Palestra para Motoristas

Palestra para Motoristas
Arquivo: HighPluss Treinamentos, 2017.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

VIP vai colocar nas ruas 50 articulados especiais



ônibus
Novos ônibus articulados são maiores e têm capacidade ampliada de transportes. As 30 primeiras unidades devem começar a operar já em março.
São Paulo terá 50 articulados especiais até o final do ano
Só em março, serão entregues 30 unidades
ADAMO BAZANI – CBN
A VIP – Viação Itaim Paulista anunciou que até o final deste ano vai colocar nas ruas da Capital Paulista 50 ônibus articulados maiores que os veículos tradicionais desta categoria. Só para o mês de março, devem começar a operar 30 unidades.
Os ônibus são produzidos pela Mercedes Benz, chassi O 500 UDA, com carroceria Caio Millennium BRT.
Os veículos têm uma capacidade maior de transportes de passageiros, o que deve aumentar a oferta de lugares no sistema da Capital Paulista.
Enquanto um articulado possui 18,6 metros e podem levar 38 pessoas sentadas e 72 em pé, o novo articulado especial pode transportar 58 pessoas sentadas e 112 em pé, já com maior espaço entre os bancos e áreas para fixação de cadeiras de rodas e para cão guia.
Para este veículo, que possui dimensões e peso maiores, a Voith desenvolveu uma nova transmissão automática em parceria com a VIP e com a Mercedes Benz.
A VIP informou que as 30 primeiras unidades vão operar na zona Sul, em regiões como Estrado do M Boi Mirim, avenida Ibirapuera, Avenida Nove de Julho e Avenida Santo Amaro.
Publicado em 27/02/2013 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes. Blogpontodeonibus

Alemanha investe em ônibus elétricos com recarga na rua da Bombardier



Bombardier
Alemanha investe em sistema de ônibus elétricos com tecnologia de indução que permite recarga durante o trajeto. Ao contrário do que muitos são levados a acreditar, o ônibus é um modal que se modernizou e solução para mobilidade e meio ambiente, inclusive em nações desenvolvidas. Foto: Bombardier.
Alemanha investe em ônibus elétricos com recarga na rua
Cidade de Mannheim terá 200 quilômetros atendidos pelo sistema desenvolvido pela Bombardier
ADAMO BAZANI – CBN
Aqueles que falam que ônibus é um transporte defasado e que locais como a Europa só investem em trilhos para a mobilidade urbana precisam se informar melhor.
Os ônibus são vistos como solução modernizada em todas as partes do mundo, inclusive nas nações mais desenvolvidas e com investimentos de empresas que também atuam no indispensável setor ferroviário.
E a tendência é unir preservação ambiental com a flexibilidade e os baixos custos que só o ônibus possui.
Assim, os projetos de ônibus não poluentes começam a se tornar realidades cada vez mais presentes em cidades de todo o mundo.
A cidade de Mannheim, na Alemanha, de 314 mil habitantes, deve ter um sistema de ônibus elétricos modernos, cuja rede deve ter aproximadamente 200 quilômetros.
O sistema não precisa de fios aéreos, como os trólebus tradicionais, e consegue poupar mais espaço que outros modos de transporte que, pelo intervalo reduzido entre os ônibus, terá capacidade de atendimento semelhante a outras soluções.
Para isso, ao longo do trajeto dos ônibus serão instaladas placas com campos magnéticos usadas para recarregar as baterias dos veículos a cada parada que fizerem para embarque e desembarque de passageiros.
No chassi dos veículos também haverá placas que vão receber a energia e transferir para as baterias.
Em outros países, inclusive asiáticos, há em operação serviços semelhantes.
Isso deixa o sistema livre de fios e os ônibus mais leves e com melhor espaço aproveitado na carroceria. Isso porque, pelas recargas constantes, as baterias podem ser menores, em vez de o conjunto grande e pesado. Além disso, evita a necessidade de parada na garagem de 4 a 5 horas por dia para uma recarga completa de um sistema convencional.
Na prática, em seu trajeto, a autonomia do ônibus não é limitada à capacidade da bateria. Isso tudo devido à tecnologia de indução, que pode recarregar a bateria em nível suficiente num prazo de apenas 15 segundos.
Essa tecnologia, chamada de PRIMOVE, é desenvolvida pela canadense Bombardier.
A Bombardier conta com a participação de universidades da Alemanha e da Bélgica e com financiamento de 3 milhões e 300 mil euros.
Após o desenvolvimento completo, os custos dos veículos e manutenção do sistema vão ser reduzidos.
Todos os ônibus da cidade devem ser desse sistema até 2014.
Pelos baixos custos por passageiro, ganhos ambientais e também no combate à poluição sonora e pelos benefícios à mobilidade urbana que o ônibus pode trazer, os investimentos não foram considerados pesados pelo governo de Angela Merkel.
Publicado em 27/02/2013 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes. Blogpontodeonibus

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Transportes: transformando cidades, transformando vidas



