Palestra para Motoristas

Palestra para Motoristas
Arquivo: HighPluss Treinamentos, 2017.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Rodotrens com mais de 26m30 passam a ser impedidos de circular nas rodovias paulistas Anchieta e Imigrantes

Ao observar o constante trânsito de rodotrens na Via Anchieta, que realizam o transporte de até dois contêineres de 40 pés (30 metros de cumprimento), e preocupada com a segurança dos usuários que circulam pelas rodovias Anchieta e Imigrantes, que fazem a ligação entre a capital paulista e o litoral, a NTC&Logística  e o Sindisan (Sindicato das empresas de transporte comercial de carga do litoral paulista) pediram a proibição do tráfego dos rodotrens com mais de 26m30.

         “Discordamos da utilização deste tipo de veículo com quase 30 metros, principalmente por se tratar de estradas que possuem curvas muito sinuosas o que torna o tráfego muito perigoso. Por isso decidimos levar o assunto ao Departamento de Estradas de Rodagem de São Paulo (DER-SP)”, afirma Marcelo Marques da Rocha, Assessor da Presidência e de portos e logística da NTC&Logística, e presidente do Sindisan.

        Com o apoio, por escrito, da concessionária responsável pelas rodovias, a Ecovias, a NTC&Logística apresentou a sua preocupação ao DER, que decidiu suspender a concessão de Autorizações Especiais de Tráfego (AET) para veículos com mais de 26m30 de comprimento.

         As empresas que já possuem as AETs serão chamadas para o cancelamento das mesmas. Em outras rodovias, menos sinuosas, o tráfego de rodotrens continua permitido.

        “A circulação de veículos muito compridos em rodovias de curvas fechadas como a Anchieta aumenta risco de invasão da faixa adjacente ou do acostamento. Entendemos que o comprimento máximo de 26m30 dá mais segurança aos outros usuários das rodovias em questão e facilita as ultrapassagens”, conclui Neuto G. Reis, Diretor técnico executivo da NTC&Logística.


Publicado em 27/09/2011 por NTC & Logistica - Informativo SETCERGS.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Carro que dispensa motorista roda pelas ruas da Alemanha...

Veículo é controlado apenas por sistemas de computador.
 
O “carro sem motorista”, projeto desenvolvido por pesquisadores alemães do Autonomos Labs, foi submetido, nesta terça-feira, a diversos testes pelas ruas de Berlim, na Alemanha.

Controlado por um scanner de 360 graus, aliado a um GPS, o veículo dispensa motorista e é totalmente guiado por computador, fazendo todas as manobras apenas baseado nas coordenadas obtidas.

Como o sistema ainda está em fase de desenvolvimento, por precaução um assistente senta atrás do volante para monitorar os movimentos do veículo sem, no entanto, interferir em sua condução.

O projeto do carro sem motorista faz parte de uma iniciativa do Grupo de Inteligência Artificial da Universidade Livre de Berlim e tem como objetivo trabalhar em um sistema modular para a operação de veículos autônomos e semi-autônomos.

Entre outros projetos desenvolvidos pelo grupo estão o táxi autônomo, que pode ser chamado via iPad, o veículo movido apenas por sensores instalados no olho do motorista e o carro movido por ondas cerebrais.

Publicado em 20/09/2011 por Natali Chiconi - QUATRO RODAS. 

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

ÔNIBUS FAZ CURITIBA SER CONSIDERADA A ÚNICA CIDADE  BRASILEIRA SER CONSIDERADA RESPONSÁVEL, SUSTENTÁVEL

Ônibus em Curitiba fez com que a cidade fosse a única brasileira a aparecer no ranking dos lugares que tiveram o crescimento mais responsável e que respeitou o meio ambiente e os recursos públicos. Isso porque, ao elaborar os corredores exclusivos para ônibus há exatos 37 anos, Curitiba pensou em uma cidade para pessoas e não para veículos, mostrando os ganhos ambientais do transporte público e que os ônibus são formas de garantir mobilidade, respeito ao meio ambiente e lugares mais agradáveis sem esbanjarem grandes quantias de dinheiro atendendo o mesmo número de pessoas que outras soluções, segundo um dos maiores especialistas em sustentabilidade do mundo, empresário Boyd Cohen (que juntamente com um dos papas da sustentabilidade, Hunter Lovins, escreveu o livro “Climate Capitalism”) . Adamo Bazani - CBN

