Palestra para Motoristas

Palestra para Motoristas
Arquivo: HighPluss Treinamentos, 2017.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Cinco alternativas para a Mobilidade Urbana


Adamo Bazani
Ônibus na Região Metropolitana de Curitiba. Sistema de corredores de ônibus não isolados, mas formando uma rede, como ocorre no Paraná, é uma das principais soluções com custos racionais e de rápida implantação para a mobilidade urbana. Além do transporte público, bicicletas, tecnologia de gestão de tráfego, novos modelos de veículos e até as redes sociais podem ajudar o ir e vir das pessoas. Foto: Adamo Bazani
Corredor de ônibus é uma das tendências para a melhoria da mobilidade urbana
Curitiba é considerada exemplo por conta da RIT – Rede Integrada de Transporte, que possui corredores de ônibus, estações para embarque e desembarque e ônibus interligados. Bicicleta, redes sociais e tecnologia também são tendências
ADAMO BAZANI – CBN

Os problemas de mobilidade e poluição nas cidades já são bem conhecidos de toda a população que sente na pele, nos nervos e nos pulmões os transtornos de vias sobrecarregadas de carros (a maioria só com os motoristas), a falta de paciência na disputa do especo urbano e um ar carregado, pesado, um clima quente, abafado, mas não só pelo calor, mas pela fumaça dos veículos.
Mas como reverter esta situação ou se não for possível reverter, como evitar que ela se agrave?
Mecanismos e soluções existem e devem ter implementação em conjunto.
O espaço urbano deve ser melhor ocupado, de forma racional, sem retirar o conforto da maioria em detrimento de uma minoria, mas que usa mais este raro espaço, como tem ocorrido atualmente.
Quem usa um carro de passeio ocupa sozinho mais de cinco metros de vias e ganha mais privilégios nas políticas públicas do que quem divide uma área de 12 metros de comprimento com outras 79 pessoas.
Estas distorções têm de ser revistas
O Portal Administradores traz uma grande matéria sobre mobilidade urbana e elege cinco tendências para soluções nas cidades.
A primeira delas é a ampliação da rede de corredores de ônibus. O corredor de ônibus não é para competir ou substituir o metrô, missão que não seria possível. Mas ele serve para interligar as cidades, atender demandas pontuais, nem sempre necessariamente pequenas, havendo a necessidade não de apenas corredores isolados. O que as cidades precisam é de uma rede de transportes e os corredores de ônibus devem ser pensados em forma de rede também. Como exemplo bem sucedido, os especialistas citam a RIT – Rede Integrada de Transporte de Curitiba e Região Metropolitana. Corredores de ônibus, terminais, estações tubo (que protegem os passageiros da chuva e do sol forte e oferecem acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida) e mesmo as linhas que não andam apenas nos corredores são interligados. Com o valor de uma passagem, é possível percorrer vários municípios e usar a quantidade de ônibus que for necessário por tempo indeterminado.
O Portal, no entanto, mostra que o transporte público é essencial e a principal mas não a única medida para melhorar os deslocamentos nas cidades.
Criação de estrutura para a circulação de bicicletas, uso de veículos alternativos, de tecnologias de monitoramento e gestão de tráfego e até de redes sociais para deixar as áreas urbanas um pouco melhores para se viver são algumas das ações a serem tomadas em conjunto.
Em Mauá, São Paulo, e Macaé, Rio de Janeiro, por exemplo, um sistema nos semáforos denominado Contreal calcula em tempo real o volume de veículos e auxilia a fluidez dos veículos. Isso evita a morosidade nas vias que recebem mais veículos, que muitas vezes possuíam semáforos que davam preferência a outras avenidas ou ruas com menor movimento. E no decorrer do dia, a aglomeração de veículos muda de vias, por isso a necessidade de sistemas inteligentes que apresentem soluções na hora.
Em Barcelona, na Espanha, um sistema denominado Bicing permite o aluguel de bicicletas com o uso de cartões pré-pagos. O cidadão compra um cartão com os créditos, vai até o ponto onde ficam as bicicletas e retiram o veículo, devolvendo, depois de o tempo previsto no posto mais próximo. A bicicleta ainda não é vista como um potencial meio de transporte cotidiano. Ela não serve apenas para diversão. Mas as pessoas temem usá-la justamente pela falta de espaços adequados. Na disputa com os veículos motorizados, o ciclista quase sempre perde.
Confira a matéria completa abaixo:
5 tendências em mobilidade urbana para os próximos anos
Saiba quais são os modelos de engenharia urbana, social e de veículos que oferecem alternativas viáveis à situação brasileira; até as redes sociais e dispositivos móveis podem ser útei
Os próximos três anos serão decisivos para a melhoria – ou não – do panorama da mobilidade no Brasil. Com dois megaeventos esportivos batendo à porta – a Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas em 2016 – ações por melhorias no se tornam ainda mais urgentes. Esse tipo de acontecimento atrai espectadores de todo o mundo e aumenta ainda mais o número de pessoas na zona urbana o que, para um sistema de tráfego despreparado, pode acarretar em um grande aumento nos congestionamentos.
Tudo o que o Governo Federal não deseja é um colapso nos sistemas de transporte. Tanto é que a Lei de Mobilidade Urbana, sancionada no dia 4 de janeiro após 17 anos em debate, prevê maiores responsabilidades para as prefeituras e exige um planejamento sólido em um prazo curto: três anos.
Sancionar a Lei foi a parte fácil. Complicado vai ser pesar a mão sobre as mais de 1600 cidades brasileiras com mais de 20 mil habitantes que agora estão obrigadas a se comprometer com o planejamento. Basicamente, o texto da Lei de Mobilidade Urbana elegeu o uso do transporte coletivo e a redução da emissão de poluentes como os desafios que podem mudar o panorama caótico que se afigura hoje.
Por outro lado, existe outro gargalo que precisa ser superado: a visão negativa da população sobre os transportes públicos – que encontra um forte respaldo na realidade. De acordo com uma pesquisa do Ipea divulgada em janeiro, 41% da população classificaram os transportes coletivos como ruins, enquanto apenas 30% consideravam bons. Para ajudar a cumprir os objetivos da Lei Nacional de Mobilidade Urbana, pelo menos cinco tendências podem – e devem – ser levadas em conta.
1. O caso Curitiba
A cidade paranaense é uma referência mundial por conta de seu sistema de transportes urbano – que reflete um projeto planejado e bem executado no setor público brasileiro. Há aproximadamente 30 anos foi criada a Rede Integrada de Transporte, um planejamento completo de transporte urbano que consistia em corredores para ônibus favorecendo viagens rápidas, estações de tubo localizadas em pontos estratégicos para o embarque de passageiros (que atualmente está mais eficiente com acesso facilitado para pessoas com necessidades físicas especiais), rotas otimizadas e estímulo a tarifas relativamente baixas.
Jaime Lerner, arquiteto e ex-prefeito, um dos responsáveis pela RIT, lembrou – durante a HSM Expomanagement 2011 – o que todo prefeito deveria saber ao assumir a posição: “planejamento de cidades toma tempo, mas nós temos que fazer. E aí, quando vamos vendo resultados importantes com ações simples e pontuais, nos motivamos a continuar o trabalho”. É evidente que cada cidade tem as suas particularidades, mas o modelo curitibano – que também precisa de ajustes – deve servir de inspiração para o planejamento urbano dos municípios.
2. Aplicativos móveis e redes sociais
A tecnologia dos smartphones e tablets, bem como as redes sociais, podem ser uma aliada bem conveniente para os usuários de transportes urbanos e da malha rodoviária. Entre janeiro e novembro de 2011, o volume de aparelhos conectados à internet aumentou 115%, atingindo 8,27 milhões de unidades comercializadas – segundo dados da consultoria GfK.
“Já se observa em algumas cidades a troca de informações sobre acidentes, obras, desvios e outros problemas de trânsito pelas redes sociais. Esta é uma tendência que deverá se ampliar nos próximos anos, não apenas no que diz respeito ao tráfego de automóveis, mas também para o transporte coletivo”, explica Romeu Bosse, gerente Comercial da Brascontrol – empresa do segmento de controle de tráfego.
Todavia, essa permuta de informações pode servir para o benefício de motoristas criminosos. “Avisar sobre blitz, por exemplo, é um ato contra a coletividade e atende ao interesse dos infratores. Essa atitude é um boicote a ação policial e mostra solidariedade com práticas criminosas como beber e dirigir. Você avisaria sobre operação da polícia contra os traficantes em uma favela no Rio de Janeiro?”, questiona Maria Amélia Marques Franco, especialista em Gestão de Trânsito e Mobilidade Urbana pela PUC-PR.
3. Novos conceitos de veículos urbanos
Mesmo com o incentivo ao uso do transporte público e implantação de rodízios nas metrópoles, quem tem um veículo próprio não costuma abrir mão do carro. Mas muitos motoristas, enquanto consumidores, consideram a redução da emissão de poluentes como um diferencial para o veículo. Com isso, o mercado deverá oferecer cada vez mais modelos menores, mais fluidos e elétricos.
Um exemplo de carro-conceito que está por desembarcar no mercado é o Geely McCar, que foi exposto no Salão do Automóvel de Xangai no ano passado. O veículo, alimentado por energia elétrica, vem acompanhado de uma pequena scooter no porta-malas. O carro tem uma autonomia de 150 quilômetros, enquanto o pequeno triciclo roda até 30 quilômetros quando totalmente carregado. Ainda não há previsão de lançamento, e a empresa – que adquiriu a marca Volvo em 2010 – não tem sucursal brasileira. Mas como os mercados emergente são ideais para modelos assim, o Geely McCar não deve demorar para desembarcar por aqui.
Já a General Motors apresentou um modelo bem mais ousado no design. O EN-V, ou carro-bolha – também movido a eletricidade – foi desenvolvido para minimizar o risco de colisões no trânsito. Pequeno, o veículo não dispõe de volante nem do aparato de segurança convencional, incluindo airbags e para-choque. Segundo o especialista do departamento de pesquisa e desenvolvimento da GM, Tom Brown, o EN-V foi desenvolvido para ser mais parecido com uma aeronave, de forma a evitar batidas.
4. Bicicletas como alternativa de transporte público
Elas são os meios de transporte sustentáveis por natureza. Não emitem poluentes, não afetam o trânsito e custam 30 vezes menos do que um carro. Em várias cidades muita gente decide encostar o carro durante alguns dias da semana para ir ao trabalho ou à escola de bicicleta com um custo baixo e o benefício imensurável do bem-estar físico. Várias cidades decidiram implementar um sistema de aluguel de bicicletas em determinados pontos da cidade, bem como investir na construção de ciclovias.
Em Barcelona, o sistema Bicing foi implementado há aproximadamente cinco anos, quando a cidade não dava a mínima para a bicicleta enquanto meio de transporte. Depois de pouco tempo, o sistema passou a ser considerado parte inextricável do transporte público metropolitano. O funcionamento é simples: o cidadão pode adquirir um cartão para o aluguel das bicicletas; depois é só passar em um ponto onde os veículos ficam estacionados, passar o cartão em uma leitora digital e… voilà: uma bike já está disponível para uso, e pode ser devolvida em qualquer outra estação onde existam vagas.
Várias cidades brasileiras já utilizam sistemas parecidos, não apenas metrópoles, mas também cidades de pequeno e médio portes. Existem pelo menos três desafios para que o modelo caia nas graças da população: o primeiro é integrar as bicicletas ao sistema de transporte urbano; o segundo é disponibilizar um bom número de bicicletas e estações em localidades estratégicas da cidade; e o terceiro é desburocratizar o sistema de aluguel.
5. Tecnologias de ponta
Empresas e universidades também realizam pesquisas e desenvolvem projetos por soluções na mobilidade urbana . Um exemplo é o Contreal, sistema de controle de tráfego de tempo real, que vem sendo desenvolvido pela Universidade Federal de Santa Catarina em parceria com a Brascontrol desde o ano 2000. De acordo com o especialista Romeu Bosse, a ferramenta possibilita que os semáforos sejam interligados entre si e conectados a laços indutores embutidos no piso das ruas e avenidas. O sistema controla o fluxo de veículos das vias e a “taxa de ocupação” (quanto maior o congestionamento, maior a taxa de ocupação) por meio dos laços.
O Contreal analisa informações de todas as avenidas monitoradas e determina qual a melhor programação para cada semáforo, com o intuito de facilitar o fluxo de veículos.. A ferramenta já foi implantada nas cidades de Macaé (RJ) e Mauá (SP) e possibilitou a redução do tempo de viagem nos dois municípios entre 20 e 30% e também do tempo de espera nos semáforos.