ônibus
Bem planejados, os transportes públicos podem transformar cidades e modos de vidas. Estudos do Banco Mundial mostram que além de vantagens econômicas e da otimização do espaço urbano, o transporte coletivo faz bem para o ser humano.
Transportes públicos transformando cidades, transformando vidas
Estudo do Banco Mundial mostra que os municípios que melhoraram a vida da população foram aqueles que escolheram priorizar o transporte coletivo. A mudança se deu nas ruas, mas também na forma como as pessoas começaram a se interagir
ADAMO BAZANI – CBN
O transporte coletivo pode transformar as cidades!
A frase não vem de nenhum entusiasta ou operador de transporte público, mas é uma constatação de especialistas do Banco Mundial que realizaram diversos estudos em vários locais do planeta, inclusive em nações em desenvolvimento que registraram historicamente um crescimento urbano muito mais rápido e desordenado.
Destas pesquisas e observações foi lançado o documento: “Transformando cidades com o Transporte Público: integração entre o uso do solo e transportes para a sustentabilidade urbana”
Com base em ações concretas de diversas cidades, que implantaram modernos sistemas de mobilidade, como os corredores de ônibus do tipo BRT – Bus Rapid Transit – o documento mostra que os municípios que conseguiram melhorar a qualidade de vida de seus habitantes ou visitantes foram aqueles que tomaram atitudes para aproveitar melhor o espaço urbano.
E os transportes coletivos estão entre as ações para que o espaço nas cidades seja usado de forma democrática. A questão é de fácil entendimento: um ônibus ou uma composição de trem e metrô conseguem substituir uma grande quantidade de carros nas ruas, levando o mesmo número de passageiros e ocupando menos espaço, além de emitir bem menos poluição.
Mas os estudos foram além e mostraram as dificuldades da implantação de sistemas de transportes públicos com prioridade e a ruptura do modelo de deslocamento baseado na circulação predominante do transporte individual.
Além da necessidade de investimentos e políticas públicas, um dos grandes desafios das cidades nestes processos foi a questão cultural. A boa notícia é que apesar das dificuldades, foi possível criar não só “novas” cidades, mas novos estilos de vida. Desacostumadas a pensarem coletivamente, as pessoas quando viam os espaços dos carros diminuídos se sentiram até mesmo agredidas em sua individualidade. Mas depois que estas pessoas viram que o espaço foi melhor aproveitado, que passaram a contar com sistemas mais confiáveis de transportes públicos por não ficarem confinadas no trânsito, viram que suas vidas individuais melhoraram: em vez de horas perdidas nos congestionamentos, sobrou mais tempo para a família, estudos ou o merecido descanso. Essas pessoas começaram a interagir com outros cidadãos, elas também passaram a ter hábitos mais saudáveis, como caminhar mais. Isso tudo porque elas sentiram algo ainda incomum em muitos lugares: prazer em estar nas cidades.
Num debate realizado em janeiro entre o presidente do Banco Mundial, Jim Young Kim, e o prefeito de Nova Iorque, Michael Bloomberg, durante um painel na conferência Transforming Transportation 2013, foram levantados dados que provam que além de melhorar a qualidade de vida das pessoas, os transportes públicos foram apontados como essenciais para o desenvolvimento econômico. Isso porque, com as vias mais livres, as organizações econômicas e geradoras de emprego, renda e educação, podem ter seus bens, serviços e produtos escoados de maneira mais livre, bem como podem contar com trabalhadores mais pontuais, motivados e principalmente, descansados.
Além disso, a falta de prioridade aos transportes coletivos faz com que sejam desperdiçadas grandes quantias de recursos, cujos gastos na área de saúde, por exemplo, poderiam ser evitados.
No painel, foi mostrado que 1 milhão e 300 mil pessoas morrem por ano em todo o mundo por causa de acidentes de trânsito. São gastos, mas acima de tudo, famílias inteiras destruídas em nome do culto ao automóvel. Nas cidades, hoje os automóveis são responsáveis até por 90% da poluição do ar, que também ceifa vidas. Até 2050, 70% da população mundial deve ser urbana, o que mostra a necessidade de ações rápidas.
Os especialistas defendem ações em diversas frentes, que vão desde a educação da população, o melhor aproveitamento das ruas e o entendimento que muito mais que trazer benefícios à mobilidade urbana, os transportes públicos também auxiliam no acesso a oportunidades de emprego e renda, à serviços como educação e saúde e ao bem-estar nas cidades. Portanto, muito além de vantagens expressadas por números frios, o transporte coletivo faz bem para a vida, faz bem para a natureza, faz bem para o ser humano!
Publicado em 23/02/2013 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes. Blogpontodeonibus

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Setor de transporte é o mais prejudicado pelos custos sistêmicos brasileiros


DAF-trucksPesquisa realizada pela Fundação Nacional da Qualidade (FNQ), com 127 empresas brasileiras, aponta que o setor de transporte (11%) é o mais prejudicado pelos altos custos sistêmicos do país, seguidos pelos setores de serviços (9%) e energia (8%). O estudo revela ainda que 97% das organizações acreditam que os custos sistêmicos brasileiros são altos e diminuem a competitividade das empresas.
Para 29% das empresas, a atual tributação cobrada no Brasil interfere no aumento da produtividade e competitividade das organizações, além da burocracia e legislação trabalhista (14%). O investimento em infraestrutura também foi considerado um impasse à competitividade das empresas, para 13% dos entrevistados, bem como o sistema educacional, tanto público como privado (12%). Fatores como sistema bancário e saneamento básico não foram mencionados como problemáticos.
Trita e três por cento dos entrevistados destacaram que ações para reduzir a corrupção no país devem ser tratadas como prioridade na agenda governamental, assim como investimento no sistema educacional brasileiro (15%) e revisão das leis trabalhistas (8%).
O levantamento revelou ainda que 71% dos entrevistados consideram que, embora não seja um tema novo, o governo não tem se mobilizado, de forma estratégica e efetiva, para reduzir os custos sistêmicos brasileiros e que as organizações têm tomado à frente para reduzir o déficit que esses custos geram sobre a produtividade das suas operações: segundo a pesquisa, 83% realizaram investimentos para diminuir o impacto dos custos sistêmicos. Por outro lado, 70% dos entrevistados apontaram que a ausência de ações planejadas no médio e longo prazo para reduzir esses custos afetou significativamente a atratividade do país para novos investimentos, nacionais e estrangeiros.
Fonte: Divulgação
Publicado em 15/02/2013 no site http://blogdocaminhoneiro.com/setor-de-transporte-e-o-mais-prejudicado-pelos-custos-sistemicos-brasileiros/

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Nanotecnologia amplia durabilidade e conforto em ônibus e caminhões da MAN/Volkswagen



