Palestra para Motoristas

Palestra para Motoristas
Arquivo: HighPluss Treinamentos, 2017.

sábado, 31 de dezembro de 2011

AS NOTÍCIAS QUE GOSTARÍAMOS PARA 2012

As notícias que queríamos publicar em 2012
Setor de mobilidade carece de muitos avanços, principalmente no tocante à vontade política e a atuação mais honesta de algumas empresas que poderiam se espelhar no exemplo de outras companhias que lucram mas sabem valorizar o ser humano
ADAMO BAZANI – CBN

Mobilidade não é só desenvolvimento econômico, mas é vida! Por trás de sistemas de transportes, não há só uma grande quantidade de recursos envolvida, movimentando a economia e dando oportunidade e acesso para os cidadãos, mas há histórias humanas, um pouquinho da vida de cada.
Um transporte de qualidade nada mais é que garantir ao ser humano a valorização que ele precisa e merece.
Ao longo de 2011, publicamos mais de 700 notícias sobre transportes. Algumas que foram verdadeiros presentes para a população e para quem admira o setor: novas empresas chegando em áreas que sofriam com precariedade e implantando um conceito mais digno de atendimento, lançamentos de verdadeiras máquinas que dão orgulho à indústria brasileira, soluções em mobilidade simples, mas bem aplicadas e que aliviaram o sofrimento que hoje é viver nas cidades, participações de empresas de ônibus em ações sociais e muito mais.
Infelizmente também houve notícias que mostraram que nem tudo nos transportes é feito de flores, mas eram fatos que precisavam ser expostos para a conscientização e informação do cidadão. Afinal, antes mesmo de alguém ser apaixonado por transportes, busólogo, pesquisador, seja qual for o título, este alguém é cidadão e um ser inteligente. Desrespeito com o dinheiro público no planejamento de soluções de mobilidade, escândalos de empresas e empresários em casos como de lavagem de dinheiro, corrupção, má prestação de serviços e até assassinatos.
Marcas tradicionais de empresas e indústrias passando por dificuldades, muitas vezes por razões pouco esclarecidas formalmente, mas evidentes ao menor uso do senso crítico. Transporte público só ficando no discurso enquanto o transporte individual que polui mais e congestiona as cidades continuando com os privilégios em nome de uma política eleitoral que beneficia a classe média formadora de opinião.
Em 2012, a torcida é para que as coisas melhorem, mas admitamos que se o pensamento de muitas autoridades e da população não mudar e não se transformar em ação em prol da coletividade, edo próximo, barreiras ainda serão enfrentadas.
Não dá para escolher o que noticiar, afinal, o jornalismo é narração dos fatos, além de seus esclarecimentos. Se ocorrerem fatos positivos, é um prazer noticiar, mas se vierem os negativos, é um dever.
Mas se fosse para escolher algumas notícias, gostaríamos de manchetes como estas:
—- MOBILIDADE URBANA: GOVERNOS SE ENTENDEM E ESCOLHEM OS MELHORES SISTEMAS PARA A POPULAÇÃO
Acabou a disputa entre VLT, BRT e monotrilho. Planos definem a aplicação corret\ de cada modal para melhor atendimento das populações nas cidades
—- CASO BUSSCAR TEM UMA SOLUÇÃO DEFINITIVA
Setor de transportes ganhou com as medidas tomadas e a dignidade dos trabalhadores é garantida
—- LICITAÇÃO DA ANTT: GOVERNO FEDERAL E EMPRESAS SE ENTENDEM
Medidas garantiram melhorias nos serviços de transportes rodoviários e na condição de vida de quem precisa viajar
—- TECNOLOGIA LIMPA RECEBE INCENTIVOS REAIS
Com isso, o uso de ônibus e outros meios de transportes públicos não poluentes torna-se vantajoso economicamente para operadores e população é quem ganha com isso
—EMPRESAS DE ÔNIBUS SE DESTACAM EM AÇÕES SOCIAIS E DE VALORIZAÇÃO A VIDA
Além de grupos que já possuem essa postura, mais empresas tornaram suas relações com o meio ambiente e com o cidadão mais próximas.
—- TRANSPORTE PÚBLICO GANHA PRIORIDADE REAL NAS CIDADES
O transporte individual não foi penalizado, mas o coletivo ganhou importância e se tornou mais atraente o que gerou diminuição no trânsito e na poluição nas cidades brasileiras.
É verdade, algumas destas manchetes podem se limitar ao sonho, mas de sonhos que são feitas as mudanças.
Note que em cada uma delas falamos de transportes, mas as beneficiadas sempre foram as pessoas.
Isso porque, transporte é muito mais que ônibus, VLT, trem monotrilho ou metrô. É uma atividade humana e quando ele for realmente pensado para o ser humano, vai cumprir seu papel que é garantir dignidade às pessoas.
Feliz 2012
Publicado em 31/12/2011 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em tranportes.
Blogpontodeonibus

TRANSPORTES: Um balanço de 2011

Retrospectiva 2011 O que temos a comemorar??
Ano foi marco por altos e baixos no setor de transportes. Enquanto as políticas de mobilidade pouco avançaram a indústria aperfeiçoou modelos e soluções para o setor. Perdas de historiadores também marcaram o ano
MARCOS GALESI – TÉCNICO EM TRANSPORTES