Texto Inicial: Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes
Texto do Portal Administradores: Eber Freitas, Fábio Bandeira, Mayara Emmily e Simão Mairins

Publicado em 29/02/2012 no site Blogpontodeonibus.

Mais uma cidade proíbe música alta em ônibus

  
ônibus música
Apesar de ser um ambiente coletivo que reúne diversas pessoas de diferenres gostos, crenças e hábitos, é necessário haver respeito ao próximo dentro dos ônibus. Recentemente, o número de passageiros que ouvem músicas altas nos coletivos tem provocado problemas de irritação nos motoristas e demais usuários. Cidades como Sorocaba, São Sebastião e Porto Alegre têm criado leis para impedir abuso e incômodos dentro dos veículos. Ilustração da internet
Sorocaba aprova fim de música alta em ônibus
Motoristas e passageiros do sistema reclamavam do som de aparelhos celulares e radinhos ouvidos em alto volume por outros usuários
ADAMO BAZANI – CBN

A polêmica (e irritante) prática de muitos passageiros de ouvirem músicas com o som alto em aparelhos de MP3, celulares, MP4, radinhos portáteis, etc dentro dos ônibus está proibida em Sorocaba, no interior de São Paulo.
A Câmara aprovou o projeto de lei do vereador Francisco França.
Além de causar irritação em motoristas, cobradores e demais passageiros, que não são obrigados a ter o mesmo gosto musical da outra pessoa no ônibus (isso sem contar quer a qualidade do som da maioria dos aparelhos é péssima), a prática estava tirando a concentração dos motoristas no trânsito e ao sinal de parada dos passageiros. As reclamações eram muitas e chegaram aos vereadores.
Agora o projeto segue para segunda votação.
Depois dessa votação, inicialmente cartazes serão afixados nos veículos para orientar os passageiros. Numa outra fase, fiscais percorrerão os ônibus e aplicarão multas de R$ 50,00 para quem não respeitar a lei.
Caso sejam crianças ou adolescentes ouvindo as músicas altas, os pais ou responsáveis serão multados.
O uso de aparelhos com fones de ouvido é permitido.
Em São Sebastião, no Litoral Norte de São Paulo, ouvir música em ônibus também é proibido. Em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, a Câmara aprovou uma lei que também aprovou a proibição de ouvir música em ônibus determina aos infratores multas de R$ 43 a R$ 216.
Na cidade de Salvador, na Bahia, há uma petição pública, para Câmara Municipal e Prefeitura para que as músicas em ônibus também sejam vetadas.

Publicado em 29/02/2012 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.
Blogpontodeonibus

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Novas normas para ônibus urbanos no Rio beneficiam passageiros



Na semana passada ao retornar de Copacabana para Jacarepaguá, quando é necessário fazer uso de duas linhas de ônibus, tive oportunidade finalmente de usar um veículo de uma das linhas provenientes do Centro com destino ao Barrashopping, desses de piso baixo que estão dentro das novas normas para a circulação de ônibus urbanos no RJ. Em verdade os ônibus do novo modelo ("Neobus") são o que existe de mais moderno no que tange ao design dos coletivos urbanos no país. Isso nos lembra dos anos 70 quando os ônibus de janela grande e lâmpada fluorescente causaram um grande furor entre os usuários.

A parte frontal externa destes novos coletivos que são integrantes dos sistemas BRS implantados no centro e zona sul é bem parecida com os carros que comporão o sistema BRT dos novos corredores de transporte (Transoeste e outros). É muito confortável ao usuário como pude sentir, poder fazer um tranquilo embarque sem ter que subir aquela série de incômodos degraus, geralmente dois e às vezes três. Essa nova estrutura torna bastante viável o embarque de pessoas idosas, crianças ou pessoas que tenham dificuldades de articulação na movimentação de joelhos e pernas. O mais fantástico é que facilita sobremaneira a entrada de cadeirantes que para entrar ou sair do mesmo não precisam da operação de nenhum elevador, bastando apenas ao motorista, cobrador ou qualquer pessoa levantar e abrir uma pequena rampa que liga o ônibus até a calçada. Assim o embarque ou desembarque de quem usa cadeira de rodas tornou-se possível no sistema de coletivos da cidade. Hoje, os elevadores existentes na metade da frota não funcionam ou não sabem ser operados por motorista ou cobrador que não recebe instruções da empresa para tal. O novo ônibus é composto internamente de duas seções com alturas de piso distintas.

A primeira na parte frontal do ônibus inicia junto ao motorista e segue até a metade do carro, na direção da porta de saída. Nesta, a altura interna do piso ao teto é maior do que a dos outros coletivos. Isso facilita a entrada de pessoas muito altas que nos coletivos normais são obrigados por vezes a dobrar a cabeça por ficar a mesma próxima ao teto (alguns turistas europeus com alta estatura passam por esse problema nos ônibus do Rio). Essa seção ocupa a maior parte do carro e em seu final fica o local destinado aos cadeirantes onde nitidamente dá se percebe que podem ser transportados dois a cada viagem.

A área de janelas inicial, maior do que as dos outros veículos promovem uma melhor ventilação. Já a segunda seção interna, onde o piso é mais alto, não é recomendada a viagem de pessoas idosas ou que possuam dificuldades em se manter de pé durante as viagens. Há pelo menos duas mudanças de nível de degraus da metade até o final do carro e o banco final (aquele múltiplo no final dos ônibus) fica em um nível mais alto do que os outros do carro. Uma placa luminosa no teto sinaliza a mudança de nível interno ("cuidado degraus") e isso é muito positivo.

O sistema de acionamento da campainha foi modernizado não existe o costumeiro cordão para puxar e sim campainhas de verdade por toda a parte alta do veículo. O passageiro quando aperta uma destas é ouvida em todo o coletivo uma voz feminina suave e bem definida de que "a parada foi solicitada" e placas com essa afirmação acendem-se e são se apagam quando o veículo parte do ponto onde parou e as portas se fecham. As portas de saída se abrem para fora do veículo, não ocupando assim espaço onde seriam originariamente localizadas as escadas (que nesse caso não existem).

O motorista parece estar em uma espécie de "trono" com uma pequena "cerca móvel" que o separa dos passageiros e o deixa a frente de um painel futurista um pouco mais alto do que uma pick-up. O mesmo conforto é sentido pelo cobrador que desta feita, fica do lado certo para receber os passageiros (a esquerda de quem entra). As empresas, linhas e modelos dos atuais coletivos infelizmente ainda não chegaram a uma conclusão e volta e meia dependendo da linha em que se embarque o cobrador fica a direita, por vezes a esquerda e assim dificulta o dia a dia do passageiro. O motor não faz barulho quase nenhum ou se o produz o nível e por várias vezes mais baixo do que o gerado nos demais coletivos. Neste veículo também não são sentidos solavancos e a "maciez" com que os carros circulam é admirável. Além do mais proporciona com que a velocidade de circulação possa ser maior porque é mais segura. Uma versão mais antiga (modelo anterior), porém muito bonita, já circula há pelo menos dois anos nas ruas em São Paulo.

