Palestra para Motoristas

Palestra para Motoristas
Arquivo: HighPluss Treinamentos, 2017.

sábado, 31 de maio de 2014

Entidades prometem greve de caminhoneiros em 01 de Junho

Greve de caminhoneiros - Brasil 2013 (39)
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Tentando evitar a aprovação da alteração na Lei 12.619/2012, entidades ligadas a motoristas empregados prometem uma greve nacional de caminhoneiros para o dia 01 de junho, de forma pontual e temporária.
A justificativa seria evitar a “criminosa tentativa de grupos econômicos, notadamente do Agronegócio e de alguns setores da indústria, no sentido de estabelecer normas que, em última análise, legaliza o genocídio rodoviário no nosso país”.
Abaixo a integra da convocação, assinado por 12 entidades:
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Terrestre, em conformidade com a constituição federal, artigos 8º inciso III e 9º, culminando com a lei 7.783-89 “É assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade…”, vêm através deste informativo, tornar publico, que na terça feira dia 01 de junho de 2014, a partir das 06 horas, os rodoviários de todos estados do Brasil, estarão se manifestando com interrupções pontuais e temporárias, para chamar atenção de toda a sociedade, para o que está acontecendo em Brasília com a Lei 12.619/2012, a “Lei do Motorista”.
As entidades sindicais contam ainda com o apoio das seguintes instituições que compõe o Fórum Nacional em Defesa da Lei 12.619/2012: Associação Brasileira de Medicina de Tráfego – ABRAMET e SOS Estradas, bem como as associações dos Juízes do Trabalho – ANAMATRA, dos Procuradores do Trabalho – ANPT, dos Policiais Rodoviários Federais – ANPRF, do Ministério Público do Trabalho e do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego – SINAIT.
Todas elas vêm a público expor sua indignação para com a criminosa tentativa de grupos econômicos, notadamente do Agronegócio e de alguns setores da indústria, no sentido de estabelecer normas que, em última análise, legaliza o genocídio rodoviário no nosso país.
Essa criminosa tentativa se materializa agora no PLC n. 41/2014, recentemente recebido no Senado Federal, proposta essa que enganosamente foi “vendida” como uma proposta endossada pelos trabalhadores motoristas na câmara dos deputados.
Neste sentido alertamos toda a sociedade e reivindicamos o justo apoio da população brasileira, que já sofre com vários descompromissos de governantes, mas que infelizmente nós dirigentes sindicais do transporte terrestre, não podemos nos omitir, deste fato grave, que fatalmente chegará a todos, com a continuação das mortes no trânsito e nas estradas.
  • Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Terrestre – CNTTT
  • Federação dos Trabalhadores em Transportes Rodoviário do Estado de São Paulo – FTTRESP
  • Federação interestadual dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários – FITTR
  • Federação dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado de Minas Gerais – FETTROMINAS
  • Federação dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Paraná – FETROPAR
  • Federação dos Condutores de Veículos e Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Cargas e Passageiros no Estado de Santa Catarina – FECTROESC
  • Federação dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado do Rio Grande do Sul – FETRAROD
  • Federação Interestadual dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Nordeste – FITTRN
  • Federação dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Mato Grosso – FETTREMAT
  • Federação dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários de Cargas, de Coletivos Intermunicipais e Interestaduais do Estado de Mato Grosso do Sul
  • Federação dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários dos Estados da Região Norte Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Pará, Rondônia d Roraima – FETRONORTE
  • Federação dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários dos Estados de Goiás e Tocantins – FETTRANSPORTE
Publicado em 30/05/2014 no Blog do Caminhoneiro.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Contran decide aumentar para 10% o limite de peso por eixo