Em 2011 os transportes terrestres passaram por grandes transformações algumas visíveis e concretas e outras imperceptíveis e virtuais.
Muitas empresas de ônibus investiram na renovação de seus veículos, foram comprados por algumas empresas mais ônibus articulados e em outras carros padron e básico.
Foi o ano que o Dr.Adriano Branco concedeu uma entrevista ao Milton Jung exaltando as qualidades do trólebus e também alertando as autoridades com relação à falta de corredores na cidade de São Paulo, e do colapso do trânsito num futuro próximo.
Foi o ano em que houve várias reuniões tanto no fórum de transporte da Zona Leste com a participação do Vereador Zelão e assessores de outros vereadores e deputados em algumas delas, onde insistentemente inclusive na Câmara Municipal foi reivindicado o Corredor Celso Garcia bem recebido pelos vereadores, mas por parte do prefeito Gilberto Kassab foi “rejeitada” a proposta do corredor e foi feita uma proposta para que o trajeto fosse coberto pelo metrô. Mas o fórum de transportes da Zona Leste não desiste, visto que o metrô ainda demorará anos para ser construído, pois o metrô tem outras prioridades.
O ano foi marcado também com a morte dos historiadores Professor Waldemar Correia Stiel que muito contribuía com a história e preservação dos transportes elétricos em seus livros e do Professor Waldir Rueda, grandes defensores do transporte eletrificado em especial o trólebus. Vale destacar que o Professor Waldir Rueda entrou com uma ação junto ao Ministério Público para defender o trólebus de Santos que estava próximo da desativação do sistema, além disso, foi solicitado junto aos órgãos de preservação histórica, o tombamento da linha 20- Praça Independência – Praça Mauá, luta na qual está sendo prosseguida mesmo com o falecimento do professor Waldir Rueda.
Tivemos também no corredor ABD, o DIA DE FAZER A DIFERENÇA encabeçado pela dona BEATRIZ SETTI BRAGA com a parceira METRA, VIAÇÃO ABC, E SBCTRans e outras parceiras na qual foram plantados centenas de arvores ao longo deste corredor.
Este ano também foi marcado com a 17ª. Semana Metroferroviária na qual foram explanadas várias propostas e tendências, para a rede de metrô e CPTM até 2030.
Este ano foi marcado pelo EVENTO TRANSPÚBLICO na qual foram exibidas as mais novas tendências para o transporte público sobre Pneus e na oportunidade foi lançado a carroceria CAIO MILLENIUM III e também o lançamento dos novos chassis VOLVO linha F baseado na motorização dos caminhões linha VM, a SCANIA com o seu mais novo motor K 310 e a MERCEDES BENZ com os novos lançamentos como o OF 1721 ELETRÔNICO, o OF 1724 e a mais nova linha de chassis de articulados o UDA e o OMA que são chassis que vieram como resposta aos VOLVOS B9Salf, pois podem ser estendidos em até 22 metros. Infelizmente foi notado a falta da BUSSCAR neste evento de suma importância. Por falar em BUSSCAR, este foi o ano da AGONIA. Houve também vários destaques na TRANSPÚBLICO como, por exemplo, novas carrocerias rodoviárias como o Roma da Mascarello, a IRIZAR, a COMIL e claro que não poderia faltar a MARCOPOLO com seu modelo BRT. Falando em BRT, a Neobus também fez o seu lançamento do seu BRT e do BRS do Rio de Janeiro.
Tivemos também o evento NEGÓCIO NOS TRILHOS na qual houve mais de 450 expositores onde foram apresentadas as novidades do setor. Destaque para o MONOTRILHO que ficou exposto em tamanho natural para que a população tivesse idéia do mais novo modal de transporte que circulará na Cidade de São Paulo logo em 2013. Inicia-se a construção da primeira fase do monotrilho na Anhaia Melo até Oratório.
Este ano foi marcado também pelo evento FENATRAN na qual foram expostos vários veículos como Daf Holandesa (vai operar no Brasil a partir de 2013) as chinesas como a Fóton, além as tradicionais Mercedes Benz, Ford, Volkswagen, Volvo, e destaque para a SCANIA que expôs o seu veículo movido a combustivel verde, “Caminhão movido a ETANOL.
Por falar em combustível limpo, a empresa METROPOLITANA entrega a população 50 veículos Scania movida a ETANOL. Os consórcios Sambaíba, Bandeirante e VIP entregam seus veículos novos a serviço a população.
Também relembramos e atualizando os noticiários, sobre a área 4. A HIMALAIA TRANSPORTES deixa de operar por maus serviços e a pedido do Ministério Público e a ETC NOVO HORIZONTE fica com as linhas DIESEL deixando a operação dos trólebus na qual mais tarde passa ao senhor PEDRO RUAS com a empresa (Ambiental Trans) que logo entrou na empresa e já providenciou de cara 78 trólebus para este ano e mais 50 para o ano que vem. Já agora em Dezembro, tivemos mais uma renovação nas empresas NOVO HORIZONTE, nas Vips, no CONSÓRCIO BANDEIRANTE, e na VIAÇÃO CAMPO BELO.
Devido à alta demanda na fabricação de carrocerias, a CAIO ainda tem lotes de ônibus a serem entregues no ano que vem para as empresas que fizerem renovação.
O que esperamos para 2012 e quais expectativas?
2012 é ano político, é o ano nas quais muitos farão promessas, algumas inviáveis e outras factíveis desde que haja vontade política, se bem que o político que assumir a prefeitura, terá que ter muita eficiência para fazer as obras necessárias para recebermos a Copa do Mundo na cidade de São Paulo.
Foi prometido pelo atual prefeito, um corredor de ônibus na RADIAL LESTE, aguardamos com expectativa de que seja construído em tempo hábil, mas também contamos com a rede de trilhos, se bem que tanto a CPTM e o METRÔ estão se adequando.
2012 será licitada a linha 6 do METRÔ que ligará São Joaquim até Brasilândia e futuramente ao bairro de Pirituba.
2012 será o ano das licitações e inicio das construções da linha 17 ouro que liga Morumbi até Jabaquara, passando por Congonhas.
Esperança: Sabemos que ela é quase imperceptível, mas ela existe, portanto vamos depositar no ano vindouro nossas esperanças de que o transporte vai melhorar e o paulistano vai se orgulhar.
Feliz 2012
Publicado em 31/12/2011 por Marcos Galesi, técnico em transportes, vice-presidente do Movimento Respira São Paulo e membro do “Defesa do Trólebus”.
Blogpontodeonibus

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

BRS Centro: Secretário diz que adaptação de motoristas complica trânsito

Rio - O secretário municipal de Transportes, Alexandre Sansão, admitiu os problemas no primeiro dia de funcionamento do corredor exclusivo para ônibus (BRS) na Avenida Rio Branco, no Centro. Ele afirmou que parte da culpa das longas retenções ocorridas na manhã desta quinta-feira, em parte, são responsabilidade de motoristas de ônibus.
''Neste primeiro trecho do BRS, os motoristas estavam se adaptando e alguns acreditavam que poderiam parar em todos os pontos, o que não é mais possível. Mudanças no trânsito, na forma de embarque e desembarque, sempre causam dúvida e a dúvida no trânsito sempre gera alguma retenção'', disse Sansão.
Foto: Alexandre Vieira / Agência O Dia
Fila de ônibus se formou no primeiro dia do novo sistema | Foto: Alexandre Vieira / Agência O Dia
Alexandre Sansão também falou da necessidade de adaptar também os equipamentos de trânsito, para dar maior fluidez aos tráfego do Centro da capital. ''Há muita coisa para ser ajustada e esse trabalho será feito para que o corredor da Rio Branco esteja funcionando bem nos próximos dias'', garantiu.
Nesta quinta-feira foram promovidas reuniões de ajustes com técnicos da Prefeitura e representantes dos consórcios para a valiar o funcionamento do sistema. Sansão informou ainda que a CET-Rio está avaliando os tempos de semáforos na Rio Branco e ruas próximas.
Desde a manhã desta quinta-feira, de acordo com o Centro de Operações Rio, o trânsito do Centro apresenta grandes retenções. No início da tarde os ônibus que tentam entrar na Avenida Rio Branco têm que entrar numa fila para acessar a faixa exclusiva. Os outros veículos não encontram dificuldades e o trânsito flui bem nas outras faixas da via. Reflexos dessa fila de ônibus afetam o tráfego da Avenida Presidente Vargas, que apresenta retenções, no sentido candelária, a partir do Campo de Santana. Motoristas também encontram retenções na via, na altura do Sambódromo.
Mudanças nas linhas intermunicipais
Os pontos das 61 linhas intermunicipais que não passam mais na Av. Rio Branco foram distribuídas para seis locais: Av. Graça Aranha; Rua Araújo Porto Alegre; Rua do México, próximo à Rua Pedro Lessa; Rua do México próximos à Rua Araújo Porto Alegre e Av. Nilo Peçanha; Av. Marechal Aguinaldo Caiado de Castro e Rua Evaristo da Veiga. Estas linhas transportam 3.688.445 passageiros por mês, numa frota de 772 veículos.

O horário de funcionamento do corredor expresso será das 6h às 21h, nos dias úteis e das 6h às 14h, aos sábados. Aos domingos e feriados, a pista do BRS estará liberada para carros de passeio. Quem for flagrado na pista exclusiva em horário proibido será advertido e multado.