A avaliação final como passageiro sobre o novo ônibus foi positiva e espera-se que muito breve essa versão constitua a maior parte dos ônibus em circulação no Rio. Infelizmente como já comentamos antes, a existência do exagerado número de quebra-molas nas estradas de Guaratiba e regiões de Santa Cruz e Campo Grande, será um entrave para adoção desse confortável modelo, pois há quebra-molas que chegam à altura de um degrau médio de escada.

Texto: Ronaldo Andrade Inácio
Foto: Divulgação

Publicado em 25/02/2012 no site http://www.portalguaratiba.com.br

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Bélgica prepara-se para testar os EuroCombi

Depois da Alemanha, a Bélgica prepara-se para iniciar os testes de circulação dos EuroCombi nas suas estradas. O novo secretário de Estado da Mobilidade deu seguimento ao trabalho do seu antecessor e rubricou a legislação que autorizará a circulação dos conjuntos rodoviários de 25,25 metros na Bélgica.

O próximo passo será a publicação no Jornal Oficial, após o que cada região belga deverá pronunciar-se sobre a realização dos testes de circulação no respectivo território. Ao que tudo indica, a região da Flandres poderá tomar a dianteira do processo, na sequência de uma auscultação aos transportadores sobre os itinerários em que serão autorizados os textos. Foram sugeridos 148, mas aprovados apenas seis. E mesmo aí a circulação estará sujeita a condições, relativas nomeadamente à segurança rodoviária.

Até que os primeiros EuroCombi possam, de fato, circular haverá ainda que alterar a legislação flamenga e instalar o serviço que gerirá a concessão das autorizações para a circulação dos mega-caminhões. Os mais otimistas acreditam que tudo estará pronto, e que os testes irão ser iniciados ainda antes do final do ano corrente.

A Alemanha também autorizou há pouco as experiências com os EuroCombi, mas até ao momento a adesão dos transportadores tem sido reduzidíssima.

Fonte: Transporte & Negócios

Publicado em 20/02/2012 por Rafael Brusque Toporowicz no site http://blogdocaminhoneiro.com

CIDADE DOS ÔNIBUS TEM ADESÃO DA MAIOR PARTE DAS EMPRESAS


Cidade dos ônibus
Ônibus em Campo Grande. Com a Cidade dos Ônibus, cerca de 600 veículos rodoviários que não precisam passar pelo centro de Campo Grande vão deixar de circular pela região central. Objetivo é reduzir custos das empresas, que deixarão de realizar viagens ociosas de suas garagens aos pontos finais e diminuir o número de ônibus fora de serviço circulando na cidade, o que vai auxiliar no trânsito. As empresas vão compartilhar postos de abastecimento, refeitórios, creches, unidades de capacidade e outros itens de estrutura no mesmo espaço que vai reunir diversas garagens.
Maior parte das viações aderiu à Cidade dos Ônibus
Empreendimento em Campo Grande vai reunir garagens em uma única área e diminuir o tráfego de ônibus vazios pelo centro de cidade.
ADAMO BAZANI – CBN

Prevista para ser inaugurada até o final deste ano, a Cidade dos Ônibus já teve a adesão de 17 empresas das 19 companhias de ônibus de Campo Grande no Mato Grosso do Sul.
A iniciativa, que vem sendo desenvolvida nos últimos anos, deve sair do papel em breve e é inédita no País.
O objetivo é reduzir as viagens ociosas dos ônibus, ou seja, o trajeto que os veículos fazem da garagem ao ponto final e evitar que ônibus fora de serviço transitem pelas ruas e avenidas com problemas de congestionamento na região central da cidade.
Isso reduz os custos dos transportadores, que não precisam gastar horas de trabalho dos funcionários e combustível com viagens sem necessidade e alivia o trânsito na região central.
O empreendimento que custará R$ 50 milhões vai ocupar uma área de 22 hectares e reunirá num único local várias garagens de ônibus.
Os custos das empresas também serão reduzidos pois elas compartilharão postos de abastecimento, refeitórios, alojamentos, creches, lavadoras, postos bancários, estacionamento para 150 veículos de passeio e uma unidade de capacitação de trabalhadores do setor de transportes do Sest/Senat.
As empresas que se instalarem na Cidade dos Ônibus, que fica numa área hoje ociosa da região das Moreninhas contarão com incentivos tributários do Prodes – Programa de Desenvolvimento Econômico e Social.
A área fica perto do macro-anel rodoviário e com a conclusão da obra, cerca de 600 ônibus rodoviários que não precisam passar pelo centro deixarão de percorrer a área.
A Cidade dos Ônibus deve atrair para a área outros empreendimentos, entre particulares e unidades habitacionais, que devem provocar um adensamento de cerca de 15 mil 600 moradores.
A iniciativa pode ser copiada por outras cidades, desde que ofereçam áreas com estrutura para reunir um grande número de ônibus, isto é, com vias largas e pouco movimentadas e com uma certa distância de zonas residenciais por conta do barulho dos ônibus saindo das garagens já nas primeiras horas da madrugada.

Publicado em 20/02/2012 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.
Blogpontodeonibus

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Lançado na Europa novo eixo que consome 5% menos combustível

O sistema pneumático de exio tandem (sistema que compensa irregularidades do terreno para distribuir melhor o peso da carga) foi especificamente desenhado para aplicações pesadas que necessitem de tração adicional ou limitados pela ausência de pista. O SR1360T eixo tandem é 375 kg mais leve que os outros do segmento.
Este novo eixo faz parte dos planos da DAF ATe (Advanced Transport Efficiency, ou eficiência avançada de transporte) para reduzir o consumo de combustível, as emissões nocivas ao ambiente e melhorar a eficiência do caminhão.
O SR1360T está disponível em todos os caminhões 6×4 e 8×4 do DAF CF85 e XF105 comercializado na Europa. Há duas versões, uma com especificação técnica entre 21 e 26 toneladas que suporta arrastar até 70 toneladas, e outra para aplicações especiais, o GCW, que aguenta até 120 toneladas. A manutenção também é reduzida, sendo necessária a cada três anos ou 450 mil quilometros.

Fonte: Brasil Caminhoneiro

Publicado em 16/02/2012 por Rafael Brusque Toporowicz no site http://blogdocaminhoneiro.com

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

OFICIALIZADA JOINT VENTURE ENTRE MARCOPOLO E CAIO

 
onibus ônibus
Ônibus da Marcopolo. A maior encarroçadora de ônibus do País anunciou oficialmente a formação de uma joint venture com outra gigante nacional do setor, líder em ônibus urbanos. Acionistas da Marcopolo e da Caio vão fazer peças e acessórios para o mercado interno e carrocerias para o mercado externo. Foto: Adamo Bazani
Marcopolo oficializa Joint Venture com Caio Induscar
Anúncio foi feito na noite desta quarta-feira e cria parceria para distribuição de peças e acessórios para o mercado interno e exportações de carrocerias de aplicações específicas.
ADAMO BAZANI – CBN

As especulações sobre a união entre acionistas das duas maiores encarroçadoras de ônibus do Brasil eram grandes. As intenções entre as duas companhias já tinham sido anunciadas e criava-se a expectativa de um dos maiores negócios do setor de produção de ônibus.
E foi na noite desta quarta-feira, dia 15 de fevereiro de 2012, que em nota, foi anunciada a criação de uma joint venture formada pelos acionistas das duas gigantes da produção de carrocerias de ônibus.
A parceria envolve a Twice Investimentos e Participações, integrada por acionistas da Caio Induscar, e a controlada da Marcopolo, Syncropats Comércio de Distribuição de Peças Ltda.
MERCADO INTERNO E MERCADO EXTERNO:
A parceria entre as duas empresas vai possibilitar negócios no mercado interno e no mercado externo.
Para o Brasil, a joint venture vai fazer peças e acessórios para carrocerias de ônibus e implementos.
As duas empresas vão produzir a “quatro mãos” carrocerias especiais para serem exportadas. Por enquanto, estão descartadas as produções de carrocerias para o Brasil, até por conta da grande participação individual no mercado que cada uma possui. A Marcopolo lidera o mercado geral de carrocerias no Brasil e a Caio lidera a produção de modelos urbanos.
INVESTIMENTOS E INDEPEDÊNCIA:
Os investimentos previstos para este primeiro ano serão de R$ 10 milhões, divididos em partes iguais.
A Marcopolo, em nota, garante, que apesar da parceria, tanto ela como a Caio continuarão agir de maneira independente no mercado interno, com produtos de características próprias, bem como a joint venture também será “independente”:
“Destaca-se que a nova empresa deverá atuar com completa independência das partes, inclusive seus produtos deverão ter design e marcas próprios”.

