Palestra para Motoristas

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Arquivo: HighPluss Treinamentos, 2017.

terça-feira, 30 de julho de 2013

MAN Latin America desenvolve caminhão Compactor de 230 cavalos para coleta de resíduos sólidos

Compactor  23.230
Uma parceria de sucesso que completa 16 anos entre a MAN Latin America e a holding Solví, originou nodesenvolvimento de mais um caminhão  protótipo, o modelo vocacional VW Constellation 23.230 6×2 Compactor, dedicado à coleta de resíduos sólidos, que estará em testes na frota da Loga, uma das empresas do grupo brasileiro, responsável pela coleta de lixo na cidade de São Paulo.
O novo modelo vocacional, está equipado com motorMAN D08 de quatro cilindros, que utiliza a exclusiva tecnologia EGR, livre de ureia. Para atender as exigências de uma operação mais robusta, o novo motor MAN de 230 cavalos de potencia, apresenta 850 Nm de torque, equivalente a um motor de seis cilindros. Na Loga, o caminhão  poderá transportar até 13 toneladas de resíduos sólidos por viagem e fará até seis viagens por dia, uma das maiores produtividades do mundo entre empresas do mesmo ramo.
Outra novidade apresentada pela MAN é a cabine Constellation equipada com três assentos para passageiros e um destinado apenas para o motorista. O veículo também apresenta um ângulo de entrada superior aos modelos convencionais, que permite ajustar a cabina ou a suspensão dianteira em relação ao chassi do novocaminhão.
“Conseguimos desenvolver um caminhão dedicado às operações de coleta de resíduos sólidos da Loga. Fabricado com motor próprio e com a potencia ideal para as suas atividades. Esse modelo, após ser testado em uma aplicação severa como a coleta de lixo, também poderá ser oferecido para o transporte de bebidas. A previsão de chegada do novo modelo ao mercado brasileiro é para o próximo ano”, afirma Ricardo Alouche, vice-presidente de Vendas, Marketing e Pós-Vendas da MAN Latin America.
Parceria de longa data
A Solví é uma holding controladora de empresas que atuam nos segmentos de resíduos, saneamento e valorização energética e engenharia. Possui uma frota composta por 842 caminhões próprios, sendo 95% dela composta por caminhões da marca Volkswagen.
Durante os 16 anos de parceria com a marca Volkswagen Caminhões e Ônibus, foram mais de sete protótipos de caminhões desenvolvidos em conjunto com a engenharia da fábrica da MAN, localizada em Resende (RJ). O início da relação começou no ano de 1995 com a venda do primeiro caminhão VW 16.170 para o grupo Solví. O conceito Sob Medida deu início no ano de 2001, com o lançamento da Série 2000 e a oferta de um caminhão mais destinado à coleta de lixo. O ano de 2011 marca o lançamento da linha vocacional Compactor, com o caminhão VW 17.250, totalmente dedicado ao transporte de resíduos sólidos. Em 2012, é introduzida a linha Volkswagen Advantech Euro 5, com o modelo de caminhão VW 17.280. A MAN Latin America é a única fabricante que oferece aos clientes desse segmento, veículos equipados com a tecnologia EGR, sem a necessidade de aditivo a base de ureia.
“No início foi tudo muito difícil e não existia no mercado brasileiro um caminhão dedicado ao nosso negócio. Atualmente, a MAN é a única montadora que consegue atender as nossas necessidades. Com o desenvolvimento do protótipo VW Constellation 23.230, estamos buscando uma maior produtividade com o novo motor, um menor custo de aquisição e manutenção, segurança e conforto para os nossos funcionários e clientes”, comenta Luiz Fernando Lopes, gerente de Suprimentos e Equipamentos da Solví.
Frota internacional
Além da coleta e transporte de resíduos sólidos nas cidades de São Paulo, São Bernardo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Canoas, Novo Hamburgo, entre outras cidades brasileiras, o grupo Solví opera caminhões Volkswagen na cidade de Lima, no Peru. Desde o ano de 2004, a Relima é uma empresa formada pela parceria entre VegaPeru (grupo Solví) e a empresa peruana Ecovida Ambiental S.A., sendo responsável pelos serviços de limpeza, destinação final dos resíduos sólidos e manutenção das áreas verdes em Lima. Os caminhões Volkswagen são comercializados por meio do importador da marca Euromotors no Peru.
Fonte: MAN Latin America
Publicado em 30/07/2013 no Blog do Caminhoneiro.

Campo de Provas Randon é certificado com ISO 17.025

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O Campo de Provas das Empresas Randon acaba de receber (junho 2013) o Certificado de Reconhecimento na norma NBR ISO/IEC 17025:2005 pela Rede Metrológica do Rio Grande do Sul credenciando-se, assim, para a realização de ensaios de homologação de sistemas de freio de veículos conforme Resolução 777/93 do CONTRAN. Com isso, torna-se o primeiro Campo de Provas do Brasil a possuir tal certificação para este tipo de atividade. Em complemento à certificação, também passa a ser Reconhecido pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos (Anfavea) e Instituto da Qualidade Automotiva (IQA) para a realização destes ensaios.
Com pouco mais de três anos de operação, o empreendimento tornou-se referência mundial no setor automotivo, sendo constantemente requisitado pelas montadoras por ter se transformado num centro tecnológico por excelência em avaliações laboratoriais e principalmente de campo.
Inaugurado em 2010, a qualificação do espaço, primeiro e único campo exclusivo para testes na região Sul para caminhões, ônibus, carros de passeio, implementos rodoviários e veículos fora de estrada, possibilita em suas pistas simular o perfil das mais diferentes estradas e obter a comprovação do desempenho dos produtos em laboratórios.
Os testes solicitados por empresas do grupo e de clientes externos são acompanhados por uma equipe de engenheiros especializados que conta com o suporte de equipamentos de alta tecnologia. ”A soma da tecnologia e do conhecimento certamente é que nos levaram a alcançar a certificação”, observa o diretor do Campo de Provas, Cesar Pissetti, lembrando que a iniciativa das Empresas Randon tem atraído o interesse tanto das montadoras, como de profissionais de dentro e de fora do Brasil. A seu ver, a conquista da certificação ABNT ISO 17025, permitirá produzir dados e resultados de alta confiabilidade, como o Campo de Provas já vem fazendo habitualmente.
O Campo é formado por 19 pistas a céu aberto, que totalizam 15 Km e reproduzem os mais diferentes tipos de pavimentos e irregularidades, específicas para realização de testes nas mais variadas condições.No prédio de 2.200 m² é feita a preparação dos veículos e abriga, ainda, um laboratório estrutural com 10 atuadores servo controlados, dos mais diferentes tamanhos, assim como bancadas para testes de vibração.
Fonte: Randon
Publicado em 30/07/2013 no Blog do Caminhoneiro.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Dia do Motorista: momento de reflexão e visualizar o futuro profissional