caminhao-com-excesso-de-peso
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Em decisão recente, que deve ser publicada no Diário Oficial ainda nesta semana, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) decidiu ampliar o limite de tolerância nos eixos dos caminhões de 7,5% para 10%. A proposta é fruto de reivindicações dos transportadores e já vinha sendo debatida.
De acordo com entidades representativas do setor, mesmo cumprindo a tolerância de 5% para o Peso Bruto Total (PBT), ou ficando abaixo do limite permitido, nem sempre os caminhões conseguiam se adequar à regra dos eixos. Antes de 2007, a tolerância era de 5%. O limite foi ampliado para 7,5%, uma decisão temporária que deveria valer até 30 de junho. Por isso, entidades do setor queriam mudar o índice antes desse prazo.
Atualmente, um eixo isolado de dois pneus precisa se adequar ao peso máximo de 6 toneladas, com tolerância de 7,5%, o equivalente a, no máximo, 6,45 toneladas. Com o limite ampliado para 10%, a tolerância máxima é de 6,6 toneladas. Para um eixo isolado de quatro pneus, cujo peso máximo é de 10 toneladas (10,75 toneladas, com a tolerância de 7,5%), o novo limite será de 11 toneladas.
O novo percentual deve reduzir em 90% o número de multas consideradas injustas. O novo percentual de 10% só irá valer para os veículos que estiverem dentro dos limites do PBT. Para os que excederem, continuará valendo a regra anterior. A expectativa é de que o novo percentual comece a valer antes do início da Copa do Mundo no Brasil.
Publicado em 30/05/2014 no Blog do Caminhoneiro.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Entidades e sindicatos de caminhoneiros pedem mais debate do projeto que altera Lei do Descanso


Caminhoes Bitrem - Volvo - Parana
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Representantes de entidades ligadas a classe dos caminhoneiros  pediram ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), nesta terça-feira (20), que amplie o debate sobre o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 41/2014. Eles alertaram que a flexibilização da jornada diária máxima de trabalho, prevista na proposta, pode ter como consequência o aumento de acidentes e mortes no trânsito.
Renan Calheiros garantiu que o projeto, que está na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) obedecerá o trâmite normal do processo legislativo e que o debate será aberto para todos os setores: “Vamos democratizar a discussão do projeto e ouvir os trabalhadores durante o tempo que for necessário para que o texto chegue a um consenso”, afirmou Renan.
O PLC revoga dispositivos da Lei 12.619, conhecida como Lei do Descanso, e define que o motorista poderá dirigir até oito horas seguidas. A nova lei ainda permitirá que a jornada seja estendida em mais quatro horas dependendo de acordo coletivo da categoria. O senador Paulo Paim (PT-RS), que também participou do encontro, afirmou que é contra o aumento da jornada ininterrupta e disse acreditar que a aprovação da matéria significará um retrocesso na legislação trabalhista.
Fonte: Cenário MT
Publicado em 21/05/2014 no Blog do Caminhoneiro.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Livro Motorista Comprometido – Um diferencial para os novos tempos


livro motorista comprometidoLançado neste mês, e escrito por José Rovaní Kurz, que é um grande conhecedor do setor de transportes no Brasil, o livro “Motorista Comprometido -Um diferencial para os novos tempos” traz grande conhecimento, focado no desenvolvimento do motorista profissional.
A obra está fundamentada em pesquisas, estudos, feedbacks dos motoristas, vivência no desenvolvimento de produtos e serviços produzidos para o segmento dos transportes rodoviários, sendo assim, essa obra tem por objetivo socializar conhecimentos e experiências, no sentido de que você leitor, possa ampliar o saber sobre a realidade profissional do motorista.
Vivemos num momento de mudanças rápidas na sociedade, sendo que é exigido dos motoristas uma constante revisão do modelo mental na busca por uma melhor conduta no trânsito, para que tenhamos um transporte rodoviário mais seguro, confiável e próspero na sociedade.
A obra irá ampliar o entendimento do exercício da profissão de motorista e contribuir para a comunidade dos transportes formada por motoristas, entidades representativas públicas e privadas, e a sociedade brasileira, para que todos integrados e comprometidos sejam agentes de mudanças por um trânsito mais seguro e confiável para todos.
A obra aborda aspectos sobre a lei do motorista profissional, a liderança do motorista, além de dicas sobre negociação, valorização profissional e o entendimento de como atingir o nível de comprometimento profissional.
A obra é dedicada a você, motorista, que independente dos desafios no exercício profissional, gera muita riqueza no Brasil.
Para adquirir o livro, que é uma excelente ferramenta para o motorista, CLIQUE AQUI.
Publicado em 02/05/2014 no Blog do Caminhoneiro.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Rio Grande do Sul estreia chip para evitar sonegação em cargas rodoviárias

