Palestra para Motoristas

Palestra para Motoristas
Arquivo: HighPluss Treinamentos, 2017.

sábado, 5 de maio de 2012

INOVAR: É isso que a indústria brasileira precisa fazer

Mercedes Benz
Esqueça as linhas de produção com esteiras e correntes. Na Fábrica de Caminhões da Mercedes Benz em Juiz de Fora, cada veículo é transportado na linha por “carrinhos teleguiados”: AGV – Auto Guided Vehicles. Isso garante maior controle e flexibilização da linha de produção. Se algum caminhão apresentar problema, é só remover o “carrinho” onde ele está. Não é necessário mais parar a linha de produção como antigamente por causa de um veículo apenas: Foto: Adamo Bazani.
INOVAR: É isso que a indústria brasileira precisa
Esse também foi o nome dado pela Mercedes Benz para a apresentação de sua nova fábrica de caminhões em Juiz de Fora. Na inauguração, o Ministro Fernando Pimentel alegou que a indústria brasileira deve se adaptar às novas realidades produtivas.
ADAMO BAZANI – CBN

“A indústria brasileira tem de se adaptar às exigências do novo século”. Com esse recado, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, alertou para a necessidade de os parques fabris brasileiros não ficarem parados no tempo e não perderem competitividade.
Ele assegurou que o Governo Federal tem realizado esforços como com o Programa Brasil Maior, que contempla uma série de incentivos à indústria não só para a produção, mas para o desenvolvimento de tecnologia e pesquisa.
As declarações do ministro foram feitas durante a inauguração oficial da nova indústria de caminhões da Mercedes Benz na cidade de Juiz de Fora, Minas Gerais. O evento foi acompanhado pelo Blog Ponto de Ônibus / Canal do Ônibus neste último dia 04 de maio de 2012.
A unidade foi apresentada pela montadora como uma das mais modernas fábricas de caminhões do mundo, com inovações para o Brasil desde a pintura de paredes, vigas e iluminação, para o ambiente ser mais agradável aos funcionários, até a linha de produção mais eficiente e flexível.
“Essa fábrica aqui em Juiz de Fora é um exemplo de como o Brasil pode avançar”, disse o ministro depois de seu discurso no palco preparado na região da linha de produção, especialmente para o evento.
Mercedes Benz
Mercedes Benz
Mercedes Benz
Caminhão Actros, produzido na Alemanha, é o extrapesado topo de linha da Mercedes Benz. Antes ele era importado inteiro. Agora o gigante vem em regime de CKD e é montado em Juiz de Fora. Até 2014, meta da Mercedes é nacionalizar 72% das peças do Actros. Foto: Adamo Bazani.
NÃO BASTA SER GRANDE, TEM DE SER MODERNA:
Uma das questões sobre os rumos da indústria no Brasil não é só em relação ao tamanho do parque fabril. Na verdade, fábricas o País tem bastante.
O que deve ser levado em consideração atualmente pelos poderes federais, estaduais e municípios e também pelas companhias é o nível de criação e desenvolvimento de tecnologia.
Esse é um fator que agrega valor às indústrias e seus produtos e também se torna um diferencial competitivo para o País enfrentar outros mercados que veem no Brasil oportunidades de negócios e também para ampliar sua atuação no exterior.
Uma produção mais moderna e sistemas tecnológicos de fabricação e organização de processos minimizam os custos dos produtos e aumentam a qualidade.
A fábrica de Juiz de Fora, visitada pela reportagem, vai neste sentido: Seus novos conceitos deixam a produção mais enxuta, rápida (e tempo é dinheiro) além de minimizar os impactos ambientais das atividades de fabricação. Hoje reduzir impacto ambiental não se limita a proteger a vida e o futuro, o que é o indispensável. Mas também significa reduzir gastos. A poluição, tanto do ar, solo e água, representa altíssimos custos com internações hospitalares, na área de saneamento e ocupação do solo.
RETORNOS PARA MINAS GERAIS E RECADO A PESSIMISTAS:
A unidade de Juiz de Fora desde 1999 produzia carros de passeio da marca Mercedes Benz. Por ser tratar de fabricação de veículos de luxo, a demanda de produtos era inferior ao que a planta poderia oferecer.
Ela foi tida até como ociosa, pelo menos em parte, e era alvo inclusive de especulações sobre a viabilidade de sua continuação na cidade da Zona da Mata mineira.
“A apresentação da fábrica de caminhões nesta planta é uma prova que os pessimistas sobre a viabilidade e o crescimento da fábrica estavam errados” – discursou o prefeito de Juiz de Fora, Custódio Mattos.
Ele se mostrou otimista em relação à capacidade de geração de empregos e produção na planta.
Custódio Mattos apresentou uma série de números e cifras que a Mercedes Benz gerou ainda quando produzia carros.