Nanotecnologia

Proporcionando a alteração molecular da borracha e simplificando a forma de montagem da estrutura metálica tornando-a mais aderente ao componente de borracha, o uso da nanotecnologia nos coxins do motor permite aumento da vida útil da peça e a torna mais eficiente na absorção dos impactos gerados pelas vibrações, ampliando o conforto para motoristas e passageiros. Foto: Divulgação MAN.
Nanotecnologia aumenta durabilidade de ônibus e caminhões da MAN/Volkswagen
Ganho na vida útil nos coxins do motor é de 50%. Por absorver mais os impactos, tecnologia também permite mais conforto a motoristas e passageiros
ADAMO BAZANI – CBN
A fabricante de ônibus e caminhões MAN/Volkswagen anunciou uma inovação dos veículos da marca. A empresa começou a aplicar a nanotecnologia nos coxins dos motores. A MAN diz que é a pioneira no País a usar esta tecnologia nesta peça em ônibus e caminhões. Com a solução, é possível reduzir o nível de vibração transmitida aos veículos, ampliando o conforto para motoristas e passageiros. Já a vida útil do componente pode ser prolongada em até 50%.
O coxim, neste caso, é responsável pela sustentação do motor sobre o chassi. Devido a isso, ele fica submetido a muitos impactos que se não absorvidos adequadamente podem causar uma série de problemas não só ao componente, mas a diversas partes do ônibus ou do caminhão.
A nanotecnologia atua em estruturas do tamanho de um bilionésimo de metro e por conta disso, permite uma reorganização da estrutura de átomos e moléculas. E a nanotecnologia foi a solução escolhida pela MAN/Volkswagen para aprimorar os compostos de metal e borracha do coxim.
“Oferecemos hoje na linha Advantech um componente com relação otimizada entre conforto e durabilidade, proporcionando ainda mais benefícios a nossos clientes”, destaca Gastão Rachou, diretor de Engenharia, Estratégia do Produto e Gerenciamento de Portfólio da MAN Latin America, em nota à imprensa especializada.
A tecnologia já está disponível em ônibus e caminhões da marca em circulação. O Governo Federal recentemente instituiu o CIN – Comitê Interministerial de Nanotecnologia para incentivar sua aplicação em diversos segmentos Industriais, pelos ganhos de qualidade e durabilidade que a solução pode proporcionar.
A aplicação da nanotecnologia neste componente dos ônibus e dos caminhões foi desenvolvida em dois processos da fabricação numa parceria entre a MAN Latin America e a Truck Bus, fornecedora dos coxins: na borracha e na estrutura metálica.
Com a adição de nanocompósitos, a borracha teve a estrutura alterada e pode assim absorver mais impactos, o que permite maior vida útil ao componente e menos vibração no ônibus ou caminhão. Com esta alteração na estrutura molecular da borracha foi possível alterar sua resiliência, que é a capacidade de acumular energia sem causar ruptura, deformação e perda de rendimento. Com os nanocompósitos, a borracha tem níveis baixos de termo-oxidação, que causa degeneração e perda da vida útil do componente.
Já na estrutura metálica, o componente recebe agora um banho de nanocerâmica, que permite melhor aderência à borracha e possibilita uma simplificação para a fabricação e montagem da peça, que antes passava por dois processos, sendo agora submetida a apenas um. Esse tratamento evita que a borracha desprenda do metal, o que provoca a perda do coxim e pode comprometer a vida útil de outros componentes que dependem da função da peça.
A redução dos processos, segundo a MAN, faz com que haja ganhos ambientais, já que foi eliminada uma etapa que gerava componentes nocivos aos meio ambiente, o que ocasionava preocupação na Truck Bus quanto ao manuseio e descarte destes materiais.
O uso da nanotecnologia contempla a linha de ônibus e caminhões que atendem ao Proconve P 7 – Programa Nacional de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores, com base nas normas internacionais Euro V.
“Fomos além da motorização e agregamos uma série de melhorias que fazem a diferença no produto. Empregamos toda nossa expertise em engenharia para países emergentes e escolhemos as melhores soluções de tecnologia”, afirma Gastão Rachou.
O coxim do motor é montado no chassi pela Maxion, parceira da MAN no Consórcio Modular, pelo qual, fornecedores e prestadores de serviços assumem junto com a MAN Latin America a responsabilidade pela produção dos veículos, o que aumenta o nível de comprometimento com o produto final por parte de todos os envolvidos na fabricação dos caminhões e ônibus.
Publicado em 18/02/2013 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes. Blogpontodeonibus