Transportes colocam Curitiba como uma das cidades mais sustentáveis do mundo
Levantamento de Revista Especializada levou em consideração os corredores de ônibus implantados na cidade há 37 anos, a única brasileira a aparecer no ranking mundial
ADAMO BAZANI - CBN
Os transportes coletivos são apontados por especialistas em urbanismo não apenas como soluções para o trânsito, mas também para os problemas de poluição e para o aumento da qualidade de vida.
Isso porque, o transporte público de qualidade, como metrô desde que não seja superlotado e corredores de ônibus bem planejados, estimulam as pessoas a deixarem os carros em casa. Com menos veículos, menores são os congestionamentos, melhor é a ocupação do espaço urbano e mais rápidos são os deslocamentos, sobrando mais tempo para viver de fato: estudar, passar mais com a família, ter atividades culturais ou simplesmente descansar.
A publicação canadense Corporate Knights, especializada em sustentabilidade coorporativa, trouxe uma artigo sobre as 10 cidades mais resilientes do planeta.
As informações foram disponibilizadas ao Brasil pela Revista Época.
Cidade resiliente é aquela que se empenha em retornar o equilíbrio ecológico e ambiental após passar por processo de urbanização e que, durante este processo, já pensou no bem estar das pessoas e na diminuição dos impactos negativos ao meio ambiente.
O artigo foi de responsabilidade do especialista e empresário Boyd Cohen (que juntamente com um dos papas da sustentabilidade, Hunter Lovins, escreveu o livro “Climate Capitalism”) .
Ele levou em consideração os projetos e ações de crescimento urbano que privilegiam o bem estar coletivo e os efeitos positivos em relação ao meio ambiente , que foram desenvolvidos por governos locais há cerca de 40 anos.
A ÚNICA cidade brasileira que aparece no ranking de município que cresceu com responsabilidade é Curitiba.
E, de acordo com Boyd Cohen, o principal motivo para isso foi o plano de desenvolvimento urbano que deu ênfase a corredores de ônibus expressos, do tipo BRT (Bus Rapid Transit), criados pela primeira vez no mundo com estas concepções há exatos 37 anos, pelo então prefeito de Curitiba, Jaime Lerner.
O especialista em sustentabilidade apontou os corredores de ônibus como soluções adequadas para o desenvolvimento que respeite a natureza e garante a qualidade de vida das pessoas, não apenas como alternativa de 37 anos atrás, mas atual e que deveria ser ampliada em países com a realidade brasileira, cuja necessidade de desenvolver as cidades utilizando recursos da população de maneira responsável é ainda maior.
Boyd Cohen levou em consideração o número de pessoas que podem ser beneficiadas por u sistema de BRT em relação aos baixos custos e rapidez de implantação, o que não significa menos qualidade de transportes.
No entanto, o estudioso lembra que o sistema de BRT de Curitiba precisa passar por atualizações, já que mesmo biarticulados, alguns ônibus trafegam superlotados.
Além disso, com o aumento do trânsito na cidade, os Ligeirinhos, que param em poucos ponto, acabam ficando em congestionamento e perdendo a velocidade de operação.
A proposta é que o serviço de Ligeirinhos também use corredores exclusivos.
O especialista para fazer a lista levou em consideração as cidades com mais de 600 mil habitantes e se atentou para os seguintes aspectos: comprometimento político, densidade populacional, trânsito, uso de fontes de energia renováveis, emissões de gás carbônico, redução de efeitos climáticos, planos de adaptação e extensão territorial de parques.
