Palestra para Motoristas

Palestra para Motoristas
Arquivo: HighPluss Treinamentos, 2017.

sábado, 27 de outubro de 2012

Simulador de direção é testado no Salão do Automóvel


Equipamento passa a ser de uso obrigatório nas autoescolas a partir do ano que vem.

Foto: Rodrigo Nunes/MCidadesSimulador de direção é testado no Salão do Automóvel
O ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, participou nesta quarta-feira (24) de teste realizado no simulador de direção que passa a ser obrigatório nas aulas preparatórias de motoristas a partir do próximo ano. O teste foi realizado no estande do Ministério das Cidades montado no Salão Internacional do Automóvel, no Parque Anhembi, em São Paulo (SP). O ex-piloto bicampeão de Fórmula 1, Emerson Fittipaldi, também participou dos testes.

Conforme decisão do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), o uso dos simuladores será obrigatório a partir de 2013 para a habilitação de novos condutores na categoria A. No próximo dia 31, o órgão deve regulamentar a decisão. “Nossa preocupação maior é com a segurança no trânsito e por isso precisamos priorizar a formação dos nossos motoristas”, afirmou o ministro, Aguinaldo Ribeiro.

Com a nova exigência, a carga horária dos cursos preparatórios deverá ser aumentada em 2,5 horas aula, o que deve gerar aumento nos valores cobrados pelas autoescolas. Hoje são exigidas 45 horas/aula de conteúdo teórico e 5 horas/aula de prática.

De acordo com o presidente da Federação Nacional das Autoescolas e Centros de Formação de Condutores (Feneauto), Magnelson Carlos de Souza,  ainda não é possível afirmar qual será o percentual de aumento, porque “isso depende da forma de aquisição do simulador por cada autoescola”.

De São Paulo, Lívia Cerezoli - Agência CNT de Notícias
Publicado em 25/10/2012 por Agência CNT de Notícias

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

O novo ônibus urbano da Irizar na Europa



Irizar i3
Irizar i3 vai atender às necessidades de transporte urbano e interurbano. Veículo apresentado em Feira de Madrid tem piso baixo central e foi encarroçado sobre chassi Volvo B 7R. Foto: Leandro Ferreira/Transportes XXI
Irizar apresenta novo ônibus urbano na Europa
O modelo i3 segue as tendências de design da fabricante. Veículo é para aplicação urbana e intermunicipal. Para o Brasil, empresa ainda não tem planos para fazer veículos urbanos
ADAMO BAZANI – CBN
O veículo chama a atenção pelo o design e mostra que a Europa já incorpora conceitos de transportes rodoviários, como mais equipamentos de conforto, para os serviços urbanos.
O modelo i3, da Irizar, foi apresentado no salão de veículos comerciais em Madrid, na Espanha, FIAA Madrid 2012.
Irizar i3
Modelo segue as tendências de design da linha da Irizar e mesmo sendo um produto urbano usa elementos da linha rodoviária com o objetivo de oferecer mais conforto e sofisticação. Foto: Leandro Ferreira /Transportes XXI
Destinado para operações urbanas e interurbanas, o modelo traz elementos estéticos de toda a linha da marca, inclusive de rodoviários, com destaque para o conjunto óptico.
A unidade apresentada foi encarroçada sobre chassi B 7R da Volvo. A configuração é de piso baixo central(low entry). Além disso, a porta do meio possui uma rampa para acesso de portadores de limitações e deficiências.
A disposição interna de poltronas foi melhorada, segundo a Irizar, para comportar maior número de lugares, sem comprometer o espaço entre os bancos e o conforto. A versão de 12,5 metros de comprimento pode receber até 45 assentos. O Irizar i3 também pode ter a versão midi, intermediária entre micro-ônibus e ônibus convencional.
Foram usados novos materiais que deixam o veículo mais leve, resultando em melhor desempenho do motor e mais economia, ainda segundo a fabricante.
A estrutura segue o padrão europeu R 66/01. A parte da frente está mais resistente às colisões e o teto, mais rígido.
O modelo vai ser comercializado na Espanha e em Portugal.
Irizar i3
Interior do ônibus traz bancos mais confortáveis e modernos. Configuração do modelo de 12,5 metros pode comportar 45 assentos sem comprometer o espaço. Foto: Leandro Ferreira/Transportes XXI

ELÉTRICO:
O i3 também vai servir para o projeto de ônibus elétrico da Irizar. Hoje na Europa, as exigências por veículos com tecnologia de tração alternativa ao petróleo têm sido cada vez maiores. E a empresa não quer perder este mercado que está em crescimento, mesmo que ainda com a velocidade não desejada.
BRASIL:
A Irizar no Brasil, com sede em Botucatu, interior Paulista, fabrica apenas ônibus rodoviários. Na Fetransrio, evento organizado pela Fabus (Associação Nacional dos Fabricantes de Ônibus), Fetranspor (Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro) e OTM Editora, a empresa lançou o modelo para médias e longas distâncias Irizar i6. O ônibus, dotado dos padrões europeus de estrutura de carroceria, se situa entre o modelo Century e o topo de linha PB e é a aposta da companhia para aumentar a participação num mercado cuja predominância é da linha Geração Sete (G 7), da Marcopolo.
Para o Brasil, não há planos por enquanto de produção de ônibus urbanos.
Publicado em 24/10/2012 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.Com Carlos Moura, Transportes em Revista. Blogpontodeonibus.

