Palestra para Motoristas

Palestra para Motoristas
Arquivo: HighPluss Treinamentos, 2018.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Novos ônibus a hidrogênio com portas dos dois lados

Novos ônibus a hidrogênio vão ter portas dos dois lados
Veículos devem operar comercialmente em 2014 no Corredor ABD. Cada um deve custar em média US$ 1 milhão
ADAMO BAZANI – CBN

Até o ano de 2014, Copa do Mundo no Brasil, devem estar em circulação mais três ônibus movidos a hidrogênio no Corredor ABD, que liga São Mateus (zona Leste) a Jabaquara (zona Sul de São Paulo) pelos municípios de Santo André, Mauá (Terminal Sônia Maria), São Bernardo do Campo e Diadema.
O PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – e o Consórcio da EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos responsável pelo Projeto Ônibus Brasileiro a Hidrogênio acertaram a fabricação destas mais três unidades. Cada ônibus a hidrogênio custará em média US$ 1 milhão. O prazo de fabricação é de um ano e meio. Eles devem ficar prontos em 2013 e ficarão em testes até 2014.
O primeiro ônibus, em testes de 2009, custou US$ 16 milhões. Este valor incluiu estudos, projetos e desenvolvimento que já foram realizados, portanto, as outras unidades não terão estes custos nesta proporção.
Além disso, estes novos ônibus a hidrogênio vão ter maior nível de nacionalização. O motor elétrico de tração será fabricado no Brasil, por exemplo. As células a hidrogênio, os tanques que armazenam o hidrogênio, as baterias auxiliares de tração e outros componentes responsáveis pela geração da tração ainda serão importados.
Os novos ônibus terão portas no lado esquerdo e no lado direito para servirem trechos de embarque e desembarque duplos, como o ramal do Corredor ABD, entre Diadema, no ABC Paulista, e Brooklin, na zona Sul de São Paulo.
O ônibus a hidrogênio é um ônibus elétrico híbrido. Em vez de o diesel gerar energia, esse papel é feito pelo hidrogênio.
Um processo chamado eletrólise separa o Oxigênio do Hidrogênio, gerando a energia elétrica que move os motores.
O oxigênio, que seria o subproduto da operação, é liberado pelo sistema de escape como vapor d´água. O escapamento e todo o sistema recebem um tratamento especial para não enferrujarem pela umidade maior.
O ônibus conta com a frenagem regenerativa. Toda vez que o ônibus freia ou para, ele precisa de menos energia. A geração de energia é a mesma em todas as situações, mas em momentos que o veículo precisa de menos, o excedente não se transforma em calor e é desperdiçado. Ele é armazenado nas baterias para situações que exigem mais energia que a produzida pelo motor. Além disso, a energia produzida pelo atrito dos freios, por exemplo, também é aproveitada.
Os ônibus a hidrogênio são 100% limpos não emitindo nenhum poluente na atmosfera em sua operação.

Publicado em 27/01/2012 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.
Blogpontodeonibus

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Treinamentos para Motoristas 2012!

Arquivo: HighPluss, 2011.

Seja Bem-Vindo!

A HighPluss Treinamentos está oferecendo "Treinamentos Personalizados para Motoristas":
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  • Desenvolvimento Comportamental do Motorista para os novos tempos;
  • Construindo o Voluntariado Corporativo.
Contato no e-mail: treinamentos@highpluss.com.br

Abraço e sucesso em 2012!

"O Motorista capacitado faz a diferença nos serviços prestados pela empresa!". Pense nisso!