A Revista Época trouxe a relação feita pelo especialista, um dos mais respeitados do mundo. Reproduzimos aqui neste espaço:
1 – Copenhague, Dinamarca - 40% dos cidadãos vão para o trabalho de bicicleta. Foi a única cidade a obter a pontuação máxima no quesito “comprometimento político”. Juntamente com Curitiba, é a cidade com a menor emissão de CO² per capita.
2 – Curitiba, Brasil - Pensou num desenvolvimento voltado para as pessoas e não para veículos. e como solução que traz bons impactos ambientais, mas sem gastos extravagantes, adotou o ônibus. Também foi considerado também o plano de prevenção contra enchentes implementado na cidade na década de 70, por meio da criação de parques ao longo dos rios e canais do município.
3 – Barcelona, Espanha – Um percentual pequeno de energia renovável abastece a cidade, mas chama a atenção seu empenho em difundir o uso de energia solar. A administração municipal estabeleceu que todas as novas residências ou reformas devem incluir algum sistema de aquecimento solar – geralmente, para a água.
4 – Estocolmo, Suécia – A cidade se destacou pelo comprometimento político e pela quantidade de áreas verdes, mas ficou atrás de Paris quando avaliada a extensão da rede de transporte por trilhos per capita. Sua meta de redução de gases de efeito estufa é a segunda mais drástica.
5 – Vancouver, Canadá - A cidade teve a maior pontuação dentre todas as cidades norte-americanas. Assim como São Francisco, a São Francisco pretende reduzir suas emissões em 80% até 2050, em relação a 1990. Noventa por cento da energia da cidade provém de fonte renovável e há investimentos para que ela tenha seu próprio sistema distrital de energia.
6 – Paris, França - Além de ser signatária de uma série de pactos internacionais, Paris também obteve a maior pontuação na categoria “extensão de transporte por trilhos por habitante”. É uma das poucas cidades do estudo que tem um projeto de adaptação em curso: mais de 100 mil árvores foram plantadas e outras 20 mil recobrem os telhados da cidade.
7 – São Francisco, Estados Unidos – No ranking de Cohen, a cidade mantém a posição número 1 no país. Ocomprometimento político e a meta agressiva de, como Vancouver, reduzir em 80% suas emissões até 2050 (1990 como referência), angariaram pontos para a cidade. Ações para expandir o uso de energia solar também contaram.
8 – Nova York, Estados Unidos - O prefeito da cidade, Michael Bloomberg, tem sido um bom advogado da causa de tornar a cidade mais sustentável. Extensão da rede de transporte por trilhos (metrô) e das áreas de parques colocaram a metrópole entre as dez mais resilientes.
9 – Londres, Inglaterra- Uma série de medidas de adaptação na cidade fizeram com que ela fosse incluída na lista. A criação da “zona de congestionamento” na cidade, que diminuiu o trânsito de carros e aumentou o de transporte público e a implementação da segunda maior barreira móvel contra enchentes do mundo foram medidas valorizadas pelo especialista.
10 – Tokio, Japão - A única cidade asiática do ranking tem no seu plano de ação contra mudanças climáticas um de seus pontos fortes. Precisa investir mais em energias renováveis e áreas públicas verdes. Por outro lado, o forte apoio à iniciativa privada para a inovação em tecnologias limpas e mitigação de problemas relacionados ao clima a fez merecer estar no ranking.