Publicado em 16/02/2012 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.
Blogpontodeonibus

Vida útil do motor do seu veículo depende de manutenção

    Grande parte dos motoristas sabe que o motor é o componente de maior valor agregado do veículo, seja de um automóvel, caminhão, ônibus ou máquina agrícola, o que nem todos têm conhecimento é que alguns cuidados simples ajudam a manter a vida útil do produto. “Quando o motorista faz a manutenção adequadamente, seleciona o combustível e utiliza bom lubrificante e filtros, acaba gerando maior durabilidade ao motor do veículo”, afirmou José Arnaldo Laguna, presidente do Conarem – Conselho Nacional de Retíficas de Motores. Segundo Laguna, a correta manutenção é fundamental também para prolongar a vida útil do motor e trazer economia ao bolso do consumidor caso haja a necessidade de recorrer à retífica.
O custo é variável. Mas, segundo Laguna, retificar o motor é mais econômico do que comprar um remanufaturado ou novo porque, muitas vezes, se consegue aproveitar componentes de maior valor do motor, como comando de válvulas, jogo de bielas, bloco, cabeçote e bomba de óleo. Estima-se que o valor do reparo do motor de um caminhão é da ordem de 20% do preço de um novo.
Levar o veículo em uma retífica especializada e de confiança é preciso para a realização de um bom serviço. Além de contarem com ferramentas adequadas para a reparação do motor, as retíficas associadas ao Conarem seguem a norma da ABNT NBR 13032, que norteia o diagnóstico do profissional. “São procedimentos necessários para identificar o que deve ser reparado”, comentou. Há a retirada do motor do veículo, esgotamento do óleo usado, desmontagem técnica, limpeza química das peças e levantamento de todos os componentes que devem ser reaproveitados, usinados ou substituídos.
“Por meio de um processo de desmontagem do motor e limpeza química, o profissional consegue diagnosticar quais são os componentes que podem ser reaproveitados sem interferência de usinagem”, comentou o presidente da entidade. Algumas peças terão que ser substituídas obrigatoriamente como pistões, aneis e bronzinas, enquanto molas de válvulas poderão ser reaproveitadas e outras, como: guia, sede de válvula, camisa de cilindro, biela e virabrequim, terão que ser usinadas.
Vantagens sobre o remanufaturado
Segundo Laguna, o diferencial da retífica para o remanufaturado é que o proprietário do veículo manda o motor fechado para a fábrica e compra também fechado. “Não se sabe a medida do virabrequim, situação do bloco e da dimensão do cabeçote. Você pode usar uma vez o conjunto e caso precise abrir novamente o motor para retificar o virabrequim ou bloco pode identificar que eles já estavam na última medida”, advertiu. Haverá necessidade de comprar peças novas. Ao fazer a retífica do motor, o consumidor recebe um relatório e nota fiscal com todas as peças que foram substituídas e com as medidas ordenadas nos processos principais do motor. “Com isto, você tem uma projeção de quantas vidas úteis o motor ainda terá”, finalizou.

Fonte: Portal SEGS
Publicado em 14/02/2012 por Rafael Brusque Toporowicz no site http://blogdocaminhoneiro.com

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Você já ouviu falar em Pit Stop de Ônibus?

  
ônibus
Parte da equipe de manutenção da Leblon de Mauá na área onde é realizada a inspeção dos ônibus. Como um Pit Stop de Fórmula Um, o ônibus chega da viagem e antes de ser recolhido tem os principais itens verificados pelos profissionais: pneus, elétrica, funilaria e mecânica são pontos analisados detalhadamente. Ação não substitui manutenção preventiva e corretiva tradicional. É uma ação que se soma para dar garantias de segurança, conforto e cumprimento de viagens para os passageiros. Foto: Adamo Bazani.
Um Pit Stop para sua a segurança e serviços mais confiáveis
Grupo Leblon traz para Mauá sistema de verificação das condições do ônibus para detectar eventuais problemas prematuramente e diminuir as ocorrências de quebras durante as viagens.
ADAMO BAZANI – CBN

A verificação é completa. O veículo para e instantaneamente tem todos os principais itens analisados por uma equipe de profissionais: pneus, freios, suspensão, parte elétrica e direção. Estando tudo em ordem ou após possíveis correções, ele pode rodar com toda a segurança, oferecendo o melhor nas pistas e tudo que o fabricante incorporou em relação a conforto e desempenho.
Logo de cara, a impressão que se pode ter é de que o texto se refere a um Pit Stop de Fórmula Um, quando o carro tem uma revisão completa e rápida para continuar na corrida.
O princípio é semelhante, mas toda esta ação é voltada para ônibus e é empregada pelo Grupo Leblon Transporte de Passageiros em Mauá.
O trabalho de verificação de condições dos veículos logo que eles chegam das ruas já é feito pelo Grupo Leblon no Paraná que traz a inovação para o município de Mauá.
“É uma garantia a mais para a população de que o índice de quebras dos veículos continuará a ser reduzido. O passageiro também conta com mais segurança e maior certeza do cumprimento de viagens” – destaca o coordenador de manutenção Marcos da Silva, da Leblon de Mauá.
Toda a vez que os ônibus chegam das ruas, eles passam imediatamente por uma valeta de inspeção. Nela, três profissionais, um embaixo ônibus, outro do lado externo e outro dentro, verificam a parte elétrica, o que inclui o funcionamento das luzes de sinalização, essenciais para segurança, a funilaria, os pneus e a parte mecânica, como freios, suspensão, eixos, sistema de direção e tantos outros equipamentos fundamentais para a segurança e conforto.
Enquanto um profissional na valeta inspeciona toda a parte de baixo do ônibus, na carroceria todas as principais funções são analisadas, desde o acionamento dos botões de solicitação de parada, a afixação dos balaústres. O elevador para portadores de necessidades especiais é verificado também toda a vez que o ônibus chega e toda a vez que o ônibus sai da garagem.
Esta prática otimiza a manutenção e minimiza o tempo que os ônibus ficam parados por conta de problemas mecânicos, o que aumenta a disponibilidade dos veículos para a população.
Além disso, pode detectar eventuais problemas logo no início, diminuindo o risco de os ônibus quebrarem nas ruas ou ficarem na garagem para longos reparos.
“Não importa se, por causa da escala, o ônibus vai voltar por dia a garagem uma, duas, três, quatro vezes. Sempre vai ser feito este procedimento, quantas vezes por dia for preciso” – conta Marcos.
Ele também diz que estas verificações não substituem as manutenções tradicionais, como a preventiva, determinada pela quilometragem, modelo e perfil da linha do ônibus, e as intervenções corretivas habituais.
“Não tem substituição, é uma ação mais. Ônibus com manutenção em dia é pensar no bem estar, na segurança, no conforto e no cumprimento das viagens para o passageiro” – concluiu.

Publicado em 13/02/2012 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.
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sábado, 11 de fevereiro de 2012

Ônibus cada vez mais pesados …. no bolso do trabalhador

   
inflação
As passagens de ônibus pressionaram os índices de inflação em janeiro de 2012, que foi o maior mensal dos últimos 09 meses. O IPC- A de janeiro foi de 0,56%. Em dezembro este índice foi de 0,50%. Transporte e alimentação representaram 61% do IPC – A de janeiro. E para fevereiro, a perspectiva é a mesma, já que várias cidades ainda estão aumentando as passagens. A preocupação dos economistas é que os transportes consomem parcela significativa dos ganhos dos trabalhadores, chegando a ¼. Entre as alternativas para reduzir os custos dos transportes estão a racionalização do sistema, prioridade aos transportes com corredores que deixam os transportes mais eficientes e distribuição por toda a sociedade dos custos dos serviços que hoje incidem apenas sobre os passageiros. Na região metropolitana do Rio de Janeiro o aumento das tarifas de ônibus foi o que mais causou impacto para o cidadão.
Ônibus puxa inflação de janeiro
Aumentos das passagens urbanas fizeram a inflação mensal ser a mais acelerada dos últimos nove meses
ADAMO BAZANI – CBN

