Palestra para Motoristas

Palestra para Motoristas
Arquivo: HighPluss Treinamentos, 2017.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Pesquisa revela que ônibus em corredor têm melhor avaliação


Corredor São Mateus - Jabaquara
ÔNIBUS E TRÓLEBUS DO CORREDOR ABD, OPERADO PELA METRA. SISTEMA TEVE MELHOR AVALIAÇÃO QUE O METRÔ E É OP TIPO DE SERVIÇO MAIS APROVADO EM TODA A GRANDE SÃO PAULO, DE ACORDO COM PESQUISA DA ANTP.ÔNIBUS EM CORREDORES EXCLUSVOS SÃO AVALIADOS DE FORMA MAIS POSITIVA QUE ÔNIBUS QUE NÃO POSSUEM PREFERÊNCIA NO TRÂNSITO. Foto: Adamo Bazani
Ônibus são melhores avaliados em corredor exclusivo. Corredor ABD teve melhor avaliação que Metrô, que também foi aprovado pela população
Levantamento da ANTP mostra que população quer melhorias nos transportes. Impressão em relação aos ônibus convencionais piorou.
ADAMO BAZANI – CBN

Os passageiros de transportes públicos da Grande São Paulo já têm a consciência da necessidade da ampliação de corredores exclusivos de ônibus.
É um dos aspectos revelados pela pesquisa da ANTP – Associação Nacional dos Transportes Públicos sobre a “Imagem dos Transportes na Região Metropolitana de São Paulo”.
Em geral, a percepção dos passageiros em relação aos serviços de ônibus na Capital Paulista não é positiva. Das 3 mil 160 pessoas entrevistadas, 60% avaliam os serviços como regular, ruim ou péssimo. Já 40% avaliam como bons ou ótimos.
As impressões negativas aumentaram em relação à mesma pesquisa divulgada referente a 2010, quando 41% consideravam o serviços regulares, ruins ou péssimos e 59% achavam como bons ou excelentes. Praticamente o quadro se inverteu.
Quando a avaliação dos passageiros é sobre os serviços de ônibus em corredores, a percepção em relação a qualidade dos serviços tem um cenário bem diferente e a maioria aprova os serviços de ônibus.
De acordo com a pesquisa da ANTP, 54% dos entrevistados consideram os ônibus em corredores excelentes ou bons contra 45% de ruins, regulares ou péssimos.
A explicação desta diferença de resultados se dá pelo melhor desempenho, velocidade maior e mais conforto que um sistema de corredores proporciona.
Em corredores, os ônibus não ficam presos no trânsito e por isso conseguem oferecer mais confiabilidade em relação a cumprimento de horários e trajeto total da viagem. Além disso, apesar de existir, a lotação pode ser mais facilmente revertida em ônibus de corredores pela maior flexibilidade dos horários e disponibilidade dos veículos em operação de fato. O tempo que o ônibus fica fora da garagem é melhor aproveitado, já que sem enfrentar trânsito, os veículos de transportes coletivos conseguem fazer mais viagens.
É um recado claro para os responsáveis pelas políticas de mobilidade que a priorização dos transportes, inclusive com a construção de corredores de ônibus, deixou de ser um discurso de especialistas e se tornou anseio da população.
CORREDOR ABD TEM MELHOR AVALIÇÃO QUE O METRÔ
Um exemplo de que os corredores de ônibus têm a preferência da população é o sistema operado pela Metra, o Corredor ABD, que liga São Mateus, na zona Leste da Capital Paulista, a Jabaquara, na zona Sul de São Paulo, pelos municípios de Santo André, Mauá (Terminal Sônia Maria), São Bernardo do Campo e Diadema, no ABC Paulista, com extensão entre Diadema (região do ABC) e a região do Brooklin, na zona Sul de São Paulo.
De acordo com a pesquisa realizada em 2011, 79% das pessoas aprovam os serviços da Metra, o que indica melhoria em relação ao ano de 2010, quando 70% das pessoas aprovaram os serviços dos ônibus e trolebus do ABC Paulista.
O índice é superior ao da aprovação do Metrô, que conseguiu 74% de avaliações positivas. Em relação ao ano passado, o Metrô teve uma queda na aprovação de 10%. No ano passado, o metrô teve 84% de aprovação.
O melhor índice de aprovação do metrô foi em 1999, quando 96% das pessoas consideravam o sistema ótimo ou bom.
Mesmo com a expansão do metrô, a lotação das composições, problemas operacionais e rede ainda insuficiente colaboram para a queda no índice de satisfação.
Os ônibus intermunicipais da Região Metropolitana tiveram aprovação de 51% em 2011 contra 59% no ano de 2010.
Os trens da CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos também tiveram queda na avaliação positiva. Em 2011, 48% aprovaram os serviços contra 54% em 2010. Lotação e intervalo entre as composições foram as principais queixas dos passageiros.
Os ônibus municipais, fora da Capital Paulista, que incluem o ABC e outras regiões tiveram a pior avaliação entre todos os modais: apenas 36% de aprovação em 2011. Uma expressiva queda em relação a 2010, quando foram aprovados por 55% dos entrevistados.

Publicado em 31/01/2012 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.
Blogpontodeonibus

Terminais de ônibus com “cara” nova

Cinco grupos de artistas estão participando do projeto.
 
No projeto “Galeria de Arte Subterrânea” houve muita interação entre os artistas e o público (foto: Divulgação)
Os terminais de transporte coletivo do Cabral e Campo Comprido são os próximos a receber os artistas do projeto de arte urbana “Travessias Subterrâneas”, desenvolvido pela Fundação Cultural de Curitiba por meio do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura. Cinco grupos de artistas estão participando do projeto, sendo que três deles já terminaram suas intervenções artísticas nos terminais do Capão Raso, Vila Hauer e Campina do Siqueira.

Aproximando a arte do universo de pessoas que transitam pelos terminais, os artistas propõem a reflexão sobre questões da contemporaneidade e da vida nas grandes cidades. “As galerias dos terminais de ônibus em Curitiba são espaços ideais para intervenções artísticas efêmeras, um das marcas da arte urbana contemporânea”, diz Giusy de Luca, que coordena a intervenção que está sendo feita no Cabral, junto com os artistas Celestino Dimas e Jorge Galvão.

Os artistas utilizam as mídias mais recorrentes nessa linguagem – desenho, pintura com tinta spray, stencil, colagens e projeção de imagens. O grupo faz daquela área de passagem uma verdadeira galeria de arte, convidando os transeuntes a apreciar o potencial gráfico e poético dos vários painéis que estarão expostos. Segundo dados da URBS, o terminal do Cabral, servido por 14 linhas de ônibus, recebe uma média diária de 85 mil passageiros.

O grupo pretende registrar tudo em filme curta-metragem, abordando a produção das obras e as mais variadas reações dos expectadores. “A obra se conclui em um ‘laboratório’, no qual poderemos analisar as impressões causadas nos passageiros do Terminal do Cabral, considerado estratégico, pois é frequentado por muitos jovens estudantes e trabalhadores, a principal audiência da chamada arte urbana”, explica Giusy. “No entanto, o trabalho é acessível a todas as faixas etárias, sem restrições”, diz.

No terminal do Campo Comprido, servido por 19 linhas de ônibus e com uma frequência média diária de 38,5 mil passageiros, será desenvolvida a proposta artística “O Teatro da Passagem”, coordenado por Juliana Burigo.
A artista projeta linhas nas paredes que, observadas à distância, podem ser apreendidas na sua forma integral, mas ao se aproximar ou “entrar” no trabalho, a pessoa passa a percebê-la de outra maneira, tendo de mover-se para visualizá-la, percorrendo suas extensões e observando seus pontos de encontro.
“O trabalho atua na arquitetura criando uma torção na experiência habitual da passagem”, explica Juliana. Ao longo do projeto, a artista pretende recolher material para uma publicação contendo imagens e texto crítico sobre o trabalho.

Nos meses de outubro, novembro e dezembro de 2011, as passagens subterrâneas dos terminais do Capão Raso, Hauer e Campina do Siqueira também foram tomadas pelos artistas. No Capão Raso foi desenvolvido o projeto “Percurso”, pelos artistas plásticos Ivane Carneiro e Paulo Auma.
No terminal da Vila Hauer, os passageiros puderam “ver” música colorindo paredes. Representando músicos e instrumentos musicais em “Melodia Urbana”, os artistas Marciel Conrado e Jonas Lopes de Souza inseriram visualmente ritmos legitimamente brasileiros, como samba e choro, no cotidiano dos usuários do transporte coletivo.

No projeto “Galeria de Arte Subterrânea” houve muita interação entre os artistas e o público. Os artistas plásticos Olho Wodzynski, Bruna Corso e Thiago Telles faziam perguntas a quem passava no Terminal Campina do Siqueira. Questões sobre arte, rotina, trajeto, trabalho foram dispostas em adesivos numa bancada.

O participante respondia a uma das perguntas num papel em formato de etiqueta que depois era fixado organizadamente em suporte de madeira. No final da intervenção as peças com as perguntas e respostas foram colocadas nas paredes da galeria para apreciação.

Publicado em 30/01/2012 no site: www.bemparana.com.br

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Parcerias para se proteger num mercado acirrado



ônibus
Ônibus da Viação Andorinha, companhia que fez parceria com outras empresas em diversas ligações interestaduais. Entre as parceiras estão Expresso Guanabara, Expresso Itamarati e Viação Araguarina. É uma das maneiras de as empresas de ônibus se firmarem em um mercado que sofre concorrência de outros meios de transportes, como avião e ônibus clandestinos. Além disso, reduz custo das empresas regulares e protegem as áreas de atuação, evitando que uma companhia entra na área da outra. Foto: Adamo Bazani.
Andorinha faz balanço positivo de parcerias com outras empresas de ônibus
Objetivo é aumentar participação no mercado de linhas interestaduais. Colaboração entre grandes empresas evita concorrência em trechos que trajetos de duas empresas se complementam
ADAMO BAZANI – CBN