Publicado em 23/09/2011 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.
Blogpontodeonibus

Renovar a Frota é Preciso...

Pesquisa da Confederação Nacional dos transportes (CNT) mostra que 60% das cargas transportadas seguem por rodovia, um sistema mais caro e mais poluente do que o ferroviário e o hidroviário. A situação piora em razão do precário estado de conservação das rodovias, adicionando um custo 30% maior.
Uma saída seria reequilibrar a matriz de transporte, investindo mais em ferrovias e explorando melhor o potencial hidroviário do País. Mas, ao que parece, aquelas imagens que hoje são comuns na Europa – locomotivas puxando longas filas de contêineres um em cima do outro ou barcaças singrando rios igualmente conduzindo contêineres – não deverão ser vistas por aqui tão cedo. Até porque seria necessário alargar muitos túneis para que um vagão pudesse passar com um contêiner em cima do outro, além de fazer correções de rota e desassoreamento em muitos rios.
frota caminhão brasilO Plano Nacional de logística de Transporte (PNLT), lançado pelo governo em 2007, prevê investimentos de R$ 291 bilhões em obras até 2023, tendo em vista reequilibrar a matriz de transporte. Segundo o PNLT, a participação do modal rodoviário cairia para 33%, enquanto o do ferroviário subiria de 25% para 32%, a do aquaviário de 13% para 29%, a do aéreo de 0,4% para 1% e o do dutoviário de 3,6% para 5%.
Se o País vai chegar a essa matriz de transporte em 2023 é que não se sabe. Até porque o Ministério dos Transportes, moeda de troca no tabuleiro da política partidária, volta e meia, não só aparece na mídia em meio a acusações de superfaturamento e outros tipos de falcatruas como é conhecido pela lentidão com que toca as obras em relação à velocidade do crescimento do País.
O que fazer? A saída é continuar apostando no transporte rodoviário, que, bem ou mal, tem sido decisivo no crescimento do comércio exterior brasileiro, ainda que se tenha de enfrentar tantos problemas, como congestionamentos nas rodovias e nas vias de acesso aos portos, poluição e pouca oferta de mão de obra qualificada.
Por isso, seria recomendável que o governo federal levasse em conta o Plano Nacional de Renovação da Frota de Caminhões (RenovAr), elaborado pela CNT, tirando-o da gaveta do Ministério dos Transportes. Como se sabe, 90% dos caminhões que circulam nas rodovias paulistas em direção ao Porto de Santos têm mais de 30 anos e, portanto, são inseguros, desprovidos de tecnologia e poluentes, gerando riscos não só para os motoristas como para a população em geral, já que circulam muitas vezes por áreas urbanas.
O objetivo do RenovAr é incentivar a renovação da frota a partir da isenção de tributos, da criação de um sistema de certificação da reciclagem e da desburocratização para a troca de veículos. Se houvesse uma redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), já seria uma medida de grande valia.
Mas não bastaria só estimular a renovação da frota. Com as novas tendências tecnológicas, faltam profissionais preparados para conduzir os veículos. Segundo informação do Sindicato das Empresas de Transporte de Carga de Pernambuco, existe uma demanda de 120 mil novos motoristas no Brasil. Até porque falta interesse entre as jovens gerações em seguir a profissão de motorista, pois o caminhão é tratado como vilão, além de enfrentar muitas adversidades, inclusive de infraestrutura viária.
Isso significa que é preciso criar também estímulos para a formação de mão de obra capaz de conduzir caminhões providos de computador a bordo e sensores que avisam se o motorista está sonolento ou ultrapassando a faixa de segurança da estrada, além de sistemas que impedem a partida se o condutor está alcoolizado. Afinal, a demanda por veículos mais sofisticados é uma imposição do crescimento econômico. E ajudar a economia a adaptar-se aos novos tempos, obrigação do Estado.

Publicado em 21/09/2011 por Mauro Lourenço Dias - Logistica Descomplicada. 

Dia Mundial sem Carro: Paulistano quer ônibus, Sim Senhor!

As pessoas querem ônibus e corredores. Os entrevistados da pesquisa de mobilidade feita pelo Ibope a pedido da ONG Rede Nossa São Paulo declararam que deixariam o carro em casa pelo transporte público, pois não suportam mais o trânsito. O número saltou de 52% para 60%. No caso específico de corredores de ônibus, a quantidade de pessoas que declararam que largariam o carro se houvesse um corredor por perto subiu de 12% para 29% . Mas como os transportes não recebem a prioridade que merecem, as pessoas continuam usando o carro. O número de quem se desloca por meio individual todos os dias subiu de 15% para 23%. 