Dia 25/07/2013 – Para homenagear o “Dia do Motorista” nesse ano, identifiquei motoristas que atualmente estão estudando no Curso de Tecnologia em Logística na Faculdade Anhanguera de Joinville. Para mim na condição de Professor é muito gratificante ter alunos desse nível em sala de aula, que contribuem com suas experiências e conhecimentos agregando valor no ambiente acadêmico.

O Sr. Adriano Alexssander da Luz atua na empresa Verdes Mares e o Sr. Lorivaldo Bastos atua na empresa Gidion de Joinville, sendo que ambos atuaram na função de motorista, e hoje o Sr. Adriano presta serviços de apoio para a equipe dos motoristas e o Sr. Bastos é instrutor de treinamento dos motoristas.

Para registrar o “Dia do Motorista” organizei uma entrevista com os Srs. Adriano e Bastos através de perguntas dirigidas aos entrevistados, com o objetivo de saber suas opiniões a respeito da profissão do motorista e o futuro profissional.

1)   O que você considera importante na profissão do motorista?
Adriano: Ser humano, responsivo, eficiente, eficaz, educado, atencioso, humilde, bom caráter, ter disciplina, cuidar do corpo e da mente, é importante repousar para poder cumprir com sua jornada da melhor forma possível.

Bastos: comportamento, conhecimento de profissão, gostar de pessoas, saber fazer e querer fazer a quilo que ele faz sempre bem feito.

2)   Quais os valores fundamentais para tornar-se um motorista profissional?
Adriano: confiança, amor pelo que faz, geralmente os motoristas profissionais são apaixonados pelo volante e a maioria se coloca no lugar das outras pessoas, trazendo para si a responsabilidade e o cuidar dos outros, tornando isso um dos fatores mais importantes na profissão, porque quando um profissional do volante dirigi com responsabilidade se preocupando com o próximo seja ele um cliente(usuário), um pedestre, uma bicicleta ou até mesmo um veiculo pequeno, ele tem êxito no que faz porque se preocupa com o próximo acima de tudo.(tem que ter Dom).

Bastos: ética, respeito e caráter.

3)   Qual foi a melhor experiência vivida no exercício da profissão de motorista no transporte de passageiros?
Adriano: o retorno dos clientes, o valor que eles dão ao profissional quando adquire confiança isso não tem preço, você chegar ao ponto do cliente apertar na sua mão e dizer que bom que é você, fico tranquilo de viajar com você, sei que estamos em boas mãos.

Bastos: uma experiência muito importante na minha carreira de motorista foi no ano de 1998 quando a empresa fez uma homenagem a todos os motoristas e fui escolhido para representar os colegas de trabalho. Na ocasião elaborei um discurso que falava das qualidades do profissional do volante e fui aplaudido de pé. Isso marcou muito na minha vida.

4)  Qual é o maior objetivo de estar estudando na faculdade e cursando o curso de tecnologia em logística?
Adriano: o objetivo é presentear meu Pai com minha formação que é um sonho dele, mas ele não pode realizar pelo fato de muito novo ter que começar a trabalhar e largar os estudos, e a faculdade vai contribuir e muito para realizar esse sonho e me transformar em uma pessoa melhor e um profissional capacitado. Busquei a logística porque desde criança comecei a trabalhar com meu Pai que sempre foi caminhoneiro e sempre trabalhei nessa área e por isso me sinto mais confortável, além de ter um excelente mercado nessa área, onde me sinto em casa.

Bastos: o objetivo é crescer profissionalmente, crescer como ser humano, alcançar um cargo melhor dentro da empresa para dar um futuro melhor para os meus filhos. 

Parabenizando os Srs. Adriano Alexssander da Luz e Lorivaldo Bastos estendo o meu reconhecimento a todos os motoristas que exercem diariamente com profissionalismo sua missão de bem servir as pessoas que confiam na prestação dos serviços para sociedade.

Desejo Muita Luz e Sabedoria para cada Motorista!

Palestrante José Rovani - HighPluss Treinamentos
Palestra VIP para Motoristas - Hands On

terça-feira, 23 de julho de 2013

Tarifas de ônibus mais baixas em 32 cidades do Rio Grande do Sul


ônibus
Ônibus em 32 cidades da região Metropolitana de Porto Alegre estão com as tarifas mais baixas.
Tarifas intermunicipais mais baratas em 32 cidades do Rio Grande do Sul
Redução foi de 4,69% e valores dependem da extensão das linhas
ADAMO BAZANI – CBN
A partir desta segunda-feira, dia 22 de julho, as tarifas de ônibus intermunicipais de 32 cidades da região metropolitana de Porto Alegre estão mais baixas.
A redução de 4,69% foi aprovada na semana passada pela Agergs – Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul em votação pelo Conselho Superior da Agência.
O valor das passagens varia de acordo com a extensão de cada linha.
As empresas de ônibus, pela Associação das Empresas dos Transportadores Intermunicipais de Passageiros – ATM e a Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional – Metroplan queriam adiar a votação, mas os técnicos da Agergs entenderam que a tarifa poderia ser reduzida pelo fato de o PIS/Cofins terem sido zerados e a contribuição previdenciária sobre a folha de pagamento reduzida.
As empresas queriam uma redução menor, alegando aumentos de custos de insumos como pneus e óleo diesel.
Antes de entrar em vigor a redução de impostos, o Conselho Estadual de Transporte Metropolitano – CETM pediu reajuste de 5,88% na tarifa e depois outro acréscimo de 1,74%
Publicado em 22/07/2013 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes. Blogpontodeonibus.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Força e delicadeza juntas