Executivos como opção para diminuir o trânsito



ônibus
DFTrans anuncia que os serviços de ônibus executivos têm dado bom retorno e mostram potencias para tirarem carros de passeio das ruas, convencendo a quem dificilmente largaria o transporte próprio pelo público convencional. Mais micro-ônibus serão adquiridos e mais linhas criadas. Foto: DFTrans
Micros-executivos são opção para diminuir trânsito no Distrito Federal
TCB vai ampliar trajetos e números de linhas
ADAMO BAZANI – CBN
Uma das formas de diminuir o trânsito nas médias e grandes cidades é oferecer opções de transportes coletivos diferenciados que possam atrair os proprietários de carros de passeio que dificilmente deixariam o transporte individual pelo público nas atuais circunstâncias.
Para isso, o transporte coletivo executivo ou seletivo deve ser rápido, confortável, com boa oferta de horários e apesar de poder ter tarifa mais alta que o convencional, deve ser vantajosa.
E essa é a aposta do DFTrans – Distrito Federal Transportes, que gerencia os serviços na Capital Federal.
A TCB – Sociedade de Transportes Coletivos de Brasília anunciou que vai adquirir mais 10 micro-ônibus executivos para reforçar as linhas especiais já existentes, ampliar os itinerários e até mesmo criar rotas novas.
A companhia pública faz um balanço positivo da linha entre o Sudoeste e a Esplanada dos Ministérios criada há cerca de um mês. O serviço hoje conta com quatro micro-ônibus e deve em breve receber mais dois veículos.
A intenção também é ampliar a linha para lugares mais afastados do Sudoeste, parte da região do Octogonal e da região do Cruzeiro.
A Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios – PDAD, elaborada e aplicada pela Codeplan – Companhia de Planejamento do Distrito Federal, revela que 54,4% dos entrevistados na Octogonal e no Sudoeste trabalham no serviço público federal ou distrital na área central do Plano Piloto.
Por conta disso, o DFTrans entende que há demanda para mais ônibus executivos e mais linhas e que a expansão destes serviços pode fazer muita gente deixar o carro em casa.
Hoje a linha criada há cerca de um mês, entre o Sudoeste e a Esplanada transporta 271 passageiros por dia, mas a capacidade é de 1,1 mil pessoas diariamente. O itinerário tem 23 quilômetros percorridos em aproximadamente uma hora.
Os ônibus saem a cada 15 minutos do Terminal do Cruzeiro, de segunda a sexta-feira, das 7 horas às 19 horas, e a passagem é de R$ 5.
Em abril de 2011, a TCB começou a operar uma linha executiva entre o Aeroporto Internacional Juscelino Kubitscheck e o centro do Distrito Federal. Segundo a empresa, a demanda é boa para um serviço executivo: 16 mil passageiros transportados em média por mês.
Os micro-ônibus executivos têm capacidade para 26 passageiros e contam com poltronas reclináveis, ar condicionado e internet wi-fi gratuita.
A intenção do DFTrans é oferecer linhas na região dos Tribunais, na área central, no setor bancário e nos setores comerciais norte e sul.
Os serviços executivos são apontados como uma forma de transporte público eficiente para tirar carros das ruas, ainda mais em regiões que recebem grande fluxo de pessoas que moram próximas umas das outras e que muitas vezes, sozinhas nos carros, fazem praticamente o mesmo trajeto.
ônibus
A Capital Paulista já teve um amplo serviço de ônibus executivos, em especial na época da CMTC – Companhia Municipal de Transportes Coletivos. Com a privatização da empresa, falta de prioridade ao transporte coletivo no espaço urbano e de planejamentos adequados, serviços foram perdendo força. Foto: Waldemar de Freitas Júnior.
A CMTC – Companhia Municipal de Transportes Coletivos – de São Paulo foi uma das pioneiras na implantação de linhas executivas de ônibus. Nos anos de 1980, já circulavam ônibus com serviços diferenciados em várias regiões da cidade de São Paulo. Em junho de 1991, a Prefeitura criou, por decreto, 156 linhas executivas.
Mas sem prioridade no espaço urbano, os ônibus começavam a enfrentar o trânsito que ano após ano se tornaria pior. Também havia alguns equívocos de planejamentos com muita sobreposição às linhas convencionais. Assim, muitas linhas executivas iam deixando de despertar o interesse dos passageiros.
Com privatização da CMTC, que foi dividida em três fases entre 1993 e 1994, na gestão do então prefeito Paulo Salim Maluf, as linhas executivas foram perdendo ainda mais força.
Especialistas apontam que com bom planejamento e tráfego em vias alternativas. São Paulo teria espaço e necessidade do retorno das linhas executivas com maior intensidade, mesmo que sejam operadas apenas com micro-ônibus que ofereça mais conforto,
Publicado em 18/02/2013 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes. Blogpontodeonibus

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Carros de passeio recebem 90% do total de subsídios para os transportes, diz Ipea



trânsito e poluição
Além de comprometer a qualidade de vida das pessoas, os incentivos exacerbados ao transporte individual não são nada inteligentes do ponto de vista econômico. Os carros recebem no Brasil, segundo o Ipea, 90% dos subsídios para os transportes enquanto que gastam 68% da energia utilizada para deslocamentos. Foto: Agestado.
Carros contam com 90% dos subsídios para transportes, diz Ipea.
Além de comprometer qualidade de vida nas cidades, esta forma de política de mobilidade não é inteligente do ponto de vista econômico. Carros poluem até 15 vezes mais que o transporte coletivo
ADAMO BAZANI – CBN
Quando se fala em subsídios aos transportes coletivos, muitas camadas da sociedade acabam se queixando e tendo um entendimento nem sempre correto de que subsídio para transporte se limita a dar “dinheiro” para empresas de ônibus.
Os subsídios aos transportes coletivos, quando bem aplicados, são uma forma de toda a sociedade, que se beneficia dos seus serviços, contribuir e não deixar os custos apenas sobre o passageiro pagante. As complementações de recursos aos transportes públicos permitem a manutenção de integrações, gratuidades e evita elevações maiores nas tarifas, o que torna os meios de deslocamento coletivos mais interessantes do ponto de vista econômico.
Mas quando se fala em subsídios para os transportes, a mais recente pesquisa A Mobilidade no Brasil, do Ipea – Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas, mostra que as políticas públicas para o setor sofrem grandes distorções.
De acordo com os dados do levantamento, os carros de passeio recebem 90% dos subsídios para os transportes no País, aproximadamente 12 vezes mais que os transportes públicos, sejam por ônibus, trens e metrôs.
Esses subsídios ocorrem de diversas maneiras: isenções ou reduções de impostos para incentivar a indústria de automóveis (dinheiro que o governo deixa de arrecadar e sai de outras fontes), controle do preço da gasolina, concessões de terrenos e até isenção de taxas como de água e luz para as fabricantes se instalarem em determinadas cidades, entre outras ações que acabam dispensando recursos para o deslocamento individual enquanto as cidades precisam de investimentos nos transportes públicos.
Esta política de transportes beira tanto o absurdo ao ponto de não ajudar em nada a resolução de graves problemas nas cidades, como o trânsito e a poluição devido ao excesso de automóveis particulares ao mesmo tempo nas vias.
Além de prejudicar a qualidade de vida da população, que já respira um ar ruim e demora muito tempo para se deslocar de um ponto a outro, do ponto de vista econômico, esse incentivo demasiado aos transportes individuais não é nem um pouco inteligente.
Trânsito e poluição representam perda de produtividade e altos gastos com manutenção de vias e saúde pública. Além disso, de acordo com a mesma pesquisa do Ipea, os transportes individuais consomem 68% da energia usada nos deslocamentos das cidades enquanto que os transportes coletivos usam 32%. A poluição gerada pelos carros é 15 vezes maior que a emitida pelos transportes públicos.
Na prática, os carros consomem mais que os 90% de subsídios que recebem se forem contabilizados estes gastos.
Não é questão de combater os carros, proibi-los ou desaquecer a indústria automobilística que possui um papel importante na geração de empregos.
Mas é oferecer à população direito às cidades, tornando-as para pessoas e não para os carros.
É dar à população opções de deslocamento de qualidade a não ser pelo carro.
E isso se conquista com investimentos e prioridades aos transportes coletivos no espaço urbano somando com ações de cunho cultural. O carro pode continuar sendo imagem de status, o que não pode é o transporte público ser considerado algo para “pobre” e uma forma até indigna de se deslocar. O que não é verdade, já que nos países que começam a se preocupar mais intensamente com a qualidade de vida nas cidades, ônibus, trem e metrô é meio de transportes também de executivos, estudantes e até membros dos governos, ou seja, são como deveriam ser: públicos, para todos, que inclusive é a origem da palavra “onmibus”.
Publicado em 13/02/2013 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes. Blogpontodeonibus