Mais pessoas querem deixar o carro em casa
Número de paulistanos que optariam pelo transporte público saltou de 52% para 60% em um ano, de acordo com pesquisa da ONG Nossa São Paulo
ADAMO BAZANI – CBN

Trânsito, poluição e deslocamentos mais demorados. A dura realidade das grandes cidades tem piorado à medida que mais carros são colocados nas ruas num ritmo maior que a expansão da oferta de transporte público.
No entanto, se o transporte coletivo fosse priorizado e conseqüentemente mais rápido e confortável, em espaços exclusivos, essa realidade poderia começar a se reverter.
Isso porque, já saturadas, as pessoas agora estão aptas a deixarem o carro em casa.
É o que revela pesquisa do Ibope, encomendada pela ONG (Organização Não Governamental) Rede Nossa São Paulo sobre mobilidade.
Em relação ao ano passado, o número de paulistanos entrevistados que declararam estar dispostos a deixar o carro em casa e usa o transporte público subiu de 52% (2010) pata 60% (2011).
No entanto, pelo fato de os transportes públicos ainda não receberem os investimentos que merecem e também pelas estratégias de mercado e incentivos à indústria automobilística, o número de pessoas que disseram ter um ou mais carro subiu de 52% para 62%.
O dado importante, de acordo com a ONG é que os carros, mesmo sendo objeto de desejo dos brasileiros, não vem satisfazendo os cidadãos. Pois mesmo aumentando o número de proprietários de veículos particulares, também cresceu a quantidade de pessoas que querem usar o transporte público. Entre estas pessoas também estão os “novos proprietários” de carro.
Em evento na Câmara Municipal de São Paulo, o coordenador – geral da ONG, Oded Grajew, afirmou que o paulistano hoje desperdiça um mês de sua vida por ano só em congestionamentos.
“Se fizermos a conta, o cidadão fica um mês por ano no congestionamento. Ele quer trocar, mas quer uma opção confiável, que tenha qualidade. Ou usar o transporte coletivo ou a bicicleta, mas ele não encontra essa opção e fica nesse dilema. Isso tem um impacto muito negativo para a qualidade de vida e o desenvolvimento econômico da cidade. O trânsito é considerado o segundo problema mais grave da cidade depois da saúde”, relatou.
Grajew afirmou que a cidade precisa da expansão de todas as formas de transportes públicos, mas que os corredores de ônibus, como os BRTs (Bus Rapid Transit) devem ser priorizados. Isso porque oferecem qualidade de atendimento, acessibilidade e conforto, como os modais ferroviários, agilizam as viagens e atendem às necessidades de melhoria dos transportes de forma urgente, já que são mais rápidos e baratos de serem implantados.