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Dirigir um veículo pesado há pouco tempo era um trabalho duro e cansativo. Os motoristas que atravessavam o País no volante de um caminhão carregado, além da privação de ficar muito tempo longe da família, sofriam com o desgaste físico provocado pela dificuldade de guiar, por tanto tempo, um veículo tão grande. Isso vem mudando, a tecnologia, que antes estava presente apenas em carros esportes luxuosos, passou a fazer parte, também, da vida dos caminhoneiros, tornando seu trabalho mais fácil. Além de reduzir o tempo da rota, favorece para que a viagem seja mais confortável e segura.
transporte rodoviário ainda é o principal meio de escoar a produção nacional, portanto, um grande número de pessoas trabalha a bordo de um caminhão, cruzando as cidades brasileiras. Por isso o cuidado de investir em tecnologias que melhoram o dia a dia do motorista reflete em lucro para o empresário.
Há sete anos, Hugo de Araújo Rodrigues é vendedor de uma das maiores concessionárias de caminhões de Goiânia. A bordo de um dos modelos mais completos da marca, ele mostrou como é mais fácil a vida dos caminhoneiros hoje em dia. Com direção elétrica, câmbio automático de 12 marchas e ar-condicionado digital, o caminhão, com toda sua grandeza, deixou de ser um bruto para se tornar um veículo delicado em seu modo de dirigir.
“O motorista fica mais tempo no caminhão do que na casa dele, então o veículo tem que ter muito a lhe oferecer”, explica o vendedor. Segundo ele, as tecnologias embarcadas nos caminhões não só facilitam a vida do caminhoneiro como também aumentam a rentabilidade do proprietário. “O cara trabalha bem e mais feliz, então o rendimento é melhor”, comenta.
Os caminhões estão equipados com tanta tecnologia que até mesmo aquele estereótipo do caminhoneiro malvestido e sujo de graxa já não existe mais. Hoje, ele pode se arrumar para o trabalho, da mesma forma que as pessoas que passam o dia no escritório atrás de um computador. Dirigir um caminhão não é mais um serviço pesado e exige bem mais conhecimento em informática do que força, por exemplo.
Hugo explica que a maioria dos novos modelos vem equipado com computador de bordo, retrovisor elétrico, banco com suspensão a ar e até piloto automático. “O caminhão é muito inteligente, tudo que tiver de errado ele vai indicar no painel, o motorista não precisa fazer quase nada”, mostra.
O motorista Edson José Barbosa, 51 anos, trabalha há 28 anos na profissão e afirma já ter dirigido todo tipo de caminhão. Ele fala da época em que era preciso muita força no braço para guiar um gigante desses. “Não tem como explicar isso, é muito diferente, tudo era muito mais pesado, o caminhão era mais duro, era um trabalho muito cansativo. A gente parava para descansar e não conseguia, pois o caminhão não tinha nenhum conforto”, relembra.
O colega e também motorista Romildo Guedes de Souza, 50 anos, contou como é diferente dirigir um caminhão antigo em relação a um desses modelos mais novos e completos. “A diferença é muito grande, há dez anos os caminhões não tinham nem ar-condicionado, era um sofrimento total. Hoje está bem mais facilitado, você praticamente só comanda, tudo é eletrônico e computadorizado”.
Conforto e segurança
Gerente de vendas de uma concessionária em Goiânia, que trabalha com uma das marcas de caminhões mais tecnológicos do Brasil, Fernando Murta explicou que as empresas estão investindo cada vez mais em novidades, pois a concorrência é grande, e, hoje, o consumidor tem muitas opções na praça. “O mercado mudou muito, antigamente o cliente que precisasse comprar um caminhão era obrigado a ficar com o que tinha. Hoje, tem uma concorrência bem grande e os clientes estão buscando essas tecnologias para decidir qual caminhão comprar”, relata.
Fernando conta que a marca tem prezado pelo conforto, a rentabilidade e a segurança do motorista. “O interior da cabine foi estudado para trazer uma maior dirigibilidade, quando entra em um caminhão nosso, ele não cansa tanto. Os veículos vêm equipados com tecnologia que segue o mesmo princípio da célula de segurança de um carro de Fórmula 1, que se desloca para evitar que o motorista sofra ferimentos muito graves, em caso de colisão”, explica.
O motorista Humberto Monteiro, 46 anos, dirige caminhões desde que completou 18 anos de idade e afirma que “era uma guerra” dirigir um veículo pesado naquela época. Ele faz viagens longas, ficando até 20 dias na estrada. “Antigamente você rodava 300 km e tinha que parar para descansar, agora, em uma estrada boa, dá pra rodar até 700 km diretos. O conforto é 100%, o caminhão é mais espaçoso, tem ar condicionado e a cama vem até com colchão ortopédico. A gente cansa muito menos, não tem comparação, dá pra rodar mil quilômetros sem sentir dor na coluna”, sorri.
Os bancos dessas máquinas modernas se ajustam ao corpo de cada motorista. O encosto possui uma bolsa de ar que infla ou esvazia para se adequar ao porte físico do condutor. Esse conforto aumenta a produtividade do caminhoneiro. Alguns modelos vêm equipados com um sistema de segurança que não deixa o motorista dormir quando está dirigindo. Comandado pelo computador de bordo, se o caminhão começar a sair de sua faixa, na rodovia, o banco do motorista aciona, automaticamente, um dispositivo que o faz tremer, despertando o dorminhoco.
“É seguro demais”, afirma Humberto. “Esses novos modelos são muito avançados, tem até sensor de bafômetro, que não deixa o caminhão funcionar se o motorista estiver alcoolizado. Você só bate um veículo desses por falha sua, e não do caminhão. Ele só falta falar com você. Avisa tudo”.
Treinamento
Para dirigir um caminhão desses não é preciso apenas ter habilitação compatível. Com tanta tecnologia embarcada, o motorista precisa fazer cursos para aprender a usufruir de tudo que o veículo dispõe. Ambas as concessionárias visitadas pela reportagem do Diário da Manhã, antes de entregar o caminhão ao comprador, ministra-lhe um curso, para que ele saiba manusear toda tecnologia presente no modelo.
Fernando Murta explicou que o motorista passa por curso teórico e prático, onde lhe é apresentado cada detalhe daquele modelo específico de caminhão que ele vai dirigir. “Todo motorista, na hora de receber o caminhão na fábrica, recebe um treinamento, e quando chega aqui (na concessionária) ele recebe outro treinamento. Isso é importante para que ele saiba tirar o maior proveito do caminhão”, destaca.
O motorista Romildo Guedes pontua que, com toda essa tecnologia, é exigido muito mais do motorista. “Antigamente o cara dirigia um caminhão sem escolaridade nenhuma. Hoje, o veículo tem muitas informações no painel, que é preciso ter conhecimento para decifrá-la. A tecnologia existe, está tudo mais fácil, tudo melhor, mas exige um conhecimento a mais do motorista também. Ele vai ter que se virar para entender e aprender aquilo”.
Luciano Alves Ferreira é responsável pelo treinamento em uma das concessionárias. Ele conta que, quanto mais os motoristas entenderem das tecnologias presentes nos caminhões que dirigem, mais rendimento conseguem tirar. Por isso as empresas dão tanta atenção aos treinamentos, e nenhum caminhão é entregue sem que o motorista passe pelo treino. “Nos treinamentos, a gente mostra o motor montado e desmontado e mostra o funcionamento dos sistemas de cada veículo. O motorista ganha treinamento em tudo”, ressalta.
O empresário, proprietário do caminhão, pode agora ficar mais tranquilo, pois, segundo o gerente de vendas Fernando Murta, é possível acompanhar tudo que acontece com o veículo de forma remota. Através da internet, ele recebe todas as informações do computador de bordo do caminhão. As médias de velocidade que o veículo está transitando, o consumo de combustível, as paradas que o motorista faz na estrada, tudo é registrado, e o proprietário pode acessar esses dados por meio da internet. “O dono do caminhão pode gerenciar a forma como o motorista está dirigindo”, comenta.
Esse registro também serve na hora da manutenção da máquina. Ao parar para uma revisão, o mecânico consegue, através desses dados, analisar o que pode estar causando eventuais problemas no veículo. “Tudo que o motorista faz no caminhão é detectado. Quando vem para a manutenção, tem como saber tudo que ele fez de certo e de errado”, comenta o gerente. Então é possível reeducá-lo quanto à maneira correta de dirigir, fazendo com que haja menos desgaste do veículo.
Publicado em 19/07/2013 no Blog do Caminhoneiro.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Palestra Motivacional para Motoristas no Brasil