Com o crescimento da renda média da população brasileira e o barateamento das passagens de avião, o setor aéreo acabou absorvendo uma parte dos passageiros de ônibus, principalmente os de longa distância. Além disso, as fiscalizações insuficientes em relação ao transporte rodoviário clandestino são apontadas pelas empresas de ônibus como principais causas da perda de passageiros. Os ônibus clandestinos oferecem pouca segurança e conforto, mas por não pagarem uma série de impostos e taxas (muitas vezes fazem trajetos até para escapar do pedágio) e não haver o investimento adequado em manutenção, o valor das passagens deste tipo de serviço acaba sendo mais baixo.
Mesmo sem segurança e garantias em caso de extravio de bagagens, muitas pessoas acabam optando pelos transportes clandestinos.
Assim, o cenário para as empresas rodoviárias, às vésperas da licitação da ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres, que vai transformar em regime de concessão a operação de 1967 linhas, requer estratégias que há décadas passadas eram pouco imaginadas ou aplicadas em menor escala.
Uma delas é a parceria entre companhias de ônibus em trajetos longos. A lógica é simples.
Quando uma empresa complementa o itinerário da outra ou mesmo reveza linha semelhantes há várias vantagens:
- DIMINUIÇÃO DOS CUSTOS: As empresas não precisam fazer longas viagens para levar um número pequeno de passageiros até um determinado destino, se outra empresa, faz o serviço, com partida de local diferente. Em determinado ponto, os passageiros fazem baldeação.
- REDUÇÃO NO VALOR DAS PASSAGENS: As empresas de ônibus alegam que por não terem de cobrar a mais para completar o destino que teria pouco passageiro, a baldeação de uma companhia para outra tornaria o valor dos bilhetes mais baixos.
- PRESERVAÇÃO DA ÁREA OPERACIONAL: Dentro da estratégia das empresas para diminuir os custos e se manter no mercado, quando uma viação complementa o serviço da outra não há riscos de as empresas entrarem na área de domínio de mercado da parceira. Além disso, com complementação de viagem, as empresas que firmam parcerias dificultam a entrada de outras no mercado.
Uma das companhias que anunciou um balanço positivo de parcerias é a Empresa de Transportes Andorinha.
Entre as principais parceiras da companhia estão Expresso Itamarati, Expresso Guanabara e Viação Araguarina.
Com o Expresso Itamarati, a Andorinha mantém parceria nas conexões de Cuiabá – Mato Grosso para o Estado de Rondônia.
Os passageiros que usam os serviços da Andorinha podem embarcar nos ônibus do Expresso Itamarati. Para isso, a compra antecipada das passagens deve ser feita com a emissão da OFP (Ordem de Fornecimento de Passagem), que é trocada pelo bilhete da Itamarati na Sala Vip da Andorinha em Cuiabá. O custo para Rondônia, garante a Andorinha, é mais baixo se o usuário pagar duas passagens de forma diferente, além de já poder quitar toda a viagem no primeiro ponto de embarque.
Com o Expresso Guanabara também é possível fazer conexões. As 34 agências do Expresso Guanabara representam a Empresa de Transportes Andorinha e Viação Araguarina nas baldeações em Goiânia para estados do Nordeste. Dezenove agências da Andorinha no Centro-Oeste e Norte também representam o Expresso Guanabara. Também é necessária a troca de bilhete pela emissão da OFP (Ordem de Fornecimento de Passagem), sendo que no Terminal Rodoviário de Goiânia, os passageiros contam com a Sala Vip da Araguarina.
A parceria entre as empresas permite baldeações nas seguintes linhas:
- Goiânia / GO – Sobral / CE
- Sobral / CE – Goiânia / GO
- Goiânia / GO – Fortaleza /CE
- Fortaleza / CE – Goiânia – GO
- Goiânia / GO – Parnaíba – PI
- Parnaíba / PI – Goiânia – GO
Com a Viação Araguarina é possível fazer conexões com base em Brasília / DF e Cuiabá / MT.
As duas empresas operam a ligação Brasília / DF a Porto Velho / RO e dividem os pontos de venda para oferecer mais opções de horários independentemente de qual empresa vai fazer a linha na hora escolhida pelo passageiro.
Outras empresas também firmam parcerias. É uma forma de se manter num mercado tão complexo que até mesmo a tentativa de reorganização por uma licitação, desde 2008 levanta polêmicas com pontos divergentes entre empresas e governo federal.

Publicado em 30/01/2012 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.
Blogpontodeonibus

Ônibus em Natal terá botão de pânico

Ônibus em Natal. O número de assaltos a veículos de transporte coletivo na capital do Rio Grande do Norte tem preocupado empresas, passageiros e profissionais do setor. Para tentar amenizar os problema as empresas acabam tomando ações que deveriam ser da área de segurança pública e contam com a ajuda da tecnologia para isso. Já está sendo testado em alguns ônibus municipais uma espécie de botão de pânico que ao ser acionado pelo motorista ou cobrador pode avisar o sistema da Polícia Militar em tempo real a ocorrência de assaltos ou mesmo a presença de pessoas suspeitas dentro dos veículos. A Polícia Militar e o Sindicato das Empresas de Ônibus negociam um convênio para que os veículos tenham equipamentos de monitoramento por GPS semelhante aos usados pelas viaturas da PM, havendo conexão entre os sistemas para facilitar a localização do ônibus atacado e dos criminosos. Enquanto empresas e conseqüentemente passageiros vão acabar assumindo um papel do estado que é cuidar da segurança, a queixa é que ações básicas como aumento de efetivo de policiais em locais de maior incidência dos crimes e investigação posterior aos registros de Boletim de Ocorrência não estão sendo tomadas como deveriam. A secretaria de segurança pública diz que investiga os casos, mas que trata as ocorrências como quaisquer outras da mesma natureza, não podendo privilegiar as ações que envolvam transporte coletivo.

Ônibus de Natal testam Botão de Pânico
Iniciativa é para tentar reduzir o alto índice de assaltos aos veículos de transportes coletivos da capital do Rio Grande do Norte.
ADAMO BAZANI – CBN

O grande número de assaltos a ônibus em Natal, no Rio Grande do Norte, tem assustado passageiros, funcionários dos sistemas e empresas.
Só neste ano, foram registradas mais de 30 ocorrências.
Por causa das ações, motoristas e cobradores de ônibus fizeram paralisações na cidade, em 25 de janeiro de 2012, bloqueando com os veículos as principais vias da região central.
Cuidar da segurança, que deveria ser um dever do estado, será mais um encargo assumido pelas empresas de ônibus e consequentemente pelos passageiros.
As companhias de ônibus devem investir em tecnologia para coibir as ações dos criminosos.
Já está em teste em alguns ônibus do sistema municipal uma espécie de botão de pânico, que fica escondido no veículo, e pode ser acionado pelo motorista ou cobrador em caso de assalto ou mesmo presença de pessoas suspeitas nos ônibus.
Ao ser acionado o botão, é enviado um alerta ao sistema da polícia.
As empresas de ônibus devem investir também em equipamentos de monitoramento por GPS semelhantes aos usados pelas viaturas da Polícia Militar na cidade e região metropolitana.
Assim, o sistema dos ônibus poderá ser integrado com o Ciosp – Centro Integrado de Operações de Segurança Pública.
Desta forma, será mais fácil para empresas de ônibus comunicarem em tempo real as ocorrências e a polícia saber com precisão a localização dos veículos e dos criminosos.
A Polícia Militar está em negociação com o Seturn – Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros do Ro Grande do Norte para fechar um convênio com o objetivo de permitir que as empresas de ônibus tenham conexão com o sistema de monitoramento da PM.
Monitores de TV e câmeras de segurança nos ônibus devem ter o número ampliado para não só coibir, mas identificar os criminosos.

E A BOA E VELHA INVESTIGAÇÃO?

Apesar do uso de tecnologias ser apontado como positivo no combate às ocorrências de roubos e assaltos aos ônibus, ações básicas de segurança pública, segundo denunciam motoristas, cobradores, passageiros e empresas, têm deixado se ser tomadas de forma eficiente.
Além de um papel preventivo da Polícia Militar, em rondas e com efetivo maior nas áreas onde ocorrem a maioria das ações, a queixa é a ausência de investigação das ocorrências.
Os Boletins de Ocorrência são registrados mas os casos não recebem acompanhamento por parte da Polícia Civil como deveriam.
A secretaria de segurança pública do Estado do Rio Grande do Norte contesta a reclamação e disse que as investigações são feitas, mas que os casos de assaltos a ônibus devem ser tratados como qualquer ocorrência da natureza e que não deve haver privilégios nas investigações só porque se tratam de roubos a ônibus.
A Polícia Civil afirmou ainda ter pelo menos 12 fotos de suspeitos de assaltarem ônibus constantemente e não descarta a ação de grupos especializados.

Publicado em 30/01/2012 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.
Blogpontodeonibus

sábado, 28 de janeiro de 2012

Volvo B 270 F impulsiona vendas de ônibus da Volvo


ônibus
A Volvo apostou e acertou ao entrar no segmento de ônibus com motores dianteiros, do ponto de vista comercial. Por mais que possam ter havido avanços nas cidades, com corredores de ônibus, e nas estradas, com a recuperação de rodovias, ainda as condições viárias brasileiras exigem veículos mais resistentes, mais robustos. Além disso, os ônibus com motor dianteiro têm manutenção mais simples e barata. Por estes e outros motivos são os preferidos ainda dos empresários. Ao ingressar no segmento, a Volvo viu o número global de vendas de ônibus da marca crescer. Uma das maiores revendedoras da Volvo no País, a Auto Sueco São Paulo, registrou crescimento de quase 50% na comercialização de ônibus no ano de 2011 em comparação a 2010. Segundo a concessionária, o modelo B 270 F, de motor dianteiro, foi um dos maiores responsáveis pelo resultado positivo. Foto: Divulgação.
Concessionária da Volvo registra crescimento de quase 50% no nas vendas de ônibus em São Paulo
Destaque foi para o modelo B 270 F, com motor dianteiro. No total, autorizada AutoSueco contou com crescimento de 17% no volume de negócios em 2011 na comparação com 2010
ADAMO BAZANI – CBN