CORREDORES DE ÔNIBUS ATRAEM O PÚBLICO – AS PESSOAS QUEREM ÔNIBUS

A pesquisa revelou que os corredores de ônibus têm capacidade sim de atrair quem se locomove por transporte individual.
De maneira geral, o número de pessoas que deixaria o carro em casa pelo transporte público subiu de 52% para 60%.
Mas quando a questão foi específica em dizer se as pessoas deixariam o carro se o transporte público melhorasse, o número subiu de 76% para 82%,
Quando as pessoas foram questionadas somente sobre corredores de ônibus, subiu de 12% em 2010 para 29% em 2011, a quantidade de cidadãos que declararam que deixariam os carros nas garagens se perto de suas casas ou trabalho houvesse um corredor de ônibus.
O mais impressionante, segundo a pesquisa, é que em 2010, 21 % das pessoas declararam que não trocariam o carro pelo ônibus em hipótese nenhuma. Neste ano, NIGUÉM DECLAROU ISSO. Ou seja, os cidadãos estão conscientes de que ônibus é uma das principais soluções para o trânsito nas cidades.
OS NÚMEROS DA ATUAL REALIDADE:
Enquanto os transportes públicos não são ampliados, os números da pesquisa revelam a dura realidade de cidades como São Paulo:
• - Os ônibus estão mais demorados: 47% dos entrevistados neste ano ante 34% em 2010 disseram que esperam mais tempo pelos ônibus nos pontos. O principal motivo é que o trânsito tem piorado e os ônibus, tendo poucas pistas exclusivas, ficam presos nos congestionamentos e demoram para passar.
• - O tempo médio gasto no trânsito em São Paulo subiu de 2h42 em 2010 para 2h49 minutos neste ano. E um dado alarmante: 19% dos entrevistados disseram que perdem mais de 04 horas por dia no trânsito.
• - Isso reflete na sensação em relação ao trânsito de São Paulo: 55% neste ano o consideram péssimo enquanto em 2010 esse número era de 37%
• - E essa piora tem uma razão de ser: mais pessoas estão comprando carro. Em 2010 foram 28% dos entrevistados que compraram um automóvel nos 12 meses antes da pesquisa. Neste ano, 38% adquiram um automóvel.
• - O número de pessoas que usa carro todos os dias em São Paulo subiu de 15% para 23%.
• - A quantidade de pessoas que andam a pé na cidade de São Paulo caiu de 45% para 35%, o que mostra a necessidade de políticas públicas que levem em consideração que a marcha a pé também é forma de mobilidade e não apenas a motorizada.
• - A necessidade de mais ciclovias é explícita quando a pesquisa revela que o trânsito está tão ruim que as pessoas trocaram o carro pela bicicleta: Eram 18% dos entrevistados no ano passado contra 48% em 2011.
Foram entrevistados 805 paulistanos, com idade a partir de 16 anos, entre 17 e 22 de agosto.

Publicado em 22/09/2011 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes. Blogpontodeonibus

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

A Sustentabilidade na Ponta do Pé

A edição de agosto da Revista Transporte Mundial traz uma matéria sobre soluções práticas realizadas por empresas para reduzir as emissões de poluentes.
A matéria apresenta como as montadoras comprometidas com o desenvolvimento de motores movidos a Etanol, investem no que é considerada a peça mais importante do caminhão, o motorista. Afinal de contas, está nas mãos, ou melhor, nos pés do motorista a atitude que pode reduzir em pelo menos 10% o consumo de combustível e assim, a emissão de poluentes.
A estratégia da Iveco é aproveitar os programas já existentes na empresa e incorporar informações ambientais para os motoristas. Como o programa Top Driver, um treinamento amplo e profundo destinado a frotistas e motoristas com temas de condução econômica e informações técnicas dos produtos para falar de sustentabilidade.
Segundo Junea Sá Fortes, coordenadora do programa de sustentabilidade da montadora, o Próximo Passo, “a Iveco prefere investir nesse tipo de ação do que na promoção de eventos. Para a empresa, o assunto meio ambiente tem que ser parte do dia a dia de todo mundo e as ações precisam ser integradas”.
A reportagem também mostra como a Iveco priorizou as ações internas para adequar suas ações sustentáveis ao cronograma da empresa.
Veja a matéria na íntegra abaixo. 


Fonte: Revista Transporte Mundial


 
Publicado em 09/setembro/2011 no Blog da Iveco.

Segurança: como proceder em caso de roubo de cargas?

Publicado em 08/09/2011 no Blog da Iveco - http://www.blogiveco.com.br/tag/roubo-de-carga/

Dicas importantes sobre "Segurança (antes, durante e depois)"...

Fonte: Polícia Rodoviária Federal e Dr. Jorge Lordello, Especialista em Segurança Pública, para o portal Tudo Sobre Segurança.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Caminhões e Ônibus também viram Flex...