truckpecas.com.br
Um chip acoplado ao caminhão e rastreado por antenas de rádio frequência começa a fazer toda a diferença para flagrar irregularidades fiscais no ingresso de produtos no Estado. O projeto-piloto com a aplicação estreou ontem no posto fiscal em Torres, divisa com Santa Catarina, por onde cruzam diariamente 4 mil veículos de cargas e que respondem por quase metade do volume de mercadorias oriundas de fora do Rio Grande do Sul por meio rodoviário, segundo a Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz). Para empresas de transporte, a tecnologia reduzirá as paradas no posto, que podem durar até três horas, se tiver fila, para conferência de notas e cargas.
A Sefaz esclarece que as verificações físicas só ocorrerão se o sistema digital apontar informação divergente ao ler o chip. O Estado é o primeiro a colocar em prática nas áreas de divisa o programa Brasil-ID, com uso da identificação por rádio frequência (RFID). Até a metade do ano, a aplicação deve concluir a fase piloto. Hoje, apenas parte da frota de uma transportadora trafega com o rastreamento feito pelo fisco. A Fazenda espera firmar parceria com o Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística no Estado do Rio Grande do Sul (Setcergs) para popularizar a tecnologia.
O desenvolvimento e a disseminação dessas ferramentas de apoio à fiscalização dos setores de tributação estão previstos no Sistema de Identificação, Rastreamento e Autenticação de Mercadorias. O acordo, firmado em 2009, uniu os ministérios de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o da Fazenda e unidades da federação. Os chips que trafegam com os veículos e as antenas instaladas em Torres foram financiados por meio de convênio com o MCTI. Segundo o subsecretário da Receita Estadual, Ricardo Neves Pereira, o fornecimento faz parte do convênio para efetivar os sistemas e implantar semicondutores (chip) do Brasil-ID.
A demonstração do procedimento foi feita ontem para a cúpula da Secretaria da Fazenda, com a presença do secretário Odir Tonollier, de dirigentes do Setcergs e da TNT, a primeira transportadora a usar o sistema, no posto em Torres. Até a semana passada, a Sefaz considerava a aplicação ainda em teste, que durou 30 dias ao ser experimentado na linha da TNT de São Paulo a Porto Alegre. Pereira espera finalizar a fase piloto até a metade do ano e ampliar a mais empresas e a outros cinco postos fiscais principais entre os 12 existentes – Barracão, Estreito, Igoio-en, Iraí e Vacaria. Para estas novas áreas, devem ser usados recursos do Profisco, bancado pelo Banco Mundial (Bird), para a aquisição das antenas e até videomonitoramento, antecipa Pereira. O investimento pode chegar a R$ 10 milhões. Para o governo, a iniciativa formará corredores eletrônicos de fiscalização.
Rastreamento ocorre da origem ao destino
Pelo sistema, o caminhão começa a ser rastreado desde a origem, quando é abastecido com códigos de todas as notas, até o destino. A medida serve para intensificar a vigilância sobre a utilização de créditos do ICMS, que está prevista na substituição tributária. A Fazenda terá detalhes, como data e hora de verificação e demais identificações. “O sistema indicará se será necessário o motorista parar e descer para alguma verificação. Caso não precise, pode seguir sem interrupção”, ilustra o subsecretário da Receita. “Vai aumentar a correção e o combate a irregularidades”, acredita Ricardo Neves Pereira, subsecretário da Receita Estadual. “O corredor eletrônico significará mais segurança e agilidade para as empresas e para o fisco”, vislumbra Tonollier, que espera saldo ainda na eficiência do caixa e da economia local.
O uso restrito à TNT atinge volume que representa 25% a 30% do que é transportado pela companhia para o território gaúcho, segundo o gerente regional de vendas, Airton Levi. “O monitoramento já agiliza o transporte, encurtando o tempo de viagem, que hoje é crucial diante da nova legislação para motoristas”, destaca. O executivo aposta que até o fim do ano toda a frota que faz o fluxo diário da companhia, com 40 caminhões para os destinos no Estado, esteja chipada. “A tecnologia será diferencial para quem aderir, e o governo poderá focar o combate da sonegação em quem está fora”, sugere Levi.
“Teremos uma análise do risco da operação ao verificar todos os destinatários e certificar se algum produto pode não ter idoneidade. Quem estiver com tudo certo é enquadrado em baixo risco de sonegação e tem passagem facilitada”, traduz o subsecretário. “Queremos trabalhar para a boa empresa”, arremata.
Fonte: Jornal do Comércio Texto de Patrícia Comunello
Publicado em 13/05/2014 no Blog do Caminhoneiro.