domingo, 21 de outubro de 2012

Cachoeiro do Itapemirim recebe ônibus menos poluentes



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A cidade de Cachoeiro do Itapemirim adotou um Plano de Mobilidade que além de modernizar os sistemas de transportes com gerenciamento, monitoramento e espaços exclusivos para ônibus prevê a troca de pelo menos 10% da frota ao ano. A compra dos seis ônibus pela Viação Flecha Branca faz parte deste plano de mobilidade urbana. Foto: Divulgação Comil.
Cachoeiro do Itapemirim recebe ônibus urbanos menos poluentes
Veículos seguem a atual legislação de redução de emissões e operam pela Viação Flecha Branca. Uruguai recebe veículos brasileiros de piso baixo
ADAMO BAZANI – CBN
Depois da resistência por parte de alguns empresários em relação a entrada em vigor da fase 7 do Proconve – Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores, que deixou os ônibus e caminhões bem menos poluentes, mas com preço mais elevado, agora, as cidades começam a contar com mais veículos com este padrão tecnológico que tem como base as normas internacionais Euro V.
Cachoeiro do Itapemirim, no Espírito Santo, recebeu seis unidades dos novos ônibus que podem reduzir em 80% a emissão de materiais particulados e em 63% a de Óxidos de Nitrogênio. São veículos de chassi Mercedes Benz com carroceria Comil, modelo Svelto da mais recente linha da encarroçadora.
Os veículos foram comprados pela Viação Flecha Branca que investiu R$ 1,8 milhão na aquisição, de acordo com a Comil.
A renovação faz parte do Plano de Mobilidade de Cachoeiro do Itapemirim. Além da melhoria das condições do sistema de transportes, com espaços prioritários para ônibus e novas formas de gerenciamento e monitoramento das operações, o plano prevê a troca anual de pelo menos 10% da frota da cidade.
Os ônibus vão circular com um adesivo que indica que eles são menos poluentes.
A tecnologia adotada pela montadora Mercedes Benz para obedecer às metas de redução de emissão é a Redução Catalítica Seletiva, pela qual, um fluido depositado num tanque separado do tanque do diesel é injetado eletronicamente no sistema de escape. O fluido é chamado de ARLA 32 – Agente Redutor Líquido Automotivo, com 32,5% de uréia industrial em sua composição.
O contato do ARLA com os gases provoca uma reação química que anula os poluentes. Em vez de Óxidos de Nitrogênio, por exemplo, o escapamento solta Nitrogênio puro e vapor.
O diesel para este tipo de ônibus é o S 50, que possui 50 partes de enxofre por milhão, sendo bem menos poluente que o diesel S 500, que desde 2009 tem deixado gradativamente de abastecer as frotas de ônibus urbanos.
História da empresa
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Ônibus adquiridos pela Viação Flecha Branca, para a cidade de Cachoeiro do Itapemirim, no Espírito Santo, já seguem as determinações de restrição à emissão de poluentes que entraram em vigor em janeiro deste ano. A poluição pode ser reduzida em até 80%, dependendo do material lançado na atmosfera. Veículos são de carroceria Comil Svelto sobre chassi da Mercedes Benz. Foto: Divulgação Comil.
A Viação Flecha Branca, empresa do ramo de transporte coletivo de passageiros, nasceu em 22 de dezembro de 1973, fruto da unificação das empresas que operavam na época o transporte coletivo na cidade de Cachoeiro de Itapemirim – ES. Eram elas: Viação Águia Branca, Viação São Cristóvão, Perim Transportes e Viação Carleto. O fim da década de 90 até os últimos anos foram marcados pela grande escalada do grupo, quando foram adquiridas novas empresas como a Viação Sudeste, e mais recentemente, a Viação Santa Luzia e as linhas de Marataízes da Viação Costa Sul, abrangendo ainda mais regiões do Espírito Santo e diversificando os negócios da Viação Flecha Branca.
Hoje a Viação Flecha Branca possui 67 linhas licitadas e 54 em operação, transporta em média 35.000 passageiros por dia entre pagantes e gratuidades e atende a 95% dos bairros de Cachoeiro de Itapemirim. Está com a bilhetagem eletrônica 100% implantada, o que está proporcionando muito mais conforto, agilidade e segurança aos clientes / usuários. Para prestar todos esses serviços, a Viação Flecha Branca mantém 611 empregos diretos e cerca de 1.800 indiretos.
EXPORTAÇÕES:
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Comil comemora novas vendas para o exterior. Entre as mais recentes está o embarque de 20 ônibus modelo Svelto Piso Baixo para Montevidéu, no Uruguai. Diante do desaquecimento das vendas locais no mercado de ônibus, para muitas companhias, as exportações têm ajudado a minimizar os efeitos das renovações antecipadas de frota do ano passado. Foto: Divulgação Comil
A Comil comemora neste ano as exportações de carrocerias de ônibus. Aliás, não só para a Comil, mas para boa parte do setor, desaquecido por conta das antecipações de renovações de frota no ano passado, as vendas no mercado externo têm sido relevantes para minimizar os efeitos da produção menor.
Entre as exportações recentes da Comil, a empresa destaca o embarque de 20 ônibus Comil Svelto de piso baixo para a UCOT – Union Cooperativa Obrera del Transporte que presta serviços em Montevidéu, no Uruguai.
O veículo atende às normas e configurações do transporte local e as adaptações tiveram a participação do poder público municipal.
Com a venda deste lote para o Uruguai, a Comil espera aumentar a participação naquele país, cujo transporte coletivo está em processo de modernização e expansão.
O Svelto PB (Piso Baixo) mantém características semelhantes aos modelos convencionais do Svelto, o que barateia e facilita a manutenção, mas conta com uma configuração que oferece acessibilidade para portadores de deficiências físicas ou limitações funcionais. O veículo também é indicado para uso em corredores de ônibus e sistema de BRT – Bus Rapid Transit.

Publicado em 21/10/2012 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes, com informações da Assessoria de Imprensa da Comil.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Marcopolo e funcionários comemoram junto ao ônibus 350 mil


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Marcopolo San Remo foi um dos modelos urbanos que marcaram a paisagem de várias cidades entre as décadas de 1970 e 1980. Modelo antecedeu, junto com o Veneza, o Torino, que passando por diferentes atualizações, é produzido até hoje.




Marcopolo faz comemoração com ônibus 350 mil
Veículo de dois andares foi cercado por funcionários que celebraram os 63 anos da empresa que se tornou a terceira maior encarroçadora do mundo.
ADAMO BAZANI – CBN

Em 06 de agosto de 1949, os irmãos Dorval Antônio Nicola, Nelson Nicola, Doracy Luiz Nicola fundavam a empresa Nicola & Cia para serviços de chapeação e pintura de cabines de caminhão. No mesmo ano, surgia a primeira encomenda para a produção de uma carroceria de ônibus. O ônibus era feito de madeira sobre uma estrutura de alumínio. Demorou três meses para ficar pronto, já que foi feito artesanalmente, forma de produção muito comum até os anos de 1950, quando, com os incentivos ao transporte rodoviário e à indústria automotiva, as fabricantes de carrocerias começavam a assumir uma postura mais profissionalizada.
O veículo deu origem a uma encomenda feita por uma empresa de ônibus do Sul, a Transporte Pérola. Seria o primeiro lote de uma quantidade de ônibus que tornaria a Marcopolo, nome adotado nos anos de 1970, uma das maiores produtoras de carrocerias do mundo. Estima-se que seja a terceira maior fabricante mundial, com previsão de 32,5 mil unidades só este ano.
Neste mês de outubro, a Marcopolo comemorou a produção de 350 mil ônibus. O veículo deste número é um Paradiso 1800 DD (Double Decker), ônibus de dois andares de luxo, que recebeu pintura comemorativa para o feito. O ônibus pertence à Geração Sete de rodoviários, lançada em 2009. Desde então, os modelos da Geração Sete, G 7, como são chamados, já venderam mais de 10 mil unidades, entre o Viaggio 900, Viaggio 1050, Paradiso 1050, Paradiso 1200, Paradiso 1600 LD – Low Driver e Paradiso 1800 DD – Double Decker.
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Ônibus de número 350 mil da Marcopolo reúne conforto e sofisticação. Até chegar a este marco de produção e se tornar uma das maiores encarroçadoras do mundo, a Marcopolo, antes chamada de Niciola, passou pelas diversas fases do desenvolvimento do País, inclusive quando os ônibus ainda eram feitos de madeira e enfrentavam pequenos caminhos de terra, muitos dos quais se tornaram importantes rodovias. Foto: Júlio Soares.
Os ônibus da Geração Sete são dotados de itens de conforto, segurança e design moderno. O veículo comemorativo de dois andares, número 350 mil, é encarroçado sobre chassi Scania K 440 8 X 2, ou seja, com dois eixos na frente e dois traseiros. A capacidade é para 44 passageiros no piso superior com poltronas semi-leito e nove passageiros no piso inferior acomodados em poltrona tipo leito. As poltronas possuem tecido especial, espuma de viscoeslático que se amolda ao corpo e novos apoios para pés e braços.
O piso inferior conta com sistema de áudio e vídeo, com aparelho de DVD, dois monitores de 23 polegadas, rádio com MP3, fones de ouvido com plugs individuais e controle do volume do som no console das poltronas, além de saídas individuais de ar ondicionado, com possibilidade o passageiro controlar o fluxo de resfriamento são alguns dos diferenciais da carroceria, segundo a Marcopolo. A iluminação é indireta para aumentar o conforto visual do passageiro e as luzes de leitura, acionadas por toque suave, são de LED, assim como os conjuntos ópticos externos traseiro e dianteiro.
Mas para que a Marcopolo chegasse a esta sofisticação em seu modelo e ao número de 350 mil carrocerias, um longo caminho teve de ser percorrido. São vários os fatos que marcaram a história não da empresa apenas, mas que refletiram pelos transportes o crescimento do País. Até o Marcopolo Paradiso 1800 DD, número 350 mil, não podem ser esquecidos: o primeiro ônibus de madeira em 1949, a entrada na empresa de Paulo Pedro Bellini, em 1951, que deu uma nova dimensão ao negócio e que está até hoje na companhia, a construção das primeiras carrocerias metálicas em 1952, as primeiras exportações em 1961, a mudança de nome de Nicola para Marcopolo por conta do sucesso do modelo homônimo e pelo fato de não haver mais nenhum Nicola na administração da empresa, a compra das Carrocerias Eliziário, em 1969, o primeiro ônibus de BRT em 1974 para o Curitiba – o Veneza Expresso, o lançamento no início dos anos de 1970 do modelo San Remo, a entrada em produção do urbano Torino entre 1982 e 1983, em 1986, o Paradiso High Deck, com salão de passageiros acima do nível do motorista, sendo até então o ônibus brasileiro mais alto, com 3,96 metros, entre outros.
Toda a história, que registrava avanços a passos mais lentos, mostra agora que o segmento de ônibus acompanha a velocidade das mudanças, cada vez maior.
Provas são os números de produção, informados em nota à imprensa, pelo diretor geral da Marcopolo, José Rubens de La Rosa:
“Comemoramos 100 mil ônibus em 1998. Em 2007, superamos as 200 mil unidades e agora, em apenas cinco anos, ultrapassamos a marca dos 350 mil veículos produzidos. Isso também é reflexo da internacionalização da Marcopolo e da ampliação de suas operações nos principais mercados do mundo, que deverão fabricar 32,5 mil unidades somente este ano”, salienta o executivo.
Ainda segundo a nota, “hoje, a Marcopolo possui fábricas em nove países além do Brasil (África do Sul, Argentina, Austrália, China, Colômbia, Egito, Índia, México e Rússia) e conta com cerca de 22 mil colaboradores. No Brasil são três unidades que produzem mais de 20 mil ônibus por ano, localizadas em Caxias do Sul (duas) e Rio de Janeiro.”
Publicado 17/10/2012 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes. Blogpontodeonibus