Que os aumentos das passagens de ônibus pesam no bolso do cidadão, principalmente do trabalhador de mais baixa renda, não precisa ser nenhum economista para saber.
Mas os economistas ajudaram a quantificar este peso e constataram que os reajustes das tarifas de ônibus pressionaram ainda mais que o normal os índices de inflação.
O IPCA – A , Índice de Preços ao Consumidor Amplo, neste mês de janeiro ficou 0,56% mais alto. O IPCA- A leva em conta uma cesta dos principais gastos da população brasileira e compara com o poder de compra que é determinado também pela inflação.
É o maior IPCA –A mensal dos últimos nove meses. De dezembro para janeiro, o índice pulou de 0,50% para 0,56%.
Nas capitais onde houve aumento das passagens de ônibus, o impacto da inflação foi mais forte como confirmou em coletiva a coordenadora do índice de preços apurado pelo IBGE, Eulina Nunes dos Santos.
“Os reajustes de ônibus em geral se concentram no início do ano, e tivemos aumento, nesta tarifa, em Belo Horizonte, Recife e no Rio. A mais prejudicada pela alta da inflação foi a região metropolitana do Rio de Janeiro, onde o IBGE apurou alta de 1,1% do IPCA, a maior entre 11 pesquisadas. A região passou pelo maior reajuste de ônibus no País, além de ter amargado prejuízos com os temporais do começo do ano”.
Eulina informou que os aumentos dos transportes e alimentos foram responsáveis por 61% do IPCA – A de janeiro.
Um alento é que o índice no acumulado de 12 meses, o que conta os meses quando não houve aumento de tarifa de ônibus, registrou alta de 6,22%, a mais baixa dos últimos dez meses e abaixo da meta da inflação para 2012 que é a mesma de 2011: 6,50%.
Economistas se dividem quanto ao rompimento ou não da meta da inflação e dizem que o índice acumulado dos últimos meses está muito perto dessa meta, diminuindo a margem de segurança.
Os ônibus ainda devem continuar pressionando a inflação em fevereiro, já que em várias cidades e regiões metropolitanas ainda ocorrem reajustes nas tarifas.
ÔNIBUS É CARO, SIM SENHOR!
O valor das passagens de ônibus nas principais capitais e cidades do País é alto não apenas em relação à qualidade dos serviços prestados, mas também se for levado em consideração o quanto ele consome da renda do trabalhador. Em 30% dos casos, as passagens de ônibus ou outros meios de transportes representam 25% dos ganhos dos cidadãos, o que é muito.
Mas como solucionar o problema?
Através do próprio sistema.
Racionalizar (que não significa cortar linhas ou diminuir frota), de modo que os custos possam cair sem prejuízos a oferta de transportes é uma das alternativas. E a prioridade aos transportes coletivos no espaço urbano é a forma mais eficiente de racionalização. Em corredores exclusivos, menos ônibus conseguem fazer mais viagens porque não ficam presos no trânsito. Isso reduz custos.
Comparativo pode ser traçado entre as capitais Curitiba e São Paulo. Curitiba possui uma rede de transportes composta por corredores exclusivos do tipo BRT de fato. Além disso, o pré-embarque, que é o pagamento das passagens de ônibus antes da entrada no veículo, ajuda aumentar ainda mais a velocidade operacional dos coletivos. No sistema de Curitiba, que envolve a região metropolitana, por R$ 2,50 é possível percorrer várias cidades e nas estações tubo ou corredores, o passageiro pega quantos ônibus quiser ou precisar.
Já na cidade de São Paulo, cuja demanda de passageiros é maior, a quantidade de corredores de ônibus é demasiadamente pequena. O prefeito Gilberto Kassab não entregou nenhum dos 66 quilômetros de corredores que prometeu para toda sua gestão que termina agora em 2012.
Os ônibus em sua maioria ficam presos em longos congestionamentos, gastando a toa combustível, peças e outros insumos. Para cumprir os intervalos propostos, por conta dos congestionamentos, as empresas têm de colocar mais ônibus que o normal para a extensão do trajeto, o que representa mais gastos. A passagem em São Paulo é de R$ 3,00. Há o Bilhete Único que diferentemente de Curitiba limita o número de viagens num determinado tempo: 4 viagens em 3 horas.
A pura comparação entre Curitiba e São Paulo pode não ser justa pela disparidade de números entre as duas cidades, mas há elementos de racionalização e priorização dos transportes em Curitiba que poderiam ser adaptados à realidade de São Paulo e diminuírem os custos dos transportes para os passageiros.
Além da melhor operação do sistema, outra alternativa a ser tomada em conjunto é a distribuição dos custos dos transportes para toda a sociedade. No atual contexto das cidades, o transporte público beneficia não apenas o passageiro, mas todos os cidadãos, inclusive quem só usa carro, na medida que ajuda no combate de problemas que atingem a todos: poluição e congestionamentos. Se a cidade tem o trânsito ruim hoje, imagine sem transporte público?
Mas os custos dos transportes são só assumidos pelos passageiros pagantes, inclusive que pagam as gratuidades que são direitos legais.
Assim, deve haver incentivos de desoneração tributária e subsídios de modo que toda a sociedade contribua para a os transportes coletivos.
Mas estes incentivos devem ser transformados realmente em diminuição das tarifas com fortes exigências sobre os empresários em relação a isso, para não haver o risco de alguns donos de empresas de ônibus ganharem os benefícios e continuarem a aumentar as passagens de forma desenfreada.
O índice de inflação de fevereiro promete e novamente um dos pesos maiores serão as tarifas de ônibus.

Publicado em 11/02/2012 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.
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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Na festa da Uva 2012 a Agrale conta a trajetória dos seus 50 anos

No estande da Agrale os visitantes conhecerão, através das imagens dos painéis, a história da empresa, que surgiu em 1962, com a denominação inicial de Indústria Gaúcha de Implementos Agrícolas S.A. – Agrisa, para fabricar microtratores de duas rodas. Em 1965, foi adquirida pelo Grupo Francisco Stedile, transferiu para Caxias do Sul como Agrale S/A e transformou-se em uma das principais montadoras do setor automotivo brasileiro.
Os painéis resgatam alguns dos principais momentos da companhia, como os lançamentos do primeiro microtrator de quatro rodas, o Agrale 415, em 1967; do primeiro caminhão, o TX 1100, em 1982, precursor da atual família de veículos da marca e que foi lançado há 30 anos, e da linha de utilitários Marruá, em 2004, para atendimento das Forças Armadas. Outros destaques são as parcerias de sucesso firmadas, em 1988, com a Deutz, fabricante de tratores pesados, e em 1998, com a Marcopolo, para desenvolvimento e fornecimento de chassis completos para os miniônibus Volare, e com a norte-americana Navistar, para montagem dos caminhões International no Brasil.
A empresa também apresentará suas linhas atuais de produtos, como o trator BX 6180 com cabine, modelo de maior potência da fabricante, com 168 cv; trator 5075.4 da Linha 5000; trator 4100.4 (pintado exclusivamente na cor verde para destacar a utilização do Biodiesel B25 e réplica do modelo apresentado ao presidente Lula na Festa da Uva 2006); o novo caminhão 8700 da linha 2012, com motorização Proconve P7 (Euro 5); utilitário Marruá Militar AM1, e três motores diesel da família Agrale Lintec.
A edição da Festa da Uva 2012 será realizada nos Pavilhões de Exposições, em Caxias do Sul, entre os dias 16 de fevereiro e 4 de março.
Fonte: Secco Consultoria

Publicado em 10/02/2012 por Rafael Brusque Toporowicz no site http://blogdocaminhoneiro.com

Porto Velho coloca mais 10 ônibus novos no sistema

    
Rio Madeira Porto Velho
A empresa Rio Madeira apresentou dez ônibus novos para o sistema municipal de Porto Velho, em Rondônia. Em dezembro, foi a vez da Três Marias também colocar dez veículos 0 km em operação. A compra dos ônibus faz parte de um acordo entre prefeitura e empresas realizado no ano passado nas negociações para o último reajuste das tarifas. A Rio Madeira era para apresentar os veículos antes, mas a alta procura por ônibus em 2011 fez com que a fabricante Mercedes Benz só entregasse agora os veículos. Tanto os ônibus da Rio Madeira como os da Três Marias Não vão substituir os antigos, eles representarão acréscimo na frota da cidade. Em breve, os ônibus municipais devem ser monitorados por GPS, o que vai facilitar a fiscalização do sistema e ações rápidas em caso de problemas.
Porto Velho recebe mais 10 ônibus novos
Ônibus foram entregues pela empresa Rio Madeira e fazem parte de acordo entre poder público e viações estabelecido nas negociações no reajuste das tarifas.
ADAMO BAZANI – CBN

O sistema municipal de transportes de Porto Velho, em Rondônia, recebeu mais dez ônibus novos nesta quinta-feira.
Os ônibus foram entregues pela Empresa Rio Madeira. Em dezembro, foi a vez da Três Marias apresentar veículos novos.
A renovação da frota faz parte de um acordo entre a prefeitura de Rondônia e as empresas de ônibus durante as negociações no ano passado para o aumento das tarifas de transportes coletivos.
A Rio Madeira já deveria ter entregado os veículos em dezembro também, mas a alta procura por ônibus no mercado que ocorreu em 2011, fez com que a Mercedes Benz só conseguisse finalizar os veículos e entregar agora.
Todos os ônibus possuem elevadores para acesso de passageiros que usam cadeira de rodas, espaço para fixação das cadeiras, para cão guia e balaústres em relevo para facilitar o cotidiano nos transportes de quem possui deficiência visual.
Os ônibus seguem as mais modernas normas de dimensões e segurança, com faixas refletivas na lataria, saídas de emergência de fácil manuseio e espaço maior entre os bancos.
A Prefeitura destacou que os novos 20 ônibus das duas empresas não se tratam de substituição de veículos antigos, mas de acréscimo de frota, o que deve diminuir o tempo de espera para os passageiros.
Em breve, os ônibus devem contar com GPS para melhorar a fiscalização, o monitoramento e permitir ações rápidas em caso de ocorrências que prejudiquem a prestação de serviços nos transportes.
Os novos dez ônibus da Rio Madeira devem começar a prestar serviços na próxima semana.

Publicado em 10/02/2012 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.
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Manual mostra que cuidados com o diesel diminuem poluição e trazem economia ao setor de transporte

A Confederação Nacional do Transporte (CNT) e o Sest/Senat lançam um manual com orientações para manter a qualidade do óleo diesel B. O óleo diesel B é o combustível obtido a partir da adição de biodiesel ao diesel, mistura comercializada atualmente no Brasil e que apresenta uma série de benefícios ambientais, estratégicos e qualitativos. O governo brasileiro adotou-o na matriz energética em 2005, com a aprovação da Lei nº 11.097. Desde 2010, após o aumento do percentual do biodiesel para 5%, o assunto ganhou ainda mais relevância. Hoje, todo o óleo diesel vendido no Brasil possui biodiesel.

A intenção do manual é incorporar ao setor de transporte de cargas e de passageiros uma rotina que preserva a qualidade do óleo diesel B. Com esse cuidado, as vantagens para o setor serão muitas, como redução de custos, melhoria na gestão do combustível, maior eficiência energética e menor desgaste de motores e peças. Outro benefício importante é a diminuição dos índices de emissão de poluentes, mais uma preocupação do Programa Despoluir, que preza pelo desenvolvimento sustentável do setor.
Mas, para aproveitar esses benefícios, existem procedimentos básicos que devem ser adotados em todas as etapas do processo: transporte, recebimento, armazenamento e uso. São essas as medidas – verificadas após a produção – que exigem maior atenção dos transportadores. Se bem executadas, elas garantem a qualidade do óleo diesel B utilizado pelos veículos pesados.
Para evitar sua deterioração, por exemplo, é preciso estar atento a uma eventual contaminação por água – para não correr esse risco, drenagens periódicas devem ser realizadas. Os tanques de armazenagem devem estar totalmente limpos e o combustível só pode ser estocado por, no máximo, um mês. Essas e todas as outras ações essenciais estão listadas no manual.
As informações são úteis aos técnicos responsáveis pela manutenção de frotas e pela gestão das empresas. Para o presidente da CNT e do Sest Senat, Clésio Andrade, a publicação é fundamental para o desenvolvimento do setor de transporte de cargas e de passageiros e para a preservação do meio ambiente. “Para obter melhores resultados, é preciso aprimorar as práticas do setor, adotando as formas mais corretas e eficientes de manusear o óleo diesel B”, destaca Clésio.