A HighPluss Treinamentos sempre atenta a evolução do perfil profissional dos motoristas, oferece
"Palestra Motivacional" com o foco "Valorizar seu Motorista é uma Decisão Inteligente", 
sendo que está direcionada aos motoristas de ônibus, caminhões, vans, transporte escolar e taxistas.

Também está disponível para Transportadoras, Cooperativas, Sindicatos e Empresas que possuem frota própria de Transportes.


Contato pelo e-mail: treinamentos@highpluss.com.br.

HighPluss Treinamentos agradece sua confiança e preferência. Muito Obrigado!

terça-feira, 16 de julho de 2013

Palestra VIP sobre Gestão de Conflitos nos Transportes

palestra


HighPluss Treinamentos oferece palestras e treinamentos para capacitação profissional diferenciada aos motoristas de ônibus, caminhões, vans, transporte escolar e taxistas.
Também está disponível para Transportadoras, Cooperativas, Sindicatos e Empresas que possuem frota própria de Transportes.
Contato pelo 

HighPluss Treinamentos agradece sua confiança e preferência.
Fonte: HighPluss
Publicado em 16/07/2013 no Blog do  Caminhoneiro.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Veículos Volkswagen são transformados em hospitais móveis no Peru

hospital movel
Caminhões VW Constellation terão uma missão especial no Peru: 17 unidades serão transformadas em hospitais móveis, que levarão atendimento médico especializado a mais de 500 mil moradores de baixa renda na região de Huancavelica. O modelo escolhido para atender às necessidades do percurso foi o VW 17.250, um dos veículos mais comercializados no país, respondendo por cerca de 15% de participação nas vendas locais no segmento de 15 a 24 toneladas. O investimento foi de 27 milhões de novos soles peruanos, o equivalente a R$ 21,5 milhões.
Os veículos percorrerão sete províncias – Huancavelica, Angaraes, Churcampa, Acobamba, Castrovirreyna, Tayacaja e Huaytará, e oferecerão serviços gratuitos de cardiologia, pneumologia, gastroenterologia, oftalmologia, dermatologia, clínica médica, laboratório, ginecologia, e serviços de raio X, farmácia, mamografia e densitometria.
“Veículos Volkswagen terão um papel importante na melhoraria das condições de vida da população de Huancavelica em relação à saúde pública. Os modelos transportarão, além da tecnologia agregada no veículo, esperança para todos que puderem usufruir dos serviços oferecidos”, comenta Antônio Ricardo Albuquerque, gerente executivo de Vendas Mercados Internacionais da MAN Latin America.
Com mais de 20 anos de tradição, o Grupo Euromotors, importador da MAN Latin America no Peru, apoia o projeto e valoriza a ação do governo no país. “Os moradores dessa região não terão que se deslocar por horas para chegar ao centro de saúde mais próximo. Agora, os médicos chegarão a bordo de caminhões Volkswagen diretamente em suas comunidades”, diz Luis Alvarado, diretor comercial de caminhões e ônibus da Euromotors
O executivo peruano ainda comenta sobre o impacto positivo em outras regiões do país. “Essa frota que irá operar em Huancavelica é o maior de todas deste segmento no país e eles representam um grande desafio já que outros governos regionais estão dispostos a seguir o exemplo e desenvolver projetos de saúde para atender os moradores mais necessitados”.
Liderança no mercado peruano
Representante oficial da MAN Latin America no Peru, o Grupo Euromotors é líder nas vendas de caminhões acima de 7,5 a 31 toneladas há oito anos e tem a vice-liderança no mercado de ônibus vendidos no país. Com forte atuação na indústria automobilística, iniciou suas operações com a comercialização de automóveis das marcas VW e Audi em 1993 e já no ano seguinte importou as primeiras unidades de caminhões e ônibus Volkswagen da fábrica de Resende (RJ), completando 20 anos de parceria com a operação brasileira.
Sua tradição se percebe também quanto à qualidade de seus produtos e serviços. Foi a primeira empresa automotiva peruana a receber o certificado ISO 9.001, em 2003, inaugurando também esse reconhecimento entre os importadores do Grupo Volkswagen na América Latina.
Com matriz na cidade de Lima, conta com aproximadamente 500 colaboradores distribuídos entre escritórios administrativos e oficinas de serviços espalhadas por toda a república peruana, que cobrem desde a operação de caminhões e ônibus da marca quanto a de automóveis. Para atender à atual estrutura de veículos comerciais, o importador dispõe de uma rede com nove concessionárias e sete oficinas de serviços autorizadas.
Atualmente, o Grupo Euromotors é responsável por uma frota com mais de 8.000 unidades entre caminhões e ônibus da marca Volkswagen no Peru. Os modelos de caminhões mais vendidos são os VW Worker 9.150, 15.180, 17.220 e 17.250, além dos VW Constellation 15.180 e 17.250. Em ônibus, são comercializados os chassis Volksbus 9.150, 17.210 e 17.230, todos equipados com motor dianteiro dotado da tecnologia Euro 3, de acordo com a legislação local de emissões.
Fonte: MAN Latin America
Publicado em 11/07/2013 no Blog do Caminhoneiro.