Geração V: Um marco na história dos transportes



Geração V Marcopolo
Geração V da Marcopolo fez parte de uma fase da indústria brasileira de ônibus marcada pela forte concorrência no setor e aparecimento de novas famílias e produtos de diversas empresas. Apesar de a marca já estar na Geração Sete, há ainda muitos veículos da quinta geração operando em plenas condições.
Vídeo faz relembrar uma das gerações de produtos que mais marcaram os transportes no País
Geração V da Marcopolo foi uma das bem mais sucedidas da indústria de veículos de transportes coletivos.
ADAMO BAZANI – CBN
Qualquer ramo industrial tem seus marcos, seja pelas conjunturas econômicas ou mesmo pelo lançamento de produtos inovadores ou aperfeiçoados.
E na história da indústria de fabricação de ônibus, um destes momentos históricos que contribuíram para a evolução do setor que diariamente mexe com milhões de vidas em todo o País foi o lançamento da Geração V, da Marcopolo.
Projetada desde o final dos anos de 1980, o lançamento oficial da linha de produtos se deu em 1992.
Era apresentada ao mercado uma nova família dos modelos micro-ônibus Sênior, urbano Torino, rodoviário Viaggio e rodoviário de alto padrão Paradiso.
A geração IV, lançada em 1983 e que leva este nome por suceder a série que correspondia à época do Marcopolo III e dos modelos urbanos, como o San Remo, precisava ser renovada.
Mas a entrada da quinta geração da família da Marcopolo não significou apenas mudanças estéticas. Novos métodos de fabricação e até mesmo a colocação em prática dos conceitos japoneses de administração e produção, adquiridos em 1986 com visitas dos executivos da empresa a várias plantas industriais no Japão, eram finalmente colocados em prática em sua plenitude, o que não foi possível fazer integralmente na linha da geração IV.
O design continuou sóbrio, mas deixou de ter linhas tão retas e desenho tão “quadrado” como da geração anterior. Os materiais se tornaram mais modernos e leves e nesta época, a Marcopolo vivia duas realidades que iriam determinar seu futuro: a intensificação de seu processo de industrialização e a necessidade de lidar à altura com seus concorrentes.
Se hoje, a Marcopolo se destaca, principalmente no segmento rodoviário, no qual lidera com certa folga, no início dos anos 90, época da Geração V, não era bem assim.
A Busscar, nome recém adotado para a Nielson naquela época, também não estava de brincadeira. A partir de 1990, lançou sua família de rodoviários El Buss 320, El Buss 340, Jum Buss 340, Jum Buss 360 e Jum Buss 380 que tinha a incumbência de suceder a linha dos Diplomatas.
No segmento de urbanos, a Marcopolo disputava com empresas como Thamco, Comil (vinda da Incasel) e nada mais, nada menos contra o Vitória, da Caio, um dos maiores sucessos da indústria nacional de carrocerias de ônibus.
Em 1995, a Geração V ganhava um membro à sua altura, literalmente. Era lançado o Marcopolo Paradiso 1800 DD – Double Decker, ônibus rodoviário de alto padrão, de dois andares.
A Geração V foi um sucesso de vendas e de qualidade. Não é difícil ver veículos desta geração em plena atividade, não somente em sistemas secundários ou transportes em pequenas empresas. Até em grandes cidades, podem ser encontrados produtos da Geração V. Muitos, claro, precisando ser trocados, outros ainda mostrando bastante disposição, por estarem bem conservados.
Em 2000, pelas exigências de mercado e pela evolução de tecnologia que não pode parar, vinha a Geração VI dos produtos da Marcopolo.
Perceba que, diferentemente do que ocorre com os carros de passeio, que praticamente mudam de gerações ou alguma característica todo o ano, as gerações de ônibus têm um intervalo maior.
Isso porque, ao contrário do mercado de carros, o ônibus não é um bem de consumo e sim um bem de capital. Se uma marca começa mudar constantemente as gerações, o empresário não vai optar por ela, pois não quer uma frota depreciada, com aspecto de envelhecida e porque precisa de um tempo maior para ficar com o ônibus para que seu investimento dê retorno. Embora, é bom destacar também que atualmente, devido à concorrência e ao ritmo maior das evoluções de tecnologia, as gerações de ônibus tendem a “durar menos”.
A Geração V não só proporcionou desenvolvimento para a Marcopolo, mas também para toda a indústria brasileira de ônibus, uma das mais respeitadas do mundo, já que seus conceitos foram aproveitados até por outras marcas.
Publicado em 12/02/2013 por Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes. Blogpontodeonibus

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Computador “escala” ônibus sem intervenção humana



