Palestra para Motoristas

Palestra para Motoristas
Arquivo: HighPluss Treinamentos, 2017.

domingo, 30 de outubro de 2011

PONTO DE ÔNIBUS EM SÃO PAULO VAI TER LIXEIRA QUE BATE PALMA PARA PASSAGEIRO


Ônibus de são Paulo na Avenida Paulista. A partir de quinta-feira, os passageiros que pegam ônibus na esquina da Avenida Paulista com a Rua da Consolação terão uma novidade. Uma parada de ônibus moderna, que protege as pessoas do sol e do frio e que oferece painéis de informações sobre linhas interativos com telas sensíveis ao toque, climatizadores para temperatura e umidade do ar, captadores de energia do movimento dos veículos instalados no asfalto para armazenarem em baterias especiais, iluminação inteligente que varia de acordo com o tempo e a quantidade de pessoas, internet sem fio e até lixeira que bate palmas para o passageiro que joga corretamente o lixo. A novidade vai ficar um determinado tempo na Paulista e depois vai ser testada em outras regiões. As áreas periféricas da cidade, que possui 19 mil pontos de ônibus, ainda devem continuar por um bom tempo com paradas sem abrigo, sem bancos e instaladas sem critérios, em locais perigosos como junto às guias, em áreas sem espaço para o tamanho dos ônibus e até em curvas. Foto: Adamo Bazani,
Ponto de ônibus terá internet sem fio em São Paulo
Parada experimental será instalada na esquina da Rua Consolação da Avenida Paulista e terá também climatizadores e painéis com informações sobre as linhas
ADAMO BAZANI – CBN
A SPTrans _ São Paulo Transportes testa a partir desta quinta-feira dia 03 de novembro de 2011 um ponto de ônibus diferenciado e moderno.
O equipamento, semelhante a uma estação tubo do sistema de BRT (Bus Rapid Transit), de Curitiba, funcionará a título de testes na Rua da Consolação com a Avenida Paulista, na região central da cidade.
As informações foram apuradas e reveladas pelo jornalista Alencar Izidoro, da Folha de São Paulo.
O novo ponto de ônibus terá inovações jamais imaginadas pelos passageiros que aguardam os ônibus nos cerca de 19 mil paradas da Capital, muitas delas que não possuem sequer uma simples cobertura para proteger da chuva ou um assento para as pessoas esperarem a condução.
O ponto da Consolação com a Paulista vai contar com internet sem fio, Wi – Fi, para celular. Inicialmente, a SPTrans vai disponibilizar apenas informações sobre os serviços de ônibus na internet, mas a ideia é possibilitar acesso a outros sites.
Haverá lixeiras eletrônicas com sinal sonoro de aplauso quando a pessoa destina corretamente o lixo, iluminação inteligente que varia de acordo com o tempo e o número de pessoas na parada e climatizadores que se ajustarão automaticamente à temperatura do ambiente, para oferecer maior conforto em horas de calor ou frio intensos. O climatizador vai se ajustar também à umidade relativa do ar, que se estiver muito baixa, o aparelho entrará em ação para diminuir a sensação de desconforto.
Um painel com todas as linhas que servem o local cadastradas também vai auxiliar na informação ao passageiro. O aparelho é sensível ao toque permitindo maior interatividade na busca da informação pelos serviços de transportes que atendem à região onde estará instalado o equipamento.
A proposta é que a parada seja autosssutentável.
No asfalto ao redor, haverá captadores da energia elétrica gerada pela movimentação dos veículos. Essa energia irá para baterias armazenadoras e será usada para iluminação e outros serviços que consumam eletricidade dentro da parada.
Como se trata de uma experiência, o ponto não ficará muito tempo na esquina da Rua da Consolação com a Avenida Paulista e deve ser transferido para outros lugares.
Câmeras de vigilância são instaladas para inibir a ação dos vândalos.
Para a parada se tornar padrão na cidade, ela deverá passar em todos os testes e só deve ser usada em corredores de ônibus ou em regiões de alta concentração de pessoas.
Por enquanto, a maior parte dos pontos de periferia continuarão nas atuais condições, além de sem abrigos e bancos, instalados sem muito critérios de segurança em curvas, locais mal iluminados ou sem espaço suficiente para o tamanho dos ônibus.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Empresa Brasileira valida nicho de mercado e opta pela fabricação de Elevador Elétrico para Ônibus...