Publicado em 29/12/2011 no site http://odia.ig.com.br/portal/o_dia_24_horas

Cartão BOM nos trolebus e ônibus do Corredor ABD

Cartão BOM no Corredor ABD
O bilhete eletrônico dos ônibus intermunicipais serão aceitos no sistema de ônibus e trolebus da Metra, que também continuará com o modelo de bilhete antigo
ADAMO BAZANI – CBN
Quem possui o Cartão BOM (Bilhete de Ônibus Metropolitano) de qualquer modalidade poderá usá-lo a partir de segunda-feira, dia 02 de janeiro de 2012, nos 270 ônibus e trólebus da Metra que servem 13 linhas no Corredor Metropolitano ABD, entre São Mateus (zona Leste de São Paulo) e Jabaquara (zona Sul da Capital Paulista) passando pelos municípios de Santo André, Mauá, São Bernardo do Campo e Diadema. O cartão poderá ser usado também no trecho operado pela Metra entre Diadema e Brooklin (zona Sul de São Paulo).
A exemplo do que já ocorre na estação de trens e Metrô Barra Funda, onde o BOM é aceito, o uso não dá direito a desconto, permitindo apenas, neste primeiro momento, a integração física. Isto é, o mesmo cartão pode ser usado para vários meios de transportes, mas cada um vai descontar dos créditos suas tarifas normais.
Assim, o desconto dos créditos de quem usará os trólebus e ônibus do Corredor será de R$ 2,90, o mesmo valor do bilhete com tarja magnética de tecnologia mais antiga.
Este tipo de bilhete continuará valendo também por tempo indeterminado.
A EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos- acredita que o uso do BOM nos ônibus e trólebus é um avanço no sistema. O passageiro que utiliza ônibus intermunicipal, trem ou metrô na estação da Barra Funda e os trólebus não precisa mais ter vários bilhetes. Ele pode com o mesmo cartão pagar todas as tarifas.
A EMTU estima que o uso do Cartão Bom pode resultar em integrações tarifárias no futuro, mas isso vai depender de entendimentos entre diferentes autarquias estaduais, prefeituras e empresas operadoras.
Outra vantagem do Cartão BOM é que não há mais necessidade de pegar filas na bilheterias dos terminais de trólebus e ônibus, já que o cartão pode ser recarregado dentro do próprio veículo.
Quem quiser adquirir o Cartão BOM pode fazer a solicitação no site www.cartaobom.net ou pelo telefone do Consórcio Metropolitano de Transporte: 0 800 – 771 1800 begin_of_the_skype_highlighting            0 800 – 771 1800      end_of_the_skype_highlighting
Nas últimas semanas apenas os tipos de Cartão BOM que davam direito a gratuidades, como para idosos e portadores de necessidades especiais, estavam sendo aceitos no sistema do Corredor Metropolitano ABD. A partir de segunda-feira, dia 02 de janeiro de 2012, todas a modalidades serão aceitas.

Publicado em 30/12/2011 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.
Blogpontodeonibus

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Brasília conta com primeira faixa para ônibus

Brasília recebe primeira faixa exclusiva para ônibus
Distrito Federal deve receber um total de oito faixas para transportes coletivos. De acordo com Secretaria dos Transportes do DF, ônibus são minoria no trânsito, mas transportam a maior parte das pessoas
ADAMO BAZANI – CBN

Considerada uma cidade planejada para receber veículos de passeio sem nenhuma prioridade ao transporte público, Brasília que sofre com os congestionamentos e morosidade dos transportes coletivos promete reverter ou pelo menos amenizar a situação.
Além das obras previstas no contexto da Copa do Mundo de 2014 e que contam com recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) da Mobilidade, algumas intervenções podem melhorar um pouco o cenário, mesmo sendo medidas simples.
Nesta terça-feira dia 27 de dezembro de 2012, começa a operar a primeira faixa exclusiva para ônibus em Brasília.
O espaço para transporte público foi implantado na Estrada Parque Núcleo Bandeirante – EPNB.
A estimativa é aumentar a velocidade operacional dos ônibus, torná-los mais atraentes para a população, incentivando as pessoas a deixarem o carro em casa.
No total, devem ser oito faixas como as inauguradas nesta terça-feira, em diversas regiões de Brasília.
CARRO GERA OCUPAÇÃO DESPROPORCIONAL DO ESPAÇO PÚBLICO:
De acordo com estudos da Secretaria de Transportes do Distrito Federal, a ocupação que os carros provocam no espaço urbano é desproporcional a quantidade de pessoas que os veículos particulares transportam em comparação com os ônibus. E são muitos carros, o que provoca longos congestionamentos, gastos, viagens mais demoradas, poluição e perda na qualidade de vida.
Na Estrada Parque Núcleo Bandeirante, por exemplo, desconsiderando motos e caminhões, os carros de passeio representam 94,26% dos veículos que transitam pela via e os ônibus são 5,74%. No entanto, estes 5,74% de ônibus transportam 70,31% das pessoas que passam pelo local, enquanto os 94,26% de carros só levam 29,29% das pessoas.
Isso se explica porque, levando em consideração que em média, um carro circula com duas pessoas, um ônibus convencional (de porte médio, sem ser articulado ou com três eixos) transporta 80 passageiros, o equivalente a 40 carros de passeio, ocupando, no entanto, o espaço de quatro carros.
Ainda segundo o estudo, se todos os carros de passeio que transitam pela Estrada Parque Núcleo Bandeirante fossem enfileirados, eles ocupariam uma área de 286 mil metros quadrados, seis vezes mais se o mesmo fosse feito com os ônibus, que ocupariam 44 mil 820 metros quadrados.
Assim, priorizar o transporte coletivo no espaço público, além de ser uma questão de mobilidade urbana, é uma questão de democracia, ou seja, atender a maioria que utiliza mais racionalmente este espaço.
Para melhorar o sistema de transportes, o Distrito Federal deve realizar uma licitação dos serviços. Hoje Brasília possui uma das frotas mais antigas e com problemas, além de um dos maiores números de atrasos e viagens não realizadas entre as principais cidades brasileiras.

Publicado em 27/12/2011 por Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes.
Blogpontodeonibus

Gargalos aumentam espera de navio para atracar em Santos

O tempo gasto pelos navios de carga na espera para atracar no porto de Santos soma 11 anos -isso, contando somente o intervalo de janeiro a outubro de 2011.
O problema não foi registrado somente neste ano. Desde 2006, a perda de tempo supera uma década.
Levantamento feito pela Folha, com base em dados da Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo), mostra que o pico foi 2010, quando o acúmulo de tempo chegou a quase 14 anos.
porto de santos gargaloPara especialistas, além de travar a competitividade da economia brasileira, essa falha na estrutura logística coloca o sistema portuário do país em nível semelhante ao de países africanos ou das nações menos desenvolvidas do Oriente Médio.
Empresas que fazem o transporte marítimo no Brasil dizem que o prejuízo, de cada navio, varia de US$ 25 mil a US$ 50 mil por dia parado, dependendo do tamanho da embarcação.
Os resultados, subestimados, poderiam ser maiores, já que o cálculo desprezou navios que aguardam menos de um dia para atracar.
O complexo santista é o mais importante do Brasil, ao movimentar 24,5% da balança comercial do país nos dez meses avaliados.
Para Claudio Loureiro, da Centronave (entidade que representa empresas de navegação), os atrasos em Santos são inevitáveis porque a demanda é muito grande.

DEFICIÊNCIA PATENTE

A capacidade dos terminais não dá conta desse volume de cargas, afirma o engenheiro naval e consultor da área Nelson Carlini. “Em todos os segmentos de carga essa deficiência é patente.”
Ele diz, porém, que a deficiência não ocorre somente em Santos, tido como um dos melhores portos do país.
“[No Brasil] Estamos no nível da África e do Oriente Médio. Já somos menos eficientes que Argentina, Chile, México e Panamá, assim como todo o Sudeste da Ásia e o Extremo Oriente”, disse.
A tendência de crescimento do agronegócio pode agravar ainda mais o quadro se não houver novos investimentos no setor portuário (leia texto ao lado).
Para Carlini, porém, os investimentos estão muito limitados a medidas de acessibilidade ao cais, como sinalização e aprofundamento dos canais. “O ideal seria ampliar significativamente o número de portos em todo o Brasil.”
O governo federal afirma que investimentos são feitos maciçamente e que o setor tem sido tratado como prioridade desde 2007.

BOLA DE NEVE

Atrasos para atracar num porto representam prejuízos em cadeia, tanto para o produtor como para o transportador marítimo.
Quando um navio que faz a cabotagem (escalada porto a porto pelo litoral) tem essa espera, acaba prejudicando toda a programação para os terminais seguintes.
“Vira uma bola de neve”, diz Gustavo Costa, gerente-geral de cabotagem da Aliança Navegação e logística, empresa brasileira do grupo que controla também a alemã Hamburg Süd.
Costa afirma que o problema no Sudeste é “pequeno” diante do que acontece em portos do Nordeste. “Santos é um caso à parte. Suape (PE) está totalmente travado, Salvador (BA), estrangulado.”