Futuro
Outro motivo para valorizar o tema: o Brasil é o segundo colocado no ranking mundial de fabricação de biodiesel, atrás da Alemanha. Em 2011, foram 2,4 bilhões de litros produzidos, segundo dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP). Por causa de fatores como o clima favorável, a disponibilidade de milhões de hectares e a diversidade de oleaginosas, que são matérias-primas à produção do biodiesel, o país tem capacidade para se tornar o principal fornecedor mundial do combustível.

Publicado em 08/02/2012 por Rafael Brusque Toporowicz no site http://blogdocaminhoneiro.com

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Ônibus pode ser alternativa para acordo entre Brasil e México

Ônibus brasileiro pode ajudar numa busca de solução para o acordo entre o Brasil e o México. Em 2011, por conta do ACE 55 – Acordo de Complementação Econômica, a balança comercial automotiva entre os dois países registrou déficit de US$ 1,17 bilhão para o Brasil. Uma das causas, é que pelo acordo de produção firmado em 2003, o México faria carros de maior valor agregado e o Brasil carros compactos. A expectativa era de o Brasil produzir mais e acabar compensando a diferença no volume de vendas. Mas o mercado de carros de maior valor no Brasil cresceu e o México começou a vender mais, o que em linhas gerais, causou o desequilíbrio. Os embarques de ônibus brasileiros para o México ajudariam a começar a equilibrar as relações. A indústria brasileira de ônibus e caminhões é maior e por mais básicas que sejam as versões, os ônibus possuem significativo valor agregado. 

Acordo entre Brasil e México pode beneficiar exportações de ônibus
O aumento da venda de veículos comerciais brasileiros foi uma das propostas para equilibrar a balança do setor automotivo entre os dois países.
ADAMO BAZANI – CBN

As negociações em torno do acordo automotivo entre o Brasil e o México prometem vários capítulos, mas algumas idéias têm surgido.
Em 2011, na relação entre os dois países, o Brasil teve um déficit de US$ 1,17 bilhão, o que acendeu o sinal de alerta brasileiro. Houve até ameaça de rompimento do acordo que prevê isenção de taxas de importação sobre os veículos mexicanos.
Apesar do déficit, tal rompimento também não seria extremamente vantajoso para o Brasil.
Uma das idéias apresentadas nesta quarta-feira, dia 08 de fevereiro de 2012, entre representantes dos governos mexicano e brasileiro, numa reunião em Brasília, engloba justamente o segmento de ônibus.
De acordo com a proposta, para equilibrar as relações, os embarques de ônibus, caminhões e veículos comerciais brasileiros para o México devem receber mais incentivos.
Assim, mais ônibus brasileiros seriam vendidos para o país até agora parceiro.
As matrizes das indústrias tanto instaladas no Brasil como no México são as mesmas, mas a escolha do tipo de produção que elas dão às filiais é o que tem gerado impasse entre os dois países.
A produção acertada em 2003 previa que no Brasil fossem feitos carros compactos e básicos e no México os de maior valor agregado.
A ideia no início era de que o Brasil ganhasse na demanda, vendendo mais carros baratos, e o México no valor, vendendo menos, porém com maior preço.
Mas o crescimento da renda de parte do consumidor brasileiro, além de facilidades em financiamentos, fez com que a parcela do mercado em busca de carros com maior valor crescesse, o que desafiou a lógica do acordo.
Além de refazer este tipo de acordo de produção, a ideia de exportar para o México mais ônibus e mais caminhões ganha diversas justificativas.
A primeira delas é que este tipo de veículo, mesmo com incentivos fiscais, já possui maior valor agregado, mesmo nas versões mais básicas. Outra argumentação é que a indústria brasileira de ônibus e caminhões é maior que a mexicana.
Apesar de não ter havido um acordo decisivo e as negociações continuarem, as propostas envolvendo os ônibus e caminhões brasileiros ganham força.
Pelo Brasil, as negociações são conduzidas pela secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Tatiana Prazeres. As negociações pelo México estão a cargo do subsecretário de Comércio Exterior, Francisco Rosenzweig, além do subsecretário de Relações Exteriores, Rogélio Granguillhome.
Inicialmente, por ser extremamente vantajoso para o México, o governo do país não quis abrir mão do acordo ACE 55 (Acordo de Complementação Econômica).
Para o setor de produção de ônibus, a alternativa não vem em melhor hora. Em 2011, houve antecipação na renovação de frota para os empresários aproveitarem as unidades mais baratas que seguiam normas antigas de restrição de emissão de poluição, e há estimativa de desaquecimento do mercado interno. Essa queda de produção poderia ser compensada em parte com o mercado externo.

Publicado em 09/02/2012 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.
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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Araraquara quer se tornar referência em mobilidade

Trolebus
Araraquara, no Interior Paulista, já foi referência em transportes quando operava um dos sistemas de trólebus de maior destaque do País, entre os anos de 1950 e início dos anos 2000. Mesmo sem a volta dos ônibus elétricos, Araraquara quer voltar a ter o status e deve investir em corredores de ônibus, ciclovias, melhorar tratamento aos pedestres e modernização na sinalização de trânsito. Para isso, foi formada uma parceria entre a USP em São Carlos, também no Interior Paulista, e prefeitura de Araraquara. Foto – Arquivo da CTA – Companhia de Tróleibus de Araraquara.
Araraquara quer se tornar referencial em transportes com corredores de ônibus
Parceria foi firmada entre USP e Prefeitura para realizar estudos sobre mobilidade e inclui ciclovias e mais respeito ao pedestre
ADAMO BAZANI – CBN
Corredores exclusivos para ônibus com o objetivo de priorizar os transportes públicos e deixar as viagens mais rápidas e confortáveis, ciclovias para estimular deslocamentos de curta e média distância sem nenhum impacto ambiental, readequação viária e do fluxo de veículos, melhor tratamento para o pedestre. São ações que podem ser consideradas, se tomadas em conjunto, como ideais para o ir e vir das pessoas com qualidade, a tão chamada mobilidade.
E Araraquara, no Interior Paulista, quer se tornar referencial no setor.
A cidade já foi destaque em mobilidade não poluente quando em 1958 foi criada a CTA – Companhia de Tróleibus de Araraquara para operar os ônibus elétricos. O sistema de trólebus parou de operar em 1999, quando havia três linhas somente. Em março de 2000 uma linha foi reativada, mas em novembro do mesmo ano, o sistema de ônibus movidos a eletricidade foi aposentado.
Mesmo sem planos de reativar os trólebus, o que é defendido por vários especialistas, a cidade quer voltar a ser referencial.
Para isso, vai realizar um estudo amplo sobre mobilidade.
O estudo será possível por uma parceria oficializada nesta terça-feira, dia 07 de fevereiro de 2012, entre a unidade de São Carlos, também no interior Paulista, da USP (Universidade de São Paulo), e a Prefeitura de Araraquara.
A parceria foi assinada entre o prefeito de Araraquara, Marcelo Barbieri, e o professor titular da USP, Coca Ferraz, especialista em trânsito e transportes.
Avenidas de grande movimento como Sete de Setembro e Henrique Lupo são as mais cotadas para receber os corredores de ônibus e as ciclovias, ambas estruturas que também trazem vantagens ambientais. Nos corredores, os ônibus conseguem fazer mais viagens e com um tempo reduzido, o que deixa o transporte público mais atraente, diminuindo o número de carros nas ruas. Os ônibus também têm um melhor desempenho, não ficando no para e anda dos congestionamentos, e podem ser maiores, o que possibilita a substituição de mais ônibus de porte menor, contribuindo também para a redução da emissão de poluentes.
As ciclovias são apontadas como soluções ideais para deslocamentos sem emissão de poluição e a custos baixos.
O estudo prevê a simulação de testes em laboratórios e em campo, envolvendo ônibus, bicicletas e equipamentos de sinalização.
Todo o estudo terá o apoio da Fipai – Fundação para o Incremento da Pesquisa e Aperfeiçoamento Industrial da USP, em São Carlos.

Publicado em 08/02/2012 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.
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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

ABNT divulga projetos de normas para transporte de produtos perigosos

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) divulgou dois projetos de normas citados na regulamentação do transporte de produtos perigosos no país. Até o final de março, os dois projetos estão disponíveis para consulta nacional e os setores interessados nas discussões podem enviar contribuições à ABNT.

O primeiro projeto, disponível até 22 de março, trata dos equipamentos para situações de emergência durante o transporte desses materiais. Elaborada pela Comissão de Estudo de Transportes Perigosos – formada por produtores, consumidores, universidades e laboratórios -, a norma pretende padronizar itens como mecanismos de proteção individual, cones para sinalização, extintores portáteis, equipamentos para sinalização e isolamento de áreas de ocorrência.

O outro estudo dispõe sobre as características, dimensões e instruções para o preenchimento da ficha de emergência e do envelope necessários ao transporte de produtos perigosos. A norma visa estabelecer os requisitos para a confecção desses dois itens. O projeto fica disponível para consulta até o dia 26 de março.

Para participar da consulta nacional, basta solicitar acesso ao site da ABNT – o cadastro é gratuito. Os interessados podem se manifestar, sem qualquer ônus, e recomendar à Comissão de Estudo, autora da norma, três encaminhamentos: a aprovação do texto, aprovação com sugestões ou reprovação. No último caso, é preciso apresentar justificativas técnicas para a manifestação.

