Palestra para Motoristas

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domingo, 24 de março de 2013

Ônibus e bicicleta em prol de uma mobilidade sustentável



bicicleta ônibus
Campanha em Balneário Camboruí mostra que ônibus e bicicletas são soluções que se tomadas em conjunto podem ajudar as cidades a terem uma mobilidade sustentável e amigável. Foto – Associação dos Ciclistas de Balneário Camboriú.
Empresa de ônibus e ciclistas se unem em prol de uma mobilidade sustentável
Associação dos Ciclistas de Balneário Camboriú e Expressul mostram que bicicleta e transporte coletivo se complementam e não se rivalizam
ADAMO BAZANI – CBN
Pode-se entender mobilidade sustentável como o fluxo de bens e pessoas em determinadas regiões com os menores impactos possíveis ao meio ambiente e aos recursos naturais com o objetivo de garantir o direito de ir e vir com qualidade de vida e preservação ambiental.
Os deslocamentos em transportes públicos, que aproveitam melhor o espaço urbano e poluem bem menos por pessoa conduzida, e por meios não motorizados, como a bicicleta e a própria marcha a pé, são considerados as melhores alternativas para que a mobilidade urbana seja sustentável de fato.
Quando estas duas formas de deslocamento são concomitantes, os ganhos para a mobilidade, para o bem estar e para a natureza são maiores ainda.
E mostrando que bicicleta e ônibus não precisam se rivalizar, muito pelo contrário, podem se complementar, é que a Expressul, empresa de ônibus urbanos, e a Associação dos Ciclistas de Balneário Camboriú, em Santa Catarina, criaram uma campanha visual em conjunto que visa estimular o uso das bicicletas e dos transportes coletivos.
No site da Associação, o presidente da entidade, Henrique Wendhausen, desmistifica o erro de pensar em rivalidade entre veículos grandes e bicicletas no espaço urbano e diz que quanto mais transporte coletivo tiver nas ruas, mais seguro estará o ciclista.
“A cidade somente será mais segura para os ciclistas se houver o incremento do transporte coletivo; ao mesmo tempo, os ônibus serão mais eficientes na cidade na medida em que mais pessoas optarem pela bicicleta”. – disse Henrique.
A Expressul adesivou dois ônibus com os dizeres: “Eu vou de ônibus, eu vou de bicicleta. Melhor pra mim, pra cidade e pro planeta”
Os veículos percorrem diversas linhas da cidade.
A campanha tem mais o intuito educativo.
Ciclovias ao longo de corredores de ônibus e bicicletários em estações de trens, metrô e ônibus são ações de relativo baixo custo que podem ajudar num transporte mais amigo da natureza e do ser humano.
Publicado em 24/03/2013 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes. Blogpontodeonibus