TCA Anápolis
Sistema de computador em Anápolis consegue escalar os ônibus de forma dinâmica, alterando destino e horários ao final de cada viagem, de acordo com a demanda, horários e características dos veículos. Modelo deve ser implantado no Distrito Federal.
Computador “decide” escala de ônibus sem intervenção humana
Programa identifica características dos veículos, quantidade de passageiros habituais e horário de chegada ao terminal e determina em qual linha o ônibus deve operar
MANOEL VANDERIC – DIÁRIO DA MANHÃ
Objetivando modernizar o transporte público de Brasília, Governo do Distrito Federal, através da TCB, está de olho no sistema de controle das viagens por computador, sem participação humana. Em outubro de 2009, comitiva da TCB, visitou Anápolis para conhecer o projeto da faixa exclusiva para ônibus da Avenida Brasil Sul, que serviu de modelo para a implantação de oito corredores na Capital Federal. A estatal do GDF pretende agora importar sistema “troca linha” informatizado implantado pela TCA, há mais de 20 anos, único no mundo, conforme registro da revista “Transporte Atual”, da CNT – Confederação Nacional das Empresas de Transportes de Passageiros.
Nem as maiores e melhores cidades do mundo dominam esta tecnologia. Em Toronto, Canadá, cidade com melhor qualidade de vida do planeta, Nova Iorque e Londres, por exemplo, as viagens do transporte público são controladas por computador, porém com intervenção humana, enquanto em Anápolis a operação é inteiramente eletrônica. O sistema foi desenvolvido há mais de 20 anos, na própria empresa.
Antes do nascer de um novo dia, o veículo rastreado por radar ao sair da portaria da garagem da TCA, rumo ao Terminal Urbano, onde o computador central o espera. Neste computador estão cadastradas em um banco dados todas as viagens a serem executadas diariamente para a totalidade dos itinerários do sistema.
Ao entrar no terminal de passageiros o ônibus é novamente rastreado por radar, que informa ao computador central seu número e suas características. Com tais informações, o computador, sem auxílio humano, registra a hora de entrada do veículo e após consultar seu banco de dados “decide” qual viagem o ônibus deverá efetuar.
Uma vez escolhida a viagem, o computador “fala” ao motorista e mostra, em um painel, o horário e o destino a serem cumpridos, sem participação de nenhum funcionário. Tudo é gravado eletronicamente (inclusive a voz) e gerenciado por computador. As plataformas de embarque têm o indicativo das linhas pertinentes ao seu setor e a lista dos horários. Por isso os usuários já sabem qual o destino do veículo que acaba de estacionar e o horário de sua partida. Assim, cada cliente pode ser um fiscal do sistema.
Ao sair do terminal, para mais uma viagem, o ônibus é rastreado por outro radar que informa a ocorrência ao computador central. Registrado o horário de saída do ônibus, o computador dispara um cronômetro, marcando o tempo em que o mesmo deverá retornar ao terminal. O ciclo se repete até que o computador “julgue” não mais precisar daquele veículo, quando determina, sem auxílio humano, seu retorno à garagem para ser novamente vistoriado, lavado e revisado.
Esse sistema, criado na própria TCA, é pioneiro no mundo e garante a realização de todas as viagens programadas, nos horários pré-determinados. A equipe tem o cuidado com a perfeição, pois sabe que os detalhes da operação são registrados e gravados eletronicamente.
Coisa de cinema, de ficção, que é realidade em Anápolis há mais de 20 anos.
Fonte: Manoel Vanderic é jornalista do “Diário da Manhã”. 
Publicado em 11/02/2013 no site Blogpontodeonibus.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Transportes e mobilidade urbana são o foco da HighPluss

Empresa de Joinville presta consultoria a empresas de transporte de carga e passageiros.

José Rovani Kurz, da HighPluss: transporte exige atitudes comprometidas e favoráveis aos clientes, fornecedores e cidadãos (Foto: Divulgação)



Com o objetivo de socializar conhecimentos e experiências profissionais, atendendo à qualidade, produtividade e competitividade dos clientes, a HighPluss, de Joinville, presta serviços de consultoria e desenvolve palestras e treinamentos voltados a empresas de transporte de passageiros e cargas. A empresa presta consultoria da gestão técnica e administrativa em engenharia de ônibus, logística de serviços e administração. 

Fundada em 2006, a HighPluss também atende indústrias, comércio, serviços e faculdades e atua no setor de exportação, prospectando fornecedores brasileiros e exportando peças automotivas de acordo com a necessidade de cada cliente. A empresa ainda oferece educação profissional focada no desenvolvimento das práticas de empreendedorismo, responsabilidade social e ética como diferencial de sustentabilidade dos negócios.

José Rovani Kurz, diretor da empresa, ministra palestras e treinamentos focados nos projetos Motorista Profissional e Mobilidade Urbana, que visam contribuir com a criação de um trânsito mais seguro nas cidades e estradas brasileiras e no desenvolvimento de uma cultura favorável à mobilidade urbana no país. Os projetos são desenhados dentro de critérios técnicos e comportamentais.

Ele explica que o transporte é uma atividade dinâmica que exige dos profissionais competências específicas, habilidades e atitudes que possam gerar comprometimento em favor do melhor para os clientes, fornecedores e para os cidadãos. “A realidade do transporte para novos tempos exigirá cada vez mais de cada profissional o exercício da inteligência para que tenhamos um trânsito mais confiável, seguro, com uma infraestrutura de estradas e cidades atualizadas para atender as necessidades de todo brasileiro”, diz o diretor da HighPluss. “Empresas, profissionais e o setor público também necessitam investir continuamente na educação pessoal e profissional para que tenhamos uma melhor qualidade de vida nas estradas e nas cidades brasileiras”, aponta.