domingo, 11 de maio de 2014

Motorista é a maior causa dos acidentes

Caminhão Scania T124 tombado
truckpecas.com.br
Em 2013, quase 10% dos acidentes em rodovias federais aconteceram em apenas 1,47% da malha de 68 mil quilômetros espalhada pelo país. Segundo levantamento da Polícia Rodoviária Federal, essas ocorrências se dividem por cem trechos de estrada, que somam aproximadamente mil quilômetros de extensão. Ao todo, foram 50.145 acidentes, com 838 mortos e 20.307 feridos nesses locais durante o ano passado.
O trecho de rodovia campeão de acidentes está entre os quilômetros 200 e 210 da Translitorânea (BR-101), em Santa Catarina, e foi concedido à Autopista Litoral Sul em 2008.
Outro ponto crítico está entre os quilômetros 490 e 500 da Fernão Dias (BR-381), na altura de Betim, em Minas Gerais. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) prevê que as obras de duplicação da rodovia no trecho de Belo Horizonte a Governador Valadares estarão concluídas em três anos, com um custo estimado de R$ 4 bilhões. Além da duplicação das pistas, o projeto prevê viadutos, túneis e a correção do traçado para reduzir curvas sinuosas no trajeto.
Outros trechos de administração federal no topo da lista de acidentes estão na BR-316 (Pará), BR 262 (Espírito Santo) e BR 222. “Essas três rodovias já são duplicadas, contam com ruas laterais, acostamento, passarelas, sinalização adequada e barreiras eletrônicas”, descreve o DNIT. “Mas são trechos totalmente urbanizados, com aumento crescente do número de veículos, fluxo local e da população limítrofe à rodovia.” O fenômeno também se repete em alguns trechos da rodovia Presidente Dutra, citados no relatório da PRF.
O DNIT informa ainda que sempre analisa os dados da PRF para programar melhorias e aumentar a segurança nas rodovias sob sua responsabilidade. No entanto, destaca que os dados da Polícia Rodoviária Federal apontam que menos de 2% dos acidentes acontecem por problemas na rodovia.
De fato, o principal vilão é o motorista. Mais de 90% dos acidentes fatais acontecem por excesso de velocidade, falta de atenção, ultrapassagens proibidas, entre outros erros na condução do veículo. “Mesmo quando as estradas são ruins, a culpa em última instância é de quem dirige”, afirma José Aurélio Ramalho, diretor do Observatório Nacional de Segurança Viária.
Para Ramalho, a formação dos condutores de veículos no Brasil é falha, limitando-se ao ensino para provas de habilitação. “Na prática, o sujeito decora um monte de placas de sinalização, mas não sabe o que fazer diante da situação indicada na placa”, diz. “Desse modo, jogamos milhares de pessoas despreparadas ao volante e depois tentamos corrigir a situação com ações pontuais.”
Bruno Batista, diretor-executivo da Confederação Nacional dos Transportes, observa que o problema de formação de motoristas é especialmente crítico na habilitação dos condutores de caminhões e ônibus de passageiros.
“A avaliação dos caminhoneiros, por exemplo, é feita com veículo descarregado e fora do ambiente de estrada”, diz. Para tentar melhorar esse quadro, conta Batista, a CNT oferece cursos gratuitos de aperfeiçoamento através da rede do Sesc/Senac. “A partir de 2015 também contaremos com simuladores para aulas de direção”, diz.
Para educar os motoristas, Newton Gibson, diretor da Associação Brasileira de Transporte de Cargas, defende uma fiscalização mais atuante e preventiva. “O nível de segurança nas estradas brasileiras é baixo, mas a melhoria vai além da recuperação das estradas em péssimo estado. Passa, também, pela criação de projetos que integrem as áreas da educação, engenharia, saúde, segurança pública, entre outros, através de medidas preventivas e de respeito à garantia institucional, a todos os indivíduos, de circularem livres e com segurança, também no trânsito”, argumenta.
Isso também implicaria um sistema de fiscalização que fosse além das simples punições. “É preciso buscar, por meio de ações preventivas dirigidas aos usuários, resultados mais positivos com relação à segurança nas estradas”, diz Gibson.
Para Rogério Cunha, presidente da Associação Brasileira de Transporte Rodoviário, falta esclarecimento sobre os motivos das punições e a gravidade das infrações. “A fiscalização, quando acontece, é apenas punitiva e não preventiva.
Só multar não basta. O motorista de caminhão pega um frete de R$ 1 mil a R$ 1,5 mil num trajeto de 200 quilômetros, comete uma infração e toma uma multa de R$ 53. É um tiro no pé! Ele transfere a pontuação para outro motorista e absorve o valor da multa no custo do frete.”tabela
Fonte: Valor Econômico Texto de Carlos Vasconcellos
Publicado em 09/05/2014 no Blog do Caminhoneiro.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