Tecnologias do BRT para o Rio de Janeiro

ônibus BRT
Modelo de ônibus que será usado ns sistemas de corredores modernos exclusivos do Rio de Janeiro do tipo BRT – Bus Rapid Transit. Os BRTs trazem diversas vantagens para o passageiro e para as cidades em geral, com baixos custos trazendo benefícios semelhantes a outros modais cujas implementações e operações são bem mais caras. Entre os ganhos do BRT, respeitando o dinheiro público, estão: - Maior velocidade operacional (diminuindo o tempo de viagem), - Estações mais modernas e acessíveis (com rampas, elevadores, painéis eletrônicos, embarque no mesmo nível do assoalho do ônibus e o pré-embarque, que é a possibilidade de pagamento da passagem antes de entrar no veículo), - Ônibus mais modernos e maiores (por contarem com espaço exclusivo podem ser do tipo articulados e biarticulados substituindo um número maior de veículos de passeio e até ônibus convencionais), - Sustentabilidade (Os ônibus substituem vários veículos, podem ser de tecnologias limpas, o que seria mais difícil se operassem fora de corredores, e por operarem com maior eficiência, com menos para e anda, emitem menos poluentes), - Adoção de tecnologias novas a serviço do passageiro, empresas e sistemas como um todo. O Rio de Janeiro é um exemplo. Enquanto cidades que optaram por outros modais mais caros e que não transportam muito mais e nem têm velocidade maior que justifique tantos gastos, ainda estão em fase de estudos e nem abriram licitações, já em maio o BRT Transoeste contará com CCOs – Centros de Controle Operacional que informam e monitoram em tempo real os serviços e os ônibus contarão com painéis que informam em quanto tempo o veículo vai levar para chegar ao próximo ponto e para completar a linha.
Painéis em ônibus vão informar tempo de viagem no Rio de Janeiro
Esta será uma das tecnologias presentes no BRT Bus Rapid Transit. Sistema de gerenciamento, informação e fiscalização será estendido para todos os ônibus municipais
ADAMO BAZANI – CBN
Os sistemas de BRT – Bus Rapid Transit, compostos por corredores exclusivos para ônibus e estações de embarque e desembarque que diminuem o tempo de viagem, proporcionam ganhos ambientais ao retirarem veículos das ruas e aumentarem a eficiência dos ônibus, que podem ser mais modernos e confortáveis, também agregam tecnologia ao transporte urbano, com custos bem menores ao dinheiro público que outros modais de transporte, atendendo a um número significativo de usuários.
O Rio de Janeiro será prova disso, promete o poder público.
Com a inauguração do primeiro BRT da cidade, que difere e muito dos corredores de ônibus tradicionais, entre as inovações os passageiros contarão com painéis nos terminais e estações que informam linhas e horários e o mais inédito: cada ônibus terá em seu interior painéis que mostram para o passageiro a previsão de quanto tempo o veículo chegará ao próximo ponto e o tempo que ele vai levar para terminar a viagem.
A tecnologia deve ser implantada em maio inicialmente nos ônibus do corredor Transoeste, que ligará a Barra da Tijuca a Santa Cruz.
Todas as informações serão monitoradas e transmitidas por dois CCO s – Centros de Controle Operacional, que terão telões em LCD, computadores, rastreadores, sistemas de rádio e equipamentos que permitem com que o sistema de informação seja interativo e atualizado em tempo real.
Os CCO s vão receber imagens das câmeras da CET – Companhia de Engenharia de Tráfego do Rio de Janeiro. Se os operadores detectarem algum problema, como congestionamentos, passeatas, manifestações, alagamentos e acidentes, podem se comunicar com os motoristas nos ônibus.
Eles também poderão recalcular a previsão de chegada e intervalo dos ônibus atualizando as informações para os passageiros.
Equipados com GPS, sistema de rastreamento, os ônibus terão o tempo de viagem cronometrado e recalculado em caso de interferências ao tráfego normal.
Serão dois CCO s. Um na Rua Assembléia, no Centro do Rio de Janeiro, com 300 metros quadrados, e outro de 500 metros quadrados de dois andares que será construído no Terminal Alvorada, na Barra da Tijuca. O terminal está sendo reformado para receber as linhas de BRT. Neste CCO serão acompanhadas as atividades do TransOeste (Barra da Tijuca – Santa Cruz) e do TransCarioca (Aeropoirto Internacional – Barra da Tijuca).
Após ser implantada no TransOeste, a tecnologia de painéis que informam quanto tempo o ônibus vai demorar para chegar no próximo ponto ou para completar a linha deve ser estendida para outros ônibus municipais do Rio de Janeiro.
Os motoristas de ônibus e demais operadores do Consórcio Santa Cruz já recebem treinamento para dirigirem os novos veículos que vão trafegar pelo corredor BRT, que são tecnologicamente mais avançados. Outros funcionários vão ser treinados por simuladores, como os de aviões, mas para ônibus.
O sistema de monitoramento é de tecnologia norte-americana e já é usado com sucesso no BRT Transmilênio, de Bogotá, da Colômbia, que a baixo custo conseguiu trazer diversas melhorias para os cidadãos do local.
Já os simuladores de treinamento que criam situações como entrada e saída de passageiros e eventuais problemas, como acidentes ou interferências nos corredores, foram desenvolvidos na Espanha.

Publicado em 23/01/2012 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.
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