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

BNDES lança Programa de Refinanciamento Especial para o transporte rodoviário


O BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social – acaba de anunciar o Programa BNDES Especial de Refinanciamento para os Setores de Bens de Capital e de Transporte Rodoviário de Cargas – BNDES Refin BK e Transporte. Os beneficiários do programa são empresas do setor de fabricação de máquinas e equipamentos inclusive ônibus e caminhões, códigos C28, C29.2, C29.30-1/01 e C29.30-1/02 CNAE do IBGE e Empresas do Setor de Transporte Rodoviário de Carga, código H49.3, CNAE do IBGE.
O principal objetivo é a possibilidade de refinanciar as prestações vencidas e não pagas nos últimos quatro meses, contados retroativamente a partir do mês de protocolo da solicitação no BNDES, e ainda refinanciar as prestações vincendas na sua totalidade. As condições financeiras do contrato original serão mantidas, alterando-se o prazo mediante alongamento que poderá contemplar até 12 (doze) meses de carência a contar da data da formalização do refinanciamento e até 24 (vinte e quatro) meses a serem acrescidos ao prazo remanescente.
Durante o período de carência serão cobrados os encargos financeiros do contrato, trimestralmente nos casos de contratos com previsão de amortização mensal. Após o período de carência os encargos serão cobrados mensalmente junto com o pagamento do principal. Nos contratos com periodicidade de pagamentos que não seja mensal, continuarão a ter mesma periodicidade do contrato original.
Entre os dias 15 de outubro de 2012 e 30 de setembro de 2013, as “Solicitações de Refinanciamento” poderão ser protocoladas no BNDES para homologação, mediante encaminhamento de documento (Solicitação de Refinanciamento) constante como anexo da Carta Conjunta, disponível junto ao Agente Financeiro.
Fonte: O Carreteiro

domingo, 7 de outubro de 2012

ESPECIAL FETRANSRIO: Mobilidade Inteligente, o Brasil é Capaz!