sexta-feira, 15 de março de 2013

Mobilidade e Transportes Sustentáveis contemplados em plano do Governo Federal


Trólebus é sinônimo de poluição zero nas operações. Plano Inova Brasil Empresa vai disponibilizar R$ 32,9 bilhões para o desenvolvimento tecnológico em diversos eixos estratégicos. No eixo da Sustentabilidade socioambiental são previstas ações voltadas para a mobilidade e transportes sustentáveis. Foto: Adamo Bazani
Transportes e Mobilidade Sustentáveis serão contemplados em novo plano do Governo Federal
Plano Inova Empresa vai disponibilizar R$ 32,9 bilhões para sete eixos, sendo que mobilidade urbana está entre eles.
ADAMO BAZANI – CBN
Trólebus, ônibus elétricos híbridos, metrô e até ônibus movido a célula de hidrogênio.
O Brasil mostrou que é capaz de desenvolver e produzir veículos de transportes coletivos menos poluentes para uma mobilidade urbana mais sustentável.
Empresas como Eletra e Volvo se destacam na produção de ônibus híbridos que poluem bem menos e no caso dos trólebus da Eletra, de São Bernardo do Campo, com poluição zero.
Mas apesar de toda a tecnologia e competência das empresas e dos técnicos brasileiros, uma das queixas do setor é a falta de estímulos e mais fontes de financiamentos.
Parte deste problema pode ser pelo menos minimizada com um anúncio feito nesta quinta-feira, dia 14 de março de 2013, pela presidente Dilma Rousseff.
Dilma apresentou o Plano Inova Brasil Empresa, que prevê investir R$ 32,9 bilhões para impulsionar a competitividade e o crescimento de diversos setores da economia por meio das inovações tecnológicas.
O dinheiro estará disponível neste ano e em 2014 e terá quatro linhas de financiamentos: – subvenção econômica a empresas (R$ 1,2 bilhão), projetos entre instituições de pesquisa e empresas (R$ 4,2 bilhões), participação acionária em empresas de tecnologia (R$ 2,2 bilhões) e crédito para empresas, que deve contar com R$ 20,9 bilhões e juros anuais subsidiados, com taxas de 2,5% e 5%. A carência é de quatro anos e o prazo para pagamento é de 12 anos. O dinheiro será administrado pelo BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e pela Financiadora de Estudos e Projetos – Finep, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.
As quatro linhas estarão disponíveis para sete eixos estratégicos, somando R$ 23,5 bilhões, sendo que no eixo de Sustentabilidade Sócio Ambiental serão contemplados projetos e produtos para mobilidade e transportes sustentáveis.
Em nota, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Informação detalha as ações esperadas em cada um dos eixos:
Agropecuária e Agroindústria: insumos; mecanização e agricultura de precisão; genética; rastreabilidade, planejamento e controle de produção agropecuária; sanidade agropecuária e bem-estar animal; equipamentos, tecnologia de alimentos e embalagens com novas funcionalidades.
Energia: redes elétricas inteligentes; veículos híbridos e eficiência energética veicular; tecnologias para gaseificação da biomassa.
Petróleo e gás: tecnologias para a cadeia do pré-sal e para a exploração do gás não convencional.
Saúde: investimentos em oncologia e biotecnologia; equipamentos e dispositivos médicos.
Defesa: propulsão espacial, satélites e plataformas especiais; sensores de comando e controle.
Tecnologia da Informação e Comunicação: computação em nuvem, mobilidade e internet; semicondutores e displays; softwares; banda larga e conteúdos digitais.
Sustentabilidade socioambiental: combate aos efeitos de mudanças climáticas, efeito estufa e poluentes; tratamento de resíduos, águas e solos contaminados; redução do desmatamento da Amazônia; mobilidade e transportes sustentáveis; saneamento ambiental.
Publicado em 15/03/2013 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes. Blogpontodeonibus