“São mais de 1 mil 500 empregos entre diretos e indiretos. O cidadão de Juiz de Fora e região com emprego tem o poder aquisitivo ampliado, assim ele pode comprar mais e gerar recursos para a cidade. Quanto a arrecadação, o balanço também é positivo. A Prefeitura de Juiz de Fora concedeu à época da instalação para a fabricação de carros, R$ 3 milhões em investimentos, isenções e incentivos. O acumulado de repasses de ICMS só pela Mercedes Benz foi na ordem de R$ 120 milhões. A empresa responde sozinha por 12,1% da arrecadação do município” – explicou o prefeito.
O governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, afirma que a instalação da fábrica de caminhões em Juiz de Fora foi marcada por momentos de ansiedade.
“Além de otimismo, o momento foi de ansiedade. Mas agora vemos que a realidade superou a expectativa” – declarou o Governador.
Fernando Pimentel
Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, o segundo da direita para a esquerda, diz que os parques fabris não podem ficar parados no tempo e devem se adaptar às novas exigências do mercado. Não basta número de indústrias, hoje elas muito mais que produzir precisam desenvolver tecnologias para baratear os custos de produção, dos bens finais e aumentar a qualidade para se tornarem competitivas. Foto: Adamo Bazani
PLANTA DE JUIZ DE FORA TEM MUITA MARGEM PARA CRESCER:
A adaptação da fábrica de carros para uma de caminhões foi um projeto que demandou 18 meses e R$ 450 milhões.
A primeira planta do Brasil, fundada em 1956, em São Bernardo do Campo, São Paulo, está próxima de sua capacidade máxima de produção.
Apesar de Juiz de Fora aparentemente ter sido considerada uma escolha natural para receber a linha nova de caminhões, nada impedia que a montadora escolhesse outro local.
Vale lembrar que a Mercedes Benz possui uma unidade em Campinas, no Interior Paulista, hoje usada pelo RENOV, segmento de remanufaturamento de peças, e também para pós venda, manutenção e outros serviços.
A unidade de Juiz de Fora, em Minas Gerais, hoje emprega 900 funcionários. Um grupo de 450 trabalhadores mineiros ficou um ano aproximadamente atuando na fábrica de São Bernardo do Campo para se especializar em caminhões. Outros 45 empregados passaram por treinamentos em Wörth, na Alemanha, onde é feito o caminhão extra pesado Actros, o topo de linha da marca e que passa ser montado em Juiz de Fora.
Só em capacitação, a Mercedes afirma ter investido R$ 5 milhões para Juiz de Fora.
Inicialmente, a previsão é de que sejam produzidos em Minas Gerais 15 mil veículos por ano, mas a capacidade pode chegar a 50 mil anualmente.
Os caminhões que fazem parte das atividades de Juiz de Fora são o Accelo, caminhão leve, e o Actros.
Um dos diferenciais da fábrica é que tanto o caminhão extrapesado como o “Mercedinho” são feitos na mesma linha de produção.
Assim, a linha tem tecnologia para produtos tão distintos, o que poupa tempo e recursos, além de espaço físico, e o funcionário que entende de um caminhão mais simples também tem capacitação para um produto diferenciado e dotado de alta tecnologia.
Isso é considerado um avanço. Tradicionalmente, cada veículo ou categoria tinha uma linha específica. Uma linha para produtos diferentes não sobrecarregada um grupo de funcionários em detrimento de outros e ao mesmo tempo reduz a ociosidade de mão de obra nos parques fabris, um dos grandes desafios de gerenciamento de produção.
O Accelo, a exemplo de outros modelos como Axor, Atego e Atron têm cerca de 80% de componentes nacionais. A Mercedes Benz hoje usa mais de 90% de serviços e fornecimentos locais.
Já o gigante Actros é importado da Alemanha.
Antes da planta de Juiz de Fora, que já fez 3 mil veículos que seguem as novas normas de redução de emissão de poluentes, o caminhão era importado inteiro. Agora vem para o Brasil em regime de CKD, ou seja, para ser montado no País, o que ocorre em Minas Gerais.
O Actros é um modelo mundial e suas características são as mesmas nos diversos países onde é comercializado. Mas alguns itens são adaptados à realidade de operação nacional, inclusive os detalhes.
“A poeira no Brasil é diferente da poeira na Europa, por exemplo. Aqui o pó é mais fino. Assim, a vedação dos faróis é adaptada para nossa realidade”, contou Ronald Linsmayer vice-presidente do setor de caminhões da Mercedes Benz do Brasil.
O objetivo da empresa é ir “nacionalizando” o Actros aos poucos. A meta é que até 2014, o Actros tenha 72% de peças nacionais.
A planta de Juiz de Fora também tem mais a oferecer futuramente por ser uma área com espaço de crescimento na produção.
Ela ocupa uma área total de 2 milhões e 800 mil metros quadrados. Deste número, 176 mil são área produtiva e um milhão e 200 mil metros quadrados são de proteção ambiental.
A fábrica fica afastada do centro de Juiz de Fora. De ônibus fretado, a viagem do Parque Halfeld, no centro da cidade, até a indústria o tempo de percurso é de cerca de 40 minutos.
SÃO BERNARDO DO CAMPO NO LIMITE:
Os números mostram que a planta de Juiz de Fora tem muito a crescer do ponto de vista de capacidade. Já São Bernardo do Campo,
Mercedes Benz