domingo, 7 de julho de 2013

IPK dos ônibus de São Paulo cresceu


ônibus
Ônibus em São Paulo. IPK das empresas subiu nos últimos cinco anos. Velocidade também está maior, mas cenário está longe da eficiência que se espera do transporte coletivo, que deve ter prioridade no espaço urbano. Foto: Adamo Bazani.
IPK dos ônibus de São Paulo cresceu
Índice mede produtividade de cada viagem, Velocidade aumentou, mas ainda está longe do ideal
ADAMO BAZANI – CBN
Apesar do trânsito cada vez mais complicado e da falta de prioridade ao transporte coletivo, a produtividade dos ônibus em São Paulo subiu, de acordo com dados da SPTrans, São Paulo Transportes, gerenciadora dos serviços na Capital Paulista.
O IPK – Índice de Passageiros por Quilômetro, que apura quantos passageiros o ônibus transporta em média por quilômetro percorrido, cresceu de 2007 até 2012.
Este número pode interferir em negociações tarifárias ou em estudos para ampliação da frota em determinadas linhas.
Em 2007, o IPK era de 3,32. Houve queda até 2009, mas depois as altas foram sucessivas. Em 2010 foi de 3,33, em 2011 foi de 3,54 e no ano passado o IPK dos ônibus de São Paulo chegou a 3,63.
Levando em conta somente o número de passageiros pagantes, o IPK nos últimos cinco anos subiu em média 10,4%.
Outro indicador positivo quanto aos ônibus de são Paulo, que também influencia nas tarifas e na programação das linhas, é que a velocidade média dos ônibus aumentou nos horários de pico.
Em 2007, a soma das médias no sentido bairro e no sentido centro deu 14,52 km/h de velocidade. A velocidade média neste ano nos horários de pico é de 15,62 km/h. O ideal, no entanto, é que a velocidade média seja entre 20 km/h e 25 km/h, meta estipulada pela administração municipal com a construção de corredores de ônibus e implantação de faixas exclusivas.
De acordo com os especialistas, quanto mais alto é o IPK maior é a receita das empresas de ônibus e quanto maior a velocidade do transporte coletivo, mais atraente é o transporte coletivo.
Por isso, há ainda muito o que fazer.
Com prioridade no espaço urbano, é possível fazer com que as empresas lucrem mais por viagem, transportando mais pessoas sem superlotação, e numa maior velocidade, fazendo com que menos ônibus consigam fazer mais partidas.
Tudo isso pode ser revertido em passagens de ônibus mais baratas, com a devida fiscalização do poder público.
Para o Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de São Paulo – SPUrbanuss, o aumento do IPK tem relação direta com a implantação do Bilhete Único, que registra a passagem por todas as catracas, mesmo nas integrações gratuitas.
Publicado em 08/07/2013 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes. Blogpontodeonibus.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