Quando a Volvo entrou no segmento de ônibus com motor dianteiro fez uma aposta: o crescimento na participação global no mercado com o volume maior de vendas de um tipo de motorização que é uma das mais procuradas pelos frotistas.
E a aposta deu certo.
O modelo B 270 F, de 270 cavalos, usado para ônibus rodoviários de curtas e médias distâncias, de fretamento e urbanos alavancou as vendas de diversas concessionárias da marca.
Foi o que ocorreu com a Auto Sueco de São Paulo.
A unidade registrou aumento de 48,5% nas vendas de ônibus em 2011 na comparação com 2010. E de acordo com comunicado da empresa, o modelo B 270 F foi um dos responsáveis pelo número expressivo.
Apesar dos investimentos em melhorias tanto em corredores de ônibus e estradas, as condições viárias no País ainda exigem a utilização de veículos mais robustos, um dos motivos que explica a opção pelos ônibus de motor dianteiro.
Além disso, a manutenção deste tipo de ônibus é mais barata e simples.
A Auto Sueco também realizou a comercialização de outros tipos de ônibus da Volvo, como os rodoviários de motor traseiro e urbanos de motor central, mas a procura pelo frontal foi o destaque.
A concessionária registrou crescimento de 17% em um ano no volume total de negócios, que inclui peças, serviços, pós venda e comercialização de caminhões e ônibus.
O crescimento da venda de caminhões da Auto Sueco de São Paulo em 2011, comparando com 2010, foi de 24,2%.
No caso dos veículos de carga, o destaque foi a linha de caminhões médios VM. Os modelos são usados em segmentos que anteriormente tinham pouca participação da Volvo, como de coleta de lixo e entrega de bebidas.
AINDA TEM EURO 3:
A concessionária Auto Sueco esperava um número maior de vendas em dezembro de 2011 por conta da antecipação da renovação das frotas de caminhão e ônibus devido a mudança das exigências de redução na emissão de poluentes por veículos a diesel.
Até 31 de dezembro de 2011, vigoravam padrões baseados nas normas européias Euro 3. Desde 1º de janeiro de 2012, as empresas são obrigadas a fabricar novos ônibus e caminhões com índices de emissão menores, previstos no Proconve – Programa Nacional de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores, fase 7, chamada de P 7 , que se baseiam nas normas Euro V.
Os ônibus, caminhões e demais veículos a diesel com Euro V, usando o novo diesel S 50, obrigatório também desde 1º de janeiro de 2012, podem reduzir em até 80% o lançamento no ar de materiais particulados e até 98% de óxidos de nitrogênio.
Mas os preços dos veículos que seguem o padrão Euro V são entre 10 % e 15% maiores que os veículos do Euro III, por conta do uso de novas tecnologias. Além disso, para possibilitar a redução da poluição, os veículos Euro V necessitam de um sistema de recirculação de gases ou então de tratamento do sistema de escape, este que utiliza um fluido com 32% de uréia industrial, o ALRA 32 – Agente Redutor Líquido Automotivo.
Apesar de as fabricantes alegarem que os novos motores, além de serem menos poluentes, são mais econômicos, compensando o gasto com a adição de ARLA, os empresários prefeririam não arriscar.
Assim, para escaparem dos preços maiores, os empresários anteciparam as renovações previstas para 2012.
O diretor-superintendente do Grupo Auto Sueco, Mário Oliveira, revelou, em nota à imprensa, que esperava um volume maior de vendas por conta dessa antecipação por parte dos donos de veículos comerciais e disse que a revendedora ainda possui unidades com a tecnologia Euro 3 no estoque:
“Aguardávamos, para o último trimestre, uma antecipação na compra de veículos Euro 3, o que não ocorreu no volume esperado, mas foi compensado pelo excelente desempenho dos meses anteriores. Para este ano, projetamos um crescimento de pedidos de Euro 3 no primeiro trimestre de 2012 e já preparamos nosso estoque para atender a essa demanda”
A produção de ônibus e caminhões com tecnologia Euro 3 já não é possível desde 1º de janeiro de 2012 para o mercado brsileiro, mas a comercialização de estoques é permitida pela lei até março de 2012.
O Grupo Auto Sueco também afirma que registrou crescimento de 20,8% dos serviços pós venda entre 2010 e 2011.

Publicado em 28/01/2012 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.
Blogpontodeonibus

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Novos ônibus a hidrogênio com portas dos dois lados

Novos ônibus a hidrogênio vão ter portas dos dois lados
Veículos devem operar comercialmente em 2014 no Corredor ABD. Cada um deve custar em média US$ 1 milhão
ADAMO BAZANI – CBN

Até o ano de 2014, Copa do Mundo no Brasil, devem estar em circulação mais três ônibus movidos a hidrogênio no Corredor ABD, que liga São Mateus (zona Leste) a Jabaquara (zona Sul de São Paulo) pelos municípios de Santo André, Mauá (Terminal Sônia Maria), São Bernardo do Campo e Diadema.
O PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – e o Consórcio da EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos responsável pelo Projeto Ônibus Brasileiro a Hidrogênio acertaram a fabricação destas mais três unidades. Cada ônibus a hidrogênio custará em média US$ 1 milhão. O prazo de fabricação é de um ano e meio. Eles devem ficar prontos em 2013 e ficarão em testes até 2014.
O primeiro ônibus, em testes de 2009, custou US$ 16 milhões. Este valor incluiu estudos, projetos e desenvolvimento que já foram realizados, portanto, as outras unidades não terão estes custos nesta proporção.
Além disso, estes novos ônibus a hidrogênio vão ter maior nível de nacionalização. O motor elétrico de tração será fabricado no Brasil, por exemplo. As células a hidrogênio, os tanques que armazenam o hidrogênio, as baterias auxiliares de tração e outros componentes responsáveis pela geração da tração ainda serão importados.
Os novos ônibus terão portas no lado esquerdo e no lado direito para servirem trechos de embarque e desembarque duplos, como o ramal do Corredor ABD, entre Diadema, no ABC Paulista, e Brooklin, na zona Sul de São Paulo.
O ônibus a hidrogênio é um ônibus elétrico híbrido. Em vez de o diesel gerar energia, esse papel é feito pelo hidrogênio.
Um processo chamado eletrólise separa o Oxigênio do Hidrogênio, gerando a energia elétrica que move os motores.
O oxigênio, que seria o subproduto da operação, é liberado pelo sistema de escape como vapor d´água. O escapamento e todo o sistema recebem um tratamento especial para não enferrujarem pela umidade maior.
O ônibus conta com a frenagem regenerativa. Toda vez que o ônibus freia ou para, ele precisa de menos energia. A geração de energia é a mesma em todas as situações, mas em momentos que o veículo precisa de menos, o excedente não se transforma em calor e é desperdiçado. Ele é armazenado nas baterias para situações que exigem mais energia que a produzida pelo motor. Além disso, a energia produzida pelo atrito dos freios, por exemplo, também é aproveitada.
Os ônibus a hidrogênio são 100% limpos não emitindo nenhum poluente na atmosfera em sua operação.

Publicado em 27/01/2012 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.
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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Treinamentos para Motoristas 2012!

Arquivo: HighPluss, 2011.

Seja Bem-Vindo!

A HighPluss Treinamentos está oferecendo "Treinamentos Personalizados para Motoristas":
  • Desenvolvimento de Equipes com foco no cliente;
  • Desenvolvimento Comportamental do Motorista para os novos tempos;
  • Construindo o Voluntariado Corporativo.
Contato no e-mail: treinamentos@highpluss.com.br

Abraço e sucesso em 2012!

"O Motorista capacitado faz a diferença nos serviços prestados pela empresa!". Pense nisso!

Tecnologias do BRT para o Rio de Janeiro

ônibus BRT
Modelo de ônibus que será usado ns sistemas de corredores modernos exclusivos do Rio de Janeiro do tipo BRT – Bus Rapid Transit. Os BRTs trazem diversas vantagens para o passageiro e para as cidades em geral, com baixos custos trazendo benefícios semelhantes a outros modais cujas implementações e operações são bem mais caras. Entre os ganhos do BRT, respeitando o dinheiro público, estão: - Maior velocidade operacional (diminuindo o tempo de viagem), - Estações mais modernas e acessíveis (com rampas, elevadores, painéis eletrônicos, embarque no mesmo nível do assoalho do ônibus e o pré-embarque, que é a possibilidade de pagamento da passagem antes de entrar no veículo), - Ônibus mais modernos e maiores (por contarem com espaço exclusivo podem ser do tipo articulados e biarticulados substituindo um número maior de veículos de passeio e até ônibus convencionais), - Sustentabilidade (Os ônibus substituem vários veículos, podem ser de tecnologias limpas, o que seria mais difícil se operassem fora de corredores, e por operarem com maior eficiência, com menos para e anda, emitem menos poluentes), - Adoção de tecnologias novas a serviço do passageiro, empresas e sistemas como um todo. O Rio de Janeiro é um exemplo. Enquanto cidades que optaram por outros modais mais caros e que não transportam muito mais e nem têm velocidade maior que justifique tantos gastos, ainda estão em fase de estudos e nem abriram licitações, já em maio o BRT Transoeste contará com CCOs – Centros de Controle Operacional que informam e monitoram em tempo real os serviços e os ônibus contarão com painéis que informam em quanto tempo o veículo vai levar para chegar ao próximo ponto e para completar a linha.
Painéis em ônibus vão informar tempo de viagem no Rio de Janeiro
Esta será uma das tecnologias presentes no BRT Bus Rapid Transit. Sistema de gerenciamento, informação e fiscalização será estendido para todos os ônibus municipais
ADAMO BAZANI – CBN
Os sistemas de BRT – Bus Rapid Transit, compostos por corredores exclusivos para ônibus e estações de embarque e desembarque que diminuem o tempo de viagem, proporcionam ganhos ambientais ao retirarem veículos das ruas e aumentarem a eficiência dos ônibus, que podem ser mais modernos e confortáveis, também agregam tecnologia ao transporte urbano, com custos bem menores ao dinheiro público que outros modais de transporte, atendendo a um número significativo de usuários.
O Rio de Janeiro será prova disso, promete o poder público.
Com a inauguração do primeiro BRT da cidade, que difere e muito dos corredores de ônibus tradicionais, entre as inovações os passageiros contarão com painéis nos terminais e estações que informam linhas e horários e o mais inédito: cada ônibus terá em seu interior painéis que mostram para o passageiro a previsão de quanto tempo o veículo chegará ao próximo ponto e o tempo que ele vai levar para terminar a viagem.
A tecnologia deve ser implantada em maio inicialmente nos ônibus do corredor Transoeste, que ligará a Barra da Tijuca a Santa Cruz.
Todas as informações serão monitoradas e transmitidas por dois CCO s – Centros de Controle Operacional, que terão telões em LCD, computadores, rastreadores, sistemas de rádio e equipamentos que permitem com que o sistema de informação seja interativo e atualizado em tempo real.
Os CCO s vão receber imagens das câmeras da CET – Companhia de Engenharia de Tráfego do Rio de Janeiro. Se os operadores detectarem algum problema, como congestionamentos, passeatas, manifestações, alagamentos e acidentes, podem se comunicar com os motoristas nos ônibus.
Eles também poderão recalcular a previsão de chegada e intervalo dos ônibus atualizando as informações para os passageiros.
Equipados com GPS, sistema de rastreamento, os ônibus terão o tempo de viagem cronometrado e recalculado em caso de interferências ao tráfego normal.
Serão dois CCO s. Um na Rua Assembléia, no Centro do Rio de Janeiro, com 300 metros quadrados, e outro de 500 metros quadrados de dois andares que será construído no Terminal Alvorada, na Barra da Tijuca. O terminal está sendo reformado para receber as linhas de BRT. Neste CCO serão acompanhadas as atividades do TransOeste (Barra da Tijuca – Santa Cruz) e do TransCarioca (Aeropoirto Internacional – Barra da Tijuca).
Após ser implantada no TransOeste, a tecnologia de painéis que informam quanto tempo o ônibus vai demorar para chegar no próximo ponto ou para completar a linha deve ser estendida para outros ônibus municipais do Rio de Janeiro.
Os motoristas de ônibus e demais operadores do Consórcio Santa Cruz já recebem treinamento para dirigirem os novos veículos que vão trafegar pelo corredor BRT, que são tecnologicamente mais avançados. Outros funcionários vão ser treinados por simuladores, como os de aviões, mas para ônibus.
O sistema de monitoramento é de tecnologia norte-americana e já é usado com sucesso no BRT Transmilênio, de Bogotá, da Colômbia, que a baixo custo conseguiu trazer diversas melhorias para os cidadãos do local.
Já os simuladores de treinamento que criam situações como entrada e saída de passageiros e eventuais problemas, como acidentes ou interferências nos corredores, foram desenvolvidos na Espanha.