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FetransRio/Etransport/Expoônibus: centenas de expositores e uma certeza – o Brasil é capaz de ter uma Mobilidade Inteligente
Mobilidade com inteligência: o Brasil é capaz
FetransRio/Etransport/Expoônibus, que se tornaram os maiores eventos da América Latina do setor de transportes públicos, provam que o país tem ideias, soluções, produtos e ações para melhorar a qualidade de vida das pessoas
ADAMO BAZANI – CBN
Sim, o Brasil pode! O Brasil pode melhorar o ir e vir das pessoas e as condições de vida da população além de oferecer cidades cada vez melhores e mais agradáveis. Não se trata de discurso otimista ou utópico.
É fato que pode ser constatado na FetransRio/Etransport/Expoônibus. Os eventos que ocorreram concomitantemente no Riocentro entre os dias 03 e 05 de outubro são os maiores da América Latina no segmento de transportes. A organização foi da Fetranspor – Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro, OTM Editora, com a colaboração de empresas de ônibus, montadoras, encarroçadoras, fabricantes de peças e prestadores de serviços e soluções para a área.
“Mobilidade Inteligente”. Este foi o tema da edição de 2012.
Muito se fala na necessidade de melhorar os sistemas de mobilidade frente aos crescentes problemas gerados pelo excessivo volume de veículos individuais nas ruas. E realmente, as ações devem ser tomadas de maneira rápida e também com visão de longo prazo.
Não basta colocar mais ônibus nas ruas, só expandir os sistemas de trens e metrô ou mesmo apostar em novos modais para o Brasil, como o monotrilho ou o VLT – Veículo Leve sobre Trilhos.
Tudo deve ser feito com planejamento e qualidade, muito mais que quantidade.
“Através dos transportes podemos qualificar as cidades. O Brasil tem uma série de soluções que não concorrem entre si, mas que se usadas cada uma à sua aplicação correta, teremos um ótimo resultado para toda a sociedade. O ônibus é uma destas principais soluções. Hoje temos inovações tanto de veículos como de operação. Na área de sustentabilidade, por exemplo, vemos como positivos os resultados da operação de ônibus com diesel de cana de açúcar aqui no Rio de Janeiro” – disse Lélis Marcos Teixeira, presidente da Fetransport.
No Rio de Janeiro, testes feitos desde janeiro deste ano com 20 ônibus movidos com proporção de 30% de diesel de cana de açúcar e 20 ônibus com diesel metropolitano convencional revelam que não houve alteração significativa de consumo em relação aos ônibus com o combustível mais usual. Mas do ponto de vista ambiental, os resultados têm sido positivos. Na comparação entre os dois lotes de ônibus, os que foram abastecidos com o diesel de cana, que é diferente do etanol, apresentaram redução de 35% de monóxido de carbono, de 12% de hidrocarbonetos, de 6% de óxido de nitrogênio e de 3,2% de dióxido de carbono.
Todos os 40 ônibus são do mesmo padrão. Não há necessidade de alteração no motor ou qualquer outro componente para que o ônibus receba o diesel de cana de açúcar.
Os testes vão até janeiro de 2013 e fazem parte do projeto “Diesel de Cana – Rumo a 2016”, que é uma parceria entre o Governo do Estado do Rio de Janeiro, Prefeitura do Rio de Janeiro, Amyris Brasil, Petrobras Distribuidora, Michelin e COOPE da Universidade Federal do Rio de Janeiro, com apoio da ANP – Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis e do INEA – Instituto Estadual do Ambiente.
A edição de 2012 Etransport/Fetransrio/Expoônibus também promoveu uma série de palestras que não só discutiam, mas traziam alternativas para a mobilidade. Os temas foram os mais variados, como as experiências mundiais e nacionais de operação aperfeiçoada e modernizada de BRT (Bus Rapid Transit), que são os sistemas que contam com estações e corredores de ônibus, a tecnologia a serviço dos transportes desde o gerenciamento de frota até a bilhetagem eletrônica: o RioCard foi um dos exemplos dos ganhos que os avanços tecnológicos podem trazer para empresas e passageiros ao mesmo tempo. As novas realidades do mercado, que determinam gestões mais profissionalizadas neste tipo de negócio que é formado basicamente por empreendimentos de características familiares, a situação do setor de fretamento e turismo e a Assembleia América Latina da UITP – União Internacional dos Transportes Públicos foram outros temas e atividades.
As perspectivas do País na área de transportes para eventos mundiais como Copa do Mundo em 2014 e Olimpíadas em 2016 foram alvos de discussão. Mas tanto especialistas, fabricantes, empresários e gestores demonstraram o conhecimento de que o Brasil sim precisa se preparar para estas ocasiões, porém a mobilidade deve ser pensada além disso, com projetos, produtos e obras que sirvam para os turistas e torcedores, mas acima de tudo para a população no dia a dia, com ou sem jogos mundiais.
INDÚSTRIA DE ÔNIBUS: SOLUÇÕES PARA TODAS AS REALIDADES:
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Híbrido BR, parceria da Mercedes Benz com a Eletra, é apresentada como solução 100% nacional para transportes menos poluentes
O Brasil é imenso não somente em território. Mas por abrigar realidades e condições de vida diferentes, muitas vezes num mesmo local. Não é raro áreas nobres estarem a poucos metros de comunidades onde os cidadãos não têm acesso ao básico para viver. É comum o cenário de grandes e bem pavimentadas avenidas serem paralelas a vias sem qualquer tipo de estrutura.
Os transportes são para todos (esta é a origem da palavra ônibus) e devem atender a todas estas realidades. Por isso que a indústria de ônibus no Brasil é considerada uma das mais criativas e cheias de qualidade de todo o mundo. Poucos países no mundo conseguem numa mesma planta fazer ônibus de alto luxo, tanto urbanos como rodoviários, e ao mesmo tempo fabricar ônibus para enfrentar buracos, desníveis e até mesmo para condições “fora de estrada”, tentando mesmo nestas situações, aumentar o nível de conforto dos passageiros.
A exposição de ônibus no Riocentro contou com diversos lançamentos, produtos consagrados já adaptados para as novas normas de redução de poluição e uma oferta de serviços que ajudam a compatibilizar o interesse do empresário em ter maior rentabilidade e do cidadão comum de ser melhor transportado.
Há todo o tipo de veículos para diversas aplicações e no evento foi possível verificar as novidades que aguardam os empreendedores e os passageiros. São modelos voltados para a sustentabilidade, que com trações alternativas ao petróleo, reduzem a poluição. As famílias de rodoviários, urbanos, micros, escolares vão aumentar. O destaque também vai para o segmento de ônibus para 17 toneladas, que ganha mais duas fabricantes. Confira as principais inovações da indústria brasileira de ônibus.
—————————-SUSTENTABILIDADE—————————
É sabido que os transportes coletivos trazem grandes benefícios ambientais mesmo que nenhuma evolução tecnológica fosse mais acrescentada ao quadro atual. Isso porque, com uma oferta de qualidade de operação de transporte público, as pessoas se sentiriam estimuladas a deixar o carro em casa, o que reduziria os níveis de poluição, os congestionamentos, o estresse, os problemas ortopédicos do sedentarismo entre outros.
Mas com uma evolução tecnológica, com destaque para soluções totalmente nacionais ou importadas, mas adaptadas para a realidade brasileira, os ônibus se tornam verdadeiros aliados ao bem estar, à saúde e à natureza.
Uma das grandes apostas de diversas fabricantes são os ônibus elétricos híbridos. Em linhas gerais, são ônibus com dois motores, um a combustão e outro elétrico, que reduzem poluição e consumo de diesel, vindo do tão caro e poluente petróleo.
A Mercedes Benz apresentou o modelo “Híbrido BR”. O ônibus é feito em parceria com a empresa Eletra que é especializada em veículos de transportes coletivos de tecnologia limpa.
O ônibus que é feito sobre a base de um chassi O 500 de piso baixo possui dois motores que operam em série, ou seja, o motor a combustão diesel OM 924 LA apenas gera energia para o motor elétrico que realmente é o que traciona o ônibus.
“Com este modelo, conseguimos dar um importante avanço tecnológico. Os custos de aquisição e manutenção de ônibus híbridos estão cada vez menores e logo esperamos ver mais cidades com veículos deste tipo, que têm impactos bem menores ao meio ambiente” – disse Ieda Maria Alves de Oliveira, gerente comercial da Eletra.
“Até a Copa das Confederações, em 2013, este veículo já estará operando comercialmente” – disse Ieda.
“O nome Híbrido BR é por conta de ele ser um produto cem por cento nacional. Ele possui vários diferenciais. Sua suspensão é pneumática integral e, por ser um produto com peças e tecnologia desenvolvidas aqui, agora é o momento de as cidades adotarem este tipo de transportes por ônibus que é limpo” – explicou Ricardo Silva, vice-presidente de ônibus da Mercedes Benz na América Latina.
A Mercedes também pretende fazer ônibus híbridos articulados com as mesmas características tecnológicas.
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Híbrido Lion´s City da MAN: testes para a empresa também oferecer a alternativa para o Brasil. Híbrido Diesel Hidráulico, que aproveita melhor a energia, é outra solução
Veículos híbridos da MAN, proprietária da marca Volkswagen Caminhões e Ônibus no Brasil, começarão a ser testados de forma intensa já a partir do ano que vem no país. E estes testes não ficarão restritos apenas aos circuitos de prova. A MAN deve colocar os híbridos no dia a dia das operações de diversas cidades.
“A MAN já é reconhecida mundialmente pela qualidade dos seus ônibus híbridos. Agora, está na hora de trazer a solução para o Brasil. Vamos fazer todas as adaptações se forem necessárias para que o produto atenda a nossa realidade..”- garantiu Ricardo Alouche, diretor de vendas e pós-marketing da MAN Latin America.
A MAN, na verdade, já possui dois tipos de ônibus híbridos que podem ser inseridos no mercado brasileiro. O elétrico híbrido e o híbrido diesel hidráulico, que possui sistemas que aproveitam ainda mais a energia gerada pelo motor, ampliando a redução no consumo e consequentemente os níveis de poluentes.
No evento, a marca expôs o modelo europeu MAN Lion´s City Hybrid.
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Híbrido da Volvo já se consolida no mercado. De acordo com a fabricante, além de Curitiba e São Paulo, outras cidades vão contar com o modelo menos poluente
A Volvo é outra empresa que vê na tecnologia híbrida uma das principais alternativas para que os ônibus se tornem ainda menos poluentes.
Os ônibus híbridos da Volvo começaram a ser fabricados em junho deste ano e, na semana passada, os primeiros veículos do lote de 30 unidades começaram a circular em Curitiba. A cidade vai receber mais 30 ônibus destes. A mesma quantidade deve começar a operar na Capital Paulista.
A tecnologia da Volvo é chamada Híbrida Paralela. Diferentemente do híbrido do tipo série, o motor a diesel não só gera energia para o elétrico, como também é responsável por parte da tração do ônibus. Depois de 20 km/h, quando os motores a combustão poluem menos, é que o motor diesel se torna responsável pela movimentação do ônibus.
“Nos testes que realizamos em diversas cidades brasileiras, o híbrido obteve resultados muito bons. A economia de combustível pode ultrapassar 35% e as reduções de poluentes chegam a 90%. Outras cidades terão híbridos da Volvo, já estamos em negociação” – disse Luis Carlos Pimenta, presidente da Volvo Bus Latin America.
Outra solução sustentável para transportes coletivos por ônibus é o trólebus, veículo totalmente elétrico, que não apenas reduz a poluição. Ele na verdade não emite nenhum tipo de gás poluente na tração.
E é justamente o trólebus, agora modernizado, que foi destacado pela Scania como solução sustentável.
A montadora já tem uma encomenda de 120 trólebus. Os 51 primeiros veículos já foram entregues para a Ambiental Trans, empresa operadora do Consórcio Leste 4, que serve a zona Leste e a região central da Capital Paulista. Até fevereiro, devem estar nas ruas de São Paulo um total de 101 trólebus novos.
A Metra, operadora do Corredor Metropolitano ABD, que liga São Mateus, na zona Leste de São Paulo, ao Jabaquara, na zona Sul, pelos municípios de Santo André, Mauá (Terminal Sônia Maria), São Bernardo do Campo e Diadema, deve receber mais 20 unidades do modelo.
Todos têm configuração para carrocerias de 15 metros e são de piso baixo, aumentando a acessibilidade. Os trólebus possuem três eixos, sendo que o último é direcional, ou seja, esterça também, o que facilita as manobras.
“O chassi de 15 metros é o ideal para trólebus. Ele é estável e como as operações de trólebus são mais confortáveis para o motorista e passageiro, o bem estar de quem está no ônibus é ampliado. Além disso, este tipo de chassi facilita a melhor distribuição do peso, maior capacidade de transporte, sem ocupar muito espaço na via” – garantiu Wilson Pereira, gerente executivo de vendas de ônibus Scania no Brasil.
A Scania pretende atender mais uma gama de serviços de transportes urbanos com trólebus: o modelo articulado.
Os desenvolvimentos já ocorrem para o mercado brasileiro.
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A Iveco que entra firme no mercado de ônibus no Brasil testa Eurorider internacional movido a Gás Natural para também oferecer a solução para o País.