Publicado em 26/12/2011 pela Folha.com - Leandro Coelho / Logistica Descomplicada.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Volvo lança tecnologia que acorda condutores de caminhão

A tecnologia em prol da segurança vem crescendo em todos os segmentos automotivos. E os caminhões não são exceção. A empresa sueca Volvo resolveu desenvolver um novo mecanismo de alerta para os caminhoneiros.
A novidade é chamada de DAS (Detector de Atenção, em português) que é baseada em sensores que detectam quando um condutor está saindo do seu curso normal. Além disso, ele envia sinais visuais e sonoros se o motorista mostrar sintomas de cansaço como condução irregular.
Trata-se de um dispositivo invisível, que não atrapalha o motorista enquanto ele está dirigindo. Ele só avisa quando realmente tiver algum perigo na estrada que o motorista precise saber.
O objetivo dessa nova tecnologia é evitar acidentes nas estradas provocados, principalmente, pelo cansaço e desgaste físico dos motoristas. Segundo pesquisas recentes, sentir sono no volante é tão perigoso quanto dirigir alcoolizado.
Além desse fator, existe o agravante de que esses acidentes são muito mais graves do que as colisões causadas por imprudências, já que o motorista está dormindo e tem o tempo de reação retardado pelo fator sono.
A idéia de criar um dispositivo específico para evitar que os condutores de caminhão durmam é excelente. Pelas estradas serem monótonas e sempre com o mesmo cenário, muitas vezes os motoristas entram em estado de sonolência e ter um aparelho que avise quando algo de estranho estiver acontecendo, pode salvar a vida de muitas pessoas.
Falta saber se a Volvo cobrará muito caro por essa inovação ou se será um acessório vindo de fábrica. Mas dependendo do valor, é válido investir, pois é um aparelho que pode salvar sua vida.

Publicado em 20/12/2011 no http://carros.viaki.com/

Novos motores de caminhão vão exigir cuidados especiais

Nem mesmo os veículos pesados vão escapar de uma “reforma” para poluir menos o ar em 2012. Desde que foi anunciada a Proconve-P7 (fase 7 do Programa de Contre da Poluição do Ar por Veículos), começou o trabalho para a implantação de motores menos poluentes.
E eles começarão a equipar os veículos comerciais a partir de janeiro do ano que vem. Prometem uma economia de combustível, redução de 60% no óxido de nitrogênio e 80% das emissões de material particulado. Mas nada disso vai adiantar se os motoristas não tiverem cuidado com a manutenção extra.
Por isso alguns fabricantes como a Mercedes e a Ford criaram programas de treinamento. A nova tecnologia exige algumas particularidades como o diesel ter menos teor de enxofre e conter adição do fluido Arla 32, responsável pelo pós-tratamento dos gases de escape.
Trata-se de uma tecnologia adotada por todas as fabricantes do mercado nacional. Algumas montadoras como a alemã MAN e a chinesa Foton, oferecem o sistema EGR que reaproveita os gases de exaustão e dispensa o uso do Arla 32.
Nos veículos brasileiros, o motorista terá ajuda de um indicador no painel do nível de Arla 32, para saber o momento certo de recolocar o fluído no tanque. Dessa forma, o tanque que comporta o produto terá que ser preenchido a cada três ou quatro reabastecimentos de diesel.
Caso o condutor não coloque o fluído, o motor perderá potência gradativamente até que o reabastecimento se torne obrigatório. O novo fluído estará disponível nas redes de distribuidores das marcas e nos postos de combustível.
Para explicar a importância do Arla 32, as principais fabricantes estão iniciando um treinamento intensivo com os vendedores e técnicos que compõem o quadro dos funcionários. O trabalho começou antes mesmo da Fenatran, sacão internacional do setor dos transportes que ocorreu em São Paulo em outubro e marcou a apresentação do Proconve P-7 ao público nacional.
As concessionárias também trabalham forte para tentar instruir os motoristas antes mesmo deles comprarem os novos veículos. Prova disso é a Ford que lançou em seu site uma página educativa para explicar os benefícios econômicos da tecnologia para os motoristas e ensinar a maneira correta de se portar com o novo motor.
Além disso tudo, os novos motores vão exigir um novo tipo de óleo diesel o S-50, ou seja, com menos enxofre (50 partes por milhão, contra os atuais S-500 e S 1800). A responsável pela distribuição desse novo produto será a Petrobras que garante a rede postos pronta para atender a demanda a partir de janeiro de 2012. A partir de 2013 o S-50 já será substituído pelo S-10, ainda menos poluente.

Publicado em 30/11/2011 no http://carros.viaki.com/

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Projeto quer visor de velocidade em ônibus rodoviários..

Ônibus interestaduais podem ter painel de velocidade
Objetivo do equipamento é informar ao passageiro se o motoristas está desrespeitando os limites e possibilitar denúncia em tempo real
ADAMO BAZANI – CBN

A cena é muito comum. O passageiro está num ônibus rodoviário, na estrada, e dá a impressão que o motorista está correndo muito. Ultrapassagens a caminhões, a outros ônibus e até carros de passeio.
Mas é difícil saber se a velocidade máxima permitida está sendo extrapolada porque não há nenhum referencial para o passageiro que não pode ir à cabine do motorista e ver o velocímetro.
Para auxiliar o passageiro a fiscalizar este aspecto, o deputado federal pelo Rio de Janeiro, Nelson Bornier, apresentou o Projeto de Lei PL 2152/11, que sugere a instalação de visores digitais nos ônibus que informam em tempo real a velocidade. A proposta se destina a veículos que fazem linhas interestaduais.
O equipamento, de acordo com a proposta, deve estar fora da cabine do motorista, no salão de passageiros, em local de fácil visualização, independentemente da claridade externa e interna e de onde o passageiro estiver sentado.
Ao lado do visor, devem estar colocados de maneira clara e simples telefones do DER (Departamento de Estradas de Rodagem), da Polícia Rodoviária Federal e da empresa de ônibus, para o passageiro denunciar na hora possível abuso nas viagens.
O número do ônibus também deve ser colocado de maneira clara.
Boa parte dos acidentes envolvendo ônibus nas estradas é ocasionada pela alta velocidade dos veículos.
Se a denúncia for feita em tempo real, o ônibus pode ser até mesmo parado no próximo posto da Polícia Rodoviária.
O projeto de lei 2152/11 não precisa se aprovado em plenário, mas somente pelas comissões que vão apreciá-lo, tendo caráter de “apreciação conclusiva”.
A proposta foi encaminhada para a Comissão de Viação e Transportes, e aguarda parecer do relator deputado Newton Cardoso, e para a Comissão de Justiça e Cidadania.