Publicado em 23/01/2012 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.
Blogpontodeonibus

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Novos trolebus são apresentados em São Paulo

São Paulo apresenta 27 trólebus novos
Veículos que não são poluentes fazem parte da nova frota de ônibus elétricos que deve receber 128 veículos zero quilômetro. Entre as novidades está o primeiro trólebus de 15 metros do País.


ADAMO BAZANI – CBN
Prestes a completar 458 anos, no dia 25 de janeiro, a cidade de São Paulo recebeu nesta segunda-feira, dia 23 de janeiro de 2012, um presente: 27 novos trólebus, que vão compor a chamada EcoFrota, ônibus de tecnologia limpa que prestam serviços municipais.
Também fazem parte da EcoFrota, ônibus movidos com 20% de biodiesel, ônibus a etanol, elétricos – híbridos, movidos com diesel de cana-de-açúcar. Mas entre todos estes veículos, os trólebus são os únicos que não emitem nenhum poluente atmosférico em sua operação.
Os ônibus elétricos vão prestar serviços na Zona Leste de São Paulo e na região central, únicas áreas que possuem rede de trólebus (até 2003, a rede era bem maior, englobado várias regiões da cidade). A empresa operadora é a Himalaia Transportes S.A. , do Consórcio Leste 4, que até meados deste ano se tornará Ambiental Trans, do Grupo Ruas, de José Ruas Vaz, um dos maiores empresários de ônibus do Estado de São Paulo.
A estimativa é de que 128 novos trólebus sejam entregues, alcançando a meta de 144 veículos renovados até 2013.


INOVAÇÕES:
trolebus Novo

Novos trólebus de São Paulo são mais eficientes, com sistema de corrente alternada, que apresenta maior força nos arranques, menor ruído e usa mais peças nacionais o que facilita e barateia a manutenção. Veículos seguem as mais modernas normas de acessibilidade e segurança.

Os trólebus apresentados nesta segunda-feira, na garagem da Himalaia, trazem inovações em relação aos veículos mais antigos, o que aumenta a eficiência, diminui o consumo de energia e amplia a capacidade de passageiros.
Os ônibus elétricos são de corrente alternada, o que garante mais força no arranque e maior facilidade de manutenção, tornando mais barata, pelo aumento do número de peças nacionais empregadas.
Os veículos seguem as mais recentes normas de acessibilidade e segurança. Eles possuem piso baixo, com rampa de acesso e espaço para cadeira de rodas e cão guia, assentos demarcados e especiais para obesos, gestantes, idosos e portadores de deficiência física. O espaço entre os bancos é maior, além de o corredor interno ser mais largo.
A carroceria tem faixas refletivas para ajudar a visualização. Os trólebus receberam um novo visual, com cor predominante vermelha, referente à área de operação do Consórcio Leste 4, e detalhes prata e branco.
O sistema elétrico é da Eletra, empresa do Grupo ABC, que fabrica tecnologia limpa para operação de veículos de transportes públicos.

MODELO É INÉDITO NO PAÍS:
trolebus novo

O lote de 27 trólebus apresentado nesta segunda-feira conta com um veículo de 15 metros e os outros convencionais. A meta é renovar a frota, num total de 128 trólebus 0 km. Os veículos vão prestar serviços na zona Leste de São Paulo e região central, únicas áreas que ainda possuem rede de trólebus.

Entre os trólebus apresentados nesta manhã, com a presença do prefeito Gilberto Kassab, e do Gerente de Engenharia de Produtos da Eletra, Paulino Fumio Hiratsuka, se destacou o veículo de 15 metros. O ônibus elétrico neste porte é inédito no País e tem capacidade para transportar até 100 pessoas.
O objetivo do ônibus nesta configuração é aumentar a eficiência do sistema com maior capacidade de transportes, sem ocupar muito espaço a mais na via para isso.
Tanto os trólebus na configuração convencional como o de 15 metros têm carroceria Caio, modelo Millennium.
O veículo de maior porte tem chassi Scania e os convencionais Mercedes Benz.
Apesar de os ônibus elétricos novos, a prefeitura não sinalizou a expansão da rede de trólebus pela cidade.
Publicado em 23/01/2012 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

Blogpontodeonibus

domingo, 22 de janeiro de 2012

Ônibus da Busscar voltam a mostrar a cara

Produtos Busscar começam a mostrar a cara novamente
Enquanto não retoma a produção nos níveis semelhantes aos anteriores da crise, encarroçadora de Joinville faz veículos especiais, como um ônibus de dois andares para a família real da Arábia Saudita e o ônibus do Globo Esporte.
ADAMO BAZANI- CBN

A Busscar, encarroçadora de ônibus de Joinville, em Santa Catarina, fundada em 17 de setembro de 1946, por Augusto Bruno Nielson e Eugênio Nielson, enfrenta a pior crise de sua história.
A empresa que apresentou um plano de recuperação por determinação da Justiça para não ter a falência decretada, acumula dívidas de cerca de R$ 700 milhões e está sem pagar os salários dos funcionários há 22 meses, além de direitos, como o décimo terceiro.
A companhia, em crise desde 2008, tentar retomar a produção. Para isso, conseguiu na Justiça a liberação da venda de uma fazenda de propriedade da empresa no valor de R$ 7 milhões. Com o dinheiro, a Busscar alega que conseguiria produzir 39 ônibus que já foram encomendados, pagando a matéria-prima, a mão de obra e os demais insumos e estrutura para o início da fabricação.
A liberação foi polêmica já que a Fazenda Itinga, em São Francisco do Sul, no Litoral Norte de Santa Catarina, era garantia judicial para pagamento de parte da dívida que a empresa tem com os trabalhadores.
No plano de recuperação, que ainda será apreciado pela Justiça, Ministério Público e credores, as dívidas têm descontos entre 7% e 95% e o plano também prevê a produção para este ano de 1 mil 800 carrocerias com faturamento de R$ 335,6 milhões, menos da metade das dívidas da empresa.
Enquanto não retoma a produção aos mesmos níveis anteriores à crise de 2008 e não recebe um parecer definitivo dos credores e justiça sobre seu plano, a Busscar tem fabricado poucas unidades e veículos especiais.
O mais recente é o Ônibus do Globo Esporte, de São Paulo, que foi apresentado oficialmente ao público neste sábado, dia 21 de janeiro de 2012.
http://s.videos.globo.com/p2/player.swf
http://video.globo.com/Videos/Player/Esportes/0,,GIM1778005-7824-CUSTOMIZADO+ONIBUS+COM+ESTUDIO+MOVEL+E+NOVIDADE+DO+GLOBO+ESPORTE,00.html
http://s.videos.globo.com/p2/player.swf
O ônibus é do tipo micrão rodoviário, cujo tamanho fica entre o micro e o ônibus convencional. É uma unidade do modelo Miduss que começou a ser feito um ano atrás, em janeiro de 2011.
O objetivo do programa é levar o apresentador e editor, Tiago Leifeirt, bem como sua equipe, para diversos lugares do Estado de São Paulo.
O ônibus, apesar de não ser muito grande, é dividido em partes. Há um estúdio para apresentação do programa, que conta com telas de plasma, sofás, console para jogo de vídeo-game, três câmeras, iluminação e outros itens que o equiparam a um estúdio de TV fixo.
A iluminação é em LED é há um telão voltado para o lado externo para o público assistir ao programa, com direito a áudio em stéreo.
Ar condicionado e até elevador para cadeira de rodas fazem parte do veículo.
O ônibus também possui uma redação para apuração de notícias e elaboração de textos,c om computadores e acesso a internet, além de monitores de TV, e um camarim para preparar o apresentador, os repórteres e receber os convidados.
A idéia partiu da produtora Karina Falsoni.
A adaptação do ônibus começou pela própria Busscar e foi depois realizada por uma oficina do Ipiranga, na Zona Sul de São Paulo, que presta serviços de recuperação e customização de veículos para o quadro Lata Velha, de Luciano Huck, também da Rede Globo.
Foram 8 meses de estudos e trabalhos até os primeiros testes já que além de ser bonito e estilizado, o ônibus deveria ser funcional: capaz de chamar a atenção, fazer longas viagens se necessário e abrigar toda estrutura para gravação e transmissão ao vivo.
ÔNIBUS REAL:
Além do ônibus do Globo Esporte, a Busscar se recorda de outro veículo especial.
Jorci Silva, coordenador de vendas e marketing da Busscar, lembra com orgulho de um ônibus double decker, de dois andares, modelo Panarâmico DD, entregue a realeza árabe.
Ao jornal Agora São Paulo, Caderno Máquina, deste sábado dia 21 de janeiro de 2012, contou ao repórter Victor Amaro que o ônibus custou mais de R$ 2 milhões e tinha detalhes em ouro
“Já vendemos um Panorâmico DD avaliado em mais de R$ 2 milhões. Foi para um membro da família real da Arábia Saudita, que enviou detalhes de acabamento em ouro maciço”.
Tanto o ônibus da família real saudita como o mais recente veículo do Globo Esporte são sinais de que a Busscar possui qualidade e mesmo praticamente estagnada sua marca ainda é forte.
Por isso que neste momento delicado que a empresa enfrenta, toda a transparência e competência são essenciais. Cinco mil famílias agradecem, a imagem da indústria nacional agradece assim como os milhares de admiradores da marca, entre fãs, investidores e frotistas.