No evento FetransRio/Etransport/Expoônibus, a Iveco, que agora entra de maneira mais firme no mercado de ônibus, mostrou o Eurorider a Gás Natural. É um ônibus de motor a GNV, tecnologia amplamente aplicada pela empresa na Europa.
O ônibus ainda não será comercializado no Brasil, mas os testes devem se intensificar no ano que vem já que a Iveco pretender atender ao mercado nacional com ônibus a GNV – Gás Natural Veicular.
———————————-BRT: A SOLUÇÃO IDEAL PARA TODAS AS CIDADES AGORA COM MAIS OPÇÕES ————————————————-
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Marcopolo Viale BRT já faz parte do cenário de várias cidades e incorpora design moderno e itens de conforto e segurança. Empresa comemora procura pelo modelo
Entre todos os especialistas em transportes públicos já é bem consolidada a ideia de que o BRT – Bus Rapid Transit é a solução ideal para todas as cidades de médio e grande portes.
Em alguns municípios pode ser a única alternativa para transportes e em outros precisa ser conjugado com sistemas de metroferroviários.
Mas, por conta do aumento do trânsito e da demanda por deslocamentos, todas cidades precisam ter um corredor de ônibus. O BRT, no entanto, é muito mais que um corredor exclusivo. É um sistema de prestação de serviços que conta com o corredor mais moderno, acessibilidade, controle e gestão de tráfego e frota, bilhetagem eletrônica, sistemas de informação ao passageiro e veículos melhores.
E em relação aos veículos, montadoras e encarroçadoras apresentam uma gama cada vez maior de opções.
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A Neobus considera seu modelo Mega BRT um sucesso. Presentes em várias capitais e cidades das regiões metropolitanas são mais de 1 300 unidades vendidas.
A Marcopolo, com o Viale BRT, e a Neobus, com o Mega BRT, já estão no mercado atendendo diversas capitais e cidades de regiões metropolitanas. A Neobus anunciou que já vendeu 1300 unidades das diversas configurações do MegaBRT. A Marcopolo também comemora as encomendas que crescem do Viale.
Agora, as marcas Caio, Comil e Mascarello também oferecerem modelos para sistemas de corredores e diferenciados.
O Caio Millennium BRT já é realidade no mercado também.
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Caio Millennium BRT traz linhas arrojadas e modernos equipamentos de segurança e conforto. Entre todas as versões, a encarroçadora já vendeu cerca de 300 unidades
A empresa anunciou que já vendeu 300 unidades para diversas cidades. Há a opção do Caio Millennium BRT de piso baixo, usado em São Paulo, pelas empresas Campo Belo, VIP – Viação Itaim Paulista e Gatusa, somando cerca de 80 unidades, e as com piso que permitem embarque por plataformas de estações de corredores de ônibus.
A Caio diz que o objetivo foi deixar um veículo arrojado, com design diferente, mas sem perder a identidade das linhas da marca.
Podendo ser encarroçado sobre chassis Scania, Volvo, Mercedes Benz e MAN/Volkswagen, o Caio Millennium BRT tem a versão alimentadora, de 12 a 15 metros de comprimento, a versão articulada de 18 metros a 23 metros e a biarticulada que pode chegar a 28 metros de comprimento.
“O Millennium BRT vem responder às necessidades de um cenário que exige transportes cada vez mais qualificados. São vários os destaques do ônibus. O conjunto óptico é em led o que aumenta a durabilidade e melhora a visualização, as portas ficam no mesmo relevo do restante da carroceria, o que facilita na lavação ou mesmo manutenção, as poltronas nós mesmos desenvolvemos e materiais que usamos não deixam o ônibus extremamente pesado, apesar de seu porte” – disse Maurício Lourenço Cunha, diretor industrial da Caio.
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Doppio BRT é solução da Comil para corredores, que oferece linhas modernas, itens mais avançados, mas com bom preço de aquisição e operação, garante a marca.
A Comil lançou o Doppio BRT, um ônibus articulado, mais moderno que o Comil Doppio, a opção antiga de veículo com articulação da encarroçadora gaúcha.
O modelo traz inovações aerodinâmicas e, para facilitar e baratear a manutenção, compartilha peças com outros modelos da linha de urbanos da Comil, como o Svelto e o Svelto Midi.
Com entre-eixos de 6 metros ou 6,45 metros, o Comil Doppio pode chegar até 18,6 metros de comprimento.
A empresa já vendeu 70 unidades do modelo articulado, a maior parte para o grupo do empresário Belarmino de Ascenção Marta, do Estado de São Paulo.
“Pensamos em compatibilizar a necessidade dos empresários de reduzirem os custos e do conforto para os passageiros. Assim, o Comil Doppio é um modelo com padrão de qualidade, moderno, mas simples e prático. Ideal para se colocar num nível intermediário, acima dos articulados mais simples e com menos elementos que os BRTs mais complexos. A solução é indicada para médios sistemas.” – disse Silvio Calegaro, diretor-geral da Comil.
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Com o GranMetro, a Mascarello também quer oferecer um ônibus que atenda ás especificações modernas de sistemas de BRT, mas com baixo custo para o operador
Pensando em oferecer também uma solução de qualidade, com design moderno, mas de custo menor em relação aos outros modelos de ônibus que podem ser usados em sistemas de BRT, a Mascarello lançou o GranMetro.
O modelo, articulado, é voltado para chassis de motor traseiro das marcas Mercedes Benz, Volkswagen, Volvo e Scania.
Os faróis têm luzes diurnas e os conjuntos ópticos são de led. Na traseira, a iluminação em led independente possibilita que as luzes de freio tenham área de luminosidade dobrada.
Na versão articulada GranMetro, a carroceria pode chegar a 18,6 metros.
“Adotamos soluções que permitam que o frotista tenha um custo reduzido de aquisição e de manutenção. Por exemplo, a caixa do itinerário eletrônico é independente do para-brisa, este que pode ser inteiriço ou bipartido. Os demais materiais também são de menor custo, sem comprometer a qualidade do veículo. Conseguimos materiais mais resistentes e que oferecem maior segurança e que não aumentam consideravelmente o preço do ônibus. Hoje, a cidade que quiser pode ter um BRT” – disse Antonino Jacel Duzanowski, diretor comercial do Grupo Mascarello.
Se há carrocerias para BRT, obviamente que chassis não poderiam faltar.
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Mercedes já comercializa os chassis O 500 MDA e O 500 UDA. Foram 80 unidades só para São Paulo. Veículo pode ser alternativa ao biarticulado, segundo a marca.
Apresentados no ano passado, os chassis da Mercedes Benz O 500 UDA (piso baixo) e O 500 MDA (piso convencional, com entrada para estações BRT) já começam a ganhar as ruas neste ano.
A empresa anunciou a venda das 80 primeiras unidades do modelo chamado pela marca de “Superarticulados”. Os ônibus foram vendidos para as empresas do grupo do empresário José Ruas Vaz: Vip – Viação Itaim Paulista, Campo Belo e também para a Gatusa.
Os ônibus podem ter até 23 metros de comprimento e transportarem pouco mais de 200 passageiros.
A diferença em relação dos demais articulados do mercado é que o ônibus possui no seu segundo carro, o que fica depois da articulação, dois eixos e não um como nos articulados menores.
O segundo eixo traseiro é direcional e com suspensão independente, o que facilita as manobras, inclusive dentro de terminais e em plataformas.
“Este ônibus transporta quase a mesma quantidade que um biarticulado transportaria, mas com custos bem menores e ocupando um espaço também reduzido em comparação ao biarticulado. Para o passageiro, o sistema de suspensão e a estabilidade do chassi fazem com que o conforto seja maior” – disse o diretor de vendas e marketing de ônibus da Mercedes Benz no Brasil, Gilson Mansur.