sábado, 9 de março de 2013

Projeto quer Política Metropolitana de Mobilidade em todo o País



ônibus metropolitano
Ônibus intermunicipal. Tramita na Câmara dos Deputados projeto de lei para a criação de uma política de mobilidade metropolitana alinhada com a política nacional de mobilidade urbana. A atual configuração econômica e social no País cria um cenário de cidades cada vez mais interdependentes com maior fluxo de pessoas e bens entre elas. Assim, as ações de mobilidade não devem ser isoladas em cada município, mas os planos de transportes devem se complementar nas regiões. Foto: Adamo Bazani
Projeto quer Política de Mobilidade Metropolitana
Proposta prevê criação de um fundo nacional. Objetivo é integrar cidades limítrofes pelos transportes coletivos e não motorizados em todo o País
ADAMO BAZANI – CBN
A Lei 12.587, aprovada em janeiro de 2012, que cria uma Política Nacional de Mobilidade Urbana prevê uma série de avanços nas cidades brasileiras para que o direito de ir e vir das pessoas seja garantido de forma democrática. Ou seja, para que todos os cidadãos tenham esse direito de maneira igualitária. E para isso, aponta mecanismos para a priorização do transporte coletivo no espaço urbano, a única forma de destravar as cidades dos problemas cada vez maiores de trânsito e poluição.
Até 2015, as cidades com mais de 20 mil habitantes devem elaborar e colocar em prática seus planos de mobilidade, dando ênfase a corredores de ônibus, metrô, trens urbanos e deslocamentos seguros a pé e de bicicleta.
Mas no atual contexto sócio econômico, pelo qual o Brasil se torna mais urbano, as cidades estão cada vez mais interdependentes e o fluxo de pessoas e bens entre municípios próximos ganha importância.
Por conta disso, tramita na Câmara Federal o Projeto de Lei 4881/12 que propõe a criação de uma Política Metropolitana de Mobilidade Urbana Brasileira.
O objetivo é fazer com que nas regiões metropolitanas, as ações em prol dos transportes sejam pensadas de forma a integrar as cidades, diminuindo o risco de cada município ter um projeto isolado que não complemente o da cidade ao lado e assim, não atendendo às necessidades da população que precisa se deslocar por toda uma região.
Os autores do projeto são o deputado Carlos Zarattini e o ex deputado José de Filippi.
A política engloba o Pacto Metropolitano de Mobilidade Urbana e o Sistema de Informações e Planejamento dos Transportes Metropolitanos.
Com a Política Metropolitana de Mobilidade Urbana, devem ser criados mecanismos e critérios objetivos e claros com a participação da União, estados e municípios para a organização dos transportes metropolitanos. O projeto considera região metropolitana o conjunto de cidades que soma pelo menos um milhão de habitantes.
A Política contempla uma série de diretrizes a serem seguidas conjuntamente pelas cidades que territorialmente e economicamente se complementam. Entre os objetivos a serem alcançados pelas regiões metropolitanas, de acordo com o projeto estão:
- Priorização aos transportes coletivos metropolitanos, com a criação de espaços preferenciais que liguem um ou mais municípios, como corredores de ônibus intermunicipais e metrô.
- Preferência aos deslocamentos não motorizados entre as cidades, como ciclovias ou ciclofaixas intermunicipais e fácil acesso de deslocamento a pé nos limites das cidades.
- Redução do tempo de deslocamento entre as cidades com a melhoria do trânsito ao se criar formas pelas quais as pessoas se sintam incentivadas a deixar o carro em casa e usem os transportes coletivos, que poupam espaço urbano e poluem menos.
- Gerenciamento unificado entre as cidades de estacionamento e circulação de veículos particulares.
- Integração física e tarifária entre diferentes modais de transportes e entre ônibus municipais com sistemas intermunicipais
- Estímulo de atividades econômicas em determinados pólos para evitar sobrecargas nos deslocamentos para poucos lugares. Isso, por exemplo, tenta pulverizar os investimentos dentro da região metropolitana, para que se diminua o quadro atual de cidades-dormitórios e cidades que concentram a maior parte das vagas de trabalho. Esse quadro leva ao estrangulamento das vias metropolitanas na manhã no sentido cidade-empregadora e pela tarde no sentido cidades-dormitórios.
COMO VAI SAIR DO PAPEL?
As intenções são boas e aparentemente óbvias. Se as cidades não investirem em transportes coletivos e nos deslocamentos não motorizados, elas se tornarão impraticáveis.
Mas todas estas boas intenções têm de virar ações de fato.
Para isso, o projeto prevê que o Pacto Metropolitano de Mobilidade Urbana seja coordenado por um Conselho Gestor formado pela União e por Câmaras Temáticas. Governo Federal e governos estaduais e municipais devem deixar as diferenças de lado e, seguindo as diretrizes da Lei 12.587/12 da Política Nacional de Mobilidade Urbana, terão de sentar à mesma mesa e trocar informações para o gerenciamento em conjunto dos transportes entre as cidades limítrofes, formadoras da região metropolitana. Para isso, o Siptran – Sistema de Informações e Planejamento dos Transportes Metropolitanos vai possibilitar a troca de dados entre os municípios e a formulação de gerenciamentos em conjunto. Os sistemas de transportes locais terão de ser integrados aos corredores e vias intermunicipais.
E O DINHEIRO?
Boas intenções existem. Os mecanismos para tornar essas boas intenções em ações práticas também foram desenhados no projeto. Mas para desde a realocação de um ponto de ônibus até a criação do mais moderno metrô da atualidade, é necessário ter dinheiro.
Assim, a Política de Mobilidade Metropolitana propõe a criação de um Fundo Metropolitano do Transporte Público.
Este fundo seria abastecido por diversas fontes de estados, municípios, União, financiamentos nacionais e internacionais.
Este fundo vai integrar o orçamento geral da União, pelo projeto, e a aplicação dos recursos será supervisionada por um conselho formado por especialistas em transportes, representantes da sociedade civil, da União, dos estados e das cidades.
As comissões da Câmara que vão analisar o projeto de lei 4881/12 são: Comissão de Viação e Transportes, Comissão de Desenvolvimento Urbano, Comissão de Finanças e Tributação, Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania.
O grande problema é que o ritmo dos parlamentares brasileiros não é o ritmo das transformações urbanas e da urgência por transportes coletivos e não motorizados entre as cidades.
Para se ter uma ideia, a lei 12 mil 587, da Política Nacional de Mobilidade Urbana, tramitou por nada mais nada menos que 17 anos.
Não há previsão de quando o projeto de mobilidade urbana metropolitana vire uma política de fato, apesar da urgência de ações em conjunto entre municípios limítrofes que formam grandes conglomerados urbanos.
Publicado em 09/03/2013 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes. Blogpontodeonibus