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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Manual mostra que cuidados com o diesel diminuem poluição e trazem economia ao setor de transporte

A Confederação Nacional do Transporte (CNT) e o Sest/Senat lançam um manual com orientações para manter a qualidade do óleo diesel B. O óleo diesel B é o combustível obtido a partir da adição de biodiesel ao diesel, mistura comercializada atualmente no Brasil e que apresenta uma série de benefícios ambientais, estratégicos e qualitativos. O governo brasileiro adotou-o na matriz energética em 2005, com a aprovação da Lei nº 11.097. Desde 2010, após o aumento do percentual do biodiesel para 5%, o assunto ganhou ainda mais relevância. Hoje, todo o óleo diesel vendido no Brasil possui biodiesel.

A intenção do manual é incorporar ao setor de transporte de cargas e de passageiros uma rotina que preserva a qualidade do óleo diesel B. Com esse cuidado, as vantagens para o setor serão muitas, como redução de custos, melhoria na gestão do combustível, maior eficiência energética e menor desgaste de motores e peças. Outro benefício importante é a diminuição dos índices de emissão de poluentes, mais uma preocupação do Programa Despoluir, que preza pelo desenvolvimento sustentável do setor.
Mas, para aproveitar esses benefícios, existem procedimentos básicos que devem ser adotados em todas as etapas do processo: transporte, recebimento, armazenamento e uso. São essas as medidas – verificadas após a produção – que exigem maior atenção dos transportadores. Se bem executadas, elas garantem a qualidade do óleo diesel B utilizado pelos veículos pesados.
Para evitar sua deterioração, por exemplo, é preciso estar atento a uma eventual contaminação por água – para não correr esse risco, drenagens periódicas devem ser realizadas. Os tanques de armazenagem devem estar totalmente limpos e o combustível só pode ser estocado por, no máximo, um mês. Essas e todas as outras ações essenciais estão listadas no manual.
As informações são úteis aos técnicos responsáveis pela manutenção de frotas e pela gestão das empresas. Para o presidente da CNT e do Sest Senat, Clésio Andrade, a publicação é fundamental para o desenvolvimento do setor de transporte de cargas e de passageiros e para a preservação do meio ambiente. “Para obter melhores resultados, é preciso aprimorar as práticas do setor, adotando as formas mais corretas e eficientes de manusear o óleo diesel B”, destaca Clésio.

Futuro
Outro motivo para valorizar o tema: o Brasil é o segundo colocado no ranking mundial de fabricação de biodiesel, atrás da Alemanha. Em 2011, foram 2,4 bilhões de litros produzidos, segundo dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP). Por causa de fatores como o clima favorável, a disponibilidade de milhões de hectares e a diversidade de oleaginosas, que são matérias-primas à produção do biodiesel, o país tem capacidade para se tornar o principal fornecedor mundial do combustível.

Publicado em 08/02/2012 por Rafael Brusque Toporowicz no site http://blogdocaminhoneiro.com

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