Publicado em 22/01/2012 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes. Blogpontodeonibus

sábado, 21 de janeiro de 2012

RIO GRANDE DO SUL É O ESTADO DOS ÔNIBUS

Rio Grande do Sul lidera produção de carrocerias de ônibus
O estado foi responsável por fabricar mais de 16 mil carrocerias. Marcopolo e Neobus fizeram 12 mil unidades e Neobus 4 mil
Roberto Hunoff, de Caxias do Sul, do Jornal do Comércio

Com a montagem de 16.319 carroçarias de ônibus, o Rio Grande do Sul manteve a liderança nacional com 46% dos volumes totais de 2011. Mas o crescimento de 6,6% sobre a produção de 2010 ficou abaixo da nacional, que chegou a 9%, num total de 35,5 mil unidades. Maior fabricante de ônibus do Brasil, Caxias do Sul perdeu participação: caiu de 37% para 34% em 2011.
As duas empresas localizadas na cidade, Marcopolo e Neobus, montaram 12,2 mil unidades, apenas 1% de crescimento na comparação com o ano de 2010. Já a Comil, de Erechim, atingiu a marca de 4,1 mil veículos, crescimento de 36%, o maior dentre as encarroçadoras nacionais. Em função do resultado elevou de 10% para 11,5% sua participação no bolo total.
Segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Ônibus (Fabus), a Marcopolo montou, em Caxias do Sul, 8.338 carroçarias, crescimento de 2,5% sobre 2010. A Neobus, por sua vez, apresentou queda de 1,5%, somando 3.863 unidades. Nestes volumes não está incluída a produção do Volare, modelo da Marcopolo, considerado pela Fabus como veículo pronto, e que entra nas estatísticas da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos (Anfavea). A Fabus computa somente as carroçarias vendidas. No caso do Volare, a Marcopolo faz a venda integrada da carroçaria ao chassi.
Por modelos, o Rio Grande do Sul responde por 81% da produção nacional de rodoviários, com total de 6 mil ônibus, dos quais 75% têm a marca Marcopolo. Também é líder absoluto no segmento de micro-ônibus, com 3.845 veículos, equivalente a 77% da produção. A liderança é da Neobus, com 41% dos volumes nacionais. Nos modelos intermunicipais a participação é de 86%, com 2,4 mil unidades, das quais 1,7 mil montadas pela Marcopolo. Já em urbanos a representatividade cai para 20%, com 4.056 unidades, cabendo 1,6 mil para a Comil, representando 8% do volume nacional.
A produção brasileira de ônibus considerada pela Fabus se dá ainda em duas empresas, Caio/Induscar e Irizar, na cidade de Botucatu, interior de São Paulo, que respondem por 29% do total. Em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, está a Ciferal, controlada da Marcopolo, com participação de 18%. Há, ainda, a Mascarello, em Cascavel, no Paraná, com 7%.
Publicado em 21/01/2012 por Roberto Hunoff, de Caxias do Sul, do Jornal do Comércio.
Blogpontodeonbus

O Avanço dos Pernambucanos pelo Brasil

Empresas de ônibus Pernambucanas "invadem" o Brasil
Viações compraram companhias de transportes em Natal, São Paulo, Sorocaba e Diadema e expansões continuam
ADAMO BAZANI – CBN (texto e levantamento)
Uma onda pernambucana. É isso que o Brasil tem vivido no setor de transportes urbanos?
O termo “onda pernambucana” pode ser até um exagero, mas o fato é que as empresas do estado nordestino têm expandido seus negócios para outras regiões do País.
O principal grupo é do da Metropolitana. A companhia, uma das maiores de Recife, já atua em São Paulo, ao adquirir a grande e tradicional Paratodos, que atendia parte da zona Sul da Capital Paulista. E inova ao aceitar o desafio de operar dezenas de ônibus movidos a etanol, da marca Scania, que reduzem em até 80% a emissão de gases que contribuem para o efeito e 90% de materiais particulados, além de zerar a liberação do enxofre, que provoca chuva ácida e o pior, câncer. A presença do enxofre é só encontrada no diesel.
Em Diadema, na Grande São Paulo, a MobiBrasil assumiu os serviços que eram da Imigrantes, responsáveis por 60% dos atendimentos à população da cidade do ABC Paulista. Os outros 40% eram operados pela empresa pública ETCD – Empresa de Transportes Coletivos de Diadema, que depois de acumular dívidas de R$ 110 milhões, teve seus serviços licitados e repassados para a iniciativa privada, a Benfica Transportadora Turística, de São Caetano do Sul, no ABC Paulista.
A MobiBrasil é de Pernambuco também e apesar de não ser a mesma empresa possui ligações com a Viação Metropolitana, sendo as proprietárias de ambas parentes.
Em Natal, no Rio Grande do Norte, as empresas pernambucanas também têm aumentado.
A Itamaracá Transportes negocia a compra de 70% da empresa Conceição. O mercado já diz que o negócio foi fechado.
Menos de dois meses antes, em dezembro, a Empresa Metropolitana, também de Pernambuco, comprou 70% da Guanabara Transportes.
De acordo com Augusto Maranhão, diretor do Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Passageiros do Município de Natal, Augusto Maranhão, disse ao jornal Tribuna do Norte, a Metropolitana quer comprar outras empresas em Natal. Para ele, a venda da Guanabara, não é pontual. "O sistema de transporte coletivo vem capengando. Hoje foi a Guanabara. Amanhã será outra" – disse ao jornal.
Em março de 2010, a Itamaracá de Pernambuco comprou 70% da empresa Trampolim da Vitória, também de Natal.
“Como as empresas não têm condição de renovar a frota, estão vendendo ou se associando a grupos mais fortes. A tendência no mercado natalense será essa", afirmou Augusto Maranhão ao jornal, que ainda faz um balanço das empresas Conceição e Itamaracá.
“Fundada em 1958, a Itamaracá Transportes integra o Sistema de Transporte Público de Passageiros (STPP) da Região Metropolitana do Recife, atendendo a oito municípios da zona norte: Recife, Olinda, Paulista, Abreu e Lima, Araçoiaba, Igarassu, Itapissuma e Ilha de Itamaracá. Atualmente, conta com uma frota de 254 veículos e gera mais de 1,2 mil empregos diretos. Por dia, realiza 2,7 mil viagens e transporta 200 mil passageiros. É responsável por 41 linhas. A empresa, que segundo informações do site oficial tem investido na renovação da frota, conta com o maior número de veículos articulados e alongados do STPP - Sistema de Transporte Público de Passageiros.
Já a Conceição conta com 13 linhas de ônibus urbanos nas quatro zonas da cidade e atua desde 1990 em Natal. A empresa tem três terminais (Felipe Camarão, Guarapes e Cidade Nova). O terminal de Felipe Camarão, com mais de 70 ônibus, é o maior de Natal em frota. Segundo o Seturn, o RN conta com 21 empresas de ônibus, entre municipais, metropolitanas e intermunicipais. Só em Natal, circulam 750 ônibus. Eles transportam por dia meio milhão de pessoas”.
Em Sorocaba, no Interior de São Paulo, também há a presença pernambucana.
A Metropolitana, de Recife, junto com a Júlio Simões (CS Brasil), de Mogi das Cruzes, forma o CS – Consórcio Sorocaba, que assumiu o lote que era da TCS – Transporte Coletivo Sorocaba, que foi descredenciado por dívidas e queda de qualidade. Entre a saída da TCS e a entrada do Consórcio Sorocaba, quatro empresas de ônibus operaram emergencialmente as linhas: Reunidas Paulista, Rosa, Jundiá e São João.
Empresas de Pernambuco atuam ainda em outras cidades e estão atentas a mais licitações e mudanças de sistemas regionais. Os exemplos citados nesta reportagem especial são apenas alguns e levam em conta os locais onde a presença das empresas urbanas de Pernambuco é mais representativa.
O segredo, de acordo com um executivo de uma das empresas pernambucanas que falou à reportagem de Adamo Bazani, é pensar à frente e acompanhar as mais modernas tendências dos transportes. Ele pediu para não ser identificado para “não atrapalhar alguns planos do grupo”.
“Muitas empresas de ônibus não têm assimilado que o momento é de mudanças, investir em qualidade, atendimento e tecnologia não é vanguardismo, é obrigação. E as empresas de Pernambuco têm aproveitado este momento” - disse
Publicado em 21/01/2012 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes. Blogpontodeonibus

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Ônibus é a maior vítima da falta de prioridade aos transportes públicos!

Ônibus é vítima da falta de prioridade ao transporte público, diz Ipea
Meio é o que mais transporta pessoas no País e é o que menos recebe formas de priorização e políticas públicas para aumentar sua eficiência
ADAMO BAZANI – CBN
Imagine quem ajuda a maior parte das pessoas, atende a um grande número de gente, está presente no dia a dia de boa parte da população, mas não recebe nenhuma força, nenhum incentivo, nenhum estímulo para isso.
É justamente o que ocorre com os ônibus nos transportes urbanos brasileiros.
Essa forma de transporte é responsável por atender mais de 80% das pessoas que usam os meios coletivos de deslocamento, mas é o que menos recebe estrutura, estímulos e prioridade.
Por conta disso, não é melhor avaliado pela população, o que mostra que o problema não é o transporte por ônibus, mas a falta de políticas públicas, tanto de mobilidade como de diminuição de custos, para os serviços deste tipo.
A avaliação é do técnico de planejamento do Ipea – Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas, Ernesto Galindo.
O Ipea divulgou uma segunda edição da Pesquisa Sobre Mobilidade Urbana, que ouviu a opinião de 3 mil 781 pessoas em 212 cidades de todas as regiões do País.
De acordo com a pesquisa, 41% dos brasileiros reprovam os transportes públicos. A nota para os serviços de ônibus só não foi maior porque não há condições ideais de os ônibus operarem com mais velocidade, cumprirem melhor os horários e serem mais confortáveis.
“O ônibus passou de raspão na avaliação dos brasileiros, com média 5,6. Não porque o povo rejeite, mas porque ele é a maior vítima da falta de prioridade ao transporte público no País”, explicou Galindo à Agência Estado.
O que a população mais reivindica em relação aos transportes públicos é maior eficiência, mais velocidade e menores custos, de acordo com a pesquisa.
Mas como oferecer isso?
Não há segredo e nem são necessários grandes sacrifícios e recursos, diz o técnico.
Basta os gestores públicos terem um pouco mais de ousadia na hora de dar prioridade aos transportes, privilegiando os meios coletivos, que são os que atendem mais pessoas ocupando menor espaço urbano e poluindo bem menos.
Para os ônibus, segundo os estudos, ações simples podem melhorar os serviços que atendem a maior parcela da população.
- PRIORIDADE NO ESPAÇO URBANO: Isso é possível por meio de corredores exclusivos, como os do tipo BRT – Bus Rapid Transit, que separam os ônibus dos demais veículos e os livra dos congestionamentos. Os BRTs oferecem acessibilidade para os passageiros, não só os portadores de deficiência, mas também para os que possuam alguma dificuldade de locomoção que não é considerada deficiência propriamente dito. Isso porque as estações de embarque e desembarque são na mesma altura do assoalho dos ônibus, dispensando os degraus no veículo ou então os ônibus podem ser de piso baixo, no mesmo nível da guia da calçada. Além disso, com pavimento melhor nos corredores, os ônibus podem ter tecnologias mais avançadas, inclusive não poluentes, e itens de conforto que seriam impossíveis se o veículo tivesse de trafegar por uma via em mau estado, como ocorrem em praticamente todas as cidades brasileiras. Pelo fato de não ficarem presos no trânsito, os ônibus ganham em velocidade, podem ser maiores e atenderem mais gente ainda. E é maior velocidade que a população pede, de acordo com a pesquisa. Isso sem contar que menos ônibus podem fazer mais viagens, o que reduz os custos e pode representar tarifas menores no futuro e mais integrações. E o ponto interessante é que a pesquisa demonstra que a população quer corredores de ônibus, como revela o trecho divulgado pela Agência Estado
“A maioria dos entrevistados respondeu que os ônibus são caros, em geral mal conservados e impontuais. Conforme a maioria dos entrevistados, eles demoram muito no percurso porque não há corredores exclusivos e disputam espaços com todo tipo de veículo, desde caminhões a motos e carros, no trânsito engarrafado das grandes cidades”
Quando não é possível construir uma estrutura do tipo BRT, por questões de custos ou falta de espaço nas vias, pelo menos faixas preferenciais devem ser pensadas pelo poder público.
- DEMOCRATIZAÇÃO DOS CUSTOS DOS TRANSPORTES: Os transportes públicos não beneficiam apenas os passageiros, mas toda a sociedade, inclusive quem só anda de carro. Isso porque, na medida em que o transporte público pode tirar carros da rua, ele colabora para que o trânsito não piore e para a diminuição da poluição, dois problemas que afetam a economia, a qualidade de vida e a saúde de todos. Mas na maioria dos modelos de tarifas do País, só empresas de ônibus e passageiros arcam com os transportes, uma das explicações de as passagens serem consideradas altas. Se os transportes beneficiam a todos, nada mais justo que todos colaborarem. E isso pode se dar de diversas formas: por subsídios, por receitas advindas da fiscalização de trânsito, como multas, por exemplo, ou pela redução de alguns impostos sobre as atividades de transportes. Exatamente como a compra de carros e motos ganhou estímulos tributários no País.
Aliás, a questão de incentivo tributário é um dos motivos apontados pelo técnico de planejamento do Ipea, Ernesto Galindo, pelas pessoas preferirem carros e motos, que segundo ele, são responsáveis por problemas e acidentes no trânsito, que oneram os cofres públicos, inclusive da área da saúde.
A propaganda por trás dos carros também é forte, o que faz com que o meio de transporte individual não represente apenas conforto e rapidez, mas status. Isso é visto pelo especialista como um erro de política pública.
"Se todos usarem automóvel, as cidades param, como já ocorre em várias delas", afirmou o técnico em planejamento Ernesto Galindo, responsável pela divulgação da pesquisa
Publicado em 20/01/2012 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes. Blogpontodeonibus

