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domingo, 5 de fevereiro de 2012

Trem Bala vai receber mais dinheiro do BNDES

    
Trem Bala
O BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social deve rever o valor de financiamento para a construção da infraestrutura e implantação tecnológica do trem bala do Brasil. O banco público, em forma de empréstimo, calculava liberação de R$ 20 bilhões para a linha que vai atender a uma demanda pontual entre São Paulo e Rio de Janeiro, passando por Campinas. Mas segundo o presidente da entidade, Luciano Coutinho, este valor trabalha com estimativa de custos feita em 2009 e, portanto, estaria desatualizado. As empresas que investirem no trem bala, além do polpudo financiamento, vão contar com uma ajuda extra. O BNDES estuda isentar os títulos de créditos tipo debêntures, assumidos pelas empresas junto a terceiros. Na praticam o governo assume os riscos destes títulos. A projeção do governo é de que o trem bala custe R$ 33 bilhões, mas o mercado tanto de construção como de transportes trabalha com o valor de R$ 55 bilhões. Além disso, custos que deveriam ser assumidos pelas empresas, como adaptação dos locais por onde vai passar o trem bala, com obras como desvio de curso de água, de estradas ou redes de transmissão, serão bancados por dinheiro público.
BNDES deve liberar mais dinheiro para o trem bala
Segundo a entidade, o valor de R$ 20 bilhões do banco público para financiar o projeto está desatualizado.
ADAMO BAZANI – CBN

O BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social vai desembolsar mais dinheiro para financiar o trem – bala do Brasil, previsto para ligar São Paulo ao Rio de Janeiro, passando por Campinas, no interior Paulista.
A parte do banco no financiamento para construção do sistema e aquisição de trens, equipamentos e tecnologias era de R$ 20 bilhões em forma de empréstimo.
Mas de acordo com o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, este valor para o TAV – Trem de Alta Velocidade levava em conta estimativas de custos feitas em 2009 e que o total a ser financiado deve ser ajustado.
O BNDES estuda criar outra facilidade para as empresas que participarem do projeto isentando as debêntures (título de crédito emitido a terceiros) para bancar os projetos de infraestrutura.
O governo assumiria riscos das dívidas contraídas pelas empresas que vencerem a licitação da construção da linha, estações e implantação de redes elétricas e outras intervenções estruturais.
O leilão do trem bala foi dividido em dois, depois de o Governo tentar licitar de maneira frustrada por três vezes a implantação do sistema. A primeira etapa do leilão vai escolher a tecnologia empregada, incluindo sistema operacional e os trens, e com base nesta escolha é que as empresas que construirão a infraestrutura vão apresentar suas propostas de obras.
O Governo Federal estimou que os gastos diretos com o trem bala sejam de R$ 33 bilhões. Mesmo considerado alto, o mercado projeta que o TAV – Trem de Alta Velocidade, vai custar bem mais, em torno de R$ 55 bilhões. Isso sem contar com gastos que deveriam ser assumidos pelas empresas vencedoras dos leilões, mas que vão acabar sendo custeados pelos cofres públicos, como a preparação dos locais onde deve passar o trem bala, com desvio de cursos de água, de estradas e de redes de transmissão elétrica.
O ministro dos transportes, Paulo Passos, disse que em outubro deve ocorrer o leilão da primeira etapa do Trem de Alta Velocidade – TAV.
Após a escolha do operador e da tecnologia, a ETAV, empresa subordinada ao Ministério dos Transportes, vai desenvolver os projetos de obras civis.
A segunda etapa da licitação deve ser concluída em 2013.
Após este ano, para ficar pronto, o trem bala vai precisar de mais cinco ou seis anos.
Assim, se não houver nenhum impedimento mais (o leilão foi adiado por três vezes), a obra que vai atender 60 mil pessoas por dia, no início, só vai ficar pronta entre 2018 e 2019.
Questionado se os transportes não possuem outras necessidades mais urgentes que poderiam ser resolvidas e atenderiam a um número maior de pessoas com os recursos do trem bala e que poderiam também vir da iniciativa privada, Paulo Passos se limitou a dizer que o TAV será bom para o País.

Publicado em 05/02/2012 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.
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