governador Sérgio Cabral e o ex presidente Luís Inácio Lula da Silva.

Publicado em 06/06/2012 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transporte. Blogpontodeonibus