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Ônibus poderá ser pago com o celular

Ônibus em São Paulo poderão ser pagos com celular
SPTrans já iniciou uma consulta pública para adoção de nova tecnologia e novos sistemas de bilhetagem eletrônica
ADAMO BAZANI – CBN
Daqui a três anos os passageiros de ônibus municipais de São Paulo vão poder pagar as tarifas usando os créditos do celular.
A expectativa é da SPTrans, São Paulo Transportes, autarquia que gerencia os transportes na cidade de São Paulo.
Para esta e outras possibilidades, a Prefeitura de São Paulo estuda implantar novas tecnologias de bilhetagem eletrônica nos ônibus paulistanos.
Para isso, desde o dia 5 de janeiro iniciou consulta pública para receber propostas de técnicos do setor, empresas e da população.
A minuta da licitação que vai contratar a companhia de tecnologia deve se tornar pública no dia 30 de janeiro. A partir desta proposta, serão aceitas também mais sugestões.
O edital deve ser publicado definitivamente até o final de fevereiro deste ano.
A empresa que for implantar a tecnologia nova de pagamento deve assumir antes a manutenção da atual forma de gerenciamento e cobrança de passagens por dois anos.
O contrato com a empresa UOL Diveo, do Grupo UOL, que fazia o serviço de centralização de dados do Bilhete Único, com a SPTrans terminou.
A empresa também pode participar da nova licitação se quiser.
A cobrança das passagens de ônibus pelo crédito de celular pré pago deve beneficiar cerca de 33 milhões de passageiros, segundo a SPTrans.
Mas este tipo de cobrança será apenas uma das possibilidades com a adoção de novas tecnologias.
A SPTrans diz que o Cartão do Bilhete Único deverá ficar mais moderno e seguro, haverá um maior controle na remuneração do sistema de transportes, e os leitores das catracas poderão apresentar menos erros.
Outras plataformas para pagamento de passagem também serão estudadas.
Publicado em 19/01/2012 por Adamo Bazazni, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.Blogpontodeonibus

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Frotista quer tolerância maior de peso

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) prorrogou para 31 de maio deste ano o prazo da tolerância máxima de 7,5% do peso – acima do limite de peso bruto – que pode ser transmitida por cada eixo de veículo à superfície das vias públicas. Apesar da nova data, que já foi prorrogada outras vezes, o setor de transporte de cargas aguarda uma nova posição sobre o tema e reivindica um novo valor de tolerância – considerado mais viável – de até 11%.

“A distribuição da carga de maneira uniforme por todo o veículo é impraticável por causa de uma série de problemas”, explica o diretor da área técnica da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC & Logística), Neuto Gonçalves dos Reis. Segundo ele, esses fatores justificam a reivindicação de que o Contran não deve confiar apenas na exatidão das balanças para fazer a fiscalização.

Entre as dificuldades, Reis cita a existência de irregularidades e desnivelamentos na entrada e saída do local de pesagem, a diminuição da precisão das balanças ao longo do tempo – a lei exige que elas sejam reguladas apenas uma vez por ano –, a variação do peso dos veículos à medida que o tanque de combustível é utilizado e a influência da pressão atmosférica, da temperatura e da umidade do vento.

Outro item que dificulta a distribuição exata por eixo, de acordo com o diretor, “são as cargas que se deslocam durante a viagem, indo de um eixo para outro”. Alguns exemplos são as cargas a granel (soja, milho, trigo e outros grãos), de madeira e de cana-de-açúcar. Além disso, Reis frisa que o remanejamento dos produtos dentro do caminhão, à medida que são descarregados, não é uma tarefa simples.

Sobre o desenrolar do processo até o prazo estipulado - 31 de maio -, Reis acredita que um novo grupo de trabalho seja formado para discutir o assunto e chegar a um acordo com o Contran. Em relação à fiscalização que será executada, diz que “na pior das hipóteses, a situação fica como está, nos 7,5%”. Mas garante que o setor vai batalhar por mais: uma média de 9% ou algo maior.

Fonte: Webtranspo

Publicado em 13/01/2012 no site: http://www.simefre.org,br

Vendas de ônibus superam expectativas do mercado em 2011

Com alta de 21,73% sobre o ano anterior, o número de ônibus vendidos no Brasil durante todo o ano de 2011 alcançou 34.749 unidades. Bem acima da estimativa da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), que era de crescimento de 10,3%.
Comparando os meses de novembro e dezembro, houve aumento de 23,04% nos emplacamentos. Segundo o presidente da Federação das Empresas de Transportes dos Estados da Bahia e Sergipe (Fetrabase), Antonio Carlos Melgaço Knittel, a boa fase da economia estimulou a renovação de frota pelas empresas em praticamente todo o país.
“Esperamos crescer ainda mais neste ano, embora estejamos sujeitos às políticas municipais, já que em ano eleitoral os prefeitos não querem conceder aumento de tarifa. O que pode implicar numa retração na compra de ônibus pelas empresas”, explicou Knittel, que também compõe a diretoria de transporte rodoviário de passageiros da Confederação Nacional do Transporte (CNT).
No segmento, a Mercedes-Benz comemorou mais uma vez a liderança entre as montadoras, embora com porcentagem menor em 2011 (42,26%) do que no ano anterior (50,23%). A VolksWagen ampliou sua participação, passando de 26,36% em 2010 para 31,91% de participação no ano passado. Confira a tabela abaixo que mostra os emplacamentos das principais montadoras de ônibus no ano.
Modelos Quantidade Participação
Mercedes-Benz 14.686 42,26%
Volkswagen 11.090 31,91%
Marcopolo 3.955 11,38%
Scania 1.397 4,02%
Iveco 1.379 3,97%
Volvo 1.348 3,88%

Caminhões
As vendas de caminhões também foram recordes no ano. Totalizando 172.661 veículos, os emplacamentos subiram 9,69% na comparação com 2010. Mesmo sendo um bom resultado, ficou abaixo dos 15,2% estimados pela Fenabrave.
De novembro para dezembro, a alta foi de 16,23%. No último mês do ano foram emplacadas 15.615 unidades.
Entre as montadoras, destaque para a Volkswagen, que passou de 28,47% de participação do mercado em 2010 para 29,43% em 2011. A Volvo também ampliou sua presença, subindo de 9,71% para 11,04% de share. Veja a tabela.
Modelos Quantidade Participação
Volkswagen 50.822 29,43%
Mercedes-Benz 42.391 24,55%
Ford 30.351 17,58%
Volvo 19.068 11,04%
Iveco 14.264 8,26%
Scania 13.484 7,81%
Implementos rodoviários
O setor teve retração de 0,43% entre janeiro e dezembro de 2011. Foram comercializados em 2011, 58.557 unidades, contra 58.812 unidades no mesmo período de 2010. De novembro para dezembro, o setor apresentou alta de 11,95%, saltando de 4.494 unidades para 5.031.
Mercado nacional
Os emplacamentos de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus em 2011 somaram 3.633.006 unidades, com crescimento de 3,63% em relação a 2010, abaixo do que previam as concessionárias, uma alta de 4,2%.
Para o presidente da Fenabrave, Flávio Meneghetti, o crescimento abaixo do esperado foi causado pela crise financeira internacional. “A crise na Europa também trouxe reflexos ao país, mas os resultados foram positivos mesmo com pequena retração. A crise na Europa contribuiu para a restrição de crédito no Brasil, mas isso não afetou o resultado final, e fechamos 2011 com números expressivos”, explicou.
Neste ano a Fenabrave espera um crescimento de 5,76% nas vendas, incluindo automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus e motos. Para caminhões, é prevista alta de 9,6% e, para ônibus, de 14,3%.?
Fonte: Agência CNT de Notícias

Publicado em 12/01/2012 no site http://www.simefre.org.br

sábado, 14 de janeiro de 2012

França terá trem TGV de dois andares

Até o final deste ano deverá entrar em operação comercial o primeiro trem de altíssima velocidade de dois andares (double-deck) capaz de
percorrer todas as linhas ferroviárias europeias. A SNCF – a rede ferroviária da França – encomendou 55 composições para a Alstom em
junho de 2007 e duas estão em fase desenvolvimento final e aprovação. Entre as rotas, os trens operarão na nova linha Rhin-Rhône de alta
velocidade, cuja inauguração está programada para dezembro deste ano. A previsão é de que toda a frota seja entregue até 2014. Os trens
viajarão a uma velocidade de até 320 km/h nas redes ferroviárias da França, Alemanha, Suíça e Luxemburgo.
Em um ato simbólico realizado no final de maio, o CEO da Alstom, Patrick Kron, entregou ao presidente da SNCF, Guillaume Pepy, a primeira
composição TGV Duplex de terceira geração. O evento marca a introdução de uma nova geração de equipamentos ferroviários double-deck
projetados para atender a novas exigências em termos de interoperabilidade e conforto.  Os novos componentes compartilhados ajudarão a
reduzir os custos de desenvolvimento, fabricação, operação e manutenção.
Para conforto dos passageiros, foram melhorados os sistemas de informação, com a introdução de novos monitores externos perto da entrada
de cada trem que facilitarão a leitura do número do trem, do carro e do destino. Dentro dos carros foram colocados monitores para exibir
as estações atendidas e o destino final, assim como dados sobre o percurso (tempo, localização geográfica e velocidade) em diversos
idiomas. Os assentos foram equipados com telas digitais para reserva. 
Publicado 10/06/2011 no site http://www.otmeditora.com.br/noticias

