Palestra para Motoristas

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sábado, 15 de outubro de 2011

MOBILIDADE DE FAZ DE CONTA: Ônibus deixam Largo da Batata mas não se integram ao Metrô...

Largo da Batata
MOBILIDADE INCOMPLETA. Dezessete linhas intermunicipais gerenciadas pela EMTU não param mais no Largo da Batata, em Pinheiros, e vão até a Estação Butantã da linha 04 do Metrô apenas. Até aí, tudo bem. Não vai haver sobreposição, o metrô vai mais rápido que o ônibus e vai evitar que ônibus andem no trecho ociosos. Mas tudo isso não terá integração tarifária entre os modais. Assim, para andar poucos quilômetros, ou o passageiro paga outra tarifa ou então espera uma linha de ônibus que vai absorver a demanda de 17, inevitavelmente ficando lotada.
Linhas de ônibus intermunicipais não param mais no Largo da Batata em Pinheiros
Dezessete linhas foram transferidas para a Estação Butantã do Metrô
ADAMO BAZANI – CBN
Passageiros de ônibus intermunicipais gerenciados pela EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos, que tinham ponto final no Largo da Batata, em Pinheiro, na zona Oeste de São Paulo, devem estar atentos.
A partir deste sábado, dia 15 de outubro de 2011, 17 linhas mudam o ponto final que foi transferido do Largo da Batata para a Estação Butantã, da linha 04 Amarela, do Metrô, na Capital Paulista.
O objetivo é evitar trechos que poderiam ficar ociosos com pouco passageiros por conta de sobreposições entre a linha de Metrô e as de ônibus.
A mudança atinge a Rodovia Raposo Tavares, Avenida Corifeu de Azevedo Marques e Avenida Vital Brasil. De acordo com a EMTU, o trânsito deve melhorar nestas vias já que pelo encurtamento de linhas, o número de ônibus intermunicipais que passam nesta região deve cair de 54 para 20 veículos por hora.
CUIDADO PARA NÃO PAGAR MAIS:
O problema é que foi pensada na sobreposição para as empresas de ônibus, mas do ponto de vista do passageiro não.
Quem quiser seguir da Estação Butantã sentido estação Faria Lima, que é perto do Lardo da Batata, vai ter de pagar a segunda tarifa. Não há integração tarifária entre ônibus e metrô.
A única alternativa é uma linha de ônibus especial que será criada entre o bairro Butantã e o Largo da Batata. Mas a expectativa é de tumulto, já que esta linha vai absorver a demanda de 17 linhas, mesmo com trajeto menor e mais carros, as lotações devem ser inevitáveis.
Assim, a mudança, do ponto de vista operacional foi boa. Os ônibus não correm o risco de se esvaziar no meio do caminho, no Butantã, e seguirem quase ociosos até o Largo da Batata.
Mas para o passageiro, não haverá uma compensação a altura.
Se quiser seguir de metrô, o usuário vai ter de pagar uma tarifa a mais por sentido. Seriam quatro passagens ida e volta.
Se quiser ir de ônibus da nova linha especial, vai enfrentar lotação e aperto. São novidades que mostram evolução no sistema, mas que não foram aplicadas como um todo, para o passageiro.
Pelo custo maior e tempo também de deslocamento entre um ônibus e outro, alguns passageiros dizem que dependendo da situação, vão preferir o carro de passeio.
E é justamente isso que as políticas de mobilidade não devem permitir.
Formas que não incentive o transporte público.
Criar uma linha de metrô e encurtar as de ônibus sem oferecer uma integração tarifária é aumentar o custo de transportes, uma das principais queixas do trabalhador.
E como subsidiar as integrações?
Não é nenhuma fortuna. Estudos apontam que não são necessárias novas formas de custeio. É só saber usar melhor o dinheiro que existe. Evitar desperdícios e investimentos em modais mais políticos que técnicos e que são caros, como monotrilho e VLT, sendo que para a cidade de São Paulo, expansão do Metrô e criação de corredores de ônibus BRT decentes, além da modernização da malha da CPTM, é fazer o mesmo que o VLT e o monotrilho proporcionam, mas gastando bem menos.
CONFIRA AS LINHAS DE ÔMNIBUS QUE NÃO PARAM MAIS NO LARGO DA BATATA, MAS QUE NÃO SÃO INTEGRADAS AO METRÔ:
Linhas alteradas para a Estação Butantã do Metrô
036 Vargem Grande Paulista (Jardim São Marcos)
036BI1 Embu (Jardim Tomé)
037 Cotia (km 21 da rodovia Raposo Tavares)
059 Osasco (Conjunto dos Metalúrgicos)
059PR1 Carapicuíba (Jardim Novo Horizonte)
060 Osasco (Olaria do Nino)
060BI1 Osasco (Jardim Santa Maria)
061 Carapicuíba (Jardim Guapiuva)
081 Jandira (Jardim Nossa Senhora de Fátima)
297 Cotia (Caucaia do Alto)
334 Cotia (Jardim do Engenho)
404 Osasco (Olaria do Nino)
428 Barueri (Jardim do Líbano)
492 Carapicuíba (Parque Santa Tereza)
516 Jandira (Jardim Nossa Senhora de Fátima)
517 Itapevi (Centro)
543 Cotia (Jardim Santa Isabel)
Criação de linha para o terminal Butantã
572 Osasco (Jardim Santa Maria) via Raposo Tavares
Alteração de itinerário para atendimento de passagem ao Terminal Butantã
020 Carapicuíba (Vila Dirce) – São Paulo (Pinheiros) via Ponte Cidade Universitária
023 Carapicuíba (Cohab V) – São Paulo (Pinheiros) via Ponte Cidade Universitária
225 Carapicuíba (Cohab V) – São Paulo (Pinheiros) via Clínicas
061EX1 Carapicuíba (Jardim Guapiuva) – São Paulo (Pinheiros), via Ponte Cidade Universitária
Publicado em 15/10/ 2011 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.
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