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domingo, 17 de junho de 2012

Dilma critica falta de comprometimento da Rio + 20 com transportes

Dilma Rousseff
Ao receber líderes de movimento em prol da moradia, presidente Dilma Rousseff critica o pouco interesse na Rio +20 sobre o tema Mobilidade Urbana. Ela criticou a falta de investimentos em transportes e disse que por conta disso, São Paulo vai se tornar uma cidade inviável. Foto: Agência Brasil

Dilma Rouseff classifica São Paulo como cidade inviável
Principal motivos é a falta de investimento em transporte público. Documento de Fórum coloca mobilidade em segundo plano na Rio + 20
ADAMO BAZANI – CBN

—- Mercedes Benz mostra solução de diesel da Cana de Açúcar na Rio +20 —
—– Volvo lança ônibus elétrico – híbrido na Rio + 20 —-
—- Eletra mostra na Rio +20 que ônibus elétrico híbrido é alternativa para redução da poluição e que trólebus não é coisa do passado. —–
—- Volkswagen apresenta ônibus flex GNV – Diesel na Rio +20 e transporta delegações ——— Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ) lança ônibus a hidrogênio na Rio +20 —–
Quem vê estas manchetes, inclusive as publicadas aqui no Blog Ponto de Ônibus / Canal do Ônibus pode pensar que a mobilidade urbana tem sido levada a sério nas discussões da Rio +20, Conferência da Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável.
Realmente, o tema ganhou mais força que na Rio 92, mas o destaque tem sido em relação à indústria e pesquisa acadêmica, que apresentam diversas soluções.
Mas quando o assunto é política pública para o setor, até o momento a Rio +20 tem sido tão insossa quanto em relação a outros assuntos que envolvem governos, cheios de discursos mas muitas vezes vazios de compromisso.
O fato foi reconhecido até mesmo pela presidente Dilma Rousseff.
Dilma recebeu em seu gabinete, em Brasília, nesta quinta-feira, dia 14 de junho, líderes de movimentos em prol da moradia.
Ela disse que a população de baixa renda tem morado “muquifos”, exaltou o Programa Minha Casa Minha Vida, e criticou a mobilidade urbana em diversas cidades, inclusive São Paulo.
Para ela, pela falta de investimentos no setor, São Paulo tem se tornado uma “cidade inviável”.
De acordo com Mércia Alves, da ONG Centro Don Helder Câmara e Nazareno Afonso, da Associação Nacional de Transportes Públicos, ao Grupo Estado, a presidente Dilma concorda com as críticas do Fórum Nacional de Reforma Urbana, que em seu documento inicial, apresentado na Rio + 20, deixou em segundo plano a questão da mobilidade urbana.
A mobilidade urbana, além de compreender o ir e vir das pessoas, oferece melhores condições de vida para o ser humano e ações que contribuem com o meio ambiente. Um dos grandes problemas das cidades, que dizima milhares de vidas por ano, é a poluição atmosférica gerada pelo excesso de veículos.
As pessoas só deixarão o carro em casa, no entanto, se os serviços de transportes forem satisfatórios, havendo uma oferta que agregue diferentes modais de acordo com a necessidade, como metrô e ônibus que precisam ter prioridade no espaço urbano, em corredores exclusivos, já que podem substituir vários carros de passeio ocupando menos espaço e poluindo menos também e que chegam em lugares onde nem sempre é possível ou financeiramente viável implantar sistemas metroferroviários médios ou pesados.
As propostas em relação a cidades que privilegiam as pessoas em vez de carros com soluções concretas para transportes coletivos não têm ganhado a tônica quando o assunto é melhorar a vida urbana.
Todos têm defendido os transportes de massa mas na área da gestão pública, os compromissos têm sido poucos.

Publicado em 15/06/2012 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes. Blogpontodeonibus

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