A gama de articulados de três eixos da Mercedes, O 500 UA e O 500 MA continua no mercado normalmente.
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A MAN também entra na era do BRT e comercializa o chassi articulado 26.330. A empresa garante que é um dos modelos da categoria de manutenção mais fácil
A MAN/Volkswagen começou a comercializar recentemente chassis articulados.
O modelo 26.330 OTA é indicado para corredores exclusivos ou linhas com alta demanda de passageiros, mesmo sem os corredores, mas cujo pavimento ofereça boas condições de tráfego.
O motor é Cummins ISL de 330 cavalos e 1450 Nm de torque. O chassi pode receber carroceria de qualquer marca, de até 18,6 metros de comprimento.
A MAN garante que a manutenção da articulação é uma das mais fáceis do mercado.
A Scania aposta para demandas maiores no uso do modelo de 15 metros com três eixos, cuja capacidade de passageiros pode se aproximar de um ônibus articulado. Mesmo assim, também mantém chassi articulado com motor traseiro, o K 310, com potência de 310 cavalos e torque de 1550 Nm.
A Volvo, além das versões articuladas, é a única fabricante que no Brasil produz ônibus biarticulados que atendem até 270 passageiros de uma só vez. O B 340 M tem motor horizontal e piso alto, indicado para estações com plataforma, como as de Curitiba. O B 360 S tem motor vertical para possibilitar que o veículo tenha piso baixo total, do início ao final do ônibus.
TRANSPORTE URBANO E FRETAMENTO:
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A Iveco entra de maneira significativa no mercado de ônibus no Brasil e diz que vai oferecer uma alternativa diferenciada com o S 170, no maior segmento, o de 17 toneladas
A mobilidade nas cidades tende a se modernizar. Os corredores de ônibus que antes só eram vistos em algumas regiões hoje fazem parte dos planos de boa parte dos municípios brasileiros, apesar da necessidade de mais prioridade aos transportes públicos e de maiores investimentos no setor.
No entanto, há duas realidades no mercado que não podem ser negadas e que marcam a maior parte do dia a dia das estradas e cidades. O empresário de ônibus não quer custo alto de aquisição e manutenção dos veículos. E as condições de vias e rodovias brasileiras exigem veículos mais simples, fortes e robustos.
Por conta destes fatores, o mercado de ônibus tem como predominantes os veículos de motor dianteiro.
Aliás, grande parte dos lançamentos na FetransRio/Etransport/Expoônibus foi justamente para este nicho.
A Agrale apresentou duas novidades com motorização dianteira. O chassi MA 10.0 Euro V com entre-eixo de 4,8 metros e suspensão pneumática total, com diferenciais sobre a versão anterior do modelo.
Mas o destaque mesmo foi o MA 17.0, que marca a entrada da Agrale no amplo mercado de ônibus com PBT – Peso Bruto Total – de 17 toneladas.
Só este segmento representa 40% de todos os ônibus vendidos no Brasil.
Com motor MWM e transmissão Eaton, o ônibus é um veículo robusto, mas que oferece conforto para os passageiros e ergonomia para o motorista, garante a Agrale.
“Já temos o MA 17.0 sob praticamente todas as carrocerias do mercado e os testes têm sido positivos. No início de 2013, ele estará disponível para comercialização” – disse Silvan Poloni, gerente nacional de vendas da Agrale.
Para seguir a legislação de restrição à emissão de poluentes com base nas normas internacionais Euro V, a Agrale adotou o sistema de redução catalítica seletiva, pelo qual é necessária a adição de um fluido especial a base de uréia, o ARLA 32, no sistema de escape do ônibus.
A Iveco apresentou na FetransRio o que tinha anunciado poucos dias antes: a montadora que é tradicional em ônibus na Europa, entra definitivamente neste setor no Brasil, antes restrito para a marca ao Iveco CityClass, modelo de micro-ônibus escolar.
A Iveco vai disponibilizar para o mercado uma nova linha do CityClass, como opções para Escolar de maior capacidade, Fretamento e Turismo.
O CityClass é feito em parceria com a Neobus e é comprado pronto, ou seja, não é necessário o empresário comprar o chassi e a carroceria separadamente.
A Iveco também entra para o segmento de 17 toneladas, o mais cobiçado do País.
A empresa garante que o S 170 vai trazer diferenciais em relação aos outros veículos da mesma categoria.
“Não vamos apenas produzir ônibus no Brasil. Queremos produzir os melhores ônibus. Com um motor potente e que mantém um torque elevado até nas rotações mais baixas, o S 170, que ainda não é um nome comercial, é um veículo forte e que traz economia” – disse Alcides Cavalcanti, diretor de vendas e marketing da Iveco.
O motor do S 170 é o NEF 6 feito pela FPT Industrial rende 280 cavalos de potência. Com 6,7 litros, o torque é de 950 Nm. A FPT garante que pelo fato de a maior cilindrada garantir mais torque mesmo em rotações mais altas, são necessárias menos trocas de marchas, o que significa economia de combustível e menos desgaste de componentes.
O modelo começa a ser comercializado também na primeira metade do ano que vem.
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O 17.260 OD da MAN é o único ônibus com motor dianteiro de seis cilindros que dispensa o uso do ARLA 32 para atender às novas normas de redução de poluição
A MAN, voltando-se para serviços urbanos que exigem veículos mais potentes e para o setor de fretamento, lançou no evento o novo chassi de motor dianteiro, 17.260 OD.
Como primeiro diferencial, a MAN apresenta o modelo como o único chassi de ônibus com motor dianteiro de seis cilindros que para atender às normas do Proconve P 7 (fase 7 do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores) não precisa usar o ARLA 32, o fluido no sistema de escape do ônibus. O 17.260 OD usa a tecnologia de recirculação de gases de escape, que pelo tratamento térmico dentro do motor e reaproveitamento na queima do combustível consegue reduzir os níveis de poluição.
O modelo também conta com o sistema EVB – Exhaust Valve Brake, que, segundo a MAN, confere frenagens mais seguras.
“Acreditamos que o 17.260 OD é o produto que os mercados de fretamento e urbano de operação severa precisavam. Por exemplo, um ônibus de fretamento muitas vezes tem ar condicionado e mais equipamentos eletrônicos que requerem mais potência do motor e para esta faixa de mercado, o modelo tem potência de sobra” – afirmou o diretor de vendas e marketing da MAN Latin America, Ricardo Alouche.
Outra aposta da MAN para ampliar participação no segmento de ônibus com motor dianteiro é o 17.230 V-Tronic, um veículo com caixa automatizada. Os modelos com esta opção somam vendas de 2 mil unidades.
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O F 250 da Scania é lançamento da marca para o segmento de motores dianteiros. Melhor posicionamento do motor e sistema que gerencia funções são destaques
Ainda no segmento de ônibus com motor dianteiro de potência maior, a Scania apresentou o F 250.
O modelo teve o motor reposicionado mais para frente, o que garante maior espaço para aumentar a capacidade de transportes e facilitar o acesso pela porta dianteira.
O motor é um DC09 250, de 250 cavalos, 9,3 litros com torque de 1500 Nm alcançados entre 1000 e 1300 rpm.
“O F 250 é um ônibus de muita força, atende a fretamento e a serviço urbano pesado, mas consegue aliar tudo isso ao baixo consumo de combustível” – disse Marcelo Montanha, gerente de ônibus da Scania da América Latina.
Outro destaque apontado pela Scania no F 250 é o sistema elétrico /CAN que consegue gerenciar as principais funções do ônibus, o que permite redução de consumo e desgaste de peças, além de um melhor acompanhamento do trabalho do condutor.