TRANSPÚBLICO 2013: A indústria de ônibus e as manifestações


José Antônio Fernandes Martins
José Antônio Fernandes Martins acredita que as manifestações populares podem agilizar projetos de mobilidade e em outras áreas que estavam perdendo ritmo e entrando na velocidade lenta do poder público. Foto: Adamo Bazani
TRANSPÚBLICO 2013: Indústria de ônibus acredita que manifestações podem ajudar o poder público a agilizar projetos que deveriam ter saído do papel há muito tempo
Para o presidente da Fabus e Vice-Presidente da Fiesp, José Antônio Fernandes Martins, país é vítima de descaso das diversas esferas do poder público e que a falta de mobilidade está reduzindo a competitividade da indústria Brasileira
ADAMO BAZANI – CBN
Se o “gigante acordou” de fato ou não só os resultados práticos poderão dizer.
Mas a série de manifestações que tomaram conta do País, que começaram com a bandeira da redução das tarifas de ônibus e depois se expandiram para outros temas, serviu não só para aprofundar as discussões, mas para fazer com que o poder público tome medidas mais rápidas sobre problemas crônicos que tiram a qualidade de vida da população, aumentam a desigualdade e travam a economia.
A opinião é da indústria de ônibus no Brasil, expressada pelo presidente da Fabus – Associação Nacional dos Fabricantes de Ônibus e vice-presidente da Fiesp – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, José Antônio Fernandes Martins.
No primeiro dia da Transpúblico 2013, feira do setor de transportes realizada no Transamerica Expo, Martins foi contundente a falar sobre verdadeiros gargalos de mobilidade que fazem o Brasil ser um dos países que as pessoas mais gastam tempo nos congestionamentos. Ele também lamentou o fato de o transporte de cargas no Brasil ser um dos mais caros do mundo.
“Vivemos por décadas um verdadeiro descaso do poder público para a infraestrutura. Não foi um governo específico ou só as esferas municipais, estaduais e federal. É algo de décadas, histórico, arraigado, uma cultura perversa do poder público” – disse.
“As manifestações que surgiram no Brasil têm de ser respeitadas e ao mesmo tempo estudadas por que aconteceram. Vamos ver um ponto. Dados do Ministério das Cidades mostram que em 2002, a frota de todos os veículos no Brasil era de 35 milhões e 500 mil veículos. Em 2012, essa frota mais que dobrou e foi para 73 milhões e 700 mil veículos. E a infraestrutura para isso? Não cresceu nem 5% e olhe lá. As políticas de mobilidade têm de investir de verdade no transporte coletivo. Não há outra maneira. Por trás da tarifa há uma série de problemas que precisam ser resolvidos: a alta carga tributária, a questão das gratuidades que não pode extrapolar a capacidade de investimentos das empresas e deve ser mais justa, o tempo e o dinheiro que as empresas de ônibus perdem no trânsito são repassados para as passagens. Não é discurso não. É verdade que vivenciamos na prática. De acordo com vários empresários de ônibus que conversamos, há 25 anos, com um ônibus era possível realizar 10 viagens por dia transportando 1.100 pessoas neste ônibus. Hoje para percorrer o mesmo percurso, o ônibus consegue fazer cinco viagens por dia e transportar de 480 a 550 pessoas nesta jornada.” – exemplificou Martins.
Para ele, diferentemente do que muitas pessoas falam nas ruas, as linhas não precisam de mais ônibus. Ônibus tem bastante. O que precisa ser feito é fazer o ônibus andar. Não adianta ter 70 ônibus numa linha, parados uns atrás dos outros nos congestionamentos.
“Não é inteligente um ônibus que transporta 70, 80 pessoas tenha de disputar espaço com um carro que anda só com uma pessoa ou com um caminhão. Começamos o exemplo com Curitiba nos anos de 1970, com corredores de ônibus, sistema de privilegia o melhor uso do espaço urbano e o deslocamento eficiente de pessoas. Mas aí paramos. A Colômbia (com o Transmilênio) e o Chile (com o Transantiago) usaram nosso exemplo e nos deram um banho. Agora, algumas cidades brasileiras voltam a pensar em mobilidade. Mas os projetos pararam de novo, diminuíram o ritmo. Hoje, as manifestações mostram o descontentamento da sociedade e elas vão agilizar novamente o que estava entrando no lento ritmo do poder público. Temos investimentos com os PACs (Programas de Aceleração do Crescimento) que vão nos proporcionar avanços que não tivemos ao longo destes anos de estagnação. Mas os projetos vão ter de começar a andar de novo. Contanto com sistemas como Metrô São Paulo, Metrô Rio, CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, Metrofor (Fortaleza), Trensurb (Rio Grande do Sul), Metrorec (Recife), Metrobel (Belo Horizonte) e os VLTs – Veículos Leves sobre Trilhos e monotrilhos locais teremos em dois anos mais de duas mil composições de trens de passageiros novas. Agora, teremos em curto prazo 250 quilômetros de vias dedicadas (corredores para ônibus), mas em dois anos, serão mais 1 mil 272 quilômetros em todo o País. São cerca de 9 mil ônibus novos de alto padrão e alta capacidade e 442 estações novas de embarque e desembarque para passageiros de ônibus. Mas tudo estava perdendo o ritmo. Felizmente, com as manifestações a calmaria foi tirada” – explicou.
FALTA DE MOBILIDADE FAZ A COMPETITIVIDADE DA INDÚSTRIA BRASILEIRA SER REDUZIDA:
Quando se fala em mobilidade e infraestrutura, o presidente da Fabus e vice presidente da Fiesp, José Antônio Fernandes Martins, diz que o transporte de cargas é outro grande gargalo que faz com que os produtos brasileiros fiquem mais caros no comércio internacional e mesmo dentro do País.
Ele considera um absurdo as despesas de frete no Brasil representarem de 7% a 10% do valor de um produto, o que não ocorre em países como China, Estados Unidos e os integrantes do Continente Europeu e dá um exemplo:
“Fizemos vários acompanhamentos e vejam o absurdo. O contêiner sai da China de navio, percorre 17 mil quilômetros e anda 38 horas na direção do Porto de Santos. Nesse período, o custo do transporte é de US$ 2650. Aí quando ele chega a Santos, ele fica parado um tempão, depois é colocado num caminhão que sobe a Serra e anda 80 quilômetros. Sabe qual é o custo disso? Os mesmos US$ 2650. Em 17 mil quilômetros o custo é igual a 80 quilômetros. No Porto de Santos, o custo do contêiner é de US$ 250. Na China, este custo é de US$ 90. Tudo isso está fazendo o Brasil levar um nocaute, com perda de competitividade, déficits na balança comercial e uma indústria que vem perdendo participação na economia e não por crescimento de outros setores. A indústria que chegou a responder por 23% do PIB – Produto Interno Bruto, em 2010 representava 13%, em 2011, 12% e em 2013, se fomos otimistas vai chegar a 11,5%” – disse Martins na Transpúblico ao defender uma política portuária.
INTERNACIONALIZAÇÃO DA MACORPOLO É ESTRATÉGIA PARA O MERCADO INTERNO:
José Antônio Fernandes Martins é também vice-presidente de relações institucionais da Marcopolo, a maior fabricante brasileira de carrocerias de ônibus.
A Marcopolo tem plantas distribuídas em sete países: Brasil. Colômbia, Argentina, México, Índia, Egito e África do Sul.
As plantas no exterior não são apenas uma forma de conquistar mercados em outros países, mas também de garantir a presença da marca no mercado interno até mesmo com a ameça de produtos, como os chineses.
“É o que o norte-americano faz há muito tempo com suas bases distribuídas em vários lugares. Se o Brasil não se tornar competitivo, podemos fabricar lá fora e vender aqui dentro. Fizemos o levantamento do custo de hora/produção no Brasil e na Índia. Aqui, gastamos R$ 53,00 a hora. Na Índia, o custo (convertendo para moeda nacional) é de R$ 5,00. Além dos 7% a 10% do que a indústria brasileira paga para o transporte de mercadorias, 38% do que a indústria produz são destinados a pagar impostos. É mais que urgente não uma desoneração aqui ou outra ali, mas uma política e uma reforma tributárias” – disse Martins ao sustentar que em vez de ganhar, o País perde muito com o atual modelo tributário.
Quanto à indústria de ônibus, ele diz que hoje o Brasil caminha para ser o segundo do mundo, empatando com a Índia e ficando apenas atrás da China.
Ele explica que diferentemente de outros setores, a velocidade de produção de um ônibus no Brasil é 10 vezes maior que nos Estados Unidos, por exemplo. Se neste ano forem confirmadas as cerca de 35 mil unidades, o Brasil terá produzido ao menos 160 ônibus por dia.
Martins explica que a questão tributária deve ser revista sobre os valores das passagens de ônibus. Quanto às tarifas, ele destaca pontos positivos e pontos que considera que as cidades e estados, com a ajuda do Governo Federal, devem repensar.
Como fator positivo, ele cita o VT – Vale Transporte.
manifestações
O executivo presidente da associação que representa os fabricantes de ônibus no Brasil diz que por trás dos altos valores das tarifas está um descaso de décadas quanto à mobilidade e infraestrutura. Mas as reivindicações não podem ser superficiais. Antes de se pensar em tarifa zero ou passe livre, é necessário cobrar as tarifas de maneira mais justa. Divulgação.
“É um discurso fácil dizer que os transportes comprometem até 30% da renda do trabalhador. Com o Vale-Transporte, a renda do trabalhador é comprometida em até 6%. Agora, se a empresa onde ele trabalha não cede o Vale-Transporte, que é uma garantia legal, ou se o trabalhador é informal, aí o gasto vai ser maior mesmo, e essas distorções, a ilegalidade e a informalidade, é que terão de ser revistas. Agora, tem a questão dos impostos. No caso dos ônibus rodoviários, as empresas pagam ICMS, o avião não paga. Quer dizer que o transporte de pobre paga mais imposto que o dito transporte de rico. No caso dos urbanos, são impostos que trariam mais lucro para as cidades pelo impacto positivo sobre a mobilidade que as reduções iriam fazer atraindo mais passageiros para os ônibus e diminuindo os congestionamentos. Estive com executivos no exterior e eles acharam um absurdo que São Paulo tem congestionamentos de 250 quilômetros, isso nas vias monitoradas. As gratuidades são outro problema sério. Há cidades onde as gratuidades atingem de 30 % a 35% da demanda das empresas de ônibus. Isso é passado para as empresas e para o passageiro pagante. Ninguém aqui é contra gratuidade, mas ela tem de ser concedida de maneira mais justa. Por exemplo, carteiros, por que os Correios não ajudam no financiamento das passagens deles? Policiais, militares e membros do poder judiciário. Por que seus respectivos ministérios e secretarias não ajudam? Estudantes: se a ida à escola faz parte da educação, então a meia passagem ou a gratuidade deveria ser em parte assumidas pelos setores educacionais. O que não é justo é colocar tudo sobre as costas das empresas e consequentemente dos passageiros pagantes. As tarifas de ônibus foram o estopim das manifestações e elas podem ajudar muito o Brasil. Mas os transportes não podem ser considerados os vilões da sociedade. São fundamentais, todavia, pensando bem: Não é fundamental as pessoas comerem? Pois é, eu não lembro de ninguém se manifestando tão enfaticamente contra os aumentos absurdos de alimentos que tivemos e ninguém pedindo arroz, feijão e comida de graça como querem passagem de graça. Pois de graça, neste mundo nada é!. Vejo porém com apoio e respeito estas manifestações que podem agilizar os poderes executivo, legislativo e judiciário” – complementou o executivo.
Publicado em 04/07/2013 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes. Blogpontodeonibus.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