Alstom fornecerá 26 VLTs Citadis para Bordeaux


A Communauté Urbaine de Bordeaux, autoridade metropolitana para a região de Greater Bordeaux, designou a Alstom como fornecedora preferencial para 26 composições Citadis de alta capacidade, capazes de acomodar até 400 passageiros. O contrato neste momento tem o valor total de €80 milhões. Opções para cinco a 30 composições adicionais podem ser exercidas posteriormente, o que elevaria o valor total do contrato para aproximadamente €176 milhões.
Os novos VLTs serão adequados para a infraestrutura de rede atual e futura da região. A rede de VLTs atual em Greater Bordeaux é construída sobre três grandes redes de serviço e se estende por cerca de 40 km no total, distribuídos entre três linhas (A, B e C) e inclui 13 km sem catenárias equipados com fornecimento de energia no nível do solo (APS). Até 2013, essas três linhas serão ampliadas além dos limites metropolitanos, com 500 metros de linha APS, e uma quarta linha também está em obras.
As composições, com 43 metros de comprimento, fornecerão o mesmo nível de desempenho que as 74 composições existentes, fato que acelerará sua integração à frota atual e reduzirá os custos operacionais de rede. Para manter a consistência estética desejada pela gestora, o design da Alstom corresponde à identidade visual original das composições, ao mesmo tempo em que atualiza certos recursos para melhorar a acessibilidade de pessoas com mobilidade reduzida.
Os VLTs Citadis da Alstom foram projetados para oferecer o máximo de qualidade de vida a bordo, bem como o máximo de conforto ao passageiro. Eles possuem pisos na altura da plataforma, ar condicionado, um sistema de vigilância em vídeo e informações audiovisuais a bordo. Além disso, ajudam a proteger o meio ambiente, pois cada Citadis exige um quarto da energia de um ônibus e um décimo da energia de um carro em kWh por passageiro sentado, e é até 98% reciclável. As composições também melhoram a qualidade da vida urbana. O Citadis é quase quatro vezes mais silencioso que o tráfego de automóveis, gerando níveis de ruído menores em cerca de cinco decibéis. Até o momento, um total de 1.553 VLTs Citadis já foram encomendados por 36 cidades no mundo, e outras 60 cidades têm projetos de VLT programados.
Publicado em 12/06/2011 no site http://www.otmeditora.com.br/noticias/

Los Angeles completa oito anos do sistema BRT

A cidade de Los Angeles completa oito anos de implementação do sistema BRT (Bus Rapid Transit), projeto que teve início em 2003 quando a prefeitura da cidade decidiu modernizar o transporte coletivo administrado pelo Los Angeles County Metropolitan Transportation Authority.

A reformulação do transporte urbano, que recebeu a marca Metro, por unificar as empresas concessionárias dos serviços de ônibus e de metrô, ocorreu em toda a região metropolitana da cidade. No primeiro ano o sistema registrou seis milhões de viagens e um terço dos passageiros deixou os carros em casa.

Em 2005 foi instalado, no Vale San Fernando, uma linha exclusiva do BRT, com 23 quilômetros de extensão, 14 paradas e cobrança de tarifa antes do embarque, o que contribuiu para maior fluidez do sistema. A meta de passageiros estipulada para 2020 foi superada em 2006. Com isso, a Metro conquistou reconhecimento internacional pela qualidade dos serviços oferecidos e a proximidade com os passageiros.

Cidades como Bogotá, na Colômbia; Santiago do Chile e Johannesburgo, na África do Sul, também adotaram o sistema BRT para resolver ou, pelo menos, amenizar os problemas que o intenso trânsito acarreta na vida da população. Com custo de implementação significativamente menor em relação a outros sistemas, o BRT oferece o conforto, a rapidez, e a segurança que as pessoas necessitam para deixar seus carros em casa e utilizar os ônibus nos deslocamentos diários.
Publicado em 22/08/2011 no site http://www.otmeditora.com.br/noticias

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

BharatBenz é a nova montadora da Daimler na Índia


A BharatBenz estreou oficialmente no mercado indiano na primeira semana de 2012. No dia 02 de março, será lançada a linha completa de veículos formada por modelos pesados e médios das marcas Daimler e Fuso. Ambos serão equipados com motorização Euro 3. A Índia tornou-se o terceiro maior consumidor de caminhões do mundo, produzindo um volume de 300.000 unidades em 2011. Ainda neste ano, a meta é formar uma rede com 70 concessionárias.
Prévia do caminhão BharatBenz
Os caminhões BharatBenz serão montados na cidade de Chennai, no sul da Índia, em uma planta de 160 hectares que se encontra em fase final de obras. A unidade fabril consumiu mais de 44 bilhões de rúpias indianas (cerca de 700 milhões de euros). Inicialmente, a fábrica terá capacidade para produzir 36.000 caminhões por mês, mas terá capacidade para até 70.000 unidades por ano.

Fotos: Divulgação

Publicado em 10/01/2012 no Portal Brasil Caminhoneiro, link: http://www.brasilcaminhoneiro.com.br/

TREM BALA CONTINUA LENTO

Trem Bala
Trem Bala: Vários discursos, promessas, obras de grandes dimensões, recursos que chamam a atenção num país cheio de necessidades básicas, mas poucas ações. A proposta do edital da primeira fase que deveria ser publicada nesta terça-feira, dia 10 de janeiro de 2012, não tem mais data para a publicação, o que deve atrasar o cronograma do governo, que previa para 10 de março a formalização do edital definitivo para a primeira fase. Esses atrasos podem comprometer a realização da obra, que levanta polêmica pelo alto valor, no mínimo de R$ 33 bilhões, frente a outras ações mais simples que não foram feitas em outras áreas no setor de transportes. Por três vezes, o Governo tentou fazer o leilão, mas não houve interesse dos investidores, que calculam um custo ainda bem maior. A licitação então foi dividida em duas: definição da tecnologia e dos operadores e depois das obras civis.
Trem bala continua lento
Publicação da Nova Proposta do Edital que deveria ser feita hoje não ocorreu e não há data definida para o documento do leilão da primeira fase
ADAMO BAZANI – CBN


Mais uma vez um atraso em relação ao Trem Bala do Brasil, o Trem de Alta Velocidade – TAV – projetado para ligar São Paulo, Campinas e Rio de Janeiro, em pouco mais de uma hora e meia num trajeto de cerca de 500 quilômetros.
O diretor geral da ANTT, Bernardo Figueiredo, prometeu em dezembro que no dia 10 de janeiro de 2012, a nova proposta do edital seria publicada, o que não ocorreu.
Por três vezes, o leilão para as obras do trem bala foi cancelado pela falta de interessados. Nestas tentativas, o Governo Federal calculou um valor de R$ 33 bilhões, sem incluir várias obras de adequações das regiões, que seriam assumidas pelo dinheiro público.
Mesmo com o Governo Federal retirando da iniciativa privada vários encargos, não houve interesse de investidores.
Uma por conta de o edital prever obras civis e desenvolvimento de tecnologia e compra dos trens numa só licitação. Outra porque a iniciativa privada calculou que mesmo sem assumir várias responsabilidades, o trem bala sairá mais caro ainda que os R$ 33 bilhões, mesmo o valor sendo considerado bastante alto frente a outras necessidades em transporte com menos custos que não foram supridas.
Por conta dessas dificuldades, a licitação do Trem Bala foi dividida em duas: para a tecnologia e compra dos veículos e para as obras civis.
Após a definição do consórcio operador e da tecnologia, é que serão escolhidos os responsáveis pelas obras, que serão baseadas e adaptadas a esta tecnologia.
A ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres- não sabe quando será publicada a proposta que era prevista para esta terça-feira, dia 10 de janeiro de 2012. Isso pode comprometer a data da publicação do edital definitivo da primeira fase do leilão, prevista para 10 de março de 2012.
Após esta publicação definitiva, o leilão deve ser realizado somente seis meses depois.
Todos estes atrasos no início podem comprometer as novas metas estipuladas pelo Governo Federal para a conclusão da mega-obra.
Publicado em 10/01/2012 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.
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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Revisão na barra de direção de caminhões pode evitar acidentes

Os números que envolvem o trânsito brasileiro são expressivos. A frota de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus saltou de 29.962.783 unidades para 32.492.390 unidades de 2009 para 2010, registrando aumento de 8,4%, segundo levantamento do Sindipeças – Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores. Só os caminhões somaram 1.490.748 unidades, ante 1.354.375 unidades, numa alta de 10,1%. A reboque destes números, uma estatística alarmante. As mortes por acidentes chegam a 37 mil em 2009, de acordo com o IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada.

Parte desta cifra poderia ser evitada checando itens de segurança e de mecânica de caminhões e veículos. O Programa Caminhão 100%, do GMA – Grupo de Manutenção Preventiva, que consiste em conscientizar o motorista sobre a manutenção preventiva do veículo, revelou que, entre os problemas mais comuns, nos mais de 576 caminhões inspecionados na Rodovia Dutra, está o sistema de direção. Mais de 60% dos caminhões apresentaram algum defeito no componente. Segundo Edson Vieira, engenheiro da fabricante de autopeças Nakata, unidade de negócios Affinia Automotiva, a falta de manutenção no sistema de direção pode causar graves acidentes. “O sistema de direção deve ser revisado, periodicamente, a cada 10 mil km”, afirmou Vieira, explicando que, ao fazer a manutenção preventiva, é importante verificar se a barra de direção está empenada, assim como se existe algum tipo de desgaste ou folga. As coifas protetoras também devem estar em ordem. Peças soldadas ou recondicionadas podem representar trágicos acidentes. “Qualquer movimento brusco ou estradas esburacadas podem romper a peça quando soldada, ocasionando perda da direção”, advertiu o engenheiro da Nakata.

Vieira alerta para o principal sinal de desgaste na peça: a folga na direção. Também recomenda que o motorista faça manutenção do veículo em uma oficina de confiança para realizar o exame adequado no conjunto de direção e suspensão.