O F 250 tem entre-eixos de 6,5 metros e pode receber carrocerias de qualquer marca entre 12,6 metros e 13,2 metros.
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Micro-ônibus LO 916 da Mercedes Benz tem maior capacidade de passageiros e mais espaço interno devido às mudanças no chassi e na posição do motor.
O segmento de micro-ônibus também tem novidades. A Mercedes Benz apresentou o modelo LO 916.
O micro pode ser utilizado para transportes urbanos, fretamento e rodoviário.
A Mercedes Benz garante que o modelo possui uma capacidade maior de transporte de passageiros. Isso devido ao reposicionamento do motor, que foi colocado mais para frente.
Além de aumentar o número de passageiros, a solução também permite uma melhor ergonomia para o motorista.
O chassi, cujo motor OM 924 LA segue as novas de restrição à emissão de poluentes do Brasil com base nas normas internacionais Euro V, pode receber carrocerias entre 8 e 9,1 metros de comprimento. A capacidade de passageiros varia entre 24 pessoas sentadas nas configurações urbanas com duas portas e 31 pessoas sentadas se a carroceria tiver uma porta. Nas versões de turismo/fretamento ou rodoviárias, a capacidade é de 31 passageiros sentados e na versão escolar de até 38 alunos.
“Graças ao reposicionamento do motor e outras inovações, o LO 916 consegue transportar praticamente a mesma quantidade de pessoas com bastante espaço e conforto que um ônibus de maior porte conseguiria atender” – explicou Ricardo Silva, vice-presidente de ônibus da Mercedes Benz na América Latina.
Se os fabricantes de chassi mostraram novos produtos para operações urbanas convencionais e de fretamento, as encarroçadoras não ficaram para trás.
Os 20 mil metros quadrados ocupados pelo evento contaram com mais de 100 expositores. Entre as apresentações, modelos novos de carrocerias e outros renovados.
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Apache Vip foi reestilizado pela Caio. Além de oferecer itens estéticos melhores, componentes de veículos topo de linha foram incorporados ao ônibus que representa 60% das vendas da Caio.
A Caio apresentou o Apache Vip reestilizado.
O ônibus traz modificações estéticas principalmente nas partes da frente e de trás. Para-choques e grades, além dos conjuntos ópticos receberam alterações para aumentar a sensação de modernidade. As máscaras de acrílico fumê no conjunto das lanternas ficaram maiores.
Mas não foi apenas esteticamente que o Apache Vip melhorou, garante a Caio.
O modelo recebeu o mesmo tipo de poltronas usadas no modelo topo da linha urbana, o Millennium BRT.
“Os modelos BRT são ônibus muito modernos e que trazem inovações e conceitos que economicamente não seriam viáveis para serem desenvolvidos para modelos mais simples. Mas uma vez que o desenvolvimento foi feito para os ônibus de maior valor, fica mais vantajoso aproveitar muitas destas soluções nos veículos cujo empresário leva muito em consideração os custos de aquisição e manutenção. Graças aos investimentos em veículos de maior categoria, que são poucos no mercado, os ônibus mais simples vão acabar ganhando elementos melhores” – disse Maurício Lourenço Cunha, diretor industrial da Caio Induscar.
A carroceria Apache Vip pode ter comprimento que varia entre 9,5 e 13,2 metros, altura externa de 3,26 metros e interna de até 2,14 metros.
O Apache Vip representa 60% de todas as vendas da Caio.
A empresa também exibiu o modelo de fretamento Solar, que tem largura de 2,6 metros, uma das maiores da categoria, e o Foz Super ORE 3 Escolar que pode transportar entre 54 e 60 crianças atendendo às normas de segurança para este tipo de transporte.
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Com o Audace, a Marcopolo amplia as opções para os setores de fretamento e rodoviário além de oferecer mais qualificação a estes tipos de serviços com menor custo
Como inovação no segmento de fretamento, a Marcopolo apresentou o Audace.
O veículo traz inovações como o sistema de porta in swing, que se desloca para dentro, em vez de os tradicionais modelos pantográficos que abrem para fora. Isso, segundo a Marcopolo, aumenta a segurança e agiliza as operações de embarque e desembarque.
Como opcional, o ônibus pode vir com um sistema de porta na separação entre o salão de passageiros e a cabine do motorista que abre na direção do posto do condutor, o que pode aumentar em até um assento a capacidade total do veículo, que dependendo da configuração, pode transportar de 41 a 49 passageiros.
Outro destaque do Audace é que as poltronas, além de receberem um tecido que oferece mais conforto, são mais largas, com 1,03 metro.
O ônibus também conta com sistema de renovação de ar natural e o ar condicionado tem dutos integrados ao teto.
“Temos certeza que o setor de fretamento e turismo vai crescer ainda mais. Não só por conta da Copa do Mundo e das Olimpíadas, mas acreditamos num crescimento econômico e numa recuperação do segmento de ônibus frente a este ano e vamos com o Audace responder a uma necessidade do mercado de fretamento que busca compatibilizar um veículo que seja atrativo para o passageiro e ofereça conforto e alguns itens de maior requinte e que não seja tão caro para o frotista”- contou Paulo Corso, diretor de operações comerciais do mercado Brasil da Marcopolo.
Outra novidade que a empresa apresentou na FetransRio/Etransport/Expoônibus foi o Viale DD Sunny.
É um ônibus especial de dois andares voltado para o transporte de turistas para apreciarem os pontos atrativos de uma cidade, parque ou região.
Novamente a aproximação de grandes eventos internacionais, como a Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas em 2016, além da expectativa no crescimento na renda e no turismo, motivaram a Marcopolo a também desenvolver este modelo.
Uma das inovações é que, diferentemente dos modelos mais antigos no mercado, inclusive no exterior, o Viale DD Sunny possui teto retrátil, que pode ser fechado caso comece a chover.
A capacidade total do veículo é de 74 passageiros sentados, dos quais 57 no piso superior e 17 embaixo.
O Viale DD Sunny é usado em chassis com transmissão automática justamente por causa do tipo de uso. Como é um veículo que transporta turistas e em baixas velocidades para apreciação das paisagens, ele não se movimenta com as portas abertas e com este tipo de transmissão, o nível de ruídos e eventuais trancos e solavancos típicos de marchas inferiores são minimizados.
SETOR DE ÔNIBUS RODOVIÁRIOS COM MAIOR CONCORRÊNCIA:
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O Irizar i 6 foi um dos grandes lançamentos no evento. Ônibus é dotado dos mais modernos conceitos de engenharia e segurança da Europa, além de ter requinte. Com ele, encarroçadora pretende crescer no mercado.
Se as expectativas são boas para o segmento de fretamento por conta das estimativas de crescimento econômico que impacto na renda da população e na elevação do turismo, o mesmo pode se aplicar com o segmento de ônibus rodoviários para médias e longas viagens.
Além destes motivos macro-econômicos, há pelo menos três situações pontuais neste segmento: 1) A licitação da ANTT – Agencia Nacional de Transportes Terrestres, que deve remodelar 95% dos transportes interestaduais e internacionais por ônibus, vai provocar uma intensa renovação de frota, apesar de todos os entraves entre empresas de ônibus e governo federal que se arrastam desde 2008. 2) A falência da Busscar, que já foi uma das maiores encarroçadoras de ônibus do País, abre definitivamente uma lacuna que já vinha se ampliando desde o agravamento da crise financeira da empresa da família Nielson, que se intensificou em 2010. 3) No mercado, praticamente há duas empresas com maior volume de vendas nesta faixa: a Marcopolo e a Comil, havendo uma considerável distância entre as duas respectivamente.