PF irá investigar se paralisações foram promovidas por patrões

Cidades -- Joao Monlevade , MG. BR381 sentido Vitoria Manifestacao pacifica de caminhoneiros proximo a Joao Monlevade, reivindicando melhores condicoes de trabalho.FOTO: MARIELA GUIMARAES / O TEMPO / 1.7.2013
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, determinou à Polícia Federal que investigue a paralisação nacional dos caminhoneiros. “A suspeita é de que a greve esteja sendo patrocinada pelos patrões”, disse ele ao Correio, lembrando que a legislação brasileira proíbe o locaute, como é denominada a suspensão de atividades promovidas por empresários.
A preocupação do governo cresceu porque os reflexos do movimento já estão sendo sentidos nas prateleiras dos supermercados. Ontem, a paralisação iniciada na madrugada de segunda-feira provocou transtorno em rodovias de nove estados e afetou a distribuição de mercadorias, sobretudo alimentos. Os manifestantes pedem redução no preço dos pedágios e dos combustíveis e mudanças na legislação.
Publicado em 03/07/2013 no Blog do Caminhoneiro.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Comissão pode votar hoje regulamentação da profissão de caminhoneiro

A comissão especial que regulamenta a profissão de motorista (Lei 12.619/12) pode votar nesta tarde o parecer do relator, deputado Valdir Colatto (PMDB-SC).
Colatto apresentou uma minuta de projeto de lei que permite ao motorista dirigir por até seis horas initerruptas. Hoje, a lei só permite que ele dirija por até 4 horas seguidas. O texto também torna obrigatório o exame toxicológico para motoristas profissionais.
A norma atual enfrenta resistência de diversos setores. Empresários do agronegócio afirmam que a lei inviabiliza o escoamento da produção rural. Entidades de caminhoneiros, por sua vez, argumentam que as rodovias não têm infraestrutura adequada para oferecer locais de descanso em número suficiente e de forma segura.
A proposta de Colatto revoga toda a Lei 12.619/12, que regulamenta o trabalho dos motoristas profissionais. Se o texto for aprovado pelo Congresso, tornará sem efeito as punições já aplicadas.
A reunião será realizada às 14 horas, no Plenário 4.