A incoerência na modificação da Lei 12.619


caminhoes-noite
Por que mudar? Com essa lei oficializam-se jornadas longas, que é o que ocorre hoje, com incapacidade para o trabalho, mortes e feridos nas rodovias. Aumento do atendimento ambulatorial e doenças ocupacionais.
O projeto de lei que tenta modificar a lei 12.619, conhecida como lei do descanso domotorista não se ajusta as necessidades básicas do trabalhador, porque desconhece a repercussão do organismo do homem sobre o trabalho e do trabalho sobre o homem.
Contrapõe-se a outras leis do trabalho e impõe o exame toxológico que descrimina e não trás nenhuma informação se o uso da droga foi durante a jornada de trabalho.
Os legisladores fecham os olhos para a fisiologia humana, para o tipo de trabalho e para o tempo de exposição aos fatores de risco.
É um projeto de lei feita por homens do legislativo que não pensam no bem estar físico, mental, social de uma classe tão sofrida e sujeita a múltiplos riscos causados pelo trabalho, e também, do organismo sobre o trabalho.
No entanto, vemos necessidade de melhor compatibilizarmos homem e trabalho.
Estamos dessa forma com dificuldade de encontrarmos soluções para redução dos nossos acidentes, de mortes, sequelados, perdas patrimoniais, famílias que ficam no desalento, desprotegidas e que certamente produziram grande prejuízo social.
Não é só isso, o prejuízo causado ao país com tais acidentes, doenças ocupacionais e múltiplos problemas sociais é incalculável.
O crescimento econômico não pode nem deve estar na contramão da vida. Por incrível que pareça é dessa forma que temos que focar o que está sendo proposto na mudança.
Será que o motorista ao sentar-se na direção veicular sai a passeio, faz turismo? Que sentado, vendo paisagens diferentes está fazendo uma higiene mental e com isso pode tolerar 12 a 13 h de jornada de trabalho?
Temos que lembrar, a cada 4 h na direção veicular o homem tem lapsos de atenção, que com 8 h tem déficit de atenção e que acima disso o risco de acidente aumenta em duas vezes.
Lembrar ainda que a vibração de corpo inteiro, o ruído uniforme e contínuo, o movimento pendular do tronco e da cabeça, as imagens que passam no seu campo visual durante toda a jornada, são fatores indutores da fadiga e do sono.
Fora isso, se incorpora os distúrbios do sono, principalmente da privação do sono, coisa comum entre os caminhoneiros decorrentes de um repouso em local inadequado, dentro da boleia, na rede pendurada, contrariando o que é recomendado para a boa higiene do sono.
A vibração de corpo inteiro capaz de levá-lo ao final da jornada à exaustão física. A alimentação de rua, o estresse físico, psicológico, social, o medo de ter um acidente, de causar dano a terceiros e ao patrimônio, de ser assaltado, sequestrado e até morto.
O estresse, na realidade, é a perda da capacidade adaptativa. Os operadores do tráfego são submetidos a crises de adaptação as situações mais diversas e a cada momento recebem estímulos para que o sistema glandular reaja de maneira inadequada, produzindo no interior do seu organismo inúmeras substâncias, capazes de interferir na fisiologia do corpo, levando a sinais, sintomas e até, quem sabe, obrigando-o a interromper o seu trabalho diante da desarmonia provocada.
Não se pode imaginar que um trabalhador submetido à agressão física, caracterizada pela vibração e o ruído já citados, a variações térmicas e climáticas, a risco químico em decorrência de exposição a gases, vapores, poeiras, fuligem além dos produtos químicos que possa estar transportando.
O risco biológico, pelo fato de estar exposto a doenças endêmicas e epidêmicas, infecto contagiosas, doenças tropicais nas diversas regiões por onde transita.