Rovani é professor universitário nos cursos de pós-graduação e graduação nas áreas de Administração, Logística Empresarial, Engenharia de Suprimentos e Gestão de Transportes. “É um setor que ao longo dos tempos venho exercendo profissionalmente e adquirindo muitos conhecimentos e experiências que me permitem socializar os vários aprendizados em favor das empresas, dos motoristas profissionais, dos profissionais de logística e contribuir nos projetos públicos para melhoria da mobilidade urbana no país”, afirma.

Atuação

Constantemente, a HighPluss realiza visitas técnicas a eventos como a Feira Internacional de Transporte e Logística em Kortrijk, na Bélgica, e outras feiras internacionais do setor na Argentina, Colômbia e no Brasil. A empresa ainda conta com participações em congressos, conferências, seminários, palestras e cursos nas áreas de transportes, logística, administração, mobilidade urbana e exportação.

“As experiências e conhecimentos da HighPluss estão fundamentados na gestão e desenvolvimento de atividades técnicas e administrativas realizadas durante 30 anos no segmento de transportes”, ressalta Rovani. “Queremos ser reconhecidos pelos clientes, fornecedores e representantes comerciais no Brasil e América Latina como uma empresa que tem um diferencial competitivo no desenvolvimento de equipes multifuncionais”, completa. Leia mais...

Publicado em 01/02/2013 na Noticenter - site: www.noticenter.com.br

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Onda da violência em Santa Catarina reduz horários de ônibus


Onda de violência em Santa Catarina, com ônibus queimados, tem prejudicado passageiros dos transportes coletivos, além dos grandes riscos à vida de cidadãos. Ônibus estão operando em horários reduzidos. Veículos têm de ser escoltados após às 20 horas em Joinville e após às 22 horas, várias linhas são retiradas de circulação. Foto: RBS
Ataques a ônibus reduzem horários em Joinville
Apenas os ônibus “madrugadão” funcionam depois das 22 horas e com escolta policial
ADAMO BAZANI – CBN
Por causa da terceira onda de ataques a ônibus e prédios públicos em três meses no estado de Santa Catarina, os passageiros têm sofrido as conseqüências.
Só em Joinville, segundo a Polícia Militar, foram cerca de 20 ônibus queimados desde quinta-feira. Houve ocorrências semelhantes em outras cidades catarinenses, como Florianópolis, Maracajá, Criciúma e São Francisco do Sul.
Diante da insegurança, principalmente porque os atentados ocorrem mais na parte da noite, as linhas de ônibus de Joinville só estão operando até às 22 horas.
Muita gente que sai do trabalho mais tarde que isso é obrigada a se reprogramar ou mesmo encontrar outras formas de deslocamento.
No sábado e domingo, apenas as linhas “Madrugadão” prestaram serviços após às 22 horas e todas com escolta policial. São quatro linhas do centro para a Zona Norte e cinco linhas do centro para a Zona Sul.
A frota de veículos após o horário, que era de 80 ônibus, caiu aproximadamente para 30.
Motoristas e cobradores não descartam a possibilidade de fazerem mais paralisações durante esta semana caso as ações violentas não acabem.
Assim como em São Paulo, passageiros e funcionários dos transportes coletivos sofrem por causa da guerra entre o crime organizado e a polícia.
Mas, diferentemente do governo paulista, a polícia em Santa Catarina reconhece publicamente o problema e diz que tem informações de que a ordem para a realização dos atentados parte na maior parte das vezes de dentro de presídios.
Publicado em 03/02/2013 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes. Blogpontodeonibus
(Com agências)

Mobilidade Urbana é tema de reunião de prefeitos no Consórcio Intermunicipal do ABC


Mobilidade no ABC Paulista será tema da Assembleia de Prefeitos no Consórcio Intermunicipal da região. Os novos prefeitos e equipe terão acesso à atual situação do Plano de Mobilidade Regional, que deve ficar pronto ainda neste primeiro semestre. Foto: Adamo Bazani
Mobilidade urbana será tema principal no Consórcio Intermunicipal do ABC
Prefeitos terão acesso à situação atual do Plano de Regional de Mobilidade que tem previsão de ficar pronto ainda neste primeiro semestre. Grupo pretende fazer manifestação no local
ADAMO BAZANI – CBN
Tarifas altas, monopólios que quando quebrados perseguem as novas empresas, ônibus acima da idade permitida e com condições de manutenção precárias, linhas desatualizadas para a atual realidade econômica e social, falta de preparo de motoristas e cobradores, falta de prioridade ao transporte coletivo no espaço urbano e ausência de integração regional.
Esse é o quadro da mobilidade urbana da região do ABC Paulista, uma das mais prósperas do país, que possui uma das mãos de obra mais qualificadas, mas com trabalhadores e estudantes mal transportados.
Com exceções de algumas empresas de ônibus que desenvolvem trabalhos de qualidade, reconhecidos em pesquisas e por certificações oficiais, os serviços estão abaixo do que a população precisa e paga.
Para se ter uma ideia, apesar de a região ser interligada, com os limites de municípios praticamente imaginários, já que uma cidade é continuação da outra na estrutura urbana, não há qualquer tipo de comunicação entre os ônibus dos municípios.
Não é raro um ônibus de uma cidade passar a menos de um quarteirão do veículo do outro município, mas se o passageiro precisar usar os dois serviços tem de descer, caminhar alguns metros e pagar nova tarifa.
Além da integração com os meios metropolitanos, como com os trens da CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos e ônibus intermunicipais, é importante que os sistemas de cada município se complementem.
Para isso são necessários esforços em conjunto entre os administradores de cada cidade, independentemente de convicções partidárias e maior participação do poder público subsidiando as integrações e gratuidades, para que a sociedade como um todo contribua para os transportes, e priorizando os transportes coletivos no espaço urbano.
Além do Corredor ABD (São Mateus – Jabaquara), considerado exemplo de mobilidade e com alta aprovação dos passageiros, apesar de necessidades de modernização e com a existência de algumas queixas, não há na região nenhum outro corredor de ônibus regional.
Afinal, as cidades são interligadas. O ganho não será total para o passageiro de Santo André que estiver num corredor e ao entrar em Mauá seu ônibus volta para o congestionamento do trânsito, por exemplo.
E Mobilidade Urbana vai ser o tema principal da 35ª Assembleia Geral de Prefeitos do Consórcio Intermunicipal do ABC, que ocorre nesta segunda-feira, dia 04 de fevereiro, às 09h30 na sede do Consórcio, em Santo André.
Será a primeira reunião sob o comando do novo presidente do Consórcio, o Prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho, eleito na assembleia do dia 14 de janeiro.
Na ocasião será apresentada a situação até o momento do Plano de Mobilidade Regional, que deve ser concluído ainda neste primeiro semestre.
O plano custou R$ 1 milhão e é fruto de uma parceria entre o Consórcio Intermunicipal e a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia.
Atualmente, o plano está na fase das sugestões de especialistas para os transportes da região do ABC. A fase de diagnóstico dos principais problemas foi encerrada em novembro, depois da realização no ano passado de uma audiência pública.
Estão em analise obras de infraestrutura para toda a região, sistemas para moderação do tráfego, sincronização de semáforos e monitoramento do trânsito.
Os novos prefeitos e suas equipes que assumiram em janeiro terão acesso às propostas regionais para se adequarem com medidas locais.
A reunião também vai discutir o Plano Plurianual que pauta as prioridades e a forma de atuação do Consórcio para os próximos anos.
MANIFESTAÇÃO:
Grupos que protestam contra o valor das tarifas, monopólios dos transportes e má prestação dos serviços devem realizar uma manifestação na frente da sede do Consórcio nesta segunda-feira.
No dia 18 de janeiro, o secretário-executivo do Consórcio, Luis Paulo Bresciani, recebeu representantes dos grupos que realizam os protestos no ABC Paulista, em especial no município de Mauá.
Eles entregaram a Bresciani um abaixo-assinado, com 7 mil 500 assinaturas, e uma carta com reivindicações sobre os transportes coletivos na região.
Publicado em 02/02/2013 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes. Blogpontodeonibus