Sistema de produção da fábrica de Juiz de Fora evita o acúmulo de cabines aguardando os quadros. A produção é controlada de melhor maneira, o que reduz custo e aproveita melhor o espaço da planta. Foto: Adamo Bazani
 a primeira planta da Mercedes no País, tem realidade completamente oposta.
A planta está instalada numa área de 1 milhão de metros quadrados. A área produtiva é de 500 mil metros quadrados.
A fábrica é cercada por outros empreendimentos imobiliários. De um lado passa a rodovia Anchieta, ligação para o Litoral Paulista, um dos motivos de nos anos de 1950 a marca alemã ter escolhido a região do ABC. Do outro lado, avenidas com trânsito intenso quase todo o dia. Há serviços de ônibus fretados, mas também diversas linhas de ônibus urbanos municipais operados pela SBCTrans (empresa privada que presta serviços com exclusividade na cidade) e intermunicipais, gerenciados pela EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos e operados por empresas particulares também.
A capacidade de produção da planta é de 80 mil veículos por ano. E em 2011, ano recorde por conta da renovação antecipada de frota por autônomos e frotistas de ônibus e caminhões que procuraram escapar dos preços mais altos dos veículos com a nova tecnologia de redução de emissão de poluição vigente desde janeiro deste ano, a fábrica da Mercedes no ABC produziu exatamente isso, cerca de 80 mil veículos comerciais, bem perto do limite.
A planta da Mercedes de São Bernardo emprega cerca de 13 mil pessoas.
“A transferência do Accelo para Juiz de Fora e a montagem do Actros no local é reflexo dessa capacidade atingida em São Bernardo do Campo. Mas isso não significa que a fábrica de São Bernardo vai perder produção. Na verdade, Juiz de Fora é uma extensão de São Bernardo do Campo. A linha de veículos não nos preocupava tanto. Há suporte para crescimento de produção de ônibus e caminhões no ABC Paulista. Por exemplo, criar mais um turno pode absorver qualquer crescimento de demanda pontual. A questão reside na produção em São Bernardo do Campo de motores, câmbio e eixo e demais agregados, que continua nesta unidade. Mas estes produtos dependem ainda de máquinas grandes, que ocupam espaço e se precisar fazer mais estes produtos, aí sim seria necessária mais área livre. Mas há uma sinergia entre as duas fábricas” – disse Ronald Linsmayer vice-presidente do setor de caminhões da Mercedes Benz do Brasil.
No ano passado, a planta da Grande São Paulo fez cerca de 100 mil motores, 192 mil eixos e 60 mil câmbio.
Linsmayer, no entanto, não descartou que futuramente outros modelos de caminhões possam ser transferidos para Juiz de Fora.
A produção de ônibus deve continuar em São Bernardo do Campo.
RETRAÇÃO DE MERCADO E VISÃO DE FUTURO:
A fábrica de Juiz de Fora, em Minas Gerais, revela perspectivas de crescimento para o setor de veículos comerciais, como caminhões e ônibus.
Mas estas estimativas não de curto prazo.
O presidente da Mercedes Benz do Brasil e CEO – Chief Operational Officer para a América Latina, Jürgen Ziegler, acredita que em 2012 a produção e os emplacamentos de ônibus e caminhões devem sofrer redução entre 12% e 15% não só para a marca, mas para todo o mercado.
O principal motivo é a mudança de tecnologia para a redução de poluição exigida por lei.
O Conama – Conselho Nacional do Meio Ambiente, responsável pelo Proconve – Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores, instaurou a fase sete, P 7, que tenta minimizar o impacto ambiental provocado pelos automóveis.
A fase P7 segue as normas Euro V, já aplicadas na Europa desde 2009.
Os ônibus e caminhões abastecidos com o diesel S 50, que possui menos partículas de enxofre, têm significativas reduções na poluição, Estes veículos emitem 60% menos de óxidos de nitrogênio (NOx) e os materiais particulados podem ser reduzidos em 80%.
Mas estes ônibus e caminhões para atingirem estas metas precisam de uma tecnologia mais desenvolvida o que os deixou mais caros entre 10% e 15% em relação aos modelos semelhantes que seguiam os padrões Euro III. Estes veículos Euro III puderam ser produzidos até 31 de dezembro de 2011 e os estoques comercializados até 31 de março de 2012.
Para escaparem dos preços maiores dos veículos que seguem as normas do Proconve P 7 / Euro V, os empresários de ônibus, frotistas de caminhões e autônomos, além das renovações de frota previstas, anteciparam compras programadas para este ano, o que impactou a produção neste primeiro bimestre, obrigando alguns empresas, inclusive a Mercedes Benz, a adotar férias coletivas.
Há duas tecnologias para os novos motores, a EGR – Exhaust Gas Recirculation, em português, Recirculação de Gases de Exaustão, e a SCR – Selective Catalytic Reduction, em português Redução Catalítca Seletiva.
A EGR promove uma nova queima dos gases gerados para o funcionamento do motor. A dúvida dos donos de veículos comerciais é em relação às vantagens e custos de operação destes motores.