Ainda, no transporte de cargas vivas e mortas, sujeito a doenças infecciosas, além das condições de higiene precária na boleia e do próprio corpo do motorista.
O risco ergonômico pelo trabalho repetitivo que executa, das condições de manutenção do veículo, variações térmicas e outros. Ainda o risco de acidentes, de problemas com cargas perigosas gerando doenças ocupacionais, com o isolamento da família e da sociedade, desenvolvendo trabalho em situação de isolamento.
Não se pode entender que submetido a tantos agentes agressivos e nocivos possa ser visto como um trabalhador comum. Não o é!
Como conceder horas extras para maior exposição a tantos fatores agressivos à saúde do trabalhador?
O Departamento de Medicina de Tráfego Ocupacional da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (ABRAMET) não pode estar ausente e tão pouco furtar-se a criticar a mudança da lei 12.619 por entendermos que trás prejuízo e é avessa às necessidades básicas da sofrida classe trabalhadora que é uma das responsáveis pelo progresso desse país.
Esse trabalho é para todos que estudam, pesquisam e tem atenção voltada para a máquina, o homem e o meio, é de extrema penosidade e acreditam que haverá uma revisão dessa matéria com objetivo maior de redução de custos para o país, redução dos óbitos que todo dia estão em nossas manchetes e que é o principal fator da nossa luta pela vida.
As causas primordiais de acidentes em nossas rodovias são fadiga 18% e sono 42% perfazendo uma estatística alarmante de 60% de todos os nossos acidentes.
Vale a pena lembrar que 93% dos acidentes acontecem por falha humana. Costumamos dizer que hoje, em todo acidente rodoviário tem um motorista profissional envolvido e que o motivo principal é o excesso de jornada de trabalho.
Defender essa classe trabalhadora das agressões do trabalho e das jornadas longas é uma necessidade. Esse trabalho é diferente do médico que tem uma carga horária de 6h, da enfermeira com 6 h, do funcionário do banco e do telemarketing que trabalham 6 h.
Nesses exemplos há insalubridade causada pelo risco biológico, risco físico e risco ergonômico. Já, o motorista, enfrenta todos esses riscos e tem como citamos a insalubridade, periculosidade que chega à penosidade.
A penosidade do trabalho assim entendida aponta para um excesso que vai além do limite de um indivíduo normal. O trabalho torna-se penoso porque se dá mais do que é possível, por excesso de movimentos e por inconveniência de estímulos.
Por tudo isso, que se constata cientificamente, não se pode recomendar mais de 6 h de jornada de trabalho, perfazendo um máximo de 36 h semanais comparando essa atividade com as citadas acima.
Este, consideramos o limite máximo a ser exigido nessa atividade. Lembramos que na prevenção das doenças ocupacionais, profilaxia da fadiga e do sono, o trabalho deve ser interrompido para uma ginástica laboral, quando o operador deve descer do veículo, fazer um alongamento seguido de uma caminhada ao redor do veículo em local seguro.
O descumprimento a nova apresentação da lei é considerado infração gravíssima.
Enquanto isso, nós vemos a lei como uma agressão gravíssima ao homem que conduz o progresso do país.
Para solução é necessário educação, treinamento, conscientização dos legisladores, empresários e dos gestores para os riscos, rigor das empresas e dos órgãos governamentais.
Fonte: Dr. Dirceu Rodrigues Alves Júnior
Diretor do Departamento de Medicina Ocupacional da ABRAMET
Associação Brasileira de Medicina de Tráfego
Publicado em 07/05/2014 no Blog do Caminhoneiro.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Scania lança ônibus Euro 6 a gás na Colômbia