Experiências de sucesso mostram como GNV, Etanol e Diesel podem fazer boas combinações.
Iveco
Iveco desenvolveu caminhão bicombustível diesel + álcool com FTP Industrial, Bosch e a Raízen
A partir de janeiro de 2012, os fabricantes de caminhões e ônibus terão que se adaptar a uma nova realidade de mercado. Entrará em vigor o Conama P7, programa equivalente ao Euro 5 que estabelece novas normas para emissões de poluentes. Ações como essa têm levado montadoras e sistemistas a buscar novas tecnologias para tentar alcançar os níveis de emissões exigidos por lei.
Um fruto dessa iniciativa está no caminhão bicombustível desenvolvido pela Iveco, em conjunto com a FTP Industrial, Bosch e a Raízen. O Iveco Trakker Bi-Fuel Ethanol-Diesel reduz o consumo do óleo diesel em função da adoção do etanol. O inovador caminhão funciona com um motor Iveco FTP de seis cilindros e nove litros, sistema de injeção common rail de ciclo diesel, e é capaz de desenvolver 360 cv.
Iveco
Tecnologia mostrou redução de 40% no consumo de diesel e de 6% no custo do km rodado
Diferente dos carros flex, em que o combustível se mistura em um só tanque, o Trakker possui dois tanques de combustível, um para o etanol e outro para o diesel. Um sistema eletrônico gerencia as dosagens de cada combustível, levando em consideração a pressão, temperatura e carga. Isso é feito pois, como o motor é ciclo diesel, é preciso ter sempre uma quantidade do combustível fóssil no caminhão.
Apesar de ainda estar em fase de testes, o veículo tem tudo pra dar certo, já que foi desenvolvido a partir de uma solicitação da Única (União da Indútria da Cana-de-Açúcar) que, segundo Henrique Rezende, da Iveco, tem uma demanda de 5.000 caminhões novos anuais que trabalham nas colheitas da cana. Os testes têm se mostrado bem positivos. O caminhão apresentou redução de 40% no consumo de diesel e de 6% no custo do combustível por quilômetro rodado. A ideia é rodar 60.000 quilômetros em testes. Outro ponto positivo é que o sistema é simples e 100% reversível. Ou seja, o caminhão pode voltar a ser apenas diesel sem grandes problemas.
Volksbus
Ônibus Volksbus movido a GNV e diesel está em testes no Rio de Janeiro
Ônibus a gás
No caso dos veículos pesados flex, a possibilidade de reversão é bastante importante. Segundo Rodrigo Chaves, da MAN Latin America, já existiram tentativas de desenvolver sistemas que seriam abastecidos somente com Gás Natural Veicular. Mas a experiência não foi boa. Usuários do transporte e frotistas não aprovaram o desempenho do veículo, que também foi considerado menos durável. Além disso, o consumo de combustível foi maior e o preço da revenda foi questionado. Mas a tecnologia já foi aprimorada, e hoje a empresa desenvolveu o primeiro ônibus com tecnlogia flex GNV + Diesel homologado pelo Inmetro. Atualmente, o veículo passa por testes com sucesso no Rio de Janeiro.
A base da tecnologia é um sofisticado sistema de gerenciamento eletrônico, que permite controlar simultanelamente os sistemas de injeção dos dois combustíveis, de modo a proporcionar a melhor eficiência possível. O protótipo foi construído em um Volksbus, um coletivo ubano com motor traseiro seis cilindros e 17 toneladas de peso bruto. Com isso, o ônibus consegue rodar com até 90% de gás natural, que emite 20% menos gás carbônico. Após concluídos os testes, a MAN Latin America pretende ser a primeira montadora do Brasil a oferecer o sistema GNV + Diesel como original de fábrica.