Publicado em 21/12/2011 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.
Blogpontodeonibus

domingo, 18 de dezembro de 2011

A NOVA CARA DOS ÔNIBUS DE DOIS ANDARES EM LONDRES

ônibus de dos andares
Ônibus de dois andares de Londres voltarão a ter a tradicional porta traseira, mas para evitar acidentes, que foram responsáveis pela aposentadoria dos Routemasters em 2005, um funcionário vai orientar a entrada e saída dos passageiros. Foto: Divulgação
Londres comemora renovação dos ônibus de dois andares
Veículos que são símbolos da cidade inglesa agira são mais modernos e oferecem acessibilidade pára pessoas com dificuldade de locomoção
ADAMO BAZANI – CBN

Londres vai ter a partir de 20 de fevereiro de 2012 uma nova versão de um dos seus símbolos tradicionais.
Nesta data começam a circular os ônibus de dois andares, marcos ingleses, inspirados no famoso Routemaster fabricado entre 1958 e 1968. Chegaram a circular nas ruas 2 mil 760 unidades.
Por questões de segurança, já que pessoas entravam e saíam do ônibus em movimento pela porta traseira, os Routmasters começaram a ser aposentados em 2005.
O ônibus é totalmente modernizado. Possui equipamentos de segurança de tráfego e gerenciamento eletrônico, acessibilidade para portadores de dificuldade de locomoção, com o piso baixo, dispensando os degraus para o piso inferior, mas mantém várias características do velho modelo.
Assim, o modelo do ônibus mescla linhas e conceitos modernos, com elementos do passado, criando uma interessante harmonia de épocas diferentes.
Entre as características preservadas está a famosa porta traseira que ocupa a lateral e um pouco da parte de trás do veículo.
O ônibus não vai ter cobrador, mas vai contar com um segundo funcionário para orientar a entrada e saída de passageiros e evitar os acidentes que motivaram a “aposentadoria” dos tradicionais Routemasters.
“O ônibus tem um corredor livre de escadas na parte inferior, facilitando o acesso a pessoas com dificuldades de mobilidade”, diz a Transport For London, responsável pelos serviços de transportes na cidade inglesa.
O design foi feito exclusivamente para a cidade de Londres.
O ônibus tem três portas para agilizar os embarques e desembarques e duas escadas para acesso ao piso superior.
O novo modelo vai conviver por um bom tempo com os antigos, já que existem cerca de mil ônibus deste tipo em circulação em Londres.
Inicialmente serão colocados oito ônibus da versão nova em circulação, fabricados na Grã Bretanha, e devem fazer a linha da Estação Ferroviária Victoria ao Hackney, no subúrbio londrino.
ÔNIBUS SÃO HÍBRIDOS:
ônibus de dois andares
Os veículos terão três portas para agilizar o embarque e desembarque de passageiros. Os antigos modelos possuíam três portas. Os veículos terão capacidade para 85 passageiros contra 120 dos articulados que foram retirados de circulação por causa do grande porte em relação às estreitas vias de Londres. Foto: Divulgação
Além de manterem algumas linhas tradicionais com acessibilidade, o novo ônibus de dois andares da Inglaterra também possui um apelo ecológico.
Sua tração é elétrica híbrida.
O ônibus possui dois motores, um elétrico e outro que funciona com diesel menos poluente.
Em comparação aos veículos convencionais de transporte coletivo da Inglaterra, a emissão de poluentes deste novo ônibus de dois andares chega a ser a metade. O consumo de combustível também é reduzido em cerca de 50%.
Em relação aos ônibus híbridos mais antigos, a economia de combustível pode chegar a 15%.
Ele consegue percorrer 100 quilômetros consumindo 28 litros de combustível.
O desenvolvimento dos veículos custou 7,3 milhões de libras, o equivalente a R$ 22,5 milhões. O custo de produção de cada veículo é de cerca de 300 mil libras.
OBRA DE ARTE:
O design foi projetado pelo artista britânico Thomas Heatherwick. O modelo foi pensado para circular pelas ruas estreitas em diversas localidades de Londres. Aliás, as características destas vias fizeram com que os ônibus articulados, que são muito compridos, fossem retirados de circulação.
Os articulados, no entanto, possuíam maior capacidade de transporte. Eles levavam cerca de 120 pessoas contra 85 dos ônibus de dois andares.
ÔNIBUS ESTEVE EM BRIGA POLÍTICA:
ônibus de dois andares
O projeto de desenvolvimento dos novos ônibus de dois andares custou o equivalente a R$ 22,5 milhões. Ele foi desenvolvido pelo artista britânico Thomas Heatherwick, que quis aliar modernidade com o ar do passado dos tradicionais Routmasters. Os ônibus também trazem ganhos ecológicos. eles são elétricos híbridos que reduzem a poluição em até 50% em comparação aos movidos a diesel e são mais econômicos em até 15% em comparação aos híbridos mais antigos. Foto: Divulgação
Além de serem um símbolo histórico e apresentarem uma aerodinâmica única que marcou o automobilismo mundial (poucos veículos foram símbolos em seus países), o ônibus de dois andares esteve numa intensa disputa política.
Ele foi defendido pelo atual prefeito Boris Johnson, conservador, que debateu o assunto com o opositor de campanha e antecessor, Ken Livingston, durante as eleições de 2008.
Boris Johnson declarou à imprensa que os ônibus mostram Londres a cidadãos locais e a turistas por vários aspectos.
“Ele faz lembrar a todos sobre todos os ícones de Londres – o design de um táxi antigo ou o design de um chapéu, ou a nobre fronte convexa de um elefante de batalha. É um desses algo que diz Londres a muitas pessoas. Ao caminhar pelas ruas foi óbvio ver quantas pessoas gostam dele e como ele é atraente.”
A tarifa dos transportes públicos em Londres vai aumentar 5,6% em janeiro, mas a prefeitura negou que seja por causa do desenvolvimento dos ônibus de dois andares novos.
Publicado em 17/12/2011 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes. Blogpontodeonibus

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

ACTROS: UM CENTRO DE TECNOLOGIA PARA O BEM ESTAR DO SER HUMANO...

Uma super máquina para o bem estar do ser humano
Assim pode ser classificado o Actros, o caminhão topo de linha da Mercedes Benz. Blog Ponto de Ônibus deu uma volta com o veículo e se surpreendeu
ADAMO BAZANI – CBN