Ônibus Scania Euro 6 a gás
A Scania, empresa referência em veículos pesados, lança na Colômbia o primeiro ônibus Euro 6 a gás para sistemas de transportes urbanos da América Latina. “Além da necessidade de uma tecnologia mais confiável, a Colômbia busca substituir o diesel por um combustível mais limpo”, explica André Rodrigues, gerente de produtos para Ônibus Urbano da Scania Latin America.
Em parceria com a Universidade Nacional da Colômbia e Transmilênio (sistema de transporte público metropolitano de Bogotá), a Scania realizou vários testes que mediram a capacidade de arranque em pistas íngremes, consumo de combustível e emissões de poluentes. O veículo também foi avaliado em condições mais extremas da cidade de Bogotá, como altitude, que é cerca de 2.600m acima do nível do mar, baixa pressão atmosférica, tráfego pesado e paradas em grandes ladeiras.
“A Scania já trabalhava na construção dessa oferta, mas os motores com a tecnologia anterior não tinham capacidade de operar nessa altitude. Com o novo motor Euro 6 a altitude deixa de ser uma limitação”, acrescenta Rodrigues.
motor Euro 6 a gás (gás natural, biogás ou mistura de ambos) – A unidade Euro 6 testada em Bogotá é de 15 metros de comprimento (tipologia consolidada na Europa e América Latina, mas até então não conhecida pelas autoridades colombianas), com grandes benefícios operacionais em aplicações de transporte urbano. O veículo tem capacidade para 120 passageiros, dois eixos de direção, conferindo um raio de giro menor e boa manobrabilidade. Além de veículos de 15 metros, a nova linha de motores Euro 6 a gás permite, também, equipar ônibus de 12 metros e articulados.
Entre as principais características do novo motor estão os cinco cilindros em linha com cabeçotes individuais, 9 litros, níveis de emissão Euro 6 – os mais limpos do mercado –, garantindo índice zero de material particulado (o contaminante principal). Durante os testes, em emissões, por exemplo, foi concluído que o veículo Scania Euro 6 a gás emite uma concentração em número de partículas ultrafinas (20 mil/cm³) muito inferior às que normalmente se encontram nas amostras de ar de Bogotá (150 mil/cm³). Um ônibus a diesel Euro III, por exemplo, muito recorrente em Bogotá, emite 70 milhões de partículas por centímetro cúbico.
De acordo com Enrique Enrich, gerente-geral da Scania Colômbia, a nova linha de motores se destaca por duas vantagens técnicas. A primeira é a tecnologia de combustão estequiométrica, na qual o motor é capaz de se ajustar de acordo com a pressão atmosférica, identificando como deve se comportar em determinada altitude – característica ideal para o plano de avanço tecnológico das cidades de Bogotá e Medellin. A segunda vantagem do veículo é a alta tolerância a variações na especificação de combustível, com a possibilidade de trabalhar com diferentes qualidades de gás sem necessidade de fazer ajustes no motor.
A oferta da Scania para a Colômbia com essa mesma tecnologia abrange: 1) motores de linha preparados para altitude (até 3.000 m); 2) chassis para ônibus padrón, 15 metros e articulados, assim como ônibus rodoviários para distâncias curtas; e 3) chassis para caminhões de lixo, betoneiras e outras aplicações.
Além de zero emissão de material particulado (MP), que do ponto de vista ambiental é uma necessidade e tendência nas grandes cidades, o novo ônibus Scania com motor a gás também é extremamente silencioso, ideal para transitar em zonas urbanas, com tecnologia comprovada e respaldo da empresa sueca.
“Se combinarmos os benefícios econômicos (baixo custo de combustível e manutenção) e os ambientais, esses motores têm tudo para ser um sucesso não só no transporte urbano de passageiros e de coleta de lixo, mas também em muitas outras aplicações”, completa Silvio Munhoz, Diretor de Vendas de Ônibus Urbanos para a região das Américas.
Além da nova gama de motores a gás natural (GNV), que também podem ser operados com biogás, o portfolio da Scania possui veículos movidos a combustíveis alternativos, como etanol e biodiesel, oferecendo soluções com diferentes níveis de emissões (Euro IV, V e VI).
O ônibus, único na Colômbia, realizou testes nas cidades de Bogotá, Cartagena, Valledupar e Medellín, sempre demonstrando desempenho positivo.
Fonte: Scania
Publicado em 02/05/2014 no Blog do Caminhoneiro.