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Distrito Federal ganha sistema de integração de ônibus



onibus
Mais de 40 mil passageiros por dia vão se beneficiar de novo sistema de integração e criação de mais linhas de ônibus a partir de Ceilândia e Taguatinga. Com o aperfeiçoamento técnico, integração será estendida para os horários de pico. Custos de deslocamentos vão cair pela metade.
Distrito Federal ganha novo sistema de integração de ônibus
Em algumas conexões, custo para o passageiro vai cair pela metade. Sistema também ganha linhas semi-expressas e circulares
ADAMO BAZANI – CBN
(Com informações –Assessoria de Imprensa GDF)
Moradores do Distrito Federal vão contar a partir desta segunda-feira, dia 21 de janeiro, com novo sistema de integração de transportes, que será implementado aos poucos.
Usuários de linhas de ônibus de Ceilândia e Taguatinga vão poder usar mais de um ônibus no período de duas horas pagando apenas uma passagem para o Plano Piloto, Guará, Núcleo Bandeirante, Octogonal, Terminal Rodoviário Interestadual.
O sistema vai funcionar pela Estrada Parque Taguatinga-Guará – EPTG
Inicialmente, a integração vai beneficiar 40 mil passageiros por dia e envolver 50 linhas de ônibus. Os horários para integração serão de segunda a sexta-feira das 8 h às 17 h, aos sábados das 08h00 à 00h00 e aos domingos das 06h00 à 00h00. Com o passar do tempo para ajustes operacionais, a integração será estendida para os horários de pico, mas provisoriamente, o sistema vai funcionar para diminuir o fluxo de passageiros em horário de maior movimento, já que quem puder esperar mais um pouco, fora do pico vai pagar mais barato para se deslocar.
Para poder usufruir da integração, o passageiro terá de adquirir um cartão eletrônico nos postos do DF Trans – Distrito Federal Transportes.
Quem já possui cartão do sistema, como o do passe-livre, vale-transporte ou destinado para portadores de deficiência, não precisa adquirir um novo cartão.
NOVAS LINHAS:
Para atender a maior demanda esperada com o barateamento dos transportes e para deixar o sistema mais ágil, foram criadas sete linhas novas, sendo quatro circulares e três semi-expressas (com poucas paradas). Confira:
CIRCULARES:
0.573 – Circular EPTG Via Marginal (Integração). Parte de Taguatinga Centro, segue pela via marginal ao Sul da EPTG, retorna próximo a sede da Polícia Civil, segue de volta a Taguatinga Centro pela via marginal ao Norte da EPTG. Uma viagem a cada 9 minutos.
573.1- Taguatinga Centro / Park Shopping – Rodoviária Interestadual (Integração). Uma viagem a cada 35 minutos.
0.574 – Taguatinga Centro / Guará – Núcleo Bandeirante (Integração). Parte de Taguatinga, segue pela EPTG, entra no Guará 1 e Guará 2, vai para o Pistão Sul e daí para Taguatinga Centro. Uma viagem a cada 35 minutos.
0.575 – Taguatinga Centro / Núcleo Bandeirante – Guará (Integração). Parte de Taguatinga, segue pelo Pistão Sul, passa pela EPNB, entra no Guará 2 e Guará 1, volta pela EPTG vai até Taguatinga Centro. Uma viagem a cada 35 minutos.
SEMI-EXPRESSAS:
0.570 – Taguatinga Centro / Rodoviária do Plano Piloto (Integração) via Eixo Sul. Uma viagem a cada 9 minutos. 0.571- Taguatinga Centro / SIG / W3 Sul (Integração). Uma viagem a cada 11 minutos.
0.571- Taguatinga Centro / SIG / W3 Sul (Integração). Uma viagem a cada 11 minutos
0.572 – Taguatinga Centro / SIG / W3 Norte (Integração) via Setor de Indústrias Gráficas. Uma viagem a cada 14 minutos.
Publicado em 20/01/2013 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes. Blogpontodeonibus