Um dos lançamentos de maior destaque neste segmento foi o modelo i6, da Irizar.
O modelo já é vendido na Europa, a sede da Irizar é na região da Espanha, há dois anos e agora atende a realidade brasileira.
Segundo o gerente nacional de vendas da Irizar no Brasil, João Paulo da Cunha Ranalli, o modelo incorpora luxo e requinte, além de equipamentos que conferem ao veículo maior segurança. O executivo conta que já foram vendidas cerca de 300 unidades do i 6. Entre as empresas que adquiriram o modelo estão a Expresso Nordeste e a Reunidas Paulista.
“O ônibus é um veículo de luxo que fica entre o Century, modelo mais simples com várias versões, e o PB, que é o topo de linha da Irizar. O passageiro que entrar no i6 vai se sentir bem. Com o modelo também pretendemos crescer no mercado geral de ônibus rodoviários ampliando para 10% nossa fatia e crescendo sucessivamente” – contou João Paulo da Cunha Ranalli.
Uma área de envidraçamento que aumenta a visibilidade, poltronas largas, porta-pacote rígido que diminui o barulho ocasionado pelas trepidações por conta das condições de algumas estradas, iluminação interna total de led e isolamento maior do motor para diminuir barulho na parte de dentro do ônibus, são alguns itens de conforto que a i 6 oferece aos passageiros.
Quanto à segurança, a Irizar diz que a carroceria obedece aos padrões europeus. Maior resistência a choques frontais e tombamento são algumas das exigências das normas de segurança R 66.02. A carroceria está mais rígida quanto à flexão e torção e os pesos dos materiais foram redistribuídos.
Mesmo com todos estes avanços, a Irizar garante que o veículo é economicamente viável.
O Irizar i 6 pode ter entre 12 metros e 15 metros de comprimento e a altura varia entre 3,70 e 3,90 metros. A largura é de 2,60 metros.
A empresa também apresentou o Century Premium, um veículo para transporte rodoviário de média distância e turismo de alta categoria. O Century Premium possui linhas mais modernas e carroceria com visual mais limpo, que além de indicar um produto mais avançado, permite mais facilidade na limpeza e manutenção.
O modelo topo de linha da Irizar, o PB, passou por leves reestilizações. Linhas mais limpas também fazem parte do modelo que se destaca pela imponência, segundo a fabricante.
As poltronas foram redistribuídas aumentado o espaço interno. O sistema Digiplex, que permitiu uma readequação do painel dos instrumentos e na posição de dirigir, melhorou a ergonomia para o condutor, ainda de acordo com a Irizar.
A Marcopolo também apresentou reestilizações nos modelos Paradiso 1050 e Paradiso 1200 da Geração Sete, que é líder no segmento de ônibus rodoviários.
O motorista agora tem maior facilidade para operar o painel de instrumentos que conta com o sistema de “toque macio”. A regulagem dos comandos “satélites ao painel” é automática.
Outra inovação no Paradiso 1050 e no Paradiso 1200 da Geração Sete é o para-brisa antiembaçante. Entre as lâminas de vidro, no PVB são aplicados microfilamentos de tungstênio, o que evita o embaçamento, aumentando a segurança e a visibilidade,
As poltronas do tipo semi-leito ganharam angulação maior.
O para-choque traseiro tem agora um novo desenho e conta com luz de neblina em LED e retrorefletor.
A grade dianteira é cromada agora com desenho mais leve.
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Paradiso 1800 DD é o ônibus de número 350 mil fabricado pela Marcopolo em seus 63 anos. Muito mais que história de uma empresa, o retrato de como o País cresceu.
Nos 63 anos de atividade, a Marcopolo comemorou a produção de 350 mil carrocerias. O número não revela apenas a quantidade de ônibus fabricados, mas uma história de crescimento não somente de uma empresa, mas de todo o País que precisou cada vez mais de transportes. Os primeiros ônibus de madeira feitos pelos irmãos Nicola, fundadores, certamente abriram caminho para que a empresa pudesse neste ano na FetransRio estampar o número 350.000 numa unidade da Geração Sete de Rodoviários, Paradiso 1800 DD, de dois andares.
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Comil Campione é responsável por um dos melhores momentos da empresa, mesmo em época de retração no mercado. Planta de Erechim terá mais espaço para atender demanda
A Comil mostrou sua linha renovada de ônibus rodoviários Campione, com destaque para o Campione HD, com salão de passageiros acima do nível do condutor, e para o DD, ônibus de dois andares para turismo de luxo e viagens rodoviárias de longa distância.
Um sistema interno especial de iluminação, que oferece bem estar para os passageiros, design mais moderno e limpo, poltronas melhor posicionadas e um bom pacote de visibilidade são alguns dos itens que fazem parte dos dois modelos topos da Comil.
No ano que vem, a empresa transfere sua produção de micro-ônibus e ônibus urbanos para Lorena, no Interior Paulista, o que vai possibilitar que a sede em Erechim, no Rio Grande do Sul possa dar conta do crescimento da demanda da linha Campione.
“Os ônibus rodoviários possuem maior valor agregado pelo seu alto índice de peças e sofisticação. Por exemplo, duas unidades do DD equivalem a quatro ou cinco de urbanos. Mas tanto urbanos como rodoviários precisam ser feitos com o mesmo critério em relação à segurança e qualidade. Assim, as duas plantas separadas, entre outras coisas, vão permitir maior profissionalização na fabricação das carrocerias. A questão do valor agregado é tão interessante que hoje, por causa da queda geral no mercado de ônibus, a Comil vai produzir de 10% a 15% menos, mas com o crescimento das encomendas do Campione, o faturamento da empresa não vai ter queda” – explico Silvio Calegaro, diretor da Comil.
Mas o mercado pode aguardar mais novidades ainda.
E uma das principais deve vir até novembro pela Neobus, que vai entrar no segmento de rodoviários de alto padrão.
“A Neobus vai crescer ainda mais. Depois do sucesso do Mega BRT com mais de 1300 unidades, do CityClass junto com a Iveco com mais de 4 mil unidades e da aprovação pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) com a Navstar para produção local e internacional, a Neobus entra no segmento rodoviário mostrando diferenciais. Nossa planta em Três Rios – RJ logo estará pronta para operação. Em 13 anos, a Neobus foi uma das fabricantes de ônibus que mais cresceram no Brasil. Em 2000, nosso faturamento era de R$ 6 milhões. Prevemos R$ 500 milhões só para este ano de 2012” – disse o presidente da Neobus, Edson Tomiello, cujo apelido é “trovão”, devido ao ímpeto e engajamento. Tomiello é um exemplo personificado da indústria de ônibus no Brasil: audácia, otimismo, cautela, mas saber agir rápido nas horas certas são alguns dos atributos indispensáveis.
Como foi possível perceber, tanto em gerenciamento de frota, operação e manutenção, como as soluções completas apresentadas pela Volvo, como pelos estudos e ideias dos especialistas e pelas inovações de encarroçadoras e montadoras de chassis, os transportes coletivos no Brasil têm boas perspectivas tanto nos segmentos urbanos como rodoviários.
Basta agora o poder público aumentar sua participação, priorizando os transportes públicos e rodoviários, algo que vem já acontecendo aos poucos, mas que ainda precisa muito mais.
E é melhor fazer agora por escolha do que amanhã por obrigação.

Publicado em 06/10/2012 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes. Blogpontodeonibus
Fotos: Eduardo Pinto, Adamo Bazani e Assessorias de Imprensa