Fonte: Portal Logweb

Publicado em 06/02/2012 no site http://blogdocaminhoneiro.com

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

NITERÓI ABRE LICITAÇÃO PARA BRT

A frota de 760 ônibus em Niterói deve ser reduzida pela metade com a implantação do sistema de corredores exclusivos de ônibus do tipo BRT. Mesmo assim, o número de viagens e a quantidade de passageiros atendidos devem aumentar. Isso porque, em corredores, os ônibus não ficam presos ao trânsito e pelos espaços serem exclusivos, há possibilidade de uso de ônibus maiores. Os consórcios vencedores para a operação do BRT devem ser conhecidos no dia 23 de maço deste ano e serão responsáveis pela construção de terminais de integração. Haverá mudanças nas linhas e algumas ligações vão apenas até os corredores, diminuindo a quantidade de ônibus no centro da cidade e aumentando a ofert nos bairros.

BRT vai aumentar oferta de transportes com menos ônibus nas ruas em Niterói.
Prefeitura lançou o edital para a operação dos corredores exclusivos e no dia 23 de março deve conhecer as propostas.

ADAMO BAZANI – CBN

O que pode ser sonho para muita gente, empresas e administradores públicos, é possível devido ao sistema BRT (Bus Rapid Transit), corredores exclusivos: aumentar a oferta de transportes diminuindo a quantidade de ônibus nas ruas e por conseqüência a poluição e os congestionamentos.
Em corredores exclusivos, os ônibus conseguem ter mais velocidade em vez de ficarem presos no trânsito, fazem mais viagens. Além disso, pelo espaço ser exclusivo e maior, é possível colocar ônibus de maior porte. Com todas estas vantagens, menos ônibus conseguem atender a uma quantidade maior de pessoas.
E é justamente isso que deve ocorrer em Niterói, no Rio de Janeiro.
A Prefeitura publicou no Diário Oficial o edital de licitação para a operação dos corredores BRTS, baseados no modelo de Curitiba, que além de espaço exclusivo para os ônibus e viagens mais rápidas, permitem que o passageiro pague a tarifa antes de embarcar e que todo o sistema tenha acessibilidade para portadores de necessidades especiais.
A frota de ônibus, que hoje é composta por 760 veículos deve ser reduzida pela metade. Hoje existem 54 linhas municipais em Niterói. Pelo menos 13, uma boa parte de sobreposições, devem ser extintas e outras 14 terão os itinerários alterados.
Nove linhas do estilo troncal, nos corredores, terão ônibus articulados tipo BRT, com capacidade para 150 passageiros cada. Eles devem transportar 137 mil pessoas por dia.
O sistema vai contar com linhas alimentadoras, que em vez de irem para o centro da cidade com veículos sem a lotação completa, vão dos bairros até os terminais de integração, o que vai reduzir o trânsito na região central e permitir que os ônibus façam mais viagens dentro dos bairros, diminuindo o tempo de espera também.
As empresas operadoras serão responsáveis pela construção dos terminais de integração: João Goulart (Centro), Piratininga, Largo da Batalha, Charlitas e Saibreira (Caramujo).
Serão feitas também 28 estações ao longo dos corredores.
A operação dos BRTs deve ser feita por consórcios. Atualmente operam na cidade nove empresas de ônibus.
No dia 23 de maço, a Prefeitura deve tornar públicos os nomes dos consórcios interessados na operação do BRT, que mesmo com menos ônibus, vai atender a uma demanda maior de passageiros.

Publicado em 06/02/2012 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.
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domingo, 5 de fevereiro de 2012

Trem Bala vai receber mais dinheiro do BNDES

    
Trem Bala
O BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social deve rever o valor de financiamento para a construção da infraestrutura e implantação tecnológica do trem bala do Brasil. O banco público, em forma de empréstimo, calculava liberação de R$ 20 bilhões para a linha que vai atender a uma demanda pontual entre São Paulo e Rio de Janeiro, passando por Campinas. Mas segundo o presidente da entidade, Luciano Coutinho, este valor trabalha com estimativa de custos feita em 2009 e, portanto, estaria desatualizado. As empresas que investirem no trem bala, além do polpudo financiamento, vão contar com uma ajuda extra. O BNDES estuda isentar os títulos de créditos tipo debêntures, assumidos pelas empresas junto a terceiros. Na praticam o governo assume os riscos destes títulos. A projeção do governo é de que o trem bala custe R$ 33 bilhões, mas o mercado tanto de construção como de transportes trabalha com o valor de R$ 55 bilhões. Além disso, custos que deveriam ser assumidos pelas empresas, como adaptação dos locais por onde vai passar o trem bala, com obras como desvio de curso de água, de estradas ou redes de transmissão, serão bancados por dinheiro público.
BNDES deve liberar mais dinheiro para o trem bala
Segundo a entidade, o valor de R$ 20 bilhões do banco público para financiar o projeto está desatualizado.
ADAMO BAZANI – CBN

O BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social vai desembolsar mais dinheiro para financiar o trem – bala do Brasil, previsto para ligar São Paulo ao Rio de Janeiro, passando por Campinas, no interior Paulista.
A parte do banco no financiamento para construção do sistema e aquisição de trens, equipamentos e tecnologias era de R$ 20 bilhões em forma de empréstimo.
Mas de acordo com o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, este valor para o TAV – Trem de Alta Velocidade levava em conta estimativas de custos feitas em 2009 e que o total a ser financiado deve ser ajustado.
O BNDES estuda criar outra facilidade para as empresas que participarem do projeto isentando as debêntures (título de crédito emitido a terceiros) para bancar os projetos de infraestrutura.
O governo assumiria riscos das dívidas contraídas pelas empresas que vencerem a licitação da construção da linha, estações e implantação de redes elétricas e outras intervenções estruturais.
O leilão do trem bala foi dividido em dois, depois de o Governo tentar licitar de maneira frustrada por três vezes a implantação do sistema. A primeira etapa do leilão vai escolher a tecnologia empregada, incluindo sistema operacional e os trens, e com base nesta escolha é que as empresas que construirão a infraestrutura vão apresentar suas propostas de obras.
O Governo Federal estimou que os gastos diretos com o trem bala sejam de R$ 33 bilhões. Mesmo considerado alto, o mercado projeta que o TAV – Trem de Alta Velocidade, vai custar bem mais, em torno de R$ 55 bilhões. Isso sem contar com gastos que deveriam ser assumidos pelas empresas vencedoras dos leilões, mas que vão acabar sendo custeados pelos cofres públicos, como a preparação dos locais onde deve passar o trem bala, com desvio de cursos de água, de estradas e de redes de transmissão elétrica.
O ministro dos transportes, Paulo Passos, disse que em outubro deve ocorrer o leilão da primeira etapa do Trem de Alta Velocidade – TAV.
Após a escolha do operador e da tecnologia, a ETAV, empresa subordinada ao Ministério dos Transportes, vai desenvolver os projetos de obras civis.
A segunda etapa da licitação deve ser concluída em 2013.
Após este ano, para ficar pronto, o trem bala vai precisar de mais cinco ou seis anos.
Assim, se não houver nenhum impedimento mais (o leilão foi adiado por três vezes), a obra que vai atender 60 mil pessoas por dia, no início, só vai ficar pronta entre 2018 e 2019.
Questionado se os transportes não possuem outras necessidades mais urgentes que poderiam ser resolvidas e atenderiam a um número maior de pessoas com os recursos do trem bala e que poderiam também vir da iniciativa privada, Paulo Passos se limitou a dizer que o TAV será bom para o País.

Publicado em 05/02/2012 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.
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sábado, 4 de fevereiro de 2012

Spazzini adquire o primeiro ônibus de dois andares da Comil



primeiro DD
O primeiro Campione DD, modelo de dois andares inédito da Comil, foi comprado pela Spazzini Turismo, de Rio Grande do Sul. O modelo foi encarroçado sobre chassi da Scania, de 4 eixos. Foto: Divulgação da Comil
Comil entrega primeiro Campione Double Decker
Veículo já tem viagens nacionais e internacionais programadas para o próximo mês
Umas das principais empresas de turismo e fretamento do Rio Grande do Sul, a Spazzini Turismo, com sede em Erechim, recebeu nesta quinta-feira (2/2), às 15h, o primeiro Double Decker fabricado pela Comil. O proprietário da empresa, Jair Spazzini, buscou o veículo pessoalmente na empresa. “Apostei nesse projeto porque já tenho uma relação de longa data com a Comil. O carro ficou muito bonito”, disse Spazzini.
O Campione DD irá complementar a frota de 25 ônibus da empresa e já está com a agenda cheia para esse início de ano. Segundo o proprietário, o DD viaja para Santos no final de fevereiro e para Buenos Aires no início de março. O primeiro DD, de chassi Scania 8×2, tem todos os itens de luxo e conforto de um veículo top de linha, com direito a mesa de jogos, sistema de áudio e vídeo e internet a bordo.
Comil DD
Veículo é equipado com itens de luxo e conforto, que deixam o interior mais agradável para longos percursos. A primeira viagem vai ser para Santos e depois o ônibus tem um serviço para Buenos Aires. Foto: Divulgação da Comil.
“A Spazzini sempre foi nossa parceira nos lançamentos, essa já é a terceira vez que adquirem um novo modelo. Nosso primeiro HD também está entre os carros da frota da empresa”, afirma o representante comercial da Comil João Busatta.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Comil.