A SCR necessita de um fluido extra no sistema de escape do ônibus ou caminhão para atender às normas do Proconve P 7. É o ARLA 32 – Agente Redutor Líquido Automotivo feito com 32,5% de uréia industrial que fica num tanque separado do diesel. Aí no caso, a dúvida em relação ao ARLA 32 é se ele representaria um custo significativo de operação e se haveria disponibilidade do fluido no mercado.
As montadoras, tanto as que usam a EGR como as que optaram pela SCR dizem que a redução do consumo de combustível compensa eventuais custos maiores.
Mas muitos empresários resolveram não arriscar e esperaram para ver como são as duas tecnologias na prática, mesmo com o fato de as fabricantes terem investido em testes. Só a Mercedes Benz fez 52 mil horas de testes funcionais e rodou com diversos modelos de ônibus e caminhões 10 milhões de quilômetros em diferentes situações.
Toda esta desconfiança dos frotistas gerou uma queda nas produções no primeiro bimestre, além de uma retração econômica, principalmente no setor industrial.
“Mas o mercado deve começar se aquecer já neste segundo semestre. No ano que vem, as vendas e emplacamentos devem voltar aos patamares normais” – disse Jürgen Ziegler, presidente da Mercedes Benz do Brasil.
O mercado para ônibus e caminhões deve ser promissor se não houver nenhum imprevisto econômico, principalmente reflexos da situação européia, ainda muito delicada.
Além de programas governamentais e de estímulos pontuais, a proximidade da Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas de 2016 não pode ser descartada. As cidades –sede e as próximas devem investir em estádios e obras públicas, o que pode aquecer a demanda por caminhões. Estas mesmas cidades também tentam modernizar a mobilidade urbana, com corredores do tipo BRT (Bus Rapid Transit) que usam veículos mais confortáveis e tecnológicos, o que representa maior mercado para ônibus com valor agregado mais alto.
O PAC – Programa de Aceleração do Crescimento da Mobilidade, que em sua segunda fase vai proporcionar financiamentos na ordem de R$ 32,5 bilhões para os transportes públicos também é visto com bons olhos pelos fabricantes de ônibus.
Muitas cidades e a ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres seguem em processos de licitação, o que deve contribuir para a renovação de frota.
O vice-presidente do setor de caminhões da Mercedes Benz do Brasil, Ronald Linsmayer, disse que o crescimento nos últimos anos na venda de caminhões e ônibus mostra uma tendência de maiores renovações e a indústria não deve se limitar a pensar nos impactos da mudança de tecnologia de redução de poluição, que são pontuais. É necessário ter uma visão de futuro mais distante.
“Em 2011 foram produzidos pela Mercedes Benz ônibus e caminhões em número maior que num período acumulo de 20 anos. Entre 1983 e 2003 fizemos 38 mil comerciais. Em 2009, quando fizemos 49 mil ônibus e caminhões poderíamos ter dito que alcançamos o auge. Mas continuamos vendo mais longe e em 2011 chegamos próximo de 80 mil ônibus e caminhões” – disse Ronald.
Mercado certamente há. A média de idade de caminhões no Brasil ainda é muito alta, em torno de 25 anos. A média nacional da idade dos ônibus é menor, 15 anos, mas há mercados que ainda extrapolam isso. Além do mais, com as licitações, que exigem renovações a cada 10 anos, o mercado de ônibus pode até oscilar entre um ano e outro, mas sempre vai ter empresas para comprar.
A inauguração foi marcada por uma compra significativa.
A Mercedes Benz comercializou 86 extrapesados Actros para a Coteminas transportar tecido e algodão.
Cerca de 40 veículos já foram entregues. Eles vão servir às fazendas da empresa em Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás, as unidades industriais e os seis centros de distribuição no Sul, Sudeste e Nordeste.
Os veículos já são de tecnologia Euro V de restrição de emissão de poluentes, que no caso da Mercedes Benz, usa a opção de Redução Catalítica Seletiva, com o ARLA 32, denominada pela empresa de Bluetec 5.
Os veículos também possuem o FleetBoard que é um sistema de gerenciamento on line da frota.
A Coteminas – Companhia de Tecidos Norte de Minas foi fundada em 1967 pelo ex vice-presidente da República, José Alencar. Em 1998, a empresa se destacou ao adquirir as marcas Artex e Santista.
A FILA ANDA
A fábrica de Juiz de Fora é apresentada pela Mercedes como a mais moderna da marca em todo o mundo.
Mercedes Benz
Outra vantagem na fábrica de Juiz de Fora é que na mesma linha são feitos os dois modelos de caminhão da unidade, que são de categorias bem diferentes. São montados o extrapesado Actros, de alta tecnologia, e o Accelo, caminhão leve e simples. Mão de obra e espaço são aproveitados de melhor forma com isso, além de haver uma redução no custo e no tempo de fabricação. Foto: Adamo Bazani.