O Brasil é um país rodoviário. A maior parte do descolamento de cargas e pessoas se dá pelas estradas. Muitas rodovias, dignas dos impostos, pedágios e outras taxas pagas pelo cidadão. Outras, verdadeiros atoleiros e lamaçais de descaso.
O fato é que os transportadores de cargas, tanto frotistas como os motoristas, são responsáveis pela manutenção e ampliação do crescimento econômico e social.
Muito mais que transportar cargas, estes profissionais levam sonhos, oportunidades de emprego e renda, o pão na mesa do trabalhador, a tecnologia e até mesmo a beleza de flores, roupas e outros objetos que podem deixar menos cinzento o dia a dia das pessoas.
Sendo assim, tais profissionais merecem reconhecimento e melhores condições de trabalho, além de bom retorno para seus negócios.
E esses são alguns dos objetivos do Actros 2646, caminhão topo de linha, da Mercedes Benz, para aplicações pesadas e extra-pesadas, em viagens de médias e longas distâncias.
Para o motorista, conforto e segurança e para o frotista, certeza de rentabilidade e eficiência pelo maior controle das operações do veículo, da manutenção e até mesmo por poder conhecer e orientar o trabalho do caminhoneiro quando necessário.
Nesta quinta-feira, 15 de dezembro de 2011, a reportagem do BLOG PONTO DE ÔNIBUS deu uma volta num Actros 2646, configuração de cabine Megaspace Segurança (a mais sofisticada da linha do Actros) pelo Rodoanel, trecho Sul, a convite da Mercedes Benz.
Na boléia, o simpático e experiente João Moita. Só de caminhão, ele tem 42 anos na estrada, dos quais, 32 anos trabalhando para a Mercedes Benz.
O técnico em demonstração da fabricante se recorda dos robustos 1113, que exigiam força e destreza do motorista, mas que eram destaque em sua época.
“Acompanhei toda a evolução do caminhão no Brasil e digo: muita coisa mudou. Antes eu descia a Serra pela rodovia Anchieta para Santos (SP) com 12 mil quilos em uma hora e 20 minutos. O percurso todo eu ia freando. Agora, eu faço o mesmo trajeto com 74 mil quilos em 20 minutos sem necessidade de pisar no freio”- diz.
E não é exagero de João Moita.
É possível fazer uma viagem inteira praticamente sem acionar o pedal de freio.
O Actros possui retarder de 5 estágios, top brake (freio motor), acionamento de freio elétrico, sistema ABS (anti-travamento das rodas), ASR (de controle dce tração, essencial para terrenos com pouca aderência), freios a disco em todas as rodas e um inovador sistema de controle de proximidade.
O caminhão possui um radar na sua parte dianteira. Quando acionado, o equipamento verifica a velocidade do veículo à frente e faz com que o Actros circule exatamente na mesma velocidade. Isso aumenta a segurança, diminuindo a possibilidade de colisões traseiras.
Mas o motorista continua sendo soberano. Ele pode acelerar mais que o veículo da frente, porém se o radar verificar que o risco de colisão é maior, pode até parar o caminhão.
Tudo isso, sem acionamento do pedal do freio.
Os itens de segurança não param por aí.
Motoristas de caminhão e ônibus devem estar muito atentos quando param em subidas ou em rampas.
Actros
O Actros 2646, com 456 cavalos de potência e 224 mkgf de torque a 1080 rpm, é todo computadorizado, o que oferece conforto e segurança. Há sistemas que detectam a velocidade do veículo à frente e deixa o caminhão na mesma velocidade, de frenagem automática para situações de risco, que alertam o motorista sobre mudança de faixa inadequada e que evitam a descida do caminhão em retomada de movimento em rampas ou subidas. No painel, o computador de bordo traz várias informações ao motorista, como a previsão para revisão geral e de componentes específicos. Foto: Adamo Bazani
Estes tipos de veículos são muito pesados e a tendência é de que quando estão parados nestes aclives e precisam continuar viagem é de voltarem um pouco para trás.
Isso requer muita agilidade do motorista que deve soltar o freio, engatar a marcha e logo acelerar o veículo.
O Actros possui um sistema de bloqueio de deslocamento em rampa. O caminhão pode ficar por alguns segundos sem marcha acionada e sem aceleração que ele não vai para trás. São os segundos necessários para o motorista ter total controle do caminhão e acelerar novamente, evitando riscos de acidente.
Há também uma câmera no parabrisa que consegue “visualizar e gravar” as faixas da estrada. Se por acaso, o motorista perde o controle do caminhão e invade a outra faixa sem perceber, ou mesmo se vai mudar de faixa, mas se esqueceu de acionar a tão necessária seta de direção, um alarme sonoro logo avisa o motorista. E o mais interessante é que este alarme soa do lado que o motorista está cometendo o erro. Se ele invade inadvertidamente o a faixa à direita, o som é no lado direito. Se a faixa for ao lado esquerdo, o alarme também será neste lado.
CARRO DE LUXO NADA, SOFISTICAÇÃO MESMO É NUMA BOLÉIA:
Quem olha do Actros de fora se impressiona por seu porte. A versão Megaspace Segurança (há também a Conforto e a Megaspace Conforto), testada pelo BLOG PONTO DE ÔNIBUS, já impressiona por sua altura 3 metros 75 centímetros e seu ar robusto, de “forte da estrada”. Os espelhos bem dispostos e abundantes mostram que a segurança é pensada em equipamentos de alta tecnologia, como os sensores de distância ou a câmera que identifica as faixas na estrada, e em detalhes mais simples, como um espelho no vidro dianteiro que dá toda a visão da frente do caminhão. Isso ajuda a evitar atropelamento de pedestres e animais.
Mas dentro da cabine é que dá a sensação de estar num centro de tecnologia sobre rodas.
O volante tem regulagem de altura e profundidade. O banco do condutor também apresenta várias regulagens.
Ao girar a chave, o caminhão “conversa com o motorista”,
No painel, aparecem informações sobre eventuais avarias, problemas mecânicos, temperatura, pressão der ar e até mesmo prazos de revisões, tanto as gerais como as de itens específicos.
“Isso faz com que o dono do caminhão tenha um controle melhor sobre a frota e a manutenção. Se aparece no painel que o caminhão precisa ter o motor revisado em 1 mil e 400 quilômetros, por exemplo, mas é necessário fazer uma viagem de 3 mil quilômetros, a revisão então pode ser feita antes desta viagem, para aumentar a segurança e a produtividade do veículo, o que se traduz em maior rentabilidade, que é o que o dono de frota precisa para tocar seu negócio” – explicou João Moita, o motorista de nossa viagem, técnico em demonstração e com 42 anos de experiência com caminhão.
Boa parte das funções computadorizadas do caminhão é acionada por uma alavanca multifuncional no volante (como se fosse uma alavanca de seta), pela qual, o motorista pode determinar até em qual distância o radar que detecta o veículo da frente deve começar a reduzir a velocidade do Actros.
O dono do caminhão tem em tempo real as informações sobre o posicionamento do veículo, a velocidade, eventuais problemas e até sobre a conduta do motorista.
Por uma central, o controle de tráfego sabe como o caminhoneiro está agindo.
Tudo isso é possível pelo sistema denominado pela Mercedes Benz de Fleet Board, um equipamento instalado no caminhão, que possui um cartão de identificação.
Actros
Fleet Board é um sistema que permite total gerenciamento do caminhão e da condutividade por parte do motorista. Todas as informações operacionais, mecânicas e sobre eventuais problemas que o condutor tem pelo computador de bordo são passadas em tempo real a uma central do frotista. Pelo Fleet Board também é possível saber o posicionamento do caminhão e como ele está sendo conduzido. O motorista ganha notas por seu trabalho, que têm o objetivo não de repreendê-lo, mas de aperfeiçoar o serviço e diminuir gastos, como com peças, combustíveis e pneus, decorrentes de condução inadequada. Foto: Adamo Bazani.
“O Fleet Board chega a dar nota para o motorista, até 10. O objetivo não é apontar erros e humilhar, mas auxiliar o condutor a ser um profissional melhor. E também aumentar a lucratividade do dono do caminhão, boa parte dos gastos, não só com combustível, mas com freios, pneus, desgastes, falta de segurança, etc se dá por uma condução inadequada” – disse João Moita.
O motorista é a essência de um serviço de transportes, por isso, ele merece toda a segurança e conforto.
E isso não falta no Actros.
Há dois sistemas de ar condicionado: o convencional, para quando o caminhão está em movimento e o que funciona por 08 horas seguidas, independentemente de o motor estar ligado e sem gastar a carga elétrica das baterias. Um sistema de tubulação de aço com um gel, que é resfriado no funcionamento do caminhão, garante esse conforto a baixo custo.
O caminhão possui camas com uma inovação desenvolvida pela NASA. É um conjunto de apoio do colchão, como um estrado inteligente, que identifica o peso e a forma do corpo e se ajusta da maneira mais confortável para o motorista.
A Mercedes Benz oferece no pós venda 5 mil peças a pronta entrega do caminhão e treinamento específico para os motoristas aproveitarem melhor os recursos oferecidos pelo Actros,que possui motor MB OM 501 LA, de 456 cavalos de potência, torque de 224 mkgf a 1800 rpm. Isso garante ao Actros possibilidade de tracionar até 80 mil quilos, em diversas aplicações. Há o Actros que poder ser usado fora de estrada, como para mineradoras e indústrias petrolíferas.
O momento é bom para o mercado de caminhões. O aquecimento da economia aumenta o consumo e a necessidade de transportes de mercadorias. A modernização nas cidades, inclusive dentro do contexto da Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas de 2016, trazem mais demanda para o setor de construção civil e maior necessidade do uso de caminhões.
ACTROS
O conforto e o bem estar do motorista refletem em produtividade e conservação do veículo. E isso não falta no Actros. Ar condicionado convencional e noturno, que funciona independentemente da atuação do motor, vários porta objetos, bancos e volante com ajustes reguláveis e uma cama com um sistema de acomodar o corpo desenvolvido pela NASA fazem o caminhão dar um banho em muito carro de luxo. Foto: Adamo Bazani.
Em 2012, o Actros começa a ser produzido na unidade de Juiz de Fora, em Minas Gerais.
Ele seguirá, por lei, os novos padrões de redução de emissão de poluentes do Proconve P 7 (que segue as normas da Euro V) e usará a tecnologia BlueTec 5, com a adição de ARLA 32 – Agente Redutor Líquido Automotivo,com 32% de uréia industrial, um fluido adicionado no sistema de escape que reduz por uma reação química os poluentes do diesel.
O cliente do Actros normalmente é o grande frotista, mas o veículo é feito mesmo para o ser humano. A segurança do motorista e dos demais ocupantes dos outros veículos ao redor.
É uma forma de oferecer ao motorista melhores condições de trabalho,como explica João Moita.
“Toda essa tecnologia ajuda e muito o motorista, facilita sua vida, mas não substitui esses guerreiros da estrada que sempre estarão no comando, muitas vezes longe de suas famílias, dos seus lares, mas na maravilha que é a estrada. Por isso, amor e respeito ao próximo são itens que devem ser de série em todo o motorista, principalmente o profissional” – disse o experiente e apaixonado pelo trecho João Moita, que não trocaria a estrada por nenhum trabalho em escritório.