segunda-feira, 1 de julho de 2013

Greve – Caminhoneiros dizem que só saem depois que Alckmin reduzir pedágio

protesto - Rua do Adubo
Caminhoneiros fecham o acesso às duas margens do Porto de Santos, o mais importante do País, desde as 8 horas desta segunda-feira. Em Santos, o bloqueio ocorre na Alemoa, na Avenida Engenheiro Augusto Barata (Retão da Alemoa). Em Guarujá, a Rua Idalino Pinês (Rua do Adubo) está fechada e um grupo bloqueia o pedágio da Rodovia Cônego Domênico Rangoni (SP-248/55).
A categoria, na contexto das demais manifestações pelo País, pedem a redução da tarifa nos pedágios do Estado. “O protesto ocorre por tempo indeterminado. Esperamos que o governador (Geraldo Alckmin) atenda o nosso pedido”, disse o caminhoneiro Rodrigo Evangelista da Silva, que participa do bloqueio no pedágio da Domênico Rangoni.
Segundo a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), o Retão da Alemoa está completamente parado. Nenhum caminhão entra ou sai do maior e mais importante complexo portuário do Brasil. No entanto, a estatal informa que a operação nos terminais ocorre normalmente, sem qualquer prejuízo às cargas contêinerizadas. A chuva, no entanto, prejudica o embarque dos grãos.
Em Guarujá, diferentemente do que é comum, a Rua do Adubo não registra congestionamento, seque passagem de veículos comerciais. O bloqueio no pedágio impede que caminhões e carros sigam em direção a Guarujá ou a Cubatão. A Polícia Militar e Polícia Militar Rodoviária Estadual (PRE) acompanham todos os atos, sem interferir ou confrontar os manifestantes.
Protesto
Começou nesta segunda-feira nas rodovias do Estado a cobrança do pedágio de todos os eixos dos caminhões, sejam eles utilizados ou não nas viagens. Convocado pelo Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBC), os protestos servem para mostrar a insatisfação de quem ganha a vida na estrada com a cobrança dos eixos.
Todo caminhoneiro que desce a serra pela Via Anchieta paga R$ 21,20 por eixo. Contudo, em muitos casos, o caminhão anda com três eixos no chão e outros três levantados, se estes não são usados. O pedágio ficava em R$ 63,60, no caso. Os seis eixos, a partir de agora, serão cobrados e o pedágio será de R$ 127,20.
O Governo do Estado não dá sinais de que possa voltar atrás na cobrança. No anúncio da mudança, semana passada, uma nota oficial informou que “todos os eixos dos caminhões estarão tarifados, assim como já acontece em todas as rodovias federais”.

2013 Protestos de caminhoneiros ocupam Rodoanel, Castello Branco e Anchieta

caminhoneiros em greve
Um protesto de caminhoneiros interditava, desde as 5h desta segunda-feira (1º), os dois sentidos da rodovia Castello Branco, na altura do km 30, em Itapevi, na Grande São Paulo, de acordo com a Viaoeste, concessionária que administra a rodovia.
Por volta das 7h30, a pista expressa, no sentido interior, tinha ao menos 6 km de tráfego parado do km 24 ao km 30. Na pista marginal, no mesmo sentido, havia 9 km de tráfego ruim desde o km 15 até o km 24. Já o sentido capital tinha mais 5 km de congestionamento do km 35 ao 30.
O protesto é organizado pelo Movimento União Brasil Caminhoneiro. Eles reivindicam subsídio no preço do óleo diesel; isenção para caminhões do pagamento de pedágios em todas as rodovias do país; criação da Secretaria do Transporte Rodoviário de Cargas, vinculada diretamente à Presidência da República, nos mesmos moldes das atuais Secretarias dos Trabalhadores e das Micro e Pequenas Empresas; votação e sanção imediata do Projeto de Lei que aprimora a Lei 12619/12 (Lei do Motorista) e também define soluções para as questões de cartão Frete, CIOT, concorrência desleal exercida por transportadores ilegais que causa valores defasados dos fretes.
Ainda segundo o site da categoria, a manifestação deve durar 72 h em todo o país e deve terminar na quinta-feira (4), às 6h.
Anchieta
A rodovia Anchieta estava com 3 km de congestionamento, entre os kms 21 e 23, sentido litoral, na altura de São Bernardo do Campo, no ABC paulista. Outra manifestação de caminhoneiros interditava três pistas da via. O protesto começou por volta das 7h50 desta segunda-feira, no km 23.
Cerca de 15 caminhoneiros estava parados na rodovia com faixas. O protesto era pacífico.
Rodoanel
Manifestantes ocupavam, por volta das 7h30 desta segunda-feira (1º), a pista sentido Mauá do Rodoanel, no trecho leste, na altura do km 46. Segundo a SPMar, concessionária que administra o trecho, algumas pessoas, que chegaram ao local por volta das 6h20, colocaram fogo em pedaços de madeira, bloqueando o tráfego na pista.
De acordo com a administradora, a Polícia Militar Rodoviária estava no local acompanhando a manifestação. A pista sentido Régis Bittencourt tinha tráfego normal.
Por conta da paralisação, o trecho leste do Rodoanel registrava, por volta das 8h, cerca de 7 km de congestionamento. A concessionária ainda não tem informações sobre o motivo do protesto.
Mais protestos
Manifestantes vão tentar ocupar os pedágios paulistas nesta segunda-feira (1º) para exigir a redução nas tarifas e mudanças no modelo de concessão. A convocação feita por meio eletrônico é assinada por nove grupos, entre eles o MPL (Movimento Passe Livre), que se mobilizou pela redução nas tarifas de ônibus.
Entre os pontos de concentração divulgados pelos manifestantes estão o bairro de Moreira César, em Pindamonhangaba, no Vale do Paraíba; a SP-75, em Indaiatuba, região de Campinas, e a praça da Moça, em Diadema, região metropolitana de São Paulo. Desses locais, os grupos se deslocam, a partir das 17h30, para pedágios próximos.
De acordo com nota distribuída pelos movimentos, além da redução nas tarifas, o objetivo é levar o governo estadual a mudar os contratos de concessão de outorga onerosa para o modelo de menor tarifa. Segundo a nota, as rodovias Fernão Dias e Régis Bittencourt foram transferidas à iniciativa privada pelo modelo de menor tarifa, pelo qual o governo federal não recebe repasses das concessionárias e a margem de lucro delas é de 8,5%. Em razão disso, o custo do pedágio nessas rodovias é quatro vezes menor que nas estaduais. O pedágio nas rodovias do Estado representa 24% do custo do frete.
Sindicatos de transportadores de cargas da região de Sorocaba manifestaram apoio à mobilização, mas até a tarde deste domingo não tinham confirmado participação nos protestos.
Fonte: R7