Palestra para Motoristas

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domingo, 1 de abril de 2012

ÔNIBUS REDUZ INTERNAÇÕES HOSPITALARES

trolebus
Ônibus podem evitar gastos e sofrimento com a poluição. De acordo com estudos da FGV – Fundação Getúlio Vargas, a mistura de 5% de Biodisel nos tanques dos ônibus urbanos, pode reduzir em até 12 mil 945 internações por ano devido a problemas respiratórios. Se a mistura for elevada para 20%, o número de internações é reduzido em 77 mil 672. O uso de ônibus mais limpos ainda, como os trólebus, que agora estão mais modernos, pode trazer benefícios ainda maiores em relação a mobilidade e ao meio ambiente. Foto: Adamo Bazani
Ônibus contribui para reduzir mais de 12 mil internações hospitalares
Estudo é da FGV e diz respeito a ônibus que usam 5% de Biodiesel ao combustível dos veículos de transportes coletivos. Ônibus elétricos trazem ganhos ainda maiores.
ADAMO BAZANI – CBN

É inegável que a ampliação da oferta dos transportes públicos traz impactos positivos para vários aspectos nas cidades.
Os congestionamentos são reduzidos à medida que um sistema de transporte coletivo eficiente consegue convencer as pessoas a deixarem seus veículos individuais em casa nos deslocamentos diários.
Além de viagens mais rápidas, menos carros nas ruas significam também menos poluição.
Afinal, são dezenas de veículos individuais que podem ser substituídos por um único ônibus ou composição de trem ou metrô.
E mais um dado, entre os vários que comprovam que os transportes públicos são parte das soluções paras as cidades, foi revelado pela FGV – Fundação Getúlio Vargas.
De acordo com estudos da entidade, a mistura de 5% de biodiesel no combustível usado pelos ônibus urbanos das médias e grandes cidades, o S 50, pode reduzir tanto a poluição do ar e pode evitar 12 mil 945 internações hospitalares por ano devido a problemas respiratórios.
Se do ponto de vista da preservação da vida humana, estes números por eles mesmos já justificariam investimentos em corredores que aumentem a eficiência dos ônibus urbanos, também analisando o aspecto econômico, a redução de gastos com saúde pública compensa qualquer custo para a construção e modernização de espaços para os transportes públicos nas cidades.
E quanto mais “ecológico” for o ônibus, maiores são os ganhos humanos e financeiros.
O mesmo estudo revela que se ao diesel dos ônibus urbanos forem misturados 20% de biodesel (feito a base de matérias renováveis e menos poluentes), o número de internações hospitalares por ano devido a problemas respiratórios é reduzido em 77 mil 672.
Se os ônibus que precisam de combustão para operar representam pessoas mais saudáveis nas cidades, o uso de veículos totalmente não poluentes aumenta estes ganhos financeiros e ambientais.
É o caso dos trólebus. Ônibus movidos totalmente a eletricidade que não emitem poluição atmosférica na sua operação.
E se antigamente, trólebus tinha a imagem de um veículo que causava transtornos por causa da queda constante dos pantógrafos, a realidade começa a mudar.
O Brasil já é capaz de produzir veículos elétricos, inclusive para exportação, com alavancas pneumáticas, que são mais resistentes às variações evitando as quedas, e com baterias de armazenamento de energia elétrica, que permitem que os trólebus circulem por alguns quilômetros para serem recolhidos ou colocados em um ponto que não atrapalhem o trânsito, em caso de queda do fornecimento de energia elétrica na rede aérea.
Quando os trólebus são operados em corredores exclusivos, os ganhos ambientais ainda são maiores, pela possibilidade do uso de mais veículos elétricos, além das vantagens operacionais: os corredores possuem melhor pavimento, reduzindo o risco de queda de alavanca ou de outros problemas.
Exemplo internacionalmente conhecido é o do Corredor ABD, que liga São Mateus, na zona Leste de São Paulo, ao Jabaquara, na zona Sul da Capital Paulista, operado pela empresa Metra. Agora com a repotencialização prevista para parte do corredor, o número atual de cerca de 80 trólebus pode ao final dos trabalhos ser ampliado significativamente.
MAIS UMA VEZ CURITIBA É EXEMPLO:
Se o Corredor ABD é um exemplo de que a operação de ônibus pode de forma prática melhorar a mobilidade das pessoas e as condições de vida, com redução das horas perdidas no trânsito e na redução da poluição, Curitiba, no Paraná, que possui o sistema de BRT (Bus Rapid Transit) mais famoso do País, mostra em números que é possível melhorar ainda mais os serviços de ônibus em corredores exclusivos.
Quando a capital paranaense completou 319 anos, em 29 de março de 2012, o uso dos ônibus biarticulados azuis Ligeirões, de 28 metros de comprimento, fez um ano.
E os resultados ambientais do maior ônibus do mundo, com capacidade para 270 pessoas, incentivam as empresas do Paraná e a gerenciadora Urbs a investirem neste tipo de veículo.
Movidos 100% a Biodesel, os 30 ônibus deste modelo foram responsáveis por reduzir em até 63% os níveis de poluição nas linhas onde circulam.
Outros ônibus, além dos Ligeirões, usam 100% de Biodiesel e os resultados são positivos.
A expectativa da gerenciadora Urbs é ampliar para 100 o número de ônibus que fazem uso totalmente de Biodiesel.
Além destes veículos, os outros ônibus que integram a RIT – Rede Integrada de Transportes – usam mistura de Biodiesel ao combustível fóssil.
Atualmente, por mês, Curitiba consome em seus ônibus 160 mil litros de biodiesel, que são fornecidos pela BSBIOS, empresa cuja participação da Petrobrás é de 50%. A principal matéria-prima é a soja.
Esse número de consumo deve ser ampliado. A APROBIO (Associação Nacional dos Produtores de Biodiesel) luta para que o Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel – PNPB eleve de 5% para 20% a aplicação do combustível ao diesel hoje usado nos ônibus.

Publicado em 01/04/2012 por Adamo bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes. Blogpontodeonibus

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