Publicado em 15/12/2011 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes. Blogpontodeonibus.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

MERCADO DE ÔNIBUS DE DOIS ANDARES VAI SE TORNAR MAIS COMPETITIVO COM COMIL CAMPIONE DD

Novo ônibus de dois andares da Comil promete aquecer concorrência no segmento de carrocerias de luxo
Veículo vai ser comercializado a partir de fevereiro e vai disputar mercado numa categoria na qual praticamente há um fabricante
ADAMO BAZANI – CBN
O Comil Campione DD (Double Decker), com dois andares, e o LD (Low Driver), com o salão de passageiros num nível acima do motorista e bagageiros maiores, têm muito mais que o significado de serem os primeiros ônibus dessa categoria diferenciada e de alto luxo desta geração da encarroçadora de Erechim, no Rio Grande do Sul.
Os modelos, em especial o DD, surgem num momento crucial para o mercado de ônibus: o de crescimento.
Apesar de as estimativas para o ano que vem serem de queda que pode chegar até a 10% na produção de carrocerias, mais como um ajuste de mercado pelo fato de o ano de 2011 ter sido muito aquecido, as vendas de ônibus continuarão expressivas.
E a Comil sabe que vai disputar mercado numa categoria onde praticamente hoje só há um produtor: a Marcopolo, com seu Paradiso da Geração Sete.
A Busscar produzia o Panorâmico DD, mas a encarroçadora, com dívidas e situação financeira-jurídica delicada (se não se der bem no período de recuperação judicial vai ter a falência decretada), não têm capacidade de atender a grandes pedidos.
O clima é de otimismo na Comil por conta do Campione DD.
Comil Campione DD
Comil Campione DD será o primeiro ônibus de dois andares da encarroçadora de Erechim, do Rio Grande do Sul e vai reunir o melhor da linha de rodoviários da empresa, como materiais mais leves que desgastam menos o motor, peças e proporcionam economia de combustível, e design agradável. Só a finalização do projeto demandou 1 ano de trabalho: Foto: Divulgação
O diretor geral da Comil, Silvio Calegaro, conversou com a reportagem de Adamo Bazani e confirmou os primeiros veículos já para fevereiro de 2012.
“O DD da Comil representa maturidade da empresa. Vamos atuar e temos condições de atender um mercado no qual o cliente é mais exigente ainda” – disse Silvio Calegaro.
Ele conta que a produção de ônibus de dois andares com aplicação rodoviária já era um desejo antigo da Comil, mas que foi se desenvolvendo. Somente a finalização do projeto durou cerca de 1 ano, segundo Silvio Calegaro.
“Apresar do tempo de desenvolvimento até rápido, o DD (Double Decker) é fruto de toda a história da Comil, não só desde 1985, mas também entra toda a história, o esforço e o profissionalismo de quem atuava desde a Incasel (antiga encarroçadora que foi arrematada pelas famílias fundadoras da Comil)”
CRESCIMENTO
Silvio Calegaro destacou o crescimento da Comil, que nos últimos meses alcançou 40% em faturamento e 25% em produção.
Essa diferença entre crescimento de faturamento e produção se explica pelo fato de terem sido vendidos veículos de maior valor agregado. E a linha de rodoviários Campione é o que motivou este crescimento.
Com maior demanda por ônibus (devido ao crescimento econômico, licitações, antecipação de renovação de frota por conta da entrada de novas normas de combate a poluição que deixam os ônibus mais caros, investimentos em mobilidade, entre outros fatores), sem a concorrência da Busscar e com o aperfeiçoamento e modernização da linha do Campione, o modelo corresponde às necessidades atuais do mercado.
A atual geração do Campione traz peças mais leves e modernas, materiais que podem ser usados em comum entre as diversas categorias do ônibus e um design mais agradável e menos “agressivo” como era considerada a antiga geração do Campione.
Estes atributos, como os materiais que deixam as carrocerias mais leves, o que reflete em menos gasto de combustível, peças, menos manutenção e melhor aproveitamento do motor devem estar presentes nas versões DD e LD do Campione.
A linha urbana também tem atraído mercado maior. E neste segmento, a Comil disputa com gigantes tradicionais, como Caio (líder nos urbanos) e Marcopolo, e com empresas que têm realizado consideráveis investimentos, como a Neobus e a Mascarello.
“Os modelos Svelto (convencional) e Svelto Midi (micrão) possuem uma ótima relação custo/benefício. O preço é muito bom, a manutenção e limpeza da carroceria são fáceis e o produto é resistente. Não é a toa que os modelos estão presentes em vários planos de renovações de frota por rodo o Brasil” – conclui Silvio Calegaro.
Além dos modelos Svelto e Svelto Midi, a linha de urbanos conta com o Doppio, para chassis articulados.
Quanto ao Double Decker, o mercado dá sinais que este tipo de ônibus de mais categoria terá um espaço maior: a licitação da ANTT (que vai abranger praticamente todo o sistema de ônibus rodoviários de linhas interestaduais e internacionais), o crescimento da renda e do turismo, as expectativas quanto a Copa do Mundo e Olimpíadas de 2016 que devem aumentar o setor de fretamento para clientes mais exigentes em traslados e viagens, são alguns dos fatos que explicam esse otimismo para a categoria de ônibus de alto valor agregado.

Fonte: Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes, Blogpontodeonibus.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Produção de carroçarias de ônibus cresce 8,3% em 2011...

A indústria fabricante de carroçarias de ônibus (urbanas, rodoviárias, micros, minis e intermunicipais) está terminando 2011 com um ótimo resultado, uma vez que somando a produção para atender os mercados interno e externo, o volume produzido deverá atingir cerca 35 a 35,6 mil unidades e com isso, um crescimento de 8,3% ante as 32.821 unidades fabricadas em 2010.
 
Quarto maior produtor mundial de carroçarias de ônibus, com capacidade instalada para fabricar entre 40 a 42 mil unidades, a indústria deverá comercializar no mercado doméstico em torno de 31 a 31,5 mil unidades e exportar entre 4.050 a 4.100 unidades, conquistando crescimento de 11% e perda de 8,5 a 9%, respectivamente. “Nossas vendas domésticas continuam extremamente representativas, representando 88,5% do volume produzido, enquanto às exportações respondem por 11,5%”, explica José Antônio Fernandes Martins, Presidente do SIMEFRE – Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários.
 
De acordo com o Presidente do SIMEFRE, em 2010 a indústria produziu 32.821 unidades, das quais 28.256 foram comercializadas no mercado doméstico e 4.565 mil unidades exportadas.
 
No acumulado de janeiro a outubro de 2011, as empresas da área fabricaram 29.041 unidades e registraram crescimento de 8,3% sobre as 26.804 carroçarias do ano passado. As vendas domésticas nos dez primeiros meses do ano somaram 25.718 unidades obtendo desempenho 11.1% acima das 23.166 carroçarias vendidas em 2010 e as exportações totalizaram 3.313 unidades recuando 8,9% ante as 3.638 unidades exportadas até outubro do ano passado.
 