São várias as inovações que chamam a atenção para deixar a produção mais rápida, enxuta e eficiente.
Um dos destaques é o sistema de linha de produção AGV – Auto Guided Vehicles, ou em português, veículos autoguiados.
Esqueça as linhas de produção que param porque um produto apresentou defeito.
Em vez de os quadros que viram chassis, que recebem cabines e que viram caminhões rodarem em cima de esteiras e correntes, cada produto é transportado em “carrinhos” desde o início até o final das etapas produtivas.
Se um destes produtos apresentar problemas, o “carrinho” sai da linha e a produção continua normalmente sem parar para os veículos atrás. A fila anda!
Os estoques são reduzidos ao máximo, o que significa melhor controle de gastos e otimização dos materiais. A fábrica usa o que ela realmente vai precisar.
Aquela imagem de cabines de caminhão aguardando as bases também acabou.
O número de cabines é o mesmo de chassis que são feitos quase concomitantemente.
A capacidade de produção diária da nova fábrica de Juiz de Fora é de 52 a 55 caminhões.
A unidade se trata de um parque industrial com a atuação direta de fornecedores, o que ajuda também a reduzir os estoques desnecessários.
Atualmente fazem parte do parque de Juiz de Fora quatro fornecedores: Maxion, Randon, Seeber e Grammer.
Outro diferencial é a inspeção de qualidade.
Não há mais a inspeção tradicional no final da fina.
A qualidade dos produtos é vista minuciosamente durante o momento de produção.
Isso poupa recursos e tempo. Se um problema é detectado numa fase da produção, o veículo é logo tirado. Além disso, na linha é mais fácil detectar alguma imperfeição.
A preocupação ambiental também é grande.
Todo o piso da produção é selado de um jeito que evita qualquer contaminação do solo. Há também fora da fábrica separadores de óleo e programas de coleta seletiva.
Na parte social, a Mercedes mantém programas com a Prefeitura de Juiz de Fora. Em um deles, crianças carentes aprendem jardinagem e recebem tratamento odontológico e plano de saúde.
Em outro, jovens também atuam na fábrica e além de plano de saúde e tratamento odontológico recebem pagamento da empresa.
A Inovar é mostra de que capacidade, originalidade e qualidade a indústria brasileira tem para entrar na nova fase de produção.
A queixa de parte do empresariado, principalmente o de médio ou pequeno porte, que fornece também para gigantes como a Mercedes, é a falta não apenas de financiamento, mas de condições de atuar, inclusive havendo a necessidade de uma menor burocracia para ampliar ou modernizar os negócios.


O repórter Adamo Bazani viajou para Juiz de Fora a Convite da Mercedes Benz.
Publicado em 05/05/2012 por Adamo Bazani no Blogpontodeonibus.

Nenhum comentário:

Postar um comentário