Foto: Iveco

Publicado em 08/01/2012 no Portal Logweb, link: http://www.logweb.com.br/

MERCEDES BENZ BATE RECORDE DE EMPLACAMENTOS

Mercedes Benz bate recorde em emplacamentos de ônibus e caminhões
Foram 42.600 caminhões e 14.900 ônibus emplacados no País. A produção foi de 80 mil veículos pela marca
ADAMO BAZANI – CBN
A Mercedes Benz divulgou nesta segunda-feira, dia 09 de janeiro de 2012, o balanço de veículos emplacados no País.
Foram 42 mil 600 caminhões e 14 mil 900 ônibus, num total de 57 mil 500 veículos pesados.
A marca também divulgou que foram emplacadas 6 mil 300 unidades do utilitário para carga e passageiros Sprinter, o melhor resultado nos últimos 11 anos, na categoria entre 3,5 para 4,6 toneladas.
Em relação aos ônibus e caminhões, o número de emplacamento também foi recorde. Em 2010, foram emplacados 40 mil 850 caminhões e 14 mil 320 chassis de ônibus.
Foram produzidos, tanto para o mercado externo e interno cerca de 80 mil veículos da marca no Brasil.
Joachim Maier, vice-presidente de vendas da Mercedes Benz do Brasil, destacou o aumento do mercado geral de ônibus e caminhões no País.
Segundo ele, nos últimos dez anos, a produção de caminhões passou de 60 mil para 173 mil unidades anuais, enquanto a de ônibus pulou de 16 mil veículos para cerca de 35 mil por ano.
Para o executivo, os preparativos em relação a Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas de 2016, com obras de infraestrutura e modernização nos sistemas de transportes, devem aquecer ainda mais o mercado de ônibus e caminhões, apesar de algumas oscilações serem esperadas.
A Mercedes espera se beneficiar com este ritmo no mercado e diz que além da ampliação da planta e capacidade de produção de São Bernardo do Campo, o início dos trabalhos da unidade de Juiz de Fora, em Minas Gerais, que deve fabricar caminhões pesados e extrapesados, pode aumentar a participação da Mercedes nos segmentos.
Atualmente, a Mercedes é líder no segmento de ônibus e vice-líder no de caminhões.
A implantação das novas normas de controle de emissão de poluentes, Euro V, na fase 7 (P7) do Programa Nacional de Controle de Poluição por Veículos Automotores – Proconve, que entraram em vigor em 1º de janeiro deste ano, deve contribuir para uma redução nas vendas de caminhões e ônibus em 2012.
Isso porque, para obedecerem às normas, os veículos são dotados de mais tecnologia, o que os deixa entre 10% e 15% mais caros. Além disso, eles não operam apenas com diesel. Boa parte dos modelos necessita da adição de um fluido, o ARLA 32 (Agente Redutor Líquido Automotivo), com 32 % de uréia industrial, para diminuir poluentes, como óxido de nitrogênio – NOx.
Para escaparem dos preços maiores e da necessidade do uso do ARLA, embora as fabricantes alegam que os novos modelos são mais econômicos, cobrindo a diferença do preço do ARLA, muitos frotistas, tanto de ônibus como de caminhões, anteciparam as compras para 2011, que foi um ano recordista do setor de veículos pesados, ou então, vendo que seus veículos estavam com baixa idade de uso, preferiram postergar as renovações.
A indústria nacional vê até 2016 boas perspectivas para o mercado de ônibus e caminhões, mas está de olho na Europa, onde ficam sediadas a maioria das matizes, que enfrenta ainda crise econômica.
Publicado em 09/01/2012 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.
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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Plano Nacional de Mobilidade Urbana incentiva transportes e pode criar pedágio urbano

Lei da Mobilidade abre espaço para pedágio urbano
Política Nacional de Mobilidade Urbana – PNMU – visa criar incentivos para o transporte coletivo. Decisões, no entanto, ainda cabem à administrações municipais
ADAMO BAZANI – CBN

Depois de 17 anos em tramitação, finalmente foi sancionada a chamada Lei da Mobilidade pela Presidente Dilma Rouseff nesta última quarta-feira dia 04 de janeiro de 2012.
A Política Nacional de Mobilidade Urbana – PNMU -, lei 12.587, visa incentivar os transportes públicos nas cidades com o objetivo de reduzir o trânsito e a poluição e assim melhorar a qualidade de vida e a produtividade das pessoas, com ganhos econômicos e sociais.
Entre os pontos previstos pela Política Nacional de Mobilidade Urbana está a integração de diferentes modais para fazerem parte de uma mesma rede de transportes local ou intermunicipal, algo que ainda é uma carência nas regiões metropolitanas, onde os diversos tipos de transportes operam quase isoladamente.
O incentivo ao transporte público, previsto na lei 12 587, não se baseia apenas na implantação de sistemas, mas no aumento da oferta dos transportes e no barateamento das tarifas, deixando o transporte público mais acessível. Isso inclui formas de garantir gratuidades a idosos e portadores de necessidades especiais, por exemplo, sem que estes custos sejam repassados integralmente ao passageiro pagante.
A Política Nacional de Mobilidade Urbana também deixa claros os direitos básicos dos passageiros, como cumprimento de horários, frota que ofereça conforto e segurança, informações sobre linhas e sistemas, canais de reclamação, itinerários sendo cumpridos, etc.
DESESTÍMULO AO CARRO DE PASSEIO:
O Plano Nacional de Mobilidade Urbana também cria mecanismos para que haja desestímulos ao uso do transporte individual.
Assim, os municípios poderão criar formas de restringir a circulação de carros, como implantação de rodízios e até mesmo a criação de pedágio urbano.
Mesmo a responsabilidade das políticas de transportes continuarem sendo dos municípios, os mecanismos de restrição aos veículos criados pela lei 12.587 podem eliminar contestações jurídicas em relação às medidas para desestímulo ao transporte individual.
Além do pedágio urbano, as prefeituras podem criar outros tributos ou taxas para uso da infraestrutura urbana.
Todo o dinheiro arrecadado, no entanto, deve ser direcionado para políticas e obras de ampliação e melhoramento dos transportes coletivos.
A Política Nacional de Mobilidade Urbana – PNMU – entram em vigor cem dias depois da sanção da presidente Dilma Rousseff, que ocorreu na quarta-feira, dia 04 de janeiro de 2012.
Cada município terá autonomia para criar suas políticas baseadas na lei, mas a liberação de recursos federais para o setor pode agora estar condicionada ao fato de o administrador local cumpriu ou não a PNMU.
O Governo Federal acredita que as medidas de restrição ao uso de veículos de passeio possam sofrer resistência de uma classe da população acostumada com o transporte individual.
Publicado em 06/01/2012 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.
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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

TRANSPORTES, FELICIDADE E RIQUEZA

Transportes trazem felicidade às pessoas
Especialista, mestre em transportes, Marcus Quintella, diz que erradicação da pobreza não passa apenas por programas como Fome Zero, mas pelo acesso às necessidades básicas do cidadão, o que é proporcionado pelos serviços de transportes tanto de cargas como de passageiros
A erradicação da pobreza em nosso país sempre será um processo longo e de difícil execução, já que dependerá de desenvolvimento econômico e social sustentado e contínuo, com uma distribuição de renda justa e evidente, além do empenho político permanente de todos os níveis dos poderes públicos. Desde o primeiro governo FH, passando pelos dois mandatos de Lula e, agora, com a presidente Dilma, a prioridade tem sido a erradicação da pobreza, cujos focos principais são a geração de empregos, os programas Bolsa Família e Fome Zero, os projetos de segurança pública e as obras de infraestrutura, que incluem habitação, saneamento e transporte público de metrôs e trens.
Assim como os governos anteriores, o atual parece estar definitivamente convencido de que a erradicação da pobreza vai muito além do Fome Zero, pois dependerá de ações que garantam à população acesso às clássicas necessidades humanas básicas preconizadas pelo Banco Mundial, que compreendem educação, saúde, nutrição, água, saneamento e habitação. Além disso, felizmente, o governo brasileiro incluiu nessa relação, como uma das necessidades humanas básicas, o transporte público e de cargas, uma vez que os deslocamentos casa-trabalho, casa-escola e casa-lazer, o acesso a hospitais, a chegada dos alimentos à população, o escoamento das produções agrícolas e industriais e a comercialização de produtos e serviços dependem fundamentalmente de alguma modalidade de transporte.
O transporte, na realidade, é um fator de extrema relevância para a melhoria de vida das pessoas e deveria sempre ser privilegiado nas ações de combate à pobreza, pois é o único serviço que participa de todas as atividades da sociedade e afeta as pessoas todos os dias. Além disso, mais de 80% dos brasileiros residem em áreas urbanas, onde ocorrem cerca de 70 milhões de viagens diariamente, pelo fato de os locais de moradia, trabalho e lazer estarem cada vez mais separados espacialmente entre si.
A efetiva erradicação da pobreza no Brasil deve começar pela implementação de projetos de transportes que produzam reais benefícios sociais, econômicos, ambientais e humanos para toda a população, de forma que suas finalidades precípuas sejam atingidas: deslocar seres humanos de forma econômica, rápida, segura, confortável e saudável. Os sistemas de transporte público, metroferroviário, aquaviário e rodoviário, devem ser encarados como grandes aliados no combate à pobreza, porque invariavelmente produzem os benefícios acima.
As cidades brasileiras de médio e grande portes carecem de metrôs, trens suburbanos, veículos leves sobre trilhos, BRTs e sistemas marítimos, lacustres e fluviais de passageiros, desde que planejados de forma racional e integrados entre si e com política tarifária adequada ao poder aquisitivo da população. Ao mesmo tempo, as dimensões continentais de nosso país comportam grandes ferrovias de cargas e de passageiros de média e longa distâncias, que poderiam ajudar no equilíbrio da demografia e no desenvolvimento econômico do país, bem como na redução do chamado custo Brasil — um de nossos empecilhos à boa competição no mercado internacional.
Em última análise, os poderes públicos responsáveis pelas políticas de transporte precisam continuar investindo para modificar significativamente a matriz de transportes em nosso país, para que as modalidades de transportes urbanos, regionais e de carga sejam mais equilibradas, possam ser sólidos pilares de nosso crescimento econômico sustentado e contribuam efetivamente no combate à pobreza.
O transporte de carga competente e abrangente contribui para o desenvolvimento social e econômico do país, pois leva os bens de consumo às pessoas, nos mais remotos locais do território nacional, de forma rápida, segura e mais barata. Povo abastecido é povo feliz. Simultaneamente, o transporte público eficiente e eficaz, ou seja, rápido, seguro, confortável, econômico, abrangente e integrado, proporciona felicidade às populações urbanas, por meio da redução dos tempos de deslocamentos, menos poluição atmosférica e sonora, menor número de acidentes de trânsito, maior segurança, tranquilidade e baixíssimo nível de stress. Povo feliz é povo rico.
* Marcus Quintella, doutor em engenharia de produção, é mestre em transportes pelo Instituto Militar de Engenharia.
Artigo publicado no Jornal do Brasil

Publicado em 05/01/2012 por blogpontodeonibus.