Para Martins o desempenho do setor em 2011 recebeu a influência de vários fatores positivos e negativos. Entre os pontos positivos estão o PSI – Programa de Sustentação do Investimento, do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que oferece oito anos de prazo, a juros de 10% e financia 90% do bem para pequenas e médias empresas. “Além disso, houve um aumento do poder aquisitivo da população, que passou a viajar mais e levou às empresas de ônibus aumentarem suas frotas”, pontua Martins.
 
Compra antecipada aquece vendas - Segundo o Presidente do SIMEFRE os empresários de ônibus anteciparam a renovação das frotas porque a partir de 2012, todos os comerciais (caminhões e ônibus) movidos a diesel que sairem das linhas de montagens estarão dentro da norma Euro V e, consequentemente, entre 10% a 15% mais caros. 
 
Outro fator alavancador do desempenho, no entender de Martins foram as vendas através do programa Caminho da Escola do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), que oferece crédito do BNDES com financiamento de até 100%, juros fixos de 4,5% e prazo de pagamento até 8 anos. Este segmento - criado em 2008 pelo ex-presidente Lula – já somam 22 mil unidades. “Em 2011, ele responderá por cerca de 15% das vendas do setor, ou 5 mil unidades. A modalidade Finame continua importante, para os fabricantes da área, uma vez que ela representa mais de 80% das vendas do setor”, explica. 
 
Perspectivas 2012 – Segundo o Presidente do SIMEFRE é tremendamente difícil fazer estimativas numa situação em que o mundo todo está em crise e ninguém sabe qual será o futuro dos que estão envolvidos no Euro. “Qualquer colocação deve ser muito bem entendida para não causar alardes. Uma previsão, com a Europa completamente desorganizada e, principalmente, sem que tenha ocorrido o equacionamento das dívidas desses países (Itália, Portugal, Espanha, Grécia e Irlanda) pelos países lideres da comunidade européia (França e Alemanha), deixa uma expectativa de incertezas”. No entender de Martins, o Brasil certamente não sairá ileso da crise. “Vivemos uma economia internacional de muita turbulência e querendo ou não ela vai afetar nosso crescimento”, alerta Martins.
 
Segundo ele, em 2012 o mercado total de carroçarias de ônibus poderá ser 7 a 10% menor do em 2011. As vendas para o mercado interno ficarão de 6 a 8% menores ante o resultado de 2011 e as externas, caso trabalhemos com dólar entre US$ 1,7 a US$ 1,75 poderão registrar aumento de 8 a 10%, quando comparadas as unidades exportadas no exercício que termina. 
 
Para Martins a perda esperada para 2012 não será desesperadora, pois o setor estará retornando ao patamar de 2010, que foi um ano recorde para as empresas da área. Porém, os números previsto só valerão “se conseguirmos fazer com que o BNDES aprove o Finame Verde (linha de crédito especial do PSI para os ônibus que serão fabricados dentro da norma Euro V), com financiamento de 100% do bem, juros fixos de 7% e prazo de pagamento até 10 anos. “Se conseguirmos isso, a possibilidade de termos um bom desempenho no próximo ano será muito boa”, diz Martins. 
 
No entender do presidente do SIMEFRE, o PIB (Produto Interno Bruto) não deverá ser superior a 3%. “Alguns segmentos deverão fechar em 2%. Para 2011, havia sido previsto um PIB da ordem de 4% a 4,5 %, mas talvez não chegue a 3% ou 3,2%”. 
 
Por outro lado a economia brasileira, apesar da crise traz tranqüilidade. O grande grau de confiança no país cresceu muito em função dos fundamentos macros econômicos. “Temos uma reserva cambial de US$ 350 bilhões; um depósito compulsório disponível para uma emergência de R$ 440 bilhões; os juros estão caindo (de 12% caiu para 11%) e deve baixar para 10,5% a 10% em 2012. Outras circunstâncias que favorecem nossa economia são:
 
- Estabilidade política;
 
- Ano eleitoral;
 
- Sistema bancário regulamentado;
 
- Empresas – em geral - capitalizadas e lucrativa; 
 
- Grande produtor de commodities agrícola; 
 
- Maior produtor de commodities minerais;
 
- Pré sal e outras bacias petrolíferas que poderão torna o país possível exportador do produto. 
 
Nova Gestão - A nova diretoria do SIMEFRE – empossada hoje (6 de dezembro de 2011) tem como grande meta para o próximo mandato, combater a forte desindustrialização que vem atacando muitos segmentos da nossa área industrial de transformação que deve fechar o ano com um déficit próximo a US$ 60 bilhões, quando há cinco anos este número era positivo em US$ 6 a 7 bilhões. 
 
Este déficit foi causado pela presença violenta das indústrias asiáticas, principalmente as chinesas porque não termos poder de competitividade. Com isso, elas estão vendendo volumes fantásticos dentro Brasil e criou este processo de desindustrialização, que já ocorreu nos EUA. As lojas de departamento dos Estados Unidos só comercializam produtos chineses (radio, TV., telefones, geladeiras, roupas etc). “Essa desindustrialização dos EUAs gerou um desemprego acima de 9% e agora começa afetar a nossa indústria de transformação no Brasil de maneira bastante preocupante, embora nosso índice de desemprego seja muito confortável comparado aos da Europa é de 6%”, pondera Martins.
 
A desindustrialização é causada por fenômenos estruturais, como taxa de juros e carga tributária altas; sistema de logística deficiente; infraestrutura (metroferroviário, rodoviária, aeroportuário) que não funciona e está aquém do desenvolvimento do País; câmbio volátil que prejudica o planejamento dos exportadores. Existe ainda, o problema da triangulação ou circunvenção, que é a utilização de indústrias chinesas que trazem produtos em CKD e montam em países do Mercosul. Isso ocorre porque não existe inspeção aduaneira suficiente para verificar de o produto possui certificado de origem de 60%. Com isso, os produtos entram com imposto zero e tiram completamente a competitividade dos fabricantes brasileiros.
 
“O plano Brasil Maior, anunciado pelo Governo Federal aborda fortemente o assunto, autorizando o aumento da quantidade de técnicos disponíveis para fazer inspeção, devendo, provavelmente, contar com a participação do Inmetro – Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial. Com esta ação, esperamos que ele possa debelar este mal que é tão grande ou maior que a desindustrialização”, reforça Martins.
 
No entender do Presidente do SIMEFRE, o plano Brasil Maior representará uma desoneração fiscal da ordem de R$ 27 bilhões, mostrando que o Governo está empenhado em trazer competitividade às empresas. “Martins pede agilidade na regulamentação e que o mesmo seja ampliado para outros setores (ônibus, ferroviário, empresas operadoras de transportes, entre outros)”. 
 
A diretoria do SIMEFRE tem, ainda, como bandeira a regulamentação da lei que estabelece margem de 25% às empresas brasileiras em concorrências internacionais. A indústria ferroviária sofreu muitos ataques das chinesas e coreanas perdendo muitos negócios em função de preços não competitivos. Através dessa lei nossas empresas poderão ser beneficiadas com preço de até 25% a mais. 
 
Prioridades: Guerra a desindustrialização e a triangulação; luta para que o plano Brasil Maior seja implantado e ampliado em sua totalidade; aumento da competitividade; buscar melhora substancial do setor de infraestrutura; de logística; equacionamento do sistema tributário; acabar com a guerra fiscal entre estados; fazer com que plano pré sal se desenvolva rapidamente e com eficácia. 
 
O comportamento do mercado em 2012 vai depender muito do governo brasileiro e também do desenrolar da crise européia, principalmente, do apoio que os EUA, França e Alemanha possam dar aos problemas de endividamento e que eles possam ser equacionados. Guerra fiscal é extremamente negativa, favorecem alguns estados em detrimento de outros isso é outro item que através do plano Brasil Maio deveria ser conseguida uma solução para acabar com a guerra fiscal que é extremamente prejudicial para a indústria.
 
Publicado por Katia Siqueira NOTÍCIAS - Veículos  em 08/12/2011 - http://www.segs.com.br/