Com um projeto diferenciado de acessibilidade para transporte público Tercek conta com o apoio do FINEP
As principais indústrias que fabricam elevadores para ônibus no Brasil provavelmente irão aumentar o volume de produção e também terão que conviver com as novas fabricantes que surgem no mercado. Toda essa movimentação é para atender ao Decreto no. 5.296, de 02/10/2004, que garante acessibilidade e respeito aos portadores de deficiência ou com mobilidade reduzida, por exemplo, gestantes, idosos, obesos e não só cadeirantes. E ainda, a medida determina que 100% da frota nacional deverá estar acessível em 2014.
Acostumada a acompanhar de forma pró ativa a movimentação de mercado, a Tercek Usinagem de Precisão Ltda, criada há 15 anos por Aurélio Dal Zotto Boff, está trabalhando para atender o aquecimento do setor e espera atingir um volume interessante de venda, fornecendo ao mercado um produto inovador: o Líbero, Elevador Elétrico totalmente Automático que pode ser ajustado aos ônibus que circulam pelo País.
"Desenvolvemos um projeto vislumbrando um elevador que necessitasse de pouca manutenção. Dá para imaginar quanto custa para a empresa ter um ônibus parado e o quanto a população sofre quando isso ocorre.  É fundamental contribuir com a pontualidade dos percursos dos ônibus. Durante o projeto pensamos muito sobre a durabilidade, tanto que nosso maior empenho foi desenvolver um produto durável e que não necessitasse de lubrificação constantemente. O projeto chamou  atenção de alguns órgãos, tanto que atualmente contamos com o apoio do FINEP", relata Boff.
Para o empresário, o elevador traz diferenciais expressivos, o que  é interessante ao mercado, poder contar com um produto fácil de operar, mais silencioso e com pouca manutenção. Com o advento da Lei que obriga toda frota nacional de ônibus a instalar elevadores, o mercado terá uma explosão de vendas, mantendo-se forte nos próximos anos, com perspectiva de grande salto nos negócios. Por exemplo, São Paulo conta com  15 mil ônibus e apenas cerca de 4 mil adaptados. No município do Rio de Janeiro, dos 8,8 mil ônibus que circulam, somente 2 mil  estão adaptados, segundo o sindicato das empresas de ônibus.
Muitos fabricantes, frotistas, montadoras terão que investir  nesta implantação, em busca de soluções realmente eficazes. A instalação do elevador da Tercek, o Líbero, leva aproximadamente 2 horas, não requer compartimentos, válvulas ou reservatórios extras, sendo extremamente rápida e simples. Pesa menos de 190 Kg, o Líbero é o elevador automotivo mais leve já fabricado. Seu baixo peso estrutural contribui com a otimização do consumo de combustíveis, pneus, freios, lubrificantes e suspensão, resultando na redução dos custos operacionais para as empresas de transporte e diminuindo a pressão sobre os preços das tarifas.
O elevador elétrico tem o objetivo de beneficiar pessoas portadoras de deficiências físicas ou com mobilidade reduzida, além de motoristas e cobradores de ônibus. Todo o processo de acionamento é realizado apenas com um botão, facilitando o manuseio, prevenindo acidentes e levando maior segurança e conforto aos usuários. "Quem não sabe da importância de um ônibus estar rodando? É fundamental tanto em termos de pontualidade para a população, quanto em termos de retorno para as empresas de transporte. Durante o projeto pensamos muito sobre a durabilidade, tanto que nosso maior empenho foi desenvolver um produto durável e que não necessitasse de lubrificação constantemente", relata Boff.
Como estratégia de vendas a Tercek começa também a investir em outras cidades do Brasil, começando pelo Rio Grande do Sul, São Paulo e  Rio de Janeiro. "Pensamos até em oferecer alguns equipamentos para demonstração, isso ajuda o cliente a conhecer  o produto em funcionamento antes de fazer a aquisição e  a sua homologação. O  preço do Líbero gira em torno de R$ 6.000,00 a R$ 6.500,00, a estimativa é que a demanda cresça e o  valor diminua, aumentando o poder de negociação",  afirma o diretor.

TERCEK USINAGEM DE PRECISÃO LTDA.
Endereço: Rua Emílio Ribas, 189
Bairro São José - Caxias do Sul -RS
Tel.: (54) 3028-6376
Email: comercial@libero.ind.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
http://www.libero.ind.br/

Publicado em 21/10/2011 no site http://www.brandpress.com.br/Negocios-e-Empresas/Empresa-Brasileira-valida-nicho-de-mercado-e-opta-pela-fabricacao-de-Elevador-Eletrico-para-Onibus.html#ixzz1bSzBsqtZ

sábado, 15 de outubro de 2011

MOBILIDADE DE FAZ DE CONTA: Ônibus deixam Largo da Batata mas não se integram ao Metrô...

Largo da Batata
MOBILIDADE INCOMPLETA. Dezessete linhas intermunicipais gerenciadas pela EMTU não param mais no Largo da Batata, em Pinheiros, e vão até a Estação Butantã da linha 04 do Metrô apenas. Até aí, tudo bem. Não vai haver sobreposição, o metrô vai mais rápido que o ônibus e vai evitar que ônibus andem no trecho ociosos. Mas tudo isso não terá integração tarifária entre os modais. Assim, para andar poucos quilômetros, ou o passageiro paga outra tarifa ou então espera uma linha de ônibus que vai absorver a demanda de 17, inevitavelmente ficando lotada.
Linhas de ônibus intermunicipais não param mais no Largo da Batata em Pinheiros
Dezessete linhas foram transferidas para a Estação Butantã do Metrô
ADAMO BAZANI – CBN
Passageiros de ônibus intermunicipais gerenciados pela EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos, que tinham ponto final no Largo da Batata, em Pinheiro, na zona Oeste de São Paulo, devem estar atentos.
A partir deste sábado, dia 15 de outubro de 2011, 17 linhas mudam o ponto final que foi transferido do Largo da Batata para a Estação Butantã, da linha 04 Amarela, do Metrô, na Capital Paulista.
O objetivo é evitar trechos que poderiam ficar ociosos com pouco passageiros por conta de sobreposições entre a linha de Metrô e as de ônibus.
A mudança atinge a Rodovia Raposo Tavares, Avenida Corifeu de Azevedo Marques e Avenida Vital Brasil. De acordo com a EMTU, o trânsito deve melhorar nestas vias já que pelo encurtamento de linhas, o número de ônibus intermunicipais que passam nesta região deve cair de 54 para 20 veículos por hora.
CUIDADO PARA NÃO PAGAR MAIS:
O problema é que foi pensada na sobreposição para as empresas de ônibus, mas do ponto de vista do passageiro não.
Quem quiser seguir da Estação Butantã sentido estação Faria Lima, que é perto do Lardo da Batata, vai ter de pagar a segunda tarifa. Não há integração tarifária entre ônibus e metrô.
A única alternativa é uma linha de ônibus especial que será criada entre o bairro Butantã e o Largo da Batata. Mas a expectativa é de tumulto, já que esta linha vai absorver a demanda de 17 linhas, mesmo com trajeto menor e mais carros, as lotações devem ser inevitáveis.
Assim, a mudança, do ponto de vista operacional foi boa. Os ônibus não correm o risco de se esvaziar no meio do caminho, no Butantã, e seguirem quase ociosos até o Largo da Batata.
Mas para o passageiro, não haverá uma compensação a altura.
Se quiser seguir de metrô, o usuário vai ter de pagar uma tarifa a mais por sentido. Seriam quatro passagens ida e volta.
Se quiser ir de ônibus da nova linha especial, vai enfrentar lotação e aperto. São novidades que mostram evolução no sistema, mas que não foram aplicadas como um todo, para o passageiro.
Pelo custo maior e tempo também de deslocamento entre um ônibus e outro, alguns passageiros dizem que dependendo da situação, vão preferir o carro de passeio.
E é justamente isso que as políticas de mobilidade não devem permitir.
Formas que não incentive o transporte público.
Criar uma linha de metrô e encurtar as de ônibus sem oferecer uma integração tarifária é aumentar o custo de transportes, uma das principais queixas do trabalhador.
E como subsidiar as integrações?
Não é nenhuma fortuna. Estudos apontam que não são necessárias novas formas de custeio. É só saber usar melhor o dinheiro que existe. Evitar desperdícios e investimentos em modais mais políticos que técnicos e que são caros, como monotrilho e VLT, sendo que para a cidade de São Paulo, expansão do Metrô e criação de corredores de ônibus BRT decentes, além da modernização da malha da CPTM, é fazer o mesmo que o VLT e o monotrilho proporcionam, mas gastando bem menos.
CONFIRA AS LINHAS DE ÔMNIBUS QUE NÃO PARAM MAIS NO LARGO DA BATATA, MAS QUE NÃO SÃO INTEGRADAS AO METRÔ:
Linhas alteradas para a Estação Butantã do Metrô
036 Vargem Grande Paulista (Jardim São Marcos)
036BI1 Embu (Jardim Tomé)
037 Cotia (km 21 da rodovia Raposo Tavares)
059 Osasco (Conjunto dos Metalúrgicos)
059PR1 Carapicuíba (Jardim Novo Horizonte)
060 Osasco (Olaria do Nino)
060BI1 Osasco (Jardim Santa Maria)
061 Carapicuíba (Jardim Guapiuva)
081 Jandira (Jardim Nossa Senhora de Fátima)
297 Cotia (Caucaia do Alto)
334 Cotia (Jardim do Engenho)
404 Osasco (Olaria do Nino)
428 Barueri (Jardim do Líbano)
492 Carapicuíba (Parque Santa Tereza)
516 Jandira (Jardim Nossa Senhora de Fátima)
517 Itapevi (Centro)
543 Cotia (Jardim Santa Isabel)
Criação de linha para o terminal Butantã
572 Osasco (Jardim Santa Maria) via Raposo Tavares
Alteração de itinerário para atendimento de passagem ao Terminal Butantã
020 Carapicuíba (Vila Dirce) – São Paulo (Pinheiros) via Ponte Cidade Universitária
023 Carapicuíba (Cohab V) – São Paulo (Pinheiros) via Ponte Cidade Universitária
225 Carapicuíba (Cohab V) – São Paulo (Pinheiros) via Clínicas
061EX1 Carapicuíba (Jardim Guapiuva) – São Paulo (Pinheiros), via Ponte Cidade Universitária
Publicado em 15/10/ 2011 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.
blogpontodeonibus.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Postponement e a Importação de Carros...

Se você compra um Toyota fabricado no Japão, onde você acha que a última etapa de produção e montagem ocorre? Se a compra acontece nos EUA, esta última montagem ocorre em um porto próximo a Nova Iorque!
Os carros são importados do Japão e a última parte da montagem ocorre bem próximo ao cliente. A finalização é atrasada o máximo possível. Isto é o postponement. Não é surpresa que a montadora japonesa tenha equipes que verifiquem e reparem algum problema que tenha acontecido durante o transporte. O que nos surpreende um pouco é que algum trabalho de customização aconteça bem próximo do cliente, quando o carro já está importado. Estas etapas incluem instalação de comunicação Bluetooth ou do rack no teto.
linha de produção toyotaAs instalações da Toyota junto ao porto de Newark tem quase 400 mil metros quadrados. É praticamente uma pequena planta de produção, apesar de todo o trabalho – o que chamam de “instalação no porto” das opções para 21 modelos diferentes – ser feita basicamente com ferramentas simples, ao invés de robôs controlados por computadores. Cerca de 185 funcionários trabalham nas diferentes estações: lavação, controle de qualidade e 5 centros de produção.
Ao adicionar itens tais como tapetes ou aparelhos de GPS nos centros de distribuição ao invés de o fazer nas fábricas, a Toyota dá aos consumidores e chance de mexer nos pedidos até 2 dias antes de o veículos chegarem aos EUA. E também dá aos vendedores uma chance de se destacar da concorrência.
“Nós queremos adaptar o veículo para aquilo que o cliente quer”, disse Bill Barret, gerente nacional de logística na instalação de Newark. “Nós construímos o carro que eles querem”.
O trabalho seria paralisado sem Rui Sousa, cujo trabalho é comprar os acessórios diariamente de vários fornecedores, de acordo com as expectativas e previsões para os próximos dois dias. A chave, segundo ele, é diminuir o volume de acessórios para carros pouco populares ou que estão passando por mudanças no modelo, e manter estoque suficiente para os mais populares. (Alguém identifica um início de análise ABC?)
“Estamos tentando encontrar o equilíbrio adequado”, disse Sousa, que afinou seu sistema tão bem que o tamanho dos estoques just-in-time foi diminuído em 66% durante os últimos 4 anos.
Este é realmente um bom exemplo de uma estratégia de postponement: atrasar a diferenciação do produto até que a demanda, se ainda não é totalmente conhecida, é ao menos “menos desconhecida”. Ao fazer a finalização em Newark dá aos vendedores várias semanas para determinar se eles realmente precisam daquelas rodas chiques ou do GPS nos carros.
A alternativa a fazer o trabalho no porto seria deixar que o vendedor faça a instalação dos acessórios, o que também existe. No entanto, a instalação centralizada deve ter alguma vantagem em relação aos vendedores. Primeiro, consegue-se um trabalho mais consistente. Isto não faz diferença para alguns eletrônicos que basta ligar um cabo e estão prontos, mas faz diferença quando modificações físicas são necessárias, como por exemplo quando os racks são parafusados no teto. Segundo, o estoque centralizado diminui os custos ao exigir menos estoques. Uma grande pilha de estoque em Newark certamente é maior do que cada um dos revendedores teria, mas muito menor do que a soma de todos os pequenos estoques que todos os revendedores teriam que manter.
Baseado no texto “Postponement and importing cars” de Martin A. Lariviere, publicado no blog The Operations Room. Tradução e adaptação feitas por Leandro Callegari Coelho e autorizadas pelos autores exclusivamente para o Logística Descomplicada.
Publicado em 12/10/2011 por Logistica Descomplicada.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Gioânia vai receber novos ônibus BRT...

Goiânia vai receber mais BRTs de última geração
Novo lote de ônibus articulados para o sistema de Goiânia está a caminho. No total serão 90 ônibus, 60 articulados e 30 biarticulados
ADAMO BAZANI – CBN
A renovação da frota de ônibus de Goiânia, em Goiás, para o sistema de ônibus em corredores segregados prossegue com mais veículos do modelo Mega BRT, da Neobus.
Os ônibus possuem design diferenciado que remete modernidade, o que também pode atrair mais passageiros para o transporte público, já que o ônibus faz parte do ambiente urbano e o estado de conservação e a modernização da frota é um dos pontos que o cidadão leva em consideração, mesmo sem conhecer plenamente as denominações dos modelos.
Os Neobus Mega BRT na versão biarticulada são considerados os maiores ônibus do mundo, com 28 metros de comprimento e capacidade para 270 passageiros.
A versão articulada também é maior que os articulados mais antigos. São ônibus de 21 metros com capacidade para 170 passageiros.
Veículos deste porte são indicados para corredores. A maior capacidade de passageiros se reflete em conforto e oferta mais ampla de lugares, para evitar superlotação e atrair mais pessoas para o sistema.
Os Neobus BRT, cujas primeiras unidades já estão sendo operados pela Metrobus, possuem maior espaço interno, com largura e altura ampliadas, equipamentos de acessibilidade como rampas e espaço para cadeira de rodas e cão guia, além de botões de parada diferenciados que indicam ao motorista que uma pessoa que necessidade de mais atenção vai descer na próxima parada.
O ônibus possui equipamentos eletrônicos para operação e gerenciamento, como um computador de bordo que informa ao motorista em tempo real algum eventual problema no veículo.
A suspensão dos ônibus é eletrônica e os veículos contam com monitores de TV.
A Metrobus Transporte Coletivo S.A. comprou 90 ônibus Neobus BRT, 30 da versão biarticulada e 60 da articulada.
DE CAXIAS PARA GOIÂNIA:
Os ônibus são de chassi Volvo, produzidos em Curitiba, Paraná. De Curitiba eles são levados a Caxias do Sul, onde fica a sede da Neobus.
De lá, uma longa viagem até Goiânia.
Para o transporte destes veículos, existem profissionais específicos que rodam por todo o país.
Neste dia 07 de outubro de 2011, o BLOG PONTO DE ÔNIBUS conversou com um desses profissionais.
Erni Avrela foi motorista por 35 anos na Prefeitura de Caxias do Sul.
Aposentado, não quis ficar parado e partiu para a estrada.
Há um ano ele se dedica a transportar ônibus por todo o Brasil. E
E neste tempo, história é que não falta.
Vários tipos de ônibus, estradas e culturas se traduzem em experiências jamais vividas por Erni.
Até hoje, a viagem mais longa que fez foi entre Caxias e Teresina, no Piauí, levando veículos para o Programa Caminho da Escola.
“A emoção é muito grande de percorrer este país que é lindo. Fiz muitas amizades, conheci lugares que jamais imaginei que existissem” – contou Erni.
No entanto, a vida de um transportador de veículos zero quilômetro não é só maravilhas.
Nossa equipe encontrou com Erni no Hotel e Posto 21, em Fazenda Rio Grande, no Paraná.
Normalmente, os motoristas ficam hospedados em quartos confortáveis neste hotel.
Mas nem sempre é assim.
“Há lugares em que não existem paradas e temos de dormir no ônibus mesmo. Levo meu colchão, cobertores, materiais de higiene. O ônibus também não pode ficar em lugar inseguro. Há estepe, equipamentos e ferramentas que são transportados que são visados por ladrões de estrada”.
No entanto, a maior dificuldade da profissão é ficar longe da família.
“Tem vezes que ficamos de 7 a 8 dias fora de casa e a saudade bate” – contou Erni que ainda disse que inicialmente a família foi contra ele trabalhar neste ramo. Erni tem cinco filhos e cinco netos.
E quando o ônibus e entregue? Como é a volta?
“De avião ou de ônibus (de linha regular) normalmente” – disse Erni, que complementou dizendo que hoje este serviço se profissionalizou e os motoristas têm mais amparo das empresas.
Hoje não é mais permitido dirigir apenas chassi e os transportadores de ônibus montados seguem toda a legislação trabalhista, inclusive com obrigatoriedade de carga horária máxima para descanso.
Publicado em 07/10/2011 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.
blogpontodeonibus 

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Ônibus Hibrido é considerado revolução tecnológica em Porto Alegre...

Ônibus híbrido agora vai rodar em Porto Alegre
Veículo movido a eletricidade e a biocombustível já foi testado em São Paulo e Curitiba
Adamo Bazani - CBN
O ônibus híbrido da Volvo, que deve ser produzido a partir do ano que vem no Brasil, vai operar pela Carris, a título de testes, por pelo menos 15 dias em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
O ônibus vai circular na linha T 5.
O veículo possui dois motores, um elétrico e outro a combustão, e a promessa é de reduzir em até 90% a emissão de gás carbônico, um dos principais poluentes gerados pela operação de veículos automotores.
A redução de queima de combustível é de até 35%.
O funcionamento, em linhas gerais, do ônibus se dá da seguinte maneira.
O motor elétrico funciona nas partidas, em velocidade até 20% ou em baixas rotações e freadas. De acordo com a Volvo, são nestas condições que a emissão de poluentes é maior.
O motor em maior desempenho e velocidade tente a poluir menos.
No caso do ônibus híbrido, em altas rotações, o motor biodiesel alimenta o elétrico.
O prefeito de Porto Alegre, José Fortunari, disse que o ônibus é uma revolução tecnológica.
Já o presidente da Carris, Sérgio Zimmermann, disse que o ônibus deve receber adaptações para atender à realidade do mercado brasileiro de transportes urbanos.
O modelo, que já foi testado em Curitiba e São Paulo, é produzido na Europa e é do tipo integral (monobloco), com carroceria, chassi e motores integrados.
Ele será produzido pela Volvo no ano que vem na unidade de Curitiba que será a primeira fora da Suécia que vau fazer ônibus nestas configurações.
No caso brasileiro, no entanto, será feito apenas o chassi e o encarroçamento ficará por conta das empresas que atuam no mercado.
A escolha da Volvo não foi por acaso.
Além de os testes em São Paulo e Curitiba terem sido bem sucedidos, o Brasil vai representar um mercado relevante de veículos de transportes coletivos de tecnologia limpa.
Além dos investimentos já previstos para o setor, eventos como Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas de 2016 devem acelerar o uso por parte destes ônibus.
De acordo com a Prefeitura de Porto Alegre, o Hybridus 7700 deve atender a 70% dos trajetos municipais.
Publicado em 06/10/2011 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.
Blogpontodeonibus