Publicado em 03/02/2012 no site Blogpontodeonibus.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Monotrilho do ABC: Governo faz convocação...

    
monotrilho
O Governo do Estado convocou a chamada para os interessados na construção e participação do monotrilho do ABC. É o primeiro passo da licitação e o regime será de Parceria Público Privada. Os interessados devem apresentar estimativas de custos das obras, de prazos e de custeio das integrações com ônibus municipais e intermunicipais. O monotrilho deve ter 20 quilômetros de extensão, saindo de São Bernardo do Campo, passando por Santo André, São Caetano do Sul até a estação Tamanduateí de trens e metrô na Capital Paulista. O Governo prevê a conclusão das obras para 2015. Imagem ilustrativa.
SP publica chamada para empresas interessadas no Monotrilho do ABC
Companhias terão de informar estimativas de gastos e os projetos técnicos. O regime será de PPP
ADAMO BAZANI – CBN

O Governo do Estado de São Paulo publicou no Diário Oficial a convocação para empresas interessadas em participar da construção e operação da linha 18 Bronze, o monotrilho do ABC, que vai ligar São Bernardo do Campo à Estação de Trens da CPTM e do Metrô Tamanduateí, na capital Paulista.
O regime deve ser de PPP, Parceria Público Privada.
As empresas interessadas devem apresentar estimativas de custos, quais os projetos de engenharia pretendem usar, prazos e até mesmo o valor previsto da tarifa.
Também deve ser previsto o custeio de integrações com outros meios de transportes, como ônibus municipais e intermunicipais.
Os interessados têm 10 dias para se candidatar e mais 3 meses para apresentarem o projeto.
A estimativa é de que a primeira etapa da linha 18 esteja pronta em 2015, transportando 290 mil passageiros por dia. São 20 quilômetros de extensão e 18 paradas. Os veículos trafegarão em elevados e devem se integrar em quatro terminais com os ônibus e trens.
Se não houver nenhum impedimento de impacto ambiental ou atraso no início da licitação, as obras devem começar no segundo semestre de 2013.
A primeira etapa deve ligar a região central de São Bernardo do Campo, passando pela região do Bom Pastor, em Santo André, por São Caetano do Sul até chegar a Tamanduateí.
Na segunda etapa, a linha deve ser prolongada do centro de São Bernardo do Campo para o Alvarenga, bairro do município do ABC Paulista, mas ainda sem previsão.
O secretário estadual dos transportes metropolitanos, Jurandir Fernandes, declarou que realizará a tão esperada licitação das linhas intermunicipais de ônibus do ABC, a área 5 da EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos, só depois da conclusão do monotrilho.
Justificativa que é contestada, já que o monotrilho não vai impactar todo o sistema de ônibus intermunicipais, que operam de forma inconstitucional, sem contrato de concessão (apenas permissões precárias), com frota antiga e linhas desatualizadas. A EMTU tentava licitar a área 5 da EMTU desde 2006, quando as demais regiões da Grande São Paulo tiveram a licitação concluída.
O motivo, segundo a EMTU, foi o esvaziamento dos certames provocado pelos empresários de ônibus que alegam que o ABC Paulista possui custos operacionais diferentes das outras regiões licitadas.

Publicado em 03/02/2012 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.
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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Novos ônibus no Corredor ABD


ônibus
Ônibus de 15 metros possibilitam mais oferta de lugares para os passageiros no Corredor ABD sem ocupar tanto espaço nas vias em relação aos ônibus mais antigos que tinham menor capacidade de transporte. Foto: Adamo Bazani.




transporte. Foto: Adamo Bazani
ônibus
Ônibus possui eixo direcional traseiro, ou seja, as rodas de trás giram em conjunto com as da frente, para melhor manobra. Foto: Adamo Bazani.
Metra coloca mais ônibus de maior capacidade de transporte no Corredor ABD
Chegada de mais quatro veículos de 15 metros vai aumentar oferta de lugares para os passageiros
ADAMO BAZANI – CBN
O sistema de ônibus e trólebus do Corredor ABD, operado pela Metra, recebeu mais quatro veículos zero quilômetro para os serviços entre São Mateus, na Zona Leste de São Paulo, e Jabaquara, na zona Sul da Capital Paulista, passando pelos municípios de Santo André, Mauá (Terminal Sônia Maria), São Bernardo do Campo e Diadema.
São quatro unidades a mais do modelo de carroceria Millennium III, chassi Scania K 270 UB.
Os ônibus substituem a frota de veículos mais antigos, formada por ônibus convencionais, modelo de carroceria Vitória, chassi Volvo B 58.
Além das emissões de poluição dos novos veículos serem menores em relação aos mais antigos, mesmo ainda seguindo os padrões das normas Euro III, os Scania K 270 possuem maior capacidade de transportes.
Com 15 metros de comprimento, a lotação pode ser de 100 pessoas contra aproximadamente 70 pessoas que eram transportadas no modelo antigo, que tinha 12,3 metros de comprimento.
Mesmo sendo maiores, os ônibus de 15 metros proporcionalmente ocupam menos espaço nas vias comuns e segregadas justamente pela diferença maior de capacidade de passageiros.
Para ajudar nas manobras, o terceiro eixo do veículo é direcional, ou seja, as rodas de trás “viram” em conjunto com o conjunto de rodas dianteiras.
ônibus
Os ônibus de 15 metros apresentam equipamentos de acessibilidade para facilitar a rotina de quem possui algum tipo de deficiência ou dificuldade de locomoção. Exemplo é o piso baixo, quase na altura da guia e rampas para cadeiras de rodas. Foto: Adamo Bazani
ônibus
Veículos também seguem às mais modernas normas de segurança previstas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas e pelo Código de Trânsito. Luzes de LED e faixas refletivas ao longo da carroceria são exemplos para melhor visualização dos veículos, principalmente na parte da noite. Foto: Adamo Bazani
Os ônibus são de piso baixo até a metade do conjunto carroceria/chassi o que facilita o embarque e o desembarque de pessoas que possuem mobilidade reduzida. Para quem necessita de cadeira de rodas, rampas que saem do assoalho do ônibus permitem a entrada sem dificuldades do passageiro nestas condições. Há espaço para a fixação segura das cadeiras de rodas e também para cão guia. Os passageiros com necessidades especiais também contam com botões de aviso de paradas diferenciados que comunicam ao motorista que uma pessoa que necessita de maior atenção está prestes a desembarcar.
Os balaústres perto das portas são em relevo para auxiliar os portadores de limitações visuais.
Os ônibus seguem as novas normas de acessibilidade e segurança previstas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas e pelo Código de Trânsito.
Desde 2008, a Metra renovou a frota com 78 veículos com este padrão.
ÔNIBUS MAIOR PARA A LINHA EM DIREÇÃO A BERRINI
ônibus
O balanço da operação de ônibus articulado nos serviços entre Diadema e Estação Berrino da CPTM tem sido positivo. Recentemente, um veículo com capacidade para mais de 100 passageiros começou a trafegar pela faixa e corredor, que desde quando a ligação foi criada, registrou aumento na demanda de passageiros. Foto: Admo Bazani
A concessionária Metra também começou recentemente a operar um ônibus de maior capacidade nas linhas 376 (Diadema – Berrini) e 376 M (Diadema – Shopping Morumbi).
Trata-se de um ônibus articulado, de 18 metros de comprimento, que também aumenta a oferta de lugares para os passageiros.
O veículo é um modelo Caio Millennium II, chassi K 310 U, da Scania, com capacidade para pouco mais de 100 passageiros.
Pelas características do trajeto misto entre corredor e faixa exclusiva entre Diadema, no ABC Paulista, e a Estação Berrini, de trens da CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, há portas dos dois lados do ônibus para embarque e desembarque.
O veículo também é dotado de acessibilidade, com piso baixo, que deixa o assoalho do ônibus muito próximo às guias, e rampas de acesso para quem necessita de cadeira de rodas.
A colocação deste novo veículo nas linhas teve balanço positivo, pelo fato de a demanda destas linhas ter registrado aumento desde que foram criadas, exigindo o uso de ônibus maiores.
O Corredor ABD foi o que recebeu melhor avaliação na Pesquisa “Imagem dos Transportes Metropolitanos” da ANTP – Associação Nacional de Transportes Públicos, conseguindo 79% de aprovação dos passageiros, superando a satisfação dos passageiros do Metrô, modal que teve 74% de aprovação e é considerado uma das referências de mobilidade. Os dados são de 2011. Este ano ainda não foi realizada nova pesquisa. A ANTP apura o nível de satisfação dos passageiros desde 1985.

Publicado em 02/02/2012 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.
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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Marcopolo – San Marino oficializa parceria com uma das maiores fabricantes de ônibus dos EUA.


Navistar Marcopolo San Marino
Parceria entre San Marino e Navistar vai aumentar a participação do Grupo da Marcopolo no mercado Norte-Americano
A Marcopolo anunciou nesta quarta-feira, dia 01 de fevereiro de 2012, que a San Marino, coligada da empresa pela marca Neobus, assinou termo de compromisso com a norte-americana Navistar para uma parceria para a fabricação de ônibus tipo monoblocos, que consistem em carroceria, motor e chassi formando uma peça única. Inicialmente devem ser produzidos micro-ônibus.
Os principais alvos são os mercados norte-americanos e da América do Sul.
“A San Marino aumentará seu portfólio e expandirá sua atuação geográfica. Na nova configuração societária, a participação da Marcopolo na San Marino passará a ser de 33 por cento”, informou a Maropolo que antes tinha 46% de participação na San Marino – Neobus.
Relatório remetido à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), dá conta que a Navistar tem faturamento global superior a 15 bilhões de dólares por ano e é dona da IC Bus, maior fabricante do mundo de ônibus escolares, com produção anual de 16 mil unidades.
“A empresa é um dos principais fabricantes mundiais de caminhões e motores diesel, produzindo, anualmente, cerca de 90 mil veículos e 240 mil motores diesel, além de ser um dos maiores fornecedores de equipamento de transporte para as forças armadas dos Estados Unidos”, de acordo com a informação da Marcopolo.

Publicado em 01/02/2012 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.
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