Publicado em 07/09/2011 por Autonews - Noticias

terça-feira, 6 de setembro de 2011

"Os caminhões representam 100 % do transporte nacional"

FLORIANÓPOLIS - Pedro Lopes, dono da frase do título e presidente da Fetrancesc (Federação das empresas de transporte de cargas e logística do Estado de Santa Catarina) representará a entidade no Fórum NetMarinha, no dia 15 de setembro , no Centreventos em Itajaí. O NetMarinha procurou o presidente para falar um pouco sobre as questões que serão abordadas, sobre a cabotagem e o transporte rodoviário de carga.
Publicado em 31/08/2011 por Leandro Almeida, NetMarinha.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Blindagem chega aos Caminhões...


Publicado em 02/09/2011 pela VPS - Portal de Serviços - Forum Sinistro de Transporte.


Blindagem chega aos caminhões
São Bernardo do Campo (SP) – A blindagem não é mais exclusividade dos veículos que transportam valores e dos automóveis de luxo. Além de ser feita em modelos com preços mais acessíveis, a proteção agora também tem sido aplicada em caminhões.
Segundo Christian Conde, presidente da Abrablin (Associação Brasileira de Blindagem), esse ainda é um mercado restrito, mas há informações de que primeiras blindagens nesse tipo de veículo foram feitas há dez anos, em volumes pequenos. “A demanda tem sido um pouco mais forte há cerca de três anos e algumas empresas começaram a trabalhar esse nicho, já que as transportadoras enxergam a blindagem como uma possibilidade de reduzir o custo do seguro”, analisa.

“Como está cada vez mais difícil roubar um banco, a maioria dos ladrões que praticava esse tipo de crime migrou para o roubo de cargas. Assim, o transportador de cargas mais visadas, como produtos farmacêuticos e eletroeletrônicos, por exemplo, tem adotado medidas mais eficazes para proteger seus produtos. Aumentar o nível de dificuldades é uma das saídas”, afirma Ricardo Mendonça de Barros, diretor da Autolife Blindagens, empresa que atua há mais de dez anos no mercado automotivo.

PROCESSO – Segundo o presidente da Abrablin, o processo de blindagem do caminhão é similar ao de um automóvel. “Os vidros normais são substituídos por blindados, aplica-se manta de aramida nas partes opacas e pode-se reforçar a segurança nas trancas”, explica. Segundo Conde, a blindagem é feita na cabine, onde normalmente ocorre a abordagem para o assalto.

Na Autolife, o serviço de blindagem alia procedimentos e produtos usados pela empresa na proteção de automóveis de passeio e na construção de veículos usados no transporte de valores. São utilizados materiais como manta de Kevlar – fibra de aramida especial, fabricada pela Dupont e introduzida no mercado internacional em 1972, empregada nos coletes à prova de balas -, aço 304 inox balístico e vidros à prova de bala de 21 mm, que substituem os originais de 6 mm.

Segundo Barros, a blindagem pode ser realizada na cabine de qualquer caminhão e aumenta o peso do veículo em, no máximo, 200 quilos, o que, segundo ele, pouco compromete sua capacidade de transporte. O tempo de execução do serviço varia de 25 a 60 dias, dependendo do tamanho ou de detalhes de cada cabine.

Além da cabine, a empresa desenvolveu revestimento antiarrombamento para a carroceria desses veículos. Os baús dos caminhões recebem proteção de aço desenvolvido especialmente para dificultar o corte e uma porta com fechadura randômica. Segundo a empresa, só é possível abri-la com um código gerado pela transportadora depois que o caminhão chega ao seu destino com segurança. O serviço é feito em 45 dias. O revestimento pesa em torno de 1,5 t.

AUTOLIFE – Com mais de dez anos no mercado automotivo, a empresa é especialista em blindagem de automóveis e na fabricação de veículos especiais para transporte de cargas de valores e de veículos militares – esses para proteção contra armas longas, como o AR-15. Até hoje, a empresa já produziu mais de 2.800 blindagens de veículos de passeio e 1.300 veículos pesados, entre os modelos militares e os usados para o transporte de valores.