domingo, 2 de outubro de 2011

Ônibus de Piso Baixo é uma decisão que respeita a população

Texto: Ronaldo Andrade Inácio - Editor do Site VivaPedradeGuaratiba

Finalmente a Prefeitura do Rio efetua uma modificação extremamente válida da qual a população sentirá mais intensamente o benefício do que outras que têm sido implementadas até então no sistema de ônibus da cidade. A resolução de adotar o ônibus de piso baixo vem em boa hora atender a uma das maiores necessidades dos usuários e que beneficiará diretamente as senhoras, idosos e crianças no seu acesso ou desembarque dos veículos. Há pouco tempo eu, que tenho estatura mediana, padrão do carioca (em torno de 1,70 m de altura), senti grande dificuldade em embarcar em um ônibus da linha intermunicipal Caxias-Freguesia. O carro apesar de novo (daqueles que possuem porta para acesso de deficiente) possuía o degrau da porta de embarque muito alto, maior do que daqueles a que estamos acostumados. Uma senhora idosa que entrou na minha frente, com cerca de 1,55 m de altura, teve que receber ajuda de outra que subiu antes, a qual teve de puxá-la para dentro do veículo.
Embora existam ainda várias pendências nesse serviço, principalmente no que tange às carrocerias, distribuição do espaço interno, número de portas de acesso e desembarque, posição da máquina do Riocard e outras, a adoção do piso baixo é fundamental para que os usuários do sistema de transporte do Rio comemorem e possam acreditar que novas e boas mudanças complementares poderão estar a caminho. Ônibus com o piso mais baixo do que o habitual já circulavam em algumas linhas que adotaram veículos do modelo "Viale" ou micro-ônibus que por sua natureza e estrutura oferecem essa facilidade aos passageiros. Entretanto, os novos ônibus de piso rebaixado são os primeiros que depois de muitas décadas são apropriados para a finalidade a que se propõem, ou seja, ônibus para transporte de passageiros. Em verdade o que circulava até então em nossas ruas, são carrocerias de ônibus montadas sobre chassis de caminhão. A maioria destes veículos acumulava alguns inconvenientes como a retirada ou ausência de amortecedor, fato que ocasiona um desconforto maior ainda ao passageiro em algumas ruas e estradas esburacadas, além do calor, barulho e desconforto do motor frontal (os ônibus de piso rebaixado possuem motor externo na parte traseira, lembrando os antigos carros "monobloco" da fábrica Mercedes Benz).
Logicamente os "rebaixados" estarão em uso primeiramente nas linhas de corredores expressos BRS que estão sendo estabelecidos primeiramente na zona sul e depois, segundo promessa da Secretaria de Transportes, deverão se espalhar em outras regiões da cidade. Notadamente em locais com estradas do tipo das existentes na Zona Oeste (em Guaratiba, cercanias de Campo Grande e Santa Cruz, por exemplo) onde quebras-molas existem de 50 em 50 metros (alguns colocados pela Prefeitura e outros pelas próprias comunidades) não deverão ser comtempladas com esse benefício. Em verdade, a maioria destes bairros é servida por micro-ônibus, kombis e vans (oficiais e alternativas) que substituíram antigas linhas de ônibus estabelecidas. Um dos únicos desencontros da Prefeitura junto aos consórcios formados pelas antigas empresas foi a dispensa dos carros de piso baixo logo no início da implantação das atuais mudanças no sistema de transportes. Grande parte das antigas empresas (que se encontram em dificuldade pela baixa financeira dada à introdução não programada de kombis e vans piratas no transporte da cidade) adquiriram carros novos com três portas (carros c/entrada e elevador para especiais) em grande número, em atendimento a exigências da FIFA e Comitê Olímpico Internacional. Agora cremos que grande parte desses carros seminovos (alguns não chegam a ter dois anos de uso), deverão ser substituídos pelo novo padrão adotado para circulação nas ruas do Rio de Janeiro.
Os novos ônibus possuem frente (máscara) semelhante aos futuros carros do BRT e o espaço interior é melhor planejado. Algumas janelas são maiores do que o convencional, proporcionando assim melhor luminosidade dentro do veículo e tornando-os mais próximos ao moderno desenho das carrocerias italianas e europeias, que estão sempre antenadas em relação aos itens de conforto e modernidade.

Publicado em 02/10/2011 pelo "O Portal da Comunidade de Guaratiba".
http://www.portalguaratiba.com.br/2011/noticias/021002_onibus_de_piso_baixo_e_uma_decisao_